Desde cedo eu sempre senti atração não por um gênero específico, mas por personalidades. Na adolescência eu era muito próxima de uma amiga chamada Rubia e de um amigo chamado Tiago. Com ela eu nutria uma admiração muito forte, ela tinha personalidade, não dava o braço a torcer e sempre conseguia convencer de uma forma muito respeitosa, mas de um jeito muito pertinente. O Tiago era muito inteligente, estudioso, lia de tudo, escrevia de tudo, mas não conseguia dar vazão ao que produzia e eu, sempre que podia, estava na casa de um e depois do outro. Os dois não tinham proximidade, ele não gostava dela porque achava ela muito bruta e ela achava ele muito sem graça. Mas eles sabiam que eu estava convivendo com um e com outro não dando muita importância pra isso.
Mas a adolescência é uma fase de muitos estados de espírito, revelações e moldagem de personalidades, né. Passado um tempo, Tiago passou a admirar mulheres mais dominantes, exatamente o perfil de Rubia e Rubia passou a admirar homens mais masculinos, fortes, de personalidade mais intensa que a dela. Ela chegou a namorar um rapaz de mesma idade chamado Douglas e foi a época que mais ouvi reclamações sobre alguém em minha vida. Viviam brigando, querendo ter a razão e meio que tentando fazer o outro se submeter às vontades. No final ela acabou perdendo a virgindade com ele, embora houvesse muito conflito, ele sempre cuidou dela, defendia de perigos e se mostrava muito confiável e fiel. Enquanto tudo isso acontecia, Tiago seguia a admirar ela, mas já sem aquela vontade toda, afinal, ela estava com outro cara que, sendo franca, era o oposto dele em personalidade e forma de ser.
Só que com ele eu encontrava um momento mais tranquilo, mais amplo, um espaço para respirar e descansar. Mesmo que muitas vezes ele comentasse sobre como Rubia era forte, impressionante e que não devia se sujeitar ao Douglas. Coisa que ele às vezes desabafava, mas muito pouco comparado com ela reclamando do namorado. E nessa época eu passei a admirar os dois perfis. Ela, por conta dessa energia acumulada, da força que ela tinha de fazer qualquer coisa se moldar aos seus desejos e ele por ser tão pacífico. Eu ainda não tinha dado uns beijinhos e era virgem, acho que uma das últimas da turma, porque sempre tive uma estima muito baixa. Sabe como é: magrinha demais, aparência de quem pode se quebrar a qualquer momento, sem quase nada de peito, o couro e o osso e apelidos que só diminuíam qualquer princípio de aumento de estima.
Foi a época que tive contato com sexualidade, vídeos e fotos eróticas. Hoje não vou me lembrar qual foi a primeira vez que deu esse impacto, até porque, eu já tinha um conflito bissexual dentro de mim não só por admirar as personalidades, mas os corpos de mulheres e homens. Ouvia ser errado beijar mulher, mas haviam colegas tão lindas, tão femininas, de lábios tão marcantes, olhares tão lindos que eu ficava me perguntando se era realmente errado. Tinha aquele hype das coleguinhas que queriam beijar outras para saber como é, algo que achava bobo demais, porque eu sabia em mim, mesmo sem nunca ter beijado, que se entrasse nesse hype, iria confirmar algo que eu sabia bem, eu iria gostar muito daquilo. E quando via novelas ou momentos de beijos hétero, eu sempre embarcava nos lábios das atrizes, me colocava no lugar dos caras, era algo esquisito até. Eu notei que quando a mulher demonstrava intensidade e domínio, eu ficava muito excitada.
Acho que sai um pouco do que queria dizer né, mas vamos lá. Hahahaha. Eu passei a ver coisas mais sexuais, eróticas e intensas e nessa mesma pegada do beijo, me instigava ver as mulheres dominando e os homens se submetendo. Além de bi, eu percebia também ter interesse nos dois mundos: dominar e me submeter. Por muito tempo fiquei sem me entender por isso, achando que não era possível ser as quatro coisas: lésbica, hétero, submissa e dominante. São muitas informações, muitas coisas a se fazer. E tinha ali na minha frente a Rubia, que notei ter um interesse maior que de amizade devido sua personalidade mais o seu corpo ser bem atraente e o Tiago, que sempre achei lindo e fofo, mas sem tanta atitude.
