PARTE IV Na semana que sucedeu ao nosso proveitoso e agradável trajeto e às horas prazerosas que passamos a curtir nossos corpos e trocas de fluidos e energia, conversamos e trocamos impressões via WhatsApp diariamente, as vezes mais de uma vez por dia. Meu Uber, JUNIOR como passou a se identificar (Jr. aliás, um nick usual para quem quer se manter na zona cinzenta da ocultação da identidade) revelou-se muito simpático, agradável, inteligente e de boa cultura. Jr era graduado em Gestão Pública e estava se preparando para ingressar num Mestrado na área de Educação, o que considerei muito valioso, por exigir boa formação en ciências humanas. Nossas conversas por trocas de msgs iam de generalidades a reflexões de ordem variada acerca de desafios profissionais, vida pessoal e , inevitavelmente, sacanagem. Junior tinha as melhores lembranças e palavras de cada segundo que passamos juntos, desde que abri a porta e entrei no seu carro, até nossos lascivos beijos de despedida. Revelou que de pronto, assim que me acomodei no banco do passageiro, ficara impressionado "com a minha figura", sem saber explicar exatamente porque e não escondia certa ansiedade por novos encontros. Nas msgs que trocávamos eu percebia nelas um certo desejo de convivência mais frequente e de permanentes encontros, numa busca de maior intimidade e aproximação comigo. Ele se soltou totalmente nas conversas e a demonstrar inexperiência e certa ingenuidade eu diria, fazia as colocações e perguntas mais básicas e interessantes para alguém que começava a se relacionar com outra pessoa do mesmo sexo. Numa dessas conversas ele soltou: Você já fez a chuca???!!! Respondi que sim e ele, na lata, demonstrando surpresa retrucou: então Você já deu o cu??? Já, sim, respondi, ao que novamente lascou sem medir palavras: porra!!! Então você é Viado!!!??? Soltei uma sonora gargalhada e disse sem filtrar palavras: Lá vem o machão alfa cheio de preconceitos!!! E emendei: você é o quê, já que beija um passageiro, o leva pra cama, chupa seu pau e bate punheta junto?!? Ouvi de volta: PQP Você é foda!!! A partir daí entabulamos longa conversa acerca do que éramos Ele+Eu depois do que vivenciamos dias atrás e do mundo de preconceitos que a sociedade jogava sobre todos nós. Foi uma troca de ideias fundamental para estabelecer nossa relação de mutua confiança e intimidade dali por diante. Ele era jovem e inteligente o bastante para compreender o novo mundo que estava de portas abertas para acolhe-lo dali por diante. Foi o suficiente para combinarmos nosso próximo encontro, ao que ele adiantou, para minha surpresa, que já havia planejado o local para passarmos tranquilas e prazerosas horas juntos. Aproveitei essa disposição dele para afirmar que tínhamos muito ainda a conversar, inclusive sobre como deveria evoluir a forma de desfrutarmos do prazer que nossos corpos nos poderiam proporcionar. Jr ficou meio em dúvida acerca do que seria isso, mas lhe adiantei que teríamos essa conversa tete-a-tete, olho ?? no olho ??. Nos encontramos dali uns dias e ele me levou para um apartamento novo que ele alugara para morar sozinho, agora que conseguira autonomia e estabilidade financeira. Ao ser aberta a porta do AP, qual não foi minha surpresa... meu "anfitrião" preparara uma mesa com petiscos, vinho ?? de ótima qualidade e um vaso com flores ??... arrepiei diante do clima romântico preparado para me receber... além de lindo, cheiroso e gostoso, meu parceiro era também sedutor... pra completar o clima, ligou o som com música suave e acolhedora, própria pra um encontro amoroso. Com coração meio acelerado, minha imaginação deu voltas e dei-me conta de que Junior estava afim de algo mais que sexo e putaria. Após nos deliciarmos com os petiscos e o excelente vinho tinto italiano, com as taças nas mãos nos sentamos no sofá da sala, embalados pela suave música ?? ambiente, olho no olho nos beijamos longamente, alheios a tudo que nos rodeava. Foi ele quem iniciou a conversa: você falou que tínhamos muito a conversar, olho no olho, pois então diga. Respondi que sou direto e franco e gostaria da mesma atitude dele, sem receios de possiveis reações, afinal somos adultos. Objetivamente me diga: você já teve algo com um homem? Sem pestanejar disse um sonoro não, embora como Uber tivesse recebido várias cantadas que em nada resultaram... que Eu era o primeiro homem com quem ele tivera troca de intimidades. Que já vira pornografia na Internet com mulheres e homens o que sempre terminava numa gozada de punheta. E que ele não sabia explicar, para si próprio, como se envolvera daquela forma comigo. Que eu lhe despertara curiosidade, desejo e, sobretudo, confiança. Bem, respondi, mas você ainda carrega muito preconceito e precisa vencer isso, no que ele largou sua taça de vinho ?? segurou minha mão com suas duas mãos e, olhando fundo nos meus olhos afirmou: preciso e conto com você para superar isso. Esse gesto dele me tocou profundamente, larguei minha taça, nos abraçamos e nos beijamos carinhosamente. Estava selado nosso pacto! Comecei dizendo que tudo aquilo que juntos já experimentamos fazia parte duma relação recíproca de prazer que dois homens estabeleciam entre si e, mais importante, nada do que fizemos e faríamos dali por diante, iria alterar nossa masculinidade. Éramos e continuaríamos e ser dois homens que se desejavam e livremente admitiam se entregar mutuamente para usufruir do prazer que nossos corpos nos proporcionariam, sem preconceitos e nos limites que, mutua e reciprocamente, estabeleceriamos. Ele sorriu muito feliz e satisfeito dizendo que era exatamente o que ele esperava, mas disse mais: além disso tudo, ele se sentia seguro e protegido comigo, por quem começara, desde nosso primeiro encontro, a desenvolver ternura e afeto. Isso me tocou profundamente!!!E retruquei: a partir de agora, tudo que fizermos será sempre um gesto de amor!!! Recebi dele em concordância um suave, prolongado e lascivo beijo. Mas preciso dizer mais: além dos beijos, toques, mamadas, punhetas e gozadas, temos um ponto de "alta tensão", nosso terminal nervoso que, a exemplo da nossa glande, nos proporciona MUITO prazer quando bem acariciado e... fiz uma pausa propositadamente... é entregue para deleite do parceiro com seu "instrumento de amor": O CU!!!a receber preparação para penetração anal!!! Junior, demonstrou um pouco de ansiedade e receio diante dessa minha fala... mas respondeu que, se eu fosse cuidadoso, paciente e respeitasse seus limites, estava disposto a encarar o desafio e impôs, sim, impôs, uma única condição: que houvesse total reciprocidade, no que prontamente concordei. Novamente nos beijamos ternamente, esvaziamos nossas taças de vinho e, com suavidade ele me tomou pelas mãos e me conduziu para seu quarto, um lugar aconchegante, propício para um ninho de amor.
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