O quarto estava imerso numa penumbra amarela, cortada apenas pelo brilho ocasional dos faróis de carros que passavam lá fora, arrastando sombras longas e móveis pelas paredes. O ar condicionado, lutando uma batalha perdida contra o calor úmido da noite, emitia um zumbido constante e ritmado. Marcella estava de bruços sobre o lençol de algodão, a cabeça repousada de lado sobre o braço dobrado, os olhos sem foco seguindo a dança da poeira na luz fraca que vinha da fresta da porta. Ela sentia o peso do próprio corpo, a gravidade puxando seus quadris para baixo, achatando a curva generosa do seu rabo contra o colchão. Aos 26 anos, Marcella sabia que tinha uma silhueta que virava cabeças, uma cintura estreita que explodia em quadris largos e nádegas volumosas, uma "rabida gostosa", como gostava de ouvir nos sussurros de Murilo quando ele a via passar em roupas justas.
Mas naquela noite, a atenção de Murilo não era apenas visual. A cama rangeu suavemente com o deslocamento de peso dele. Murilo, um homem de 1,90m, uma montanha de músculos e pele morena escura aos 36 anos, estava sentado na borda da cama, mas agora se deitava ao lado dela. O calor irradiado do corpo dele era imediato, um forno aceso que colava contra as costas dela. Sua mão grande, com dedos longos e calosidades nas palmas, pousou na lombar de Marcella, deslizando devagar para baixo, cobrindo a pele nua com uma trilha de fogo. Ele não disse nada, apenas respirou fundo, o som rouco enchendo o silêncio do quarto. A mão dele apertou a carne macia do glúteo dela, os dedos afundando com força, separando as bochechas do bumbum com uma possessividade que deixou o coração de Marcella acelerar, não apenas de excitação, mas de um nervosismo antigo.
Marcella sabia o que aquela mão queria. Sabia pelo jeito que a respiração dele mudara, tornando-se mais pesada, mais curta. Ela sentiu a ereção dele, dura e pesada, roçando na parte de trás da coxa. Murilo tinha um pênis desproporcional, algo que sempre fora motivo de orgulho para ele e de uma mistura de fascínio e terror para ela. Dezenove centímetros de comprimento e uma grossura que ela mal conseguia cercar com a mão. Era uma arma, uma coluna de carne dura que pulsava com vida própria. Murilo beijou o ombro dela, os lábios quentes e úmidos, e depois mordeu levemente o pescoço, um gesto animal que tirou um gemido surdo da garganta dela.
— Você quer comer meu cuzinho né amor?
— A voz de Marcella saiu um pouco trêmula, mas carregava a certeza de quem conhece os desejos do parceiro. Ela não precisou olhar para trás para saber que os olhos dele estavam vidrados, fixados naquele alvo que ele tanto cobiçava.
Murilo não respondeu com palavras. Em vez disso, ele pressionou o quadril para frente, fazendo com que aquela massa rígida de carne deslizasse mais para cima, roçando perigosamente entre as nádegas dela. Ele grunhiu, um som gutural de confirmação, e a mão dele apertou com mais força, o polegar encontrando o anel muscular contraído e fazendo pressão, apenas o suficiente para testar a resistência, para avisar do que estava por vir. O calor da glande, mesmo através da fricção da pele, parecia queimar.
Marcella fechou os olhos com força. A imagem daquela coisa entrando nela surgiu na mente, vívida e brutal. Ela já tinha tentado antes, em outras ocasiões, com lubrificantes e paciência, mas a dor sempre vencia o prazer. A sensação de estar sendo rasgada ao meio, a pressão insuportável no sacro, a impressão de que o corpo dela simplesmente não tinha espaço para acomodar tudo aquilo. Ela amava Murilo, amava a força dele, a maneira como ele a dominava na cama com aquela piroca gigante, mas o cu era um limite, uma fronteira que a anatomia dela parecia recusar.
— Mas estou com medo de encarar essa sua rola enorme, meu negão.
— Ela admitiu, virando o rosto para olhá-lo. O medo era visível em seus olhos, dilatados na penumbra. Ela colocou a mão sobre a dele, interrompendo o movimento do polegar.
— Sério, Murilo. Você não faz ideia de como isso machuca. É grande demais, grosso demais... eu sinto que vou desmaiar de tanta dor antes de você conseguir entrar tudo.
Murilo suspirou, frustração explodindo em suas narinas. Ele parou o movimento, mas não se afastou. O pênis dele continuava pulsando contra a coxa dela, uma batida constante de desejo não resolvido. Ele olhou para ela, e depois para o rabo dela, a indecisão travando seus movimentos. Ele queria demais, a fome era física, mas ele também sabia que não queria machucá-la de verdade. Marcella sentiu a tensão nos músculos dele, a luta interna entre o instinto predatório e o cuidado.
Ela odiava ver aquele olhar de decepção, mesmo que sutil. Marcella queria satisfazê-lo, queria ser a mulher que podia aguentar tudo, mas a realidade física era implacável. Então, uma ideia, nascida de conversas de bar e confissões de amigas, começou a tomar forma na cabeça dela. Não era a solução tradicional, não era o conto de fadas romântico, mas era uma solução prática. Uma forma de dar a Murilo o que ele queria sem passar pela tortura que ela temia.
Marcella afastou-se ligeiramente, virando o corpo para ficar de frente para ele. A mão dela desceu pelo peito duro dele, descendo pelos abdominais definidos, até envolver o membro dele. Era quente, veludo e duro como pedra. Ela apertou, sentindo o volume, a grossura impressionante que ela sabia que não conseguiria absorver.
— Eu não quero te deixar nessa situação...
— Ela sussurrou, aproximando os lábios do ouvido dele, deixando a respiração quente roçar o lóbulo.
— Eu sei o quanto você tá a fim disso. E eu tenho uma amiga. Uma amiga que simplesmente adora isso.
Murilo franziu a testa, as sobrancelhas juntando-se no centro. Ele olhou para ela, confuso.
— Uma amiga? — a voz dele estava rouca, grave.
— É,a Daniella...
— Marcella continuou, a mão começando a movimentar-se devagar no pau dele, um movimento de cima para baixo, apertando a glande no final do percurso.
— Você conhece ela. Aquela morena alta que veio na festa do ano passado. Lembra como ela era?
Murilo parou por um segundo, a memória acessando o arquivo mental. Daniella. Uma mulher deslumbrante, com um corpo que era feito para pecados. Ele lembrava do vestido justo que ela usava, a maneira como andava, confiante e provocante.
— Daniella...
— Murilo repetiu o nome, e a tensão no ar mudou. O desejo não diminuiu, apenas redirecionou.
Marcella sorriu, um sorriso malicioso, vendo o interesse despertar nos olhos do marido. Ela apertou o pau dele com mais força, sentindo o pulso acelerar
— Pois é, amor. E a Daniella tem um bundão que é de dar água na boca...
— Marcella descreveu, a voz ficando mais baixa, mais suja.
— Ela me contou umas coisas, Murilo. Coisas que ela gosta de fazer. Ela não tem medo de tamanho. Pelo contrário, ela vive dizendo que quanto maior, melhor. Ela ama dar o cuzinho. Diz que é o jeito mais rápido de ela gozar.
A imagem de Daniella, com aquele corpo escultural e aquele rabo enorme, se sobrepondo à realidade do quarto, fez Murilo engolir em seco. Marcella sentiu o pênis dele pulsar violentamente na mão dela, uma resposta involuntária e poderosa à sugestão.
— Imagine só...
— Marcella continuou, roçando os seios no peito dele, sentindo os pelos duros do peito do marido arranhando os mamilos dela.
— Eu chamo ela pra cá. A gente pode... dividir. Ou você pode ficar só com ela, se eu não aguentar ver. Mas ela vai conseguir aguentar essa sua rola, Murilo. Ela vai abrir o cu pra você e pedir mais. Ela vai te dar o que eu não consigo dar.
Marcella olhou nos olhos dele, vendo a luxúria tomando conta, suplantando a frustração anterior.
— O que você acha, amor? Quer que eu chame a Daniella pra você comer o cuzinho dela? Ela vai adorar ser esticada por você!