Então resolvi querer ficar com o Tiago e resolvi saber mais sobre a personalidade dominante de Rubia sem saber da existência do BDSM até então. Passei a ser um pouco mais imperativa com ele, dar algumas ordens que passavam levemente despercebidas e que em público não soavam nada demais e a buscar um posicionamento de mais diálogo fazendo ele mudar alguma opinião sedimentada sobre algo para uma que eu quisesse. Assim eu descobri que ele era, na verdade, um pau mandado e um homem muito fraco. Aos poucos ele parou de falar de Rubia e acho que minha maior presença, com maior destaque o fez prestar mais atenção em mim. Mas ele não tinha atitude nem mesmo pra dizer o que o corpo dele já sentia.
Passei a provocá-lo, usar roupas mais curtas, deixar meus pequenos seios mais a mostra "sem querer", olhar de forma mais provocante e depois falar que não era nada demais. Tiago passou a ficar confuso e dava pra notar seu pau ficar duro. Passei a ser um tormento sexual para ele, a exercer mais domínio e com tudo controlado, da forma que eu queria e desejava, senti muito tesão. Me masturbava direto e pensava cada vez mais em ser uma puta pra aquele homem. Eu queria ele aos meus pés ao ponto de se humilhar para querer ter um beijo meu. Vendi muito caro cada momento que tinha com ele. Trocar olhares com ele passou a ser um flerte delicioso porque sentia sua respiração mudar e seus olhos dizerem que estava com desejo e medo de ser meu, e isso me deixava louca.
Isso durou um tempo que com certeza foi mais que um ou dois meses até que Tiago começou a sinalizar interesse. Passou a me elogiar dizendo que estava linda mesmo sem eu ter feito nada, apenas seguir com os olhares e desejos. Tudo na discrição, sempre quando a coisa era só entre eu e ele. Publicamente não reagia assim porque com certeza alguém notaria aquilo e iria interferir. Passei a deixar o caminho livre para ser meu submisso sem saber nem o que era aquilo ainda. Cultivei mais um pouco até que um dia, em sua própria casa, durante uma atividade, ele puxou um assunto perguntando se eu estaria afim dele. Tiago estava tão atordoado que falou sobre todas as suas fraquezas e inseguranças logo depois. Que não se sentia homem, não se achava bonito e não tinha futuro para dar a alguém e que sentia que eu estava o notando. Eu lembro que ri um pouco disso, não porque ele tinha me confessado o óbvio, mas porque tudo tinha sido conduzido pra esse caminho após meses. Mas logo depois senti um frio na espinha, que seria a responsabilidade em conduzir algo a partir dali. Eu não poderia pegar os sentimentos dele e quebrar - embora o desejo estava ali, porque não poderia?
A coisa não era só torná-lo minha propriedade, mas também entender que antes daquilo havia uma amizade de anos. Nada depois daquilo seria igual a antes. E tinha muita coisa de antes que queria preservar, coisa que eu já sabia ser impossível e não criei expectativas para tal. Então, do mesmo modo que tinha sido aberto, abri o jogo e falei que não achava ele bonito, mas achava ele uma pessoa de futuro brilhante, que tinha muitos conhecimentos e que sempre foi muito estudioso e inteligente. Tinha muitos defeitos, como qualquer pessoa tinha, mas que era obediente - sim, usei essa palavra sabendo que deixaria marcas nele - e que aquilo foi algo que com o tempo me chamou atenção. E então falei que tinha interesse não em um namoro, mas em torná-lo em meu amigo obediente.
Tiago ouviu tudo com muita atenção e, como eu imaginei, quis saber "como assim obediente?". E expliquei que ele não tinha atitude, que foi provocado por meses e que só agiu naquele momento, quando eu já tinha dominado todas os seus pensamentos, desejos e interesses e quando ele tinha esquecido de Rubia e evitado vários assuntos de antes. E que por isso seria interessante ele obedecer e eu mandar. Ele ficou vermelho e demonstrou ciência de que eu realmente o tinha nas mãos. Conversamos sobre essa obediência por um tempo e cada vez que ele tentava abordar algo de seu interesse e eu tirava dele para colocar o meu interesse na frente via ele um pouco frustrado, mas com o pauzinho durinho. Claro que já era meu.
