?A terça-feira em Porto Alegre tinha um ar gelado e convidativo, mas no loft reservado para a noite, a temperatura estava prestes a atingir o ponto de ebulição. Aquele seria o terceiro reencontro entre eles — um encontro muito esperado. Com um procedimento cirúrgico marcado para os próximos dias, o desejo que queimava dentro dela era um só: estar nos braços do Anônimo GT noite. ?Dias antes, a cumplicidade entre os dois já havia começado pelo WhatsApp. Com uma pergunta simples, ela provocou: "Qual sua cor favorita para mim? Branco ou vermelho?". Ele, conhecendo bem cada curva e o tom da pele dela, não hesitou: "Pelo seu tom de pele, você ficaria perfeita de vermelho". ?Ela chegou a Porto Alegre no final da tarde, fez o check-in e começou os preparativos para a noite. Conhecida na comunidade como Sexy Hot, ela mantinha o hábito de instigar seus seguidores antes dos encontros. Desta vez, decidiu pregar uma pegadinha. Vestiu um conjunto todo branco, tirou uma foto sensual e postou na rede, sabendo que ele veria. ?Minutos depois, a tela do celular acendeu com a mensagem dele: "Estou a caminho". ?Um sorriso provocante surgiu nos lábios dela. Rapidamente, tirou a lingerie branca e começou a verdadeira transformação. Vestiu um espartilho vermelho ajustado com cinta-liga 7/8, meias no mesmo tom, um vestido estilo arrastão revelador e sapatos de salto altos também vermelhos. Cobriu-se com um robe de renda vibrante e caprichou nos detalhes: unhas perfeitamente pintadas e um batom vermelho marcante. Com uma taça de espumante em mãos, ela esperou no corredor de acesso ao loft. O bipe da fechadura eletrônica ecoou. Ao abrir a porta, ele vinha condicionado pela foto do site, esperando a pureza do branco. Em vez disso, deu de cara com a visão absoluta da tentação em vermelho. O contraste congelou o ar por um milissegundo. A surpresa nos olhos dele deu lugar a um desejo voraz. Ele deu um passo para dentro, a porta bateu atrás dele e, sem dizer uma única palavra, suas mãos agarraram a nuca dela. O primeiro beijo foi faminto, com sabor de espumante e saliva quente, a língua dele invadindo a boca dela enquanto os corpos se chocavam com força. A urgência tomou conta. O som de zíperes, o rasgar suave do vestido arrastão e o ruído do couro dos sapatos caindo no piso de madeira preencheram a sala. Ele a puxou pelo espartilho, colando o peito quente no dela, enquanto descia os beijos pelo pescoço, mordeisando a pele macia até a curva dos ombros. Eles se arrastaram para a cama em um turbilhão de toques. Ele se ajoelhou entre as pernas dela, afastando a lingerie úmida. O sexo oral começou lento, com a ponta da língua mapeando cada dobra, alternando sugações firmes e lambidas profundas. Ela cravou as unhas nos ombros dele, a cabeça jogada para trás, os gemidos aumentando de tom a cada investida. A intensidade do prazer foi tão avassaladora que seu corpo se contorceu inteiro em um orgasmo violento, liberando uma onda incontrolável de squirting que encharcou os lençóis e as mãos dele. Sem dar tempo para descanso, ele a girou na cama, encaixando-se por trás. O jogo de sedução atingiu o nível mais visceral no sexo anal. Com paciência dominadora e uma entrega absoluta de ambos, ele se infiltrou lentamente, centímetro a centímetro, fazendo-a suspirar fundo contra o travesseiro. O ritmo começou denso, profundo, e foi acelerando até virar uma estocada firme e ritmada. O som do contato de suas peles e a respiração descontrolada dominavam o quarto. Ele gozou a primeira vez ali, firme, soltando um gemido abafado no pescoço dela. A noite virou uma maratona de sensações. Eles mudaram de posição, buscando todos os ângulos. Ele a tomou de frente, olhando fundo nos olhos dela, pele contra pele, o suor brilhando sob a luz fraca do loft. O prazer dele transbordou pela segunda e pela terceira vez, esgotando cada gota de energia, enquanto ela se entregava a múltiplos ápices, totalmente dominada pelo transe daquela química perfeita. Às 3h30 da manhã, o relógio impôs o fim do encanto. Ele tinha que voltar ao trabalho. Exausto, o corpo pesado de satisfação, ele sentou na beira da cama e começou a vestir a calça, lutando contra a vontade de simplesmente desabar ali e dormir ao lado dela. Vendo-o se arrumar, o instinto dela falou mais alto. Sem dizer nada, ela se deslizou pela cama, engatinhou até ele e montou a cavalo em seu colo. Suas pernas nuas abraçaram o quadril dele. Com as mãos ainda trêmulas, segurou o rosto dele e o trouxe para um beijo calmo, profundo e extremamente sexy, sentindo a respiração cansada dele se misturar à sua. Ele parou o movimento de se vestir, encostou a testa na dela, fechou os olhos e soltou um suspiro longo, vindo do fundo do peito: — Hoje você acabou comigo... Com um esforço enorme, ele se levantou, ajeitou o restante das roupas e caminhou até a saída. Ela o acompanhou, encostando-se nua no batente da porta, o corpo ainda quente, vibrando e dolorido de prazer, guardando o desejo de que aquele reencontro não fosse o último. Ele olhou para ela uma última vez, o portal do elevador se abriu, ele entrou e as portas metálicas se fecharam. A noite de terça-feira em Porto Alegre chegava ao fim, deixando apenas o perfume do espumante e a lembrança de um encontro avassalável.
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