Um presente serrano

O vento cortante de Canela batia contra as vidraças de um apartamento na Serra Gaúcha, pela vidraça ela podia vislumbrar as luzes que iluminavam a Cadetral de Pedra, a única testemunha, mas dentro daquelas quatro paredes, o calor era quase palpável. sexyHot observava o embaçado do vidro enquanto deslizava o polegar pela tela do celular, revisitando o histórico de mensagens.
Tudo havia começado no dia 23 de maio, em um site liberal. Ele não era como os outros; Roger a conquistou pela inteligência e pelo olhar apurado. Ao comentar sobre o ensaio sensual dela, ele não foi vulgar. Falou da composição, da iluminação e da entrega fotográfica, reconhecendo a arte por trás da exposição. sexyhot, que sempre se orgulhou de sua independência e da carreira sólida que construiu fora dali como uma profissional respeitada, sentiu-se finalmente vista.
Porém, o caminho até ali teve seus percalços. Em um momento de descuido, Roger cometeu o erro tático de perguntar se ela "vendia conteúdo". O impacto foi imediato. sexyhot, sentindo sua integridade profissional e sua autonomia serem reduzidas a uma transação, impôs um limite severo. O desentendimento serviu para mostrar que ela não estava ali por necessidade, mas por puro e livre desejo. Ele entendeu o recado, pediu desculpas e a admiração mútua só cresceu.
As conversas migraram para o WhatsApp e o tom subiu. O desejo, antes contido em elogios técnicos, tornou-se visceral.
— Estou subindo as paredes por ti. — Roger escreveu, em uma noite de insônia. — te busco ou marcamos de nos encontrar em algum lugar!
Aquelas palavras foram o estopim. sexyhot decidiu que o encontro seria naquela noite de domingo, em um PUB histórico em Hamburgo Velho.
Quando ela desceu do carro, a atmosfera do bairro antigo pareceu vibrar. Sexyhot estava uma visão: um vestido preto minúsculo, que parecia esculpido em seu corpo, sob um blazer verde que trazia um ar de elegância e mistério. Os brincos verdes balançavam conforme ela caminhava com passos decididos em seus saltos 10 pretos. O que Roger não sabia — mas descobriria em breve — era que, por baixo daquela armadura de mulher de negócios, ela vestia uma lingerie vermelha de renda, acompanhada por um persex duplo preto que apertava levemente suas coxas, provocando pequenas saliências na pele que teimavam em aparecer sob a barra curta do vestido.
O encontro no PUB foi breve; a eletricidade entre os dois tornava qualquer conversa social impossível. Os olhares se devoravam. O destino foi um motel de luxo na região.
Ao chegarem à suíte duplex, a tensão acumulada desde maio explodiu. Sexyhot começou a subir a escada que levava ao andar superior. Roger, vindo logo atrás, não conseguiu manter as mãos longe. Enquanto ela subia, ele deslizava as palmas das mãos pelas pernas dela, sentindo a textura sedosa da pele e o relevo do persex. Ao alcançar a bunda, ele a apertou com uma possessividade que fez sexyhot soltar o primeiro gemido baixo da noite, sentindo o calor dele subindo por sua coluna.
No quarto, as roupas não duraram dois minutos. O blazer verde e o vestido preto foram descartados como obstáculos irrelevantes. Roger revelou-se um mestre na arte do prazer oral. Com uma paciência devota, ele explorou cada curva, descendo do pescoço aos seios, até se ajoelhar diante dela. O contraste da lingerie vermelha com a pele clara era o convite final. O quarto parecia explodir conforme ele a levava ao limite apenas com a língua e os dedos, em um ritmo frenético que a fazia agarrar os lençóis com força.
Exaustos, eles buscaram o andar superior para um banho de banheira. O vapor subia, e a conversa, agora mais íntima e relaxada, preenchia o silêncio do pós-coito. Mas o descanso foi curto. Os olhares se cruzaram novamente entre as bolhas de sabão, e o desejo, recalcitrante, voltou a queimar.
De volta à cama, a entrega foi total. Roger a conduziu novamente através de um sexo oral voraz e preciso. Sexyhot sentiu a onda de prazer crescer de um jeito que nunca havia sentido antes; o ápice veio em uma explosão de squirt, molhando os lençóis como uma prova irrefutável de sua entrega. Sem perder um segundo, ele a possuiu, preenchendo-a com força enquanto os dois encontravam o mesmo ritmo. O domingo terminou em silêncio, com o suor secando nos corpos e a certeza de que aquele 23 de maio havia sido apenas o prólogo de algo muito maior.

                                


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Ficha do conto

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Nome do conto:
Um presente serrano

Codigo do conto:
263478

Categoria:
Confissão

Data da Publicação:
01/06/2026

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