Na escola assumimos a relação e ele passou a ser aquele namorado que faz tudo só com o olhar. Me deixava livre em alguns espaços e não ficava me enchendo o saco. Se eu quisesse trair ele, faria sem ele sonhar. Mas eu não pensava nisso porque havia muito respeito de ambas as partes e esse tipo de interesse nunca tinha sido mencionado por ele e nem por mim. E nesse novo estado de espírito, eis que algo surpreendente aconteceu. Rubia passou a me olhar com outros olhos. Cada vez que eu fazia Tiago obedecer, via seus olhos brilharem - e sim, ela notava o que estava rolando ali, deixei ela perceber propositalmente sabendo que ela não faria exposição disto. Mas o brilho dos olhos não era para estar no meu lugar, ela estava me notando e aquilo me deixou muito confusa porque já tinha interesse nela.
Tempos depois ela me chama em sua casa, estava com a voz embargada, tinha terminado com Douglas e estava muito chateada. Fui imediatamente. Ao chegar ela estava sozinha e nos abraçamos por um longo tempo, ela contou que eles passaram a brigar cada vez mais e que aquilo estava tirando ela do sério e mandou ele se lascar e que queria ficar só, mas que no fundo não queria ter feito aquilo e ficou choramingando. Tive a ideia de ver um filme qualquer e ela acabou topando. Quando colocou o filme na tela, veio se escorar em mim de uma forma que nunca tinha feito, colocando a cabeça em meu peito, depois pediu para colocar no colo e eu, que não lembro o nome do filme, passei a tirar uma casquinha. Passar as mãos em seu cabelo preto liso, acariciar o rosto, tudo bem de leve. Eu sentia que ela também não via nada porque às vezes me olhava e sorria e eu retribuía. Isso durou uns minutos até que ela se levantou falando que iria pegar uma água, mas antes de se levantar e sentada ao meu lado me puxou o rosto pra dar um beijo.
Era o meu primeiro beijo. Ela pegou suavemente com as duas mãos meu rosto e, sem reação, só olhei terna para seus olhos e me entreguei. Pausa para um momento de lembranças pessoais... Ah, que beijo viu. Uau! Pausas de novo (desculpem)... Minha história se resume a antes desse beijo e depois dele. A gente acabou dando muitos amassos, mas não transou. Ela sabia que eu era virgem, mas não que eu era BV (boca virgem) e isso a espantou um pouco, mas não fez ela recuar. Ela conduziu todo o nosso amasso que terminou com o portão se abrindo indicando que seus pais haviam chegado. Fiquei até desnorteada e com medo de ser descoberta e tudo acabar. Ela riu de mim, mas de um jeito suave.
Não dormi aquele dia. Mais tarde liguei pra ela pra falar do nosso momento e em como ela simplesmente tomou todo o espaço de minha mente, ela se sentia maravilhada com aquele momento, o primeiro dela com outra mulher. Ficamos horas conversando, comentando em como admirávamos uma a outra e em como nos amávamos como amigas. Só que agora era diferente. E eu ainda tinha o Tiago. Putz, tinha traído o Tiago. Ela ficou um pouco mal por isso, mas logo virou uma diabinha falando que ele não precisava saber, já que era um namoradinho obediente e sem atitude. E eu embarquei nisso.
Só que eu estava com os olhos voltados para Rubia - antes estava dividida entre os dois - e Tiago estava com os olhos voltados para mim - eram de Rubia. E a Rubia era a Rubia. No começo eu inventei muitas histórias para poder ficar mais com a Rubia. Queria ter minha primeira vez com ela, mas notei que tinha ganhado o status de peguete pra ela porque não estava mais sendo uma amiga pacífica e ouvinte, tinha dominado Tiago e ela queria fazer um confronto de energias, queria me desbancar e mostrar ser mais forte. Disputar poder com Douglas tinha lhe deixado muito cansada, ela queria alguém mais fraca pra poder se sentir melhor.
Percebi isso quando ela tentou fazer algo que tinha feito com Tiago. Ela passou a me provocar não só para se estabelecer em minha mente, mas para provar que tudo que eu fosse fazer, eu iria sentir sua presença. E eu gostei, porque eu sempre senti uma energia submissa em mim. Porém, quando ela notou que eu não fazia muita questão de disputar esse poder, Rubia passou a ficar mais acuada e não me chamava tanto pra sair como no começo. Mas também não se envolvia com mais ninguém.
