Sentiu uma pontada de desconforto. Não havia permitido que ele começasse assim, sem acordá-la. Mas seu corpo reagiu antes que ela pudesse dizer qualquer coisa. Fechou os olhos e o deixou continuar. Seus quadris se moveram por conta própria. O orgasmo veio rápido, quase traiçoeiramente. Ela gozou em sua boca com um gemido abafado, agarrando os lençóis.
Alípio se sentou quase antes que ela pudesse se recuperar. Posicionou-se ao lado dela, segurou sua cabeça com a mão e levou o pênis aos seus lábios. Bruna hesitou por um segundo. Ainda estava atordoada pela ressaca e pelo orgasmo. Mas abriu a boca.
Ele começou a penetrá-la oralmente com delicadeza. Depois, foi mais fundo. Quando a sentiu perto do orgasmo, agarrou seus cabelos com mais força e a empurrou até o fundo da garganta. Bruna engasgou. Ela engasgou violentamente, os olhos cheios de lágrimas e saliva escorrendo pelos cantos da boca. Tentou empurrá-lo, mas ele a segurou até ejacular com um grunhido, despejando seu sêmen diretamente em sua garganta.
Quando finalmente o soltou, Bruna tossiu e limpou a boca com a mão, respirando com dificuldade. Seus olhos lacrimejavam e ela sentia um aperto no estômago. Não tinha gostado. Doeu e ela sentiu vergonha, quase afogada em esperma do marido.
Alípio, por outro lado, parecia muito satisfeito. Inclinou-se sobre ela, segurou seu rosto com as mãos e beijou sua boca, ainda com um pouco de sêmen. Então sorriu e disse suavemente:
"Bom dia, minha pequena."
Bruna olhou para ele por um segundo. A raiva que começava a sentir desapareceu rapidamente. Ele era seu marido. Era a noite de núpcias deles. Ele imaginava que as coisas entre marido e mulher às vezes eram assim. Mais intensas. Mais sujas. Ele assentiu levemente e respondeu:
"Bom dia..." Alípio levantou-se e foi para o chuveiro. Enquanto a água escorria pelas suas costas, ele se lembrou da noite anterior. Lembrou-se da mãe bêbada no bar. Lembrou-se de como transara com ela no quarto do hotel. De como tinha ejaculado dentro dela. Fechou os olhos com força. "É isso", disse para si mesmo. "Agora estou casado. Amo a Bruna. Com ela, posso ter tudo o que preciso. O que aconteceu ontem à noite não pode acontecer de novo, eu acho."
Quando saiu do chuveiro, Bruna estava sentada na cama olhando para o celular.
"Sua mãe ligou várias vezes", disse ela.
Alípio ficou parado por um segundo.
"Não temos tempo agora", respondeu enquanto se vestia. "Temos que nos arrumar para ir ao aeroporto. Mandarei uma mensagem para ela de lá."
No aeroporto, sentado na área de embarque, Alípio estava com o celular na mão quando ele vibrou novamente. Era Marlene de novo. Ele olhou para ela por um segundo e, sem hesitar, desligou o alto-falante e o guardou no bolso.
Bruna olhou para ele, confusa.
"Temos coisas mais importantes para fazer agora", disse ele casualmente.
Ele colocou a mão no joelho dela. Bruna usava um vestido curto de verão. Alípio deslizou a mão por baixo do casaco que ela havia dobrado sobre as pernas. Ninguém podia ver o que ele estava fazendo. Ele começou a mover lentamente a mão pela coxa dela. Bruna se enrijeceu.
"Alípio... pare", ela sussurrou, olhando em volta.
Ele não parou. Seus dedos alcançaram a calcinha dela e começaram a esfregar o clitóris através do tecido. Bruna apertou as coxas, nervosa. Pessoas passavam constantemente. Uma senhora mais velha estava sentada duas fileiras à frente.
"Alípio, por favor... alguém vai nos ver", ela insistiu suavemente.
Ele continuou. Deslizou os dedos para dentro da calcinha dela e começou a brincar diretamente com o clitóris. Bruna mordeu o lábio e fechou os olhos. Tentou manter o rosto neutro, mas sua respiração havia se tornado mais rápida. Quando chegou ao clímax, o fez em silêncio, com os olhos cerrados e as unhas cravadas no braço dele.
E então ela a viu.
A mulher mais velha, duas fileiras à frente, a encarava. Sua expressão era de clara surpresa e desaprovação. Ela havia notado tudo, percebido tudo.
Bruna sentiu o sangue subir ao rosto. Tirou a mão de Alípio de debaixo do casaco e se recompôs o melhor que pôde. Ele, por outro lado, parecia calmo. Quase satisfeito.
Ele beijou sua têmpora e sussurrou:
"Relaxe. Ninguém viu nada."
Bruna não respondeu. Continuou olhando fixamente para frente, com o coração acelerado e uma sensação estranha no estômago que não conseguia definir — se era constrangimento, excitação ou ambos.
Embarcaram e partiram para a lua de mel. Nesse mesmo momento, Marlene deixava o hotel em direção à própria casa, sentia a calcinha molhada, não tinha tomado banho e sentia o esperma do filho fluindo de dentro dela e encharcando a pequena calcinha. Resolveu que guardaria essa sensação enquanto pudesse, sentindo que de alguma forma, era o último lembrete deixada por seu filho amante, de uma dividida noite de núpcias.





estou quase sem folego e posso afirmar molhadinha com essa estória, ansio pela conclusão, delicia demais, votado com louvor
delicia de saga, não sei como isso irá terminar, mas que estou com a calcinha molhadinha, tenha certeza que estou