A névoa fria da Serra Gaúcha começava a lamber as janelas coloniais de Antônio Prado, mas o clima dentro daquela suíte de luxo estava prestes a ferver. Havia nove dias — longos, torturantes e vazios — que ela não sabia o que era o toque de alguém. Nove dias sem sexo, com o desejo acumulado vibrando sob a pele a cada calafrio que o inverno serrano trazia. Hospedada em um hotel impecável, cercada de conforto, tudo o que ela realmente queria era uma noite de puro pecado, prazer sem amarras e muito suor. ?Inquieta, o corpo clamando por adrenalina, ela pegou o celular. Abriu o site CRS, os olhos correndo ansiosos pelos perfis até que um em especial fez sua respiração travar. Era a personificação de uma tentação sob medida: um loiro deslumbrante, de profundos olhos azuis e impressionantes 1,86 m de altura. O magnetismo foi imediato. ?O chat começou morno, mas o flerte rapidamente ganhou contornos perigosos. Entre risadas virtuais e confissões provocantes, ela soltou a faísca que faltava: "Estou completamente sozinha neste hotel em Antônio Prado... e o frio aqui dentro está insuportável." A resposta dele veio como um comando: "Estou saindo de Caxias do Sul agora. Me espera." ?Menos de uma hora depois, a campainha da suíte tocou. ?Quando ela abriu a porta, o impacto visual a deixou sem fôlego. Ele era ainda mais imponente ao vivo. O perfume importado dele misturou-se com o aroma de vinho que ela bebia. Não houve espaço para formalidades. Os olhos azuis dele desceram pelo corpo dela com uma fome voraz, e, sem dizer uma palavra, ele a prensou contra a parede. ?A boca dele, quente e urgente, encontrou a dela em um beijo profundo, dominador, que fez as pernas dela vacilarem. O contraste das mãos grandes e firmes dele tirando o casaco pesado dela e subindo pela pele sedenta causou um arrepio violento. A urgência de nove dias de espera explodiu. ?Ele a pegou no colo sem o menor esforço, as pernas dela enroscando-se na cintura daquele homem de 1,86 m de puro músculo. Na cama King Size, as roupas viraram apenas um obstáculo rapidamente descartado. Cada centímetro daquele corpo loiro era um convite ao excesso. Os dedos dele exploravam as curvas dela com precisão, arrancando gemidos manhosos que ecoavam pelo quarto luxuoso, enquanto a boca dele descia pelo pescoço, seios e barriga, deixando uma trilha de fogo. ?Quando o desejo atingiu o ápice e ele a possuiu, o mundo lá fora sumiu. Cada estocada firme e profunda era a resposta exata para a agonia daqueles dias de seca. O ritmo era intenso, selvagem, embalado pelo som dos corpos se chocando e da respiração arquejada de ambos. Ela enterrava as unhas nas costas dele, rendida ao prazer avassalador, enquanto os olhos azuis dele a encaravam fixamente, saboreando o poder de levá-la ao delírio. ?A madrugada em Antônio Prado testemunhou múltiplos orgasmos, lençóis revirados e uma entrega tão quente que os vidros da suíte terminaram completamente embaçados. O frio da Serra não tinha chance contra o incêndio que os dois causaram.
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