Notei o quanto era difícil dominar um homem e me submeter a uma mulher - mesmo ela querendo que eu ao menos fingisse disputar domínio. Percebi que era difícil demais atender às expectativas que colocam na gente. Eu era caidinha por Rubia, louca por ela, mas assim que ela enxergou meu perfil ser mais próximo do de Tiago do que de Douglas, aos poucos se afastou. Desconcertada, sem noção do que estava fazendo, também me afastei de Tiago porque passei a ficar decepcionada e descontente com a forma que Rubia me tratava. E ele claramente notou isso porque não era mais um homem que era obediente sem saber, ele agora estava prestando mais atenção em mim para atender aos meus comandos.
Exatamente neste momento, antes que tudo se perdesse, é que conheci o BDSM. Lembro que pesquisei algo sobre como preservar autoridade em relacionamento ou algo assim e então apareceu a sigla. Curiosa, busquei saber mais a respeito e então um novo mundo se abriu. Por um instante, absolutamente tudo que estava lendo e pesquisando tinha relação com essa novidade. Percebi minha posição de dominadora de Tiago e submissa de Rubia, muito embora nenhuma relação estava dentro do crivo do BDSM tradicional que estava lendo. Senti uma enorme excitação em perceber que era possível ser os dois e mais ainda, que era possível ser submissa disputando poder.
Advinhem? Com toda a nova teoria descoberta, melhor conhecimento sobre mim e percepção do que estava acontecendo ao meu redor, liguei para Rúbia falando que eu ainda queria pegar ela de jeito. Foi a ligação mais direta que tinha feito em minha vida, eu queria mostrar pra ela que eu não a perderia por falta de atitude e ela se surpreendeu falando que duvidaria daquilo. No mesmo dia transamos na sua casa, foi uma rapidinha, mas chupei sua buceta, a primeira da minha vida, falando que ela não mandava em mim enquanto ela dizia pra calar a boca e obedecer. Longa pausa de novo... Outra pausa... Garanto a vocês que foi uma delícia. Oh Rubia! Bom, eu não peguei ela de jeito, mas ela me comeu usando um consolo solto e me fazendo falar algumas coisas que só confirmavam que ela era uma dominadora nata. Conheci o orgasmo e percebi que ela gostava mesmo era de uma submissa que a desafiasse. Mas ao mesmo tempo, ela me abraçava, me acolhia, me dava beijos que me deixavam submissa e mansinha, ela reconhecia que eu gostava desse momento e permitia tê-los nos amassos e beijos. Ao mesmo tempo eu devia desafiá-la em outros momentos e assim foi.
Ciente da minha responsabilidade com Tiago, num outro dia liguei para ele e relembrei que ele era um "AMIGO" obediente e que tínhamos muito respeito um pelo outro, mas que tinha feito algo que ele precisava saber. Tinha o traído com outra mulher, mas também não queria perdê-lo. Ele ficou paralisado, deu pra notar que ele sabia que era corno, mas que eu nunca lhe diria, daí sua surpresa. Não fez nada, mas pediu um tempo para pensar. Falei que queria muito ele, mas também era difícil deixar a amante. Acho que ele deve ter se acabado na punheta depois que eu saí, porque umas duas horas depois ele me ligou e voltamos a nos encontrar pessoalmente.
Ele disse que sabia que eu exercia uma função muito forte nele e gostava de obedecer, mas que eu ter outra pessoa era algo diferente. Quis saber quem era, mas eu não quis contar e falei para ele respeitar isso. Também não prometi um dia revelar porque era exatamente quem ele admirou antes de mim - e nessa hora que eu fechei essa conta eu fiquei incrédula em como tudo estava saindo. Ele então perguntou se aceitando permanecer comigo, se tornaria meu namorado e ele ao menos pudesse falar aquilo publicamente. Falei que sim. Tiago tinha acabado de saber que era e seguiria sendo corno sem participar dos momentos, seria uma boa compensação. Mas também avisei que iria querer ser mais exigente e dominá-lo. Seus olhos brilharam com a palavra domínio e então aceitou bem mansinho.
