Marlene acordou primeiro. O sêmen do filho estava seco entre suas coxas, e ela não conseguia ignorar a umidade pegajosa dentro dela. Levantou-se silenciosamente, entrou no chuveiro e ligou a água mais quente que pôde. Enquanto o vapor embaçava o espelho, passou as mãos sobre a barriga e os seios, como se pudesse apagar os vestígios do que havia feito. "Sou a mãe dele", pensou. E, pela primeira vez, a frase soou obscena.
Alípio desceu as escadas mais tarde. Mal se olharam. Disse que precisava estudar fora de casa e saiu sem tomar café da manhã. Marlene ficou para trás, limpando a cozinha duas vezes, como se o pano também pudesse apagar o que haviam feito no sofá.
Os dias seguintes foram estranhos. Alípio começou a sair mais. Dizia que era para estudar, mas voltava tarde e com um cheiro diferente nas roupas. Marlene não fez perguntas. Mordeu a língua até doer.
Uma tarde, ela o viu da janela conversando com Bruna, a vizinha do outro lado do corredor. Vinte anos, curvas generosas, seios fartos que se destacavam mesmo sob moletons largos. Ela sempre gostara de Alípio; era óbvio pelo jeito como ria, como tocava nos cabelos, como corava quando ele a olhava. Marlene sentiu um desconforto no estômago, mas o ignorou.
Até a noite em que voltou tarde do supermercado.
Ao atravessar o pequeno parque, algo a fez parar atrás de um carro. Através das árvores, mal iluminadas por um poste distante, ela distinguiu duas figuras. Ficou imóvel, com o coração disparado.
Era Alípio. Encostado em uma árvore, a cabeça jogada para trás. À sua frente, de joelhos, estava Bruna. Seu moletom estava levantado até o pescoço, expondo seus seios grandes e pálidos. Alípio os segurava com as duas mãos, os dedos cravando na carne macia, enquanto ela chupava seu pênis com movimentos lentos e profundos. Ela podia ouvir o som úmido de sua boca. Podia ouvir sua respiração ofegante.
Marlene não se mexeu. Ela não piscou. Viu Bruna acelerar o passo, Alípio apertar seus seios com mais força e gozar com um gemido abafado. Viu a garota engolir, e depois, obedientemente, limpar o pênis dele com a língua. Viu-o ajudá-la a se levantar e lhe dar um beijo rápido na boca.
Algo se quebrou dentro do seu peito. Um calor escuro e violento desceu direto entre suas pernas. Ela se odiou por isso. Odiou a si mesma por continuar assistindo. Odiou a si mesma por perceber que estava molhada.
Ela chegou em casa antes dele. Serviu-se de um copo d'água, que não bebeu. Quando ouviu a maçaneta abrir a porta, ficou parada na cozinha, com as mãos no balcão.
Alípio entrou e congelou ao vê-la.
"Onde você estava?", perguntou ela suavemente.
"Estudando."
Marlene se aproximou. Cheirou o pescoço dele. Cheirava a grama úmida, à noite, à saliva de outra mulher.
"Não minta", sussurrou ela.
Ela o empurrou contra a geladeira e o beijou com ferocidade. Não era um beijo de desejo. Era um beijo de posse. Ele tentou se afastar por um segundo, mas Marlene agarrou seu rosto com as duas mãos e o beijou mais profundamente, mordendo seu lábio inferior até que tivesse gosto de sangue. Então ele correspondeu. Ele a agarrou pela cintura com força e a levantou, colocando-a sobre a bancada.
Eles arrancaram as roupas um do outro entre beijos violentos. A camiseta dela rasgou ao meio. A calça jeans dele caiu pela metade das pernas. Marlene o obrigou a sentar em uma cadeira da cozinha e subiu em cima dele. Desta vez, não houve preliminares delicadas. Ela se abaixou sobre o pênis dele, semi-ereto e o engoliu de uma só vez. Ela gemeu de dor e prazer ao mesmo tempo, pois estava seca. Começou a se mover com força, quase brutalmente, impulsionando-se para cima e para baixo com fúria. Ela se abaixou sobre ele em um movimento rápido, com um gemido abafado de dor e prazer.
Ela começou a se mover com força, quase com desprezo. Cavalgou-o com raiva, cravando as unhas em seus ombros.
"Você é meu", disse ela contra a boca dele, com a voz embargada. "Está me ouvindo? Meu. Não dela... não dela."
Alípio agarrou seus quadris e a penetrou, com força e profundidade, como se também precisasse puni-la por tê-lo visto. Ele a ergueu sem se retirar de dentro e a deitou sobre a mesa da cozinha. Abriu suas pernas e penetrou com todo o seu peso, em movimentos rápidos e brutais. A mesa rangia. Marlene gozou com um grito, contraindo-se ao redor dele em espasmos violentos, as unhas cravando em suas costas. Alípio gozou logo em seguida, grunhindo contra seu pescoço, preenchendo-a novamente, profundamente.
Eles permaneceram assim, ofegantes, suados, entrelaçados. O sêmen dele pingava sobre a mesa de madeira fria, após ter estado dentro dela.
Finalmente, foi Marlene quem falou, com a voz baixa e rouca:
"Não quero te ver com ela de novo."
Alípio não respondeu. Simplesmente encostou a testa entre os seios dela e respirou fundo contra sua pele. Nenhum dos dois sabia se era um apelo ou uma ameaça.





adorei também esse segundo capitulo, as fotos de inteligencia artificial, estão bem de acordo com o conto e assim, são um plus a mais nessa saga, adorando
Adorando a saga, filho e mãe, um que de culpa, um que de desejo e uma terceira pessoa envolvida, mas cada um no seu quadrado, essa estória promete