Dentre tantas confissões e segredos trocados em madrugadas de mensagens, um detalhe em particular ficou marcado na memória de Sexyhot: a fascinação incontestável de Alê pelo tom vermelho. O fetiche por essa cor era como uma assinatura de desejo.
Quando os compromissos profissionais finalmente exigiram que Sexyhot passasse uma semana inteira em São Paulo, ela não hesitou. “Estarei em São Paulo”, avisou. A resposta dele veio de imediato, certeira e sem rodeios: “Anotado aqui. Vamos nos ver.”
Na chegada, o alinhamento de intenções foi perfeito. Ele informou a flexibilidade de sua agenda e os dias em que poderia visitá-la — sozinho ou acompanhado de Paty, afinal, a liberdade do casal previa e autorizava esses momentos individuais de entrega. Sexyhot ajustou seus horários para recebê-lo em seu loft em uma quarta-feira de calor atípico e abafado na metrópole. O ponto de encontro estava marcado: 11h30, o horário de almoço mais aguardado do ano.
Às 11h30 em ponto, a campainha tocou.
Ao abrir a porta, a presença dele preencheu o ambiente. Alê era impecavelmente alinhado, elegante, com um porte atlético que se desenhava sob as roupas alinhadas, emanando um perfume marcante, envolto em uma simpatia e um carisma avassaladores. Mas a reação dele ao vê-la foi o primeiro triunfo daquela manhã.
Sexyhot o aguardava com uma composição milimetricamente pensada: um vestido preto de caimento suave, meias pretas 7/8 contornadas por uma renda bordô que abraçava a curva de suas coxas com firmeza provocante, e uma lingerie com cinta-liga e persex de cortar a respiração. Para coroar a cena e homenagear o desejo dele, ela segurava numa das mãos uma taça de cristal lapidado com um gelado e brilhante Chardonnay.
— Entre... fique à vontade — disse ela, com um sorriso sutil, convidando-o a se acomodar no sofá.
Entre o tilintar das taças, risos soltos e confidências compartilhadas, a atmosfera do loft foi ficando cada vez mais densa e carregada de tensão sexual. Alê, sem romper o charme que o caracterizava, encurtou a distância entre os dois. Com a mão firme e quente, segurou a nuca dela e a puxou contra o peito. A boca dele, macia e tenra, encontrou a dela em um beijo que começou profundo e rapidamente se transformou em uma exploração voraz. O jogo de línguas era faminto, ávido, misturando o sabor do vinho ao desejo acumulado por meses.
Incapazes de resistir ao toque, levantaram-se do sofá sem que os lábios se descolassem. As taças foram deixadas de lado em uma superfície qualquer. As mãos dele mapeavam as curvas do corpo dela sob o vestido, sentindo a textura da meia e a firmeza da liga, enquanto ela desabotoava a camisa dele, descobrindo a pele quente do peito atlético. As roupas foram caindo como um obstáculo desnecessário, abrindo caminho até a cama de casal.
Acomodados sobre os lençóis, Alê assumiu o comando inicial, deitando-a e descendo entre suas pernas para iniciar uma sessão de sexo oral magistral. Cada passada de língua era calculada para arrancar dela arfadas e suspiros profundos. Com sugadas firmes e rítmicas diretamente no clitóris, alternadas com toques suaves e quentes, ele a fez arquear o quadril da cama, cravando os dedos nas costas dele enquanto gemidos intensos ecoavam pelo quarto.
À beira do frisson, dominada pelo calor do próprio corpo, ela murmurou com a voz rouca de prazer:
— Venha aqui... agora é a minha vez.
Alê se posicionou de costas na cama. Sexyhot, dominando a cena, montou sobre ele. O contato de sua intimidade quente e úmida roçando na pele dele gerou um choque elétrico instantâneo. Sem pressa, ela o beijou, descendo os lábios pelo pescoço, mordiscando suavemente os mamilos dele até deslizar pelo abdômen e alcançar seu pênis, totalmente ereto e pulsante.