Por mais ou menos duas semanas eu passei a transar com Rubia, com ela sabendo que eu tinha o Tiago como namorado - e ela aproveitava pra jogar na cara o quanto eu era mal caráter e piranha - e no dia seguinte ia fazer meu namorado me massagear, me ver sempre com roupas sexys e se excitar loucamente. Nesse meio tempo, depois de tanto ser comida por Rubia, resolvi que faria um agrado ao meu namorado. Primeiro criei uma expectativa absurda que a qualquer momento ele iria me comer. Depois passei a vendá-lo e a amarrá-lo numa cadeira para dançar sobre ele vestido, parecendo que seria o dia, mas eu parava, lhe soltava e depois ia embora.
Então lhe prendi, tirei a roupa e vi um homem nu pela primeira vez. Sentado, pinto duro, olhos vendados, mãos para trás. Foi excitante ver. Toquei em seu pau com as mãos, lhe masturbei um pouco, o beijei pela primeira vez em nosso namoro, um beijo não tão profundo, apenas para lhe atordoar mais ainda. Terminei tudo sem transar, sem fazer ele gozar, lhe soltei e fui embora. O condicionei a isso e quando o visitava sem essa provocação, Tiago implorava para ter. Ele era meu psicologicamente e fisicamente, eu tinha certeza que ele poderia fazer o que eu quisesse e era isso que me ligava a ele e me fazia me interessar por ele.
O dia chegou. Fui com uma lingerie bem linda, vermelha. Rubia me ajudou a escolher, ela concordava que tava na hora do namoradinho frouxo ter algo. Mais experiente que eu, falou sobre o que fazer e não fazer e chegou a dizer que queria assistir a cena, mas ela mesmo depois se corrigia dizendo que seria inapropriado. Afinal, apesar de ela me comer e de a gente gerar nossa disputa, éramos amigas. Me senti extremamente poderosa, prendi Tiago como antes, todo nu. Só que quando fiquei de lingerie, tirei a venda. Ele suspirou fundo, colou os olhos em mim e então dancei da forma mais erótica e sensual que pudesse dançar. Não foi algo rápido, me esfregava nele, fingia que beijaria e saía de perto, Tiago não dizia uma palavra. Para provocar ainda mais, peguei a roupa sinalizando que tinha terminado e iria embora lhe frustrando mais uma vez, mas assim que passei atrás dele, lhe vendei novamente. Seria minha primeira vez com um homem e meu receio era de fazer algo errado ou falhar, não podia.
Me abaixei, abri um pouco suas pernas e lhe chupei como putinha. Foi meu primeiro boquete, então não sei se foi algo realmente bom, mas senti seu pau pulsar várias vezes e diminuía. Coloquei uma camisinha, subi para cavalgar e então senti seu pau tocar em mim (Outra pausa, desculpa, rsrs). Encaixei devagar, sentindo cada instante e quando encaixei tudo, me senti uma rainha. Tinha um homem para fazer o que quisesse com ele. E assim, não era um pau pequeno, achava, até sentar em cima. Me ajeitava e ia metendo devagar, passando a mão em seu rosto, dominando cada instante, falando que ele era um namorado muito bonzinho e que minha amante me pegava de jeito. Fiz comparações e seu rosto demonstrava desconforto enquanto seu pau tocava minha buceta profundamente. Não demorou e gozou gemendo alto, encheu a camisinha de leite. Saí de cima falando que eu precisava gozar também.
Tirei a camisinha e voltei a chupar seu pau com um gostinho de porra. Demorei bastante, seu pinto logo endureceu. Então coloquei outra camisinha, ajustei seu corpo para que eu pudesse ter mais prazer e meti do meu jeito. Gozei rápido, gemendo baixinho em seu ouvido e falando que agora era homem. Logo senti ele pulsar e gozar de novo. Eu fiquei com um sorriso bobo no rosto que não saía. Tinha feito meu primeiro homem gozar duas vezes do jeito que eu queria e também gozei gostoso. Me vesti primeiro, depois soltei Tiago que não dizia nada. Lhe dei um beijo, já totalmente solto, mas sem muita profundidade, porque sabia que meus beijos iriam revelar meu lado submisso. Não podia fazer aquilo.
