PARTE I
O ano era 2006 e uma nova família se mudou na casa ao lado da minha. Eram um simpático casal com 4 filhos, uma menina e três garotos. Os dois mais novos pareciam gêmeos mas na verdade tinham apenas um ano de diferença, um com 7, outro com 6 anos de idade; passou o tempo e a diferença entre esses dois se fez notar; o caçula era bem retraído, timido, ao contrário do outro expansivo, alegre e comunicativo.
Os anos foram passando e o caçula que os irmãos chamavam Celo, já com 16 anos foi adquirindo forma no corpo adolescente e uns modos mais delicados o que me chamou atenção e despertou interesse. Tempos depois a família fez uma festinha para comemorar seus 20 anos e ao conversar com seu irmão um ano mais velho, Rafa, ele me contou que Celo era gay. Passei a prestar ainda mais atenção nele e meu desejo, tesão mesmo, se tornou ainda mais intenso, a ponto de eu bater umas punhetas em sua homenagem.
Celo era muito bonito, um corpo normal nuns 1,70m de altura, cabelos e olhos negros, pele bem clara, bundinha redonda e coxas bem torneadas-sou fissurado em coxas de macho, sinto um tesão do caralho. Num belo dia eu estava na calçada da minha casa e ele chega em sua casa, sai do carro que outro belo rapaz dirigia e atravessam a rua e me cumprimenta timidamente; soube depois pelo irmão Rafa que eram namorados. Ao ver os dois juntos outras vezes, atravessando a rua de maos dadas, me deu um tesão ainda maior e outras punhetas rolaram a pensar nos dois; eu ficava a divagar tentando uma forma de abordar Celo sozinho.
Até que a oportunidade aconteceu. O entregador do Mercado Livre deixou na casa dele uma encomenda minha, pois não havia ninguém em minha casa; Celo muito educado e gentil tocou a campainha, fui atender e ele me entregou a caixa ali no portão; puxei conversa aleatória, pedi desculpas pelo transtorno, o convidei para um café ou suco para agradecer a gentileza, o que ele educadamente recusou e fez menção de ir embora; num gesto sem pensar o segurei pela mão e disse que precisava lhe dizer algo; ele não fez menção de retirar sua mão da minha e me fitou com olhos de indagação.
-Preciso lhe dizer uma coisa, falei quase num sussuro e com voz trêmula, ainda a segurar sua mão. Eu tenho notado você e seu namorado e acho vocês dois um casal lindo; por sinal, você tem muito bom gosto porque ele é um gato!!! Você também é lindo e muito atraente.
Ao ouvir isso parece que ele sentiu o clima, se tocou e num gesto brusco livrou sua mão da minha, mas nao se afastou, permaneceu ali sem fazer menção de se retirar. Eu me animei e resolvi avançar na abordagem que eu antes imaginara, não podia perder a oportunidade.
-E se você me permite dizer, entre Vocês dois você é o mais lindo e atraente; eu sempre senti atração por você; desde seus 16 anos você me arrancava suspiros; e vou lhe confessar: depois que eu soube que você era gay meu tesão aumentou e até bati punhetas em sua homenagem; ao passar a ver você com seu namorado imaginei coisas, você nem imagina!!!
-Putzzz, fala sério, você curte homem??!! Não tô acreditando, cara! Falou meio espantado.
-Entendo sua surpresa, é natural pelo tempo e pela forma que nos conhecemos; mas amplie sua percepção; você é Homem e eu também sou, o que nos distância é a idade, eu poderia ser seu pai; no entanto, o que você sente eu também sou capaz de sentir; o que você deseja, também eu sou capaz de desejar; as sensações que nossos corpos podem experimentar, usufruir, são idênticas, apenas precisamos nos permitir; é da nossa natureza humana; e sim, sou bissexual, gosto de homem e nesse campo minha preferência é por homens na sua faixa etária, respondi.
Celo fica pensativo por uns instantes e me questiona:
-Tá, acho que entendi. Mas por quê você está a me falar tudo isso agora??!!
-Bom, primeiro foi por falta de oportunidade, de podermos conversar a sós, nós dois, e a oportunidade foi agora; segundo, e é o mais importante, Eu estou afim de Você, eu desejo você há muito tempo e, com todo respeito que tenho por você, quero lhe propor um encontro; quero muito fazer contigo uma troca intensa de intimidades, de carícias, de energia, de fluídos: quero fazer amor ?? com você!!! falei com.toda franqueza, de coração aberto, assumindo todos os riscos.
-Tony... eu tenho namorado, ou melhor, um noivo... já moramos juntos há quase 3 anos e nossa intenção é nos casarmos ainda este ano, retrucou.
-Para mim isso não faz a menor diferença, o que fizermos, se fizermos, será algo só entre nós, ninguém mais precisa saber; ademais, entre nós dois será apenas sexo, usufruir de prazeres e satisfazer nossos desejos, pois percebi que você tambem me quer, disse de volta.
-Vou pensar, preciso de um tempo pra amadurecer essa ideia louca, eu nunca traí meu namorado; fica com meu contato, que é restriro, eu te mando mensagem sobre o que decidir fazer, disse e foi embora, nem olhou pra trás.
Passou uma semana, dez dias e... silêncio. Ele não apareceu mais por ali, tampouco mandou mensagem. Já estava conformado de que minha investida fora infrutífera quando recebo uma chamada no celular. Celo queria se encontrar comigo num lugar discreto e que simulasse um encontro casual, inesperado, não planejado; combinamos um horário no shopping, num desses grandes magazines, como se estivéssemos a escolher roupas aleatoriamente; era bem início da manhã, loja vazia, pegamos umas peças e fomos até o provador, só estávamos nós dois ali; assim que entramos deixei minhas peças caírem no chão, o puxei de encontro ao meu corpo e com uma mão na sua nuca dei-lhe um beijo arrebatador quase o sufocando; enfiei a outra mão no meio de suas pernas e segurei firme seu cacete sobre a calça fina que ele usava e senti que já estava duraço; esse beijo e amasso durou uns 5 minutos até que recobramos os sentidos e nos demos conta de onde estávamos; segundos depois entra uma funcionária e pergunta se estava tudo bem e Celo se adiantou a dizer que eu estava um pouco abatido e só precisava de um copo d'água e saímos.
Sentados num sofá que havia ali tomei a água e fomos deixados a conversar. Celo me falou que pensou muito a respeito da minha proposta e que naquele dia mesmo que conversamos, ao entrar na sua casa-na verdade era agora a casa de seus pais, pois já morava com o namorado-foi direto ao banheiro e bateu um intensa punheta; que transou apenas três vezes com o namorado depois da nossa conversa mas, em todas imaginava que seria eu que o estava fodendo. Essa informação me deixou com um tesão do caralho e tive que fazer esforço para dissimular minha ereção ali.
Foi então que ele me deu a notícia auspiciosa. Seu namorado iria fazer um treinamento de dois dias numa cidade próxima no dia seguinte e como ele ficaria sozinho no AP nós poderíamos realizar nosso plano. Combinamos dele me avisar quando o namorado partira e eu iria imediatamente ao seu encontro; me passou seu endereço e disse que deixaria tudo preparado.
Nos despedimos, ansiosos para que o tempo passasse o mais rapidamente possível.