Um Italiano chamado Lucca

A tarde de outono em São Leopoldo pedia exatamente o que elas estavam fazendo: varanda, conversas soltas e uma garrafa de vinho tinto encorpado que já passava da metade. Camila rodava o líquido na taça, rindo de uma piada de sua prima, Juliana. O sol começava a baixar, trazendo aquela luz dourada e preguiçosa que deixa tudo mais sensual.
?Mas a mente de Camila estava em outro lugar. Um calorzinho persistente começava a subir por suas pernas, alimentado pelo álcool e por um desejo repentino de quebrar a rotina.
?— Ju, me dá cinco minutinhos. Vou ao banheiro e já volto — disse Camila, levantando-se com um sorriso cúmplice.
?Trancada no banheiro, ela se encostou na pia. O coração acelerou só de abrir o navegador do celular e entrar naquele famoso site liberal. A adrenalina de se expor, mesmo que virtualmente, a deixou molhada instantaneamente. Decidida a brincar com o perigo, ela digitou um anúncio na linha do tempo local:
?"Perdida em São Leopoldo nesta tarde fria... Alguém se habilita a me resgatar e me aquecer?"
?Não demorou nem dois minutos. O celular vibrou. A notificação piscava com um codinome que emanava mistério: Horus 86.
?“Estou a cinco minutos de você. Me manda a localização. O resgate está a caminho.”
?Camila visualizou a foto de perfil e perdeu o fôlego. O homem era um deus. Mandou o endereço da esquina da casa da prima, inventou uma desculpa rápida para Juliana dizendo que um "imprevisto imperdível" tinha surgido, e desceu os degraus do prédio com as pernas bambas.
?O Resgate
?Quando ela chegou à calçada, um carro preto imaculado parou suavemente. O vidro fumê desceu, revelando o homem da foto — que conseguia ser ainda mais impressionante pessoalmente. Horus 86 era a definição do italiano perfeito: traços marcantes, maxilar bem delineado, uma barba por fazer impecável e olhos escuros que pareciam ler a alma (e as fantasias) de Camila. Ele vestia uma camisa social levemente aberta no colarinho, exalando um perfume importado amadeirado que invadiu o olfato dela antes mesmo de ela entrar no veículo.
?— Camila? — A voz dele era um sotaque grave, aveludado, com aquela cadência italiana que faz qualquer palavra soar como um convite para o pecado.
?— Eu mesma. Você deve ser o meu salvador — ela respondeu, deslizando para o banco do carona, sentindo o calor do couro e do corpo dele.
?— Você parecia muito perdida... — Ele sorriu, uma mecha de cabelo castanho caindo levemente sobre a testa. Ele engatou a marcha, e a mão dele, grande e firme, pousou na coxa de Camila, subindo lentamente por baixo do tecido do vestido dela. — Sei exatamente o lugar perfeito para te abrigar.
?No Motel Xangai
?O destino não poderia ser outro: o Motel Xangai, um clássico da região conhecido pela discrição e pelo luxo de suas suítes. Eles mal esperaram a porta da garagem fechar. Assim que Horus desligou o motor, as mãos dele já estavam na nuca de Camila, puxando-a para um beijo devastador. A boca dele tinha gosto de urgência. A língua do italiano explorava a dela com uma possessividade que fez Camila gemer alto dentro do carro.
?Eles subiram para o quarto num borrão de carícias e roupas que iam ficando pelo caminho.
?A suíte era envolta em luzes vermelhas e espelhos estrategicamente posicionados. Horus dominava o espaço com a confiança de um predador. Ele despiu a camisa, revelando um peito definido, ombros largos e uma pele bronzeada irresistível. Camila estava apenas de calcinha e sutiã de renda preta, encostada na parede de espelho, arqueando as costas enquanto admirava o homem perfeito à sua frente.
?— Dio santo... Você é maravilhosa — ele sussurrou, a voz rouca de desejo, misturando o italiano ao português.
?Ele a pegou no colo com extrema facilidade, as coxas dela envolvendo a cintura forte dele, e a levou até a cama king-size.
?Momentos Alucinantes
?O que se seguiu foram horas de puro delírio sensorial. Horus não tinha pressa, mas tinha uma intensidade alucinante. Ele começou distribuindo beijos molhados pelo pescoço de Camila, descendo pelos seios, mordiscando a pele macia de sua barriga até chegar ao centro de sua intimidade. Quando a língua quente e ágil do italiano encontrou o clitóris dela, Camila enterrou as mãos nos cabelos densos dele, jogando a cabeça para trás e implorando por mais.
?Ela gozou forte, gritando o nome dele no quarto ecoante, o corpo tremendo inteiro sob o comando daquela boca divina.
?Mas Horus estava apenas começando. Ele se posicionou sobre ela, o olhar fixo e penetrante. Quando ele a preencheu, o encaixe foi tão perfeito que arrancou um suspiro uníssono dos dois. Os movimentos começaram lentos, profundos, mas logo se transformaram em um ritmo frenético e selvagem.
?O som dos corpos se chocando, os gemidos ecoando nas paredes espelhadas do Xangai e a visão daquele italiano forte e suado penetrando-a com força criaram uma atmosfera de transe. Camila via seu próprio reflexo no teto, completamente entregue ao prazer nas mãos de um desconhecido perfeito.
?Ele a virou de costas, puxando-a pelos quadris, encaixando-se novamente com ainda mais profundidade. A sensação era avassaladora. A cada estocada de Horus, Camila sentia que ia perder os sentidos. Ele sussurrava palavras quentes em italiano no ouvido dela, acelerando o ritmo até o limite.
?O ápice veio como uma onda gigante. Camila contraiu-se inteira em um orgasmo múltiplo e devastador, enquanto Horus, dando suas últimas e potentes estocadas, soltou um rugido grave e descarregou todo o seu desejo dentro dela, desabando exausto, mas vitorioso, sobre suas costas.
?Mais tarde, deitados entre os lençóis bagunçados, o peito de Camila subia e descia enquanto ela olhava para o teto, com um sorriso de satisfação plena nos lábios. Horus acariciava suas costas com os dedos longos, deixando um beijo terno em seu ombro.
?Aquela tarde em São Leopoldo, que havia começado pacata com uma simples taça de vinho, definitivamente tinha se tornado a melhor e mais alucinante aventura de sua vida.

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Ficha do conto

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Nome do conto:
Um Italiano chamado Lucca

Codigo do conto:
263193

Categoria:
Confissão

Data da Publicação:
29/05/2026

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