Contei a Rubia sobre o encontro e ela me pegou gostoso no dia seguinte. Vivia dois mundos e me sentia totalmente satisfeita. Mas então aconteceu algo que me marcou profundamente. Na época meus pais acabaram morrendo devido a um acidente e como nossa família era pequena demais, acabei tendo que sair da cidade. Claro que Rubia e Tiago foram muito amigos nesse momento e óbvio que a dominação e submissão passou a ser algo que nem queria saber. Nosso relacionamento azedou um pouco, mas eles foram super atenciosos e amigos mesmo.
Tive que ir morar muito longe com meus tios que não eram tão presentes. Cidade nova, pessoas novas, rotina totalmente diferente, as perdas recentes. Foi uma época bem ruim mesmo. Aqui nem vou pausar pra ficar lembrando muito. Eu continuei conversando com os dois, mas não os visitava. Quando eu estava melhor e mais consciente das coisas, liguei para Tiago para falar que o melhor era terminar devido às novas situações. Ele ainda quis tentar, chegou a ir nessa cidade me ver, mas eu tinha mudado meu estado de espírito e não era, nem de perto, a mulher dominante que ele conheceu e nessa mesma viagem voltei a pedir término, algo que ele relutou um pouco, mas entendeu. Nos falamos depois por alguns anos, sendo amigos, pra saber como iam as coisas, mas nunca mais sobre o que poderíamos virar. A última notícia que tive dele deve fazer uns dois anos, ele tinha sido contratado por uma grande empresa de tecnologia e iria se mudar para São Paulo, também estava noivo de uma colega que tivemos, bem linda. Fiquei feliz por ele.
A Rubia foi quem tive mais contatos mesmo distante. Mas nunca mais nos vimos pessoalmente. Nossa relação mudou de status mais rápido do que a minha com Tiago. Logo voltou a ser mais amiga mesmo e o que achei mais fofo dela é que mesmo ela percebendo que meu estado de espírito tinha deixado de ser de submissa desafiadora, ela me ligava e se importava comigo. Faz um ano que não nos falamos, mas devido ao fato de ela ter encontrado um homem mais experiente que arrebatou seu coração. Logo se casaram e ela logo ficou grávida. Não é que a nova rotina dela me excluiu, mas eu mesma percebi que era hora de deixar ela cuidar mais de sua família. Não gerei nenhum problema nisso, não me coloquei como vítima, mas diminuí a procura e com certeza ela percebeu isso. Eu sei que se precisar dela, posso ligar a hora que quiser, mas prefiro construir meu mundo.
Eu logo saí da escola buscando uma universidade em outra cidade maior e deixei de depender de meus tios. Agradeço a eles por todo o esforço de adaptar a vida deles a alguém que surge assim, mas o comportamento de algumas pessoas próximas me fez temer o que os seres humanos podem fazer. Me fechei mais e sei que dentro de mim há os dois canais: de dominação - e aqui no site o Luís conhece bem e fala diuturnamente que eu poderia experimentar pegar mulheres, algo que não sei como funcionaria - e de submissão - que é mais fechado porque não abro este lado para qualquer um, principalmente porque ele se abre mais quando me relaciono com mulheres.
Hoje trabalho pra caramba, moro sozinha e sou bem reclusa como já contei em alguns contos meus. Não imaginaria que esse conto ganhasse essa proporção e fosse tão verdadeiro me "expondo" tanto. Mas acho válido e sinto que pode ser divertido pra alguém, por isso vou publicar. Me excitei muito ao lembrar de Rúbia e Tiago. Como diz meu boizinho do site, o Luiz, que tenho enorme apreço: "infelizmente não temos a capacidade de copiar comportamentos específicos de pessoas do passado, então o jeito é abrir a mente e o coração para que novos comportamentos nos fascinem".
Mas eu quero saber de você que leu isso tudo e chegou aqui: Será que eu teria capacidade de um dia ser submissa de homens ou dominar mulheres? (Sinto mais prazer e mais segurança em dominar homens e me submeter a mulheres.. mas tudo é uma questão de ESTADO DE ESPÍRITO. O problema nisso é que não sendo quem você se sente mais seguro, a qualquer momento podemos mudar nosso comportamento e frustrar o outro). Faz um comentário ou me manda uma mensagem, fiquei curiosa sobre como outra pessoa pode reagir a esse relato e esses questionamentos.