Lá fora, a noite de Porto Alegre se vestia com aquela chuva fina e persistente, típica do Centro Histórico. Os paralelepípedos da Rua da Praia e as ladeiras perto da Catedral Metropolitana brilhavam sob o reflexo amarelado dos postes antigos. O som abafado das gotas batendo na vidraça do loft criava a trilha sonora ideal para o isolamento a dois. ?Ana olhava pela janela, observando o topo dos prédios históricos sumindo na névoa úmida, sentindo aquele frio sutil que pede um abraço apertado. A cidade lá fora parecia cinzenta e distante, mas o clima dentro do loft estava prestes a pegar fogo. ?O Pouso Forçado ?A campainha quebrou o silêncio do ambiente. Ao abrir a porta, Ana deparou-se com o comandante. Eduardo trazia os ombros levemente molhados pela garoa e o cabelo escuro desalinhado pelo vento da capital. Ele não sorriu; apenas a encarou com uma intensidade que fez o estômago de Ana revirar de expectativa. ?"A visibilidade lá fora está zero, Ana", disse ele, com a voz grave, dando um passo para dentro e fechando a porta, isolando o barulho da chuva. "Mas aqui dentro, eu sei exatamente onde quero pousar." ?Ele deu um passo à frente, reduzindo a distância entre os dois a nada. Suas mãos, frias da noite de Porto Alegre, subiram pelo pescoço de Ana, contrastando deliciosamente com o calor da pele dela. O beijo foi imediato: profundo, molhado e com sabor de urgência. ?Sem Direção, Sob Comando ?Eduardo a conduziu pelas sombras do loft, iluminado apenas pelas luzes intermitentes da avenida que entravam pela janela. A chuva fina batendo no vidro ditava um ritmo hipnótico, mas o ritmo do comandante era outro, muito mais voraz. ?O Desejo: Ele a prensou contra a parede de tijolos maciços do loft antigo. Com uma das mãos, prendeu os pulsos de Ana acima da cabeça dela, enquanto a outra mão descia com firmeza, subindo a saia dela e descobrindo a pele quente de suas coxas. ?O Sussurro: "Você disse que estava perdida no Centro Histórico...", ele sussurrou contra os lábios dela, a respiração acelerada. "Esquece as ruas. Sente o meu comando." ?A Renda: Ana soltou um gemido baixo quando os dedos dele encontraram sua intimidade, já completamente úmida e necessitada de toque. Ela tentou se mover, mas o aperto dele era firme, dominador, controlando cada centímetro da sua reação. ?A Tempestade Perfeita ?Ele a suspendeu no colo com facilidade, e Ana entrelaçou as pernas ao redor da cintura dele, sentindo o volume rígido do comandante pressionar o seu limite. Eduardo a levou até a cama perto da janela. Enquanto a chuva fina continuava a lavar as ruas históricas lá fora, uma verdadeira tempestade de sentidos desabava entre as quatro paredes. ?O encaixe foi profundo, arrancando de Ana um suspiro longo que embaçou o vidro próximo. Eduardo mantinha o controle absoluto da situação: ditava a velocidade, o ângulo, e a profundidade, fazendo Ana se perder inteiramente no prazer, esquecendo quem era e onde estava. Ela era dele, navegando às cegas sob a direção daquele homem. ?O ápice veio como um trovão silencioso no peito de ambos. Ana arqueou as costas, entregando-se ao espasmo final enquanto cravava as unhas nos ombros dele. Eduardo seguiu o ritmo dela, descarregando toda a sua intensidade e prendendo os lábios nos dela para abafar o próprio grito de satisfação. ?Mais tarde, com o ritmo cardíaco finalmente calmo, os dois ficaram abraçados sob os lençóis, ouvindo o sussurro eterno da chuva fina do Centro Histórico. Ana sorriu no escuro. A capital gaúcha podia ser fria e labiríntica, mas ela havia encontrado o melhor abrigo nos braços daquele comandante.
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