O silêncio do apartamento de Ana sempre parecia mais pesado nas noites de sexta-feira. Há meses, sua única fuga da rotina solitária era a tela do celular, mais especificamente as mensagens no site Liberal. Ali, sob o codinome "Sexy hot", ela trocava confissões, fantasias e segredos inconfessáveis com "shotmanpoa, um homem cuja voz textual a incendiava, mas cujo rosto permanecia um mistério instigante. Depois de semanas de um jogo de sedução virtual milimetricamente calculado, eles finalmente decidiram cruzar a linha. O ponto de encontro: a suíte discretamente reservada de um hotel boutique no centro da cidade. Quando Ana ouviu a batida suave na porta do quarto, seu coração saltou no peito. Ela respirou fundo, ajeitou a camisola de seda vermelha que desenhava suas curvas e abriu a porta. A realidade superou qualquer expectativa virtual. Ele era alto, tinha um olhar intenso que parecia desarmá-la por completo e um sorriso de canto de boca que exalava pura autoconfiança. — Finalmente, Sexy hot — ele disse, com uma voz grave que ecoou diretamente na espinha dela. Não houve espaço para conversas triviais ou o gelo da timidez. O desejo acumulado em meses de mensagens explodiu no instante em que ele deu um passo para dentro e fechou a porta com o calcanhar. Shotmanpoa — ou melhor, o homem de carne, osso e puro magnetismo à sua frente — a puxou pela cintura, colando seus corpos. O primeiro beijo foi urgente, faminto, misturando a ansiedade da espera com a certeza da posse. As mãos dele, firmes e quentes, subiram pelas costas de Ana, deslizando as alças de sua camisola por seus ombros, que deslizou suavemente pelo seu corpo, revelando uma lingerie de renda vermelha escolhida a dedo para aquela noite. Ana arqueou o corpo quando os lábios dele deixaram sua boca e começaram a trilhar um caminho de beijos ardentes pelo seu pescoço, descendo pelo colo até morder de leve a curva de seu ombro. Ela enterrou os dedos nos cabelos dele, rendendo-se completamente à sensação de ser tocada, desejada e preenchida por aquela presença avassaladora. Ele a guiou até a cama King-size iluminada apenas pela penumbra dos abajures. Deitou-a com uma lentidão provocante, posicionando-se entre suas pernas. Os olhos fixos nos dela, ele despiu-se com movimentos calmos, revelando um corpo imponente que fez o ventre de Ana contrair de pura expectativa. — Você é ainda mais perfeita do que nas fotos que me mandava — ele sussurrou, a voz carregada de segundas intenções enquanto suas mãos começavam a explorar as coxas dela, subindo lentamente até encontrar a intimidade já completamente úmida de Ana. Um gemido baixo escapou dos lábios dela quando os dedos dele começaram um toque rítmico, habilidoso, conhecendo seu corpo com a propriedade de quem já havia lido todos os seus desejos na tela do computador. Ana segurou os lençóis com força, entregando-se ao ritmo dele, enquanto ele a beijava com uma intensidade que a fazia perder o fôlego. Quando o ápice parecia inevitável, ele se posicionou sobre ela. O encaixe foi perfeito, um choque elétrico que fez ambos suspirarem em uníssono. A solidão que Ana sentia evaporou completamente, substituída pelo calor da pele, pelo som da respiração acelerada e pelo ritmo intenso e compassado dos corpos que se moviam em uma sincronia selvagem. A cada investida mais profunda, o prazer subia em ondas. Ele a segurava pelos quadris, ditando o ritmo de um encontro que parecia uma dança proibida. Ana se entregou ao delírio do momento, arranhando levemente as costas dele enquanto o clímax os envolvia juntos, uma explosão de puro êxtase que deixou os dois ofegantes, abraçados e imersos no calor daquela noite inesquecível. O mundo virtual tinha ficado para trás; a realidade deles agora era pele, suor e desejo realizado
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