Quando Alípio voltou para almoçar no fim de semana seguinte, estava frio e distante. Mal olhou para ela durante toda a refeição. Antes de ir embora, enquanto vestia o casaco na porta, disse-lhe sem rodeios:
"Nada mudou. Pelo contrário. Agora, mais do que nunca, precisamos manter distância. Estou com a Bruna."
Marlene tentou seduzi-lo mesmo assim. Durante dias, pensou em como abordá-lo sem parecer estar implorando. No fim, decidiu que o melhor era não o avisar. Certa tarde, depois de sair do trabalho mais cedo, foi direto para o apartamento onde ele havia se mudado. Tocou a campainha, com o coração acelerado. Quando ele abriu a porta e a viu, sua expressão não era de surpresa, mas de cansaço.
Alípio estava sozinho. Ela entrou sem esperar que ele a convidasse. Ela fechou a porta atrás de si e ficou parada por um segundo, olhando para ele. Não disse nada. Simplesmente aproximou-se, ajoelhou-se diante dele no chão da pequena sala de estar e começou a desabotoar seu cinto com dedos trêmulos.
Alípio não a impediu.
Marlene puxou suas calças e cueca para baixo. Seu pênis já estava meio ereto quando ela o tirou para fora. Ela o agarrou com a mão e o colocou na boca sem preliminares, sem olhar em seus olhos. Ela o chupou com uma mistura de desespero e vergonha. Não era um ato de prazer. Era uma forma de implorar. Sem precisar falar. Ela queria sentir a reação dele, queria que ele se rendesse, que colocasse a mão na cabeça dela, que dissesse alguma coisa.
Alípio permitiu. Encostou-se na parede e fechou os olhos. Sua respiração acelerou, mas ele não emitiu nenhum som. Quando estava completamente ereto, Marlene aumentou o ritmo, penetrando-o mais fundo na garganta, com as mãos nas coxas dele. Continuou até que ele se tensionou, agarrou seus cabelos com força e ejaculou em sua garganta com um gemido abafado.
Marlene engoliu tudo. Manteve o sêmen na boca por mais alguns segundos, limpando-o com a língua. Então, afastou-se lentamente. Limpou os lábios com o dorso da mão e olhou para ele, esperando por algo. Qualquer coisa.
Alípio abriu os olhos. Olhou para ela por alguns longos segundos. Então, subiu as calças, apertou o cinto e falou com uma voz calma, quase gentil:
"Vá embora. E nunca mais faça isso." As palavras a atingiram como um balde de água fria. Marlene permaneceu ajoelhada por mais um instante, como se não tivesse entendido. Então, levantou-se lentamente. Seus joelhos doíam. Alisou a saia com as mãos trêmulas e saiu do apartamento sem dizer uma palavra.
Duas semanas depois, ele anunciou que ia se casar com Bruna.
Marlene ficou em silêncio por quase um minuto. Então, assentiu e disse que estava tudo bem. Que era o melhor a fazer.
Os preparativos para o casamento foram estranhamente silenciosos. Marlene participou minimamente. Escolheu algumas coisas quando lhe pediram, mas sua mente estava em outro lugar. Alípio mal falava com ela. Bruna, por outro lado, estava animada e nervosa.
No dia do casamento, Marlene escolheu um vestido preto justo e decotado que acentuava sua cintura e revelava parte dos seios. Não era um vestido discreto. Durante a cerimônia e o jantar, muitos homens a olharam. Ela dançou com vários. Sorriu, flertou com o olhar e deixou que colocassem as mãos em sua cintura por mais tempo do que o necessário. Ela sabia que Alípio a observava de longe.
Bruna também estava bebendo. Muito. Ela queria ser o centro das atenções e, vendo a sogra atraindo tantos olhares, começou a beber mais do que devia. No fim da noite, estava visivelmente bêbada.
Quando finalmente subiram para a suíte nupcial, Bruna mal conseguia ficar em pé. Desabou na cama, rindo.
Alípio cuidadosamente tirou seu vestido de noiva e a beijou. Começaram a fazer sexo. No início, ela correspondia, desajeitada e despreocupada por causa do álcool.