Ela o abocanhou com entrega e técnica. Começou a subir e descer com a boca, intercalando movimentos curtos e profundos da base até a glande. Dedicou passadas delicadas de língua na cabeça e chupadas doces, gentis e ritmadas em seus testículos, sentindo o corpo dele estremecer a cada investida. Alê gemia baixo, entregando-se por completo ao prazer daquele sexo oral hipnótico.
Incapaz de conter a urgência do momento, ele a puxou suavemente, deitando-a de costas na cama e posicionando-se sobre ela. Olhando nos olhos dela, ele a introduziu bem lentamente. A sensação de preenchimento fez ambos soltarem um suspiro longo. Os movimentos começaram cadenciados e logo foram ganhando ritmo, a intensidade crescendo à medida que o calor dos corpos se fundia.
Entregue àquele transe, Sexyhot pediu, com a voz embargada pelo desejo:
— Quero gozar de quatro...
Ele a atendeu sem hesitar. Ela se posicionou de joelhos e cotovelos, e ele a penetrou por trás. O sexo, que recomeçou calmo e profundo, rapidamente ganhou um ritmo forte, dinâmico e ritmado. O som das estocadas certeiras e do contato de pele contra pele preenchia o loft. A sincronia dos corpos os levou a uma aceleração desenfreada até que, em uma explosão simultânea de calor e tremores, os dois se entregaram ao êxtase do orgasmo juntos.
Minutos depois, recompostos e com a respiração mais calma, voltaram ao sofá para saborear novamente o Chardonnay. Sexyhot havia vestido um robby de renda na cor vermelha vibrante, que contrastava perfeitamente com a pele ainda aquecida pelo ato.
Entre conversas relaxadas e risos de cumplicidade, ela lembrou-se de um pedido curioso de um amigo cuckold, que havia pedido uma foto provocante daquele encontro. Alê, demonstrando o espírito brincalhão e desinibido que possuía, adorou a ideia imediatamente.
— Vamos voltar para a cama — disse ele, com um sorriso cúmplice —, mas você precisa deixá-lo ereto novamente. Tenho que sair bem na foto.
De volta ao quarto, ela se pós de joelhos na frente dele. Reiniciou uma sessão de sexo oral envolvente, enquanto ele, lá de cima, usava o celular para registrar os ângulos da boca dela envolvendo e acolhendo seu membro à medida que ele recuperava a firmeza total.
Em seguida, ela se colocou de quatro sobre os lençóis. Alê se posicionou atrás dela, roçando o membro ereto contra a curva de sua bunda para tirar fotos incensuráveis e cheias de provocação. Porém, o toque provocante da pele, o estímulo visual das fotos e o ambiente carregado de erotismo reascenderam o fogo entre os dois. A atmosfera tornara-se irresistível.
Sentindo a ponta rígida dele pressionar a entrada mais íntima, ela olhou por cima do ombro e pediu sem rodeios:
— Quero sexo anal.
Alê não pensou duas vezes. Pegou uma camisinha, vestiu-a e começou a penetrá-la muito lentamente. Sexyhot abriu as pernas, relaxando e entregando-se totalmente ao prazer do preenchimento gradual e intenso. Ele ainda segurava o celular com uma das mãos, registrando o início daquela invasão deliciosa, mas a sensação do aperto quente dela foi forte demais.
Sem pensar em mais nada, ele atirou o celular sobre os lençóis e segurou o quadril dela com as duas mãos.
Os movimentos tornaram-se fortes, profundos e perfeitamente ritmados. Entregue ao momento, ela afastou as próprias nádegas com as mãos para sentir o impacto direto e o toque quente da pele dele contra a sua. O ritmo acelerou, o calor do loft pareceu quadruplicar e os corpos se encontraram em uma dança avassaladora de entregas e suspiros, culminando em uma segunda e impactante onda de prazer que varreu qualquer resquício de cansaço.
Deitados lado a lado após o clímax, vendo o sol do meio-dia iluminar a sala, ela sorriu para si mesma. Definitivamente, aquele fora o melhor horário de almoço de sua vida.
