ANDARILHO - PARTE I Frequento a academia duas vezes por semana, sempre pela manhã. Dia desses voltando pra casa, parei num semáforo e se aproxima do meu carro um rapaz jovem, todo maltratado e maltrapilho, a me pedir ajuda para o café da manhã pois "pois estava sem comer nada desde ontem", me disse quase suplicante. Por trás daquela rudeza de estado de abandono notei que se escondia um rapaz jovem que, apesar de maltratado e maltrapilho, possuía belos traços de rosto. Não saberia explicar bem porque mas me senti tocado por aquela triste figura, fiz-lhe um sinal e ao abrir o semáforo estacionei o carro na lateral da rua. Ele se aproximou e com olhar esperançoso pediu de novo ajuda pro café da manhã. Disse a ele que entrasse no carro que, relutante e incrédulo se aproximou da porta do passageiro. Abri a porta ele todo constrangido disse: -Posso entrar mesmo neste estado?! Sorri tentando ser simpático e falei: -Deixa de frescura e entra, que vamos achar uma lanchonete, também tô afim dum cafezinho. Ali perto havia uma cafeteira, parei no estacionamento e disse pra ele me esperar ali, para evitar constrangimentos a ele lá dentro, pois o lugar era muito frequentado pela "burguesada"; surpreso ele reagiu: -Você vai me deixar aqui dentro do seu carro sozinho, nesse carrão, cê é loko, nem me conhece, já confia assim??!! -É mesmo, nem sei seu nome, qual é? Perguntei. -Jéso, respondeu. -Tá, mas e seu nome? -Você promete que não vai rir, falou constrangido. Eu me chamo