Mas, aos poucos, foi ficando mais imóvel. Em um dado momento, fechou os olhos e mal reagiu.
Alípio parou.
"Bruna...", chamou ele suavemente, movendo-a delicadamente.
Ela abriu os olhos por um segundo, murmurou algo ininteligível e os fechou novamente. Estava bêbada demais.
Alípio a encarou. Ainda estava excitado. Muito excitado. Ele continuou se movendo dentro dela por mais alguns segundos, como se pudesse forçá-la a recuar, mas Bruna não reagiu mais. Ela apenas emitiu pequenos sons sonolentos. A frustração o invadiu como uma onda de calor. Ele se retirou dela com uma raiva mal contida, levantou-se da cama e ficou ali parado, respirando pesadamente, com o pênis ainda duro e brilhante.
Ele olhou para a esposa adormecida, com o sêmen ainda dentro dela, e sentiu uma mistura de culpa e raiva se agitar em seu estômago. Vestiu-se rapidamente, saiu do quarto e desceu até o bar do hotel. Precisava de uma bebida. Precisava de alguma coisa.
Ele a encontrou lá.
Marlene estava encostada no balcão, muito bêbada, com dois homens bem mais velhos tentando convencê-la a subir para um quarto. Um deles tinha a mão em sua cintura. O outro sussurrava algo em seu ouvido enquanto seus dedos roçavam seu decote.
Alípio sentiu aquela raiva ardente subir em seu peito novamente. Ele se aproximou, empurrou o homem para o lado e encarou o outro. “Saia daqui”, disse ele em voz baixa, mas firme.
Os dois homens hesitaram por um segundo, mas saíram murmurando.
Marlene olhou para ele com os olhos marejados.
“Você veio…”, sussurrou ela.
Ele a acompanhou até o quarto dela. Ela mal conseguia andar. Assim que entrou, deixou-se cair na cama e tirou os sapatos com dificuldade.
“Obrigada”, disse ela com a voz arrastada. “Me perdoe. Eu bebi demais… porque estou muito triste. Porque sinto que te perdi para sempre.”
Alípio parou diante dela. Olhou para ela. Sua maquiagem estava borrada, seu vestido preto amassado, seus seios quase saltando para fora do decote. Ele ainda estava excitado. Frustrado. Furioso. E ela estava ali.
Ele se aproximou, ajoelhou-se e a beijou.
Marlene correspondeu desesperadamente. Ela se agarrou a ele como se temesse que ele desaparecesse. Os beijos eram intensos, molhados, quase violentos. Deitaram-se na cama. Alípio levantou o vestido dela, puxou a calcinha para baixo e a penetrou quase sem preliminares. Profundo, urgente, quase desesperado.
Marlene gemeu contra a boca dele, com as pernas entrelaçadas em sua cintura. Arranhou suas costas por cima da camisa. Ele a fodeu com força, como se quisesse libertar tudo o que vinha guardando desde que deixara seu próprio leito nupcial. Como se quisesse reivindicá-la. Ele fez de novo.
Quando gozou, gozou dentro dela. Sem se retirar. Com um gemido longo e abafado contra o pescoço dela. Marlene o apertou contra si, tremendo, enquanto o sentia se esvaziar dentro dela.
Permaneceram assim por um tempo, respirando pesadamente. O vestido preto de Marlene amassou em volta da cintura. O smoking de Alípio que ainda estava vestido, as calças arriadas.
Ninguém disse nada por vários minutos.
Finalmente, Marlene falou, com a voz baixa e rouca:
"Agora eu realmente te perdi, não é?"
Alípio não respondeu. Sentou-se lentamente, ajeitou as roupas e ficou de pé ao lado da cama. Olhou para ela uma última vez.
Então abriu a porta e saiu, deixando-a sozinha no quarto.





que gostoso essa saga, vou adorando o desenrolar, como esses dois ainda não descobriram que têem muita coisa em comum e muita coisa a compartilhar também e as fotos continuam contando a estoria a caráter
cade a terceira parte? estou gostando, mas publicar incompleto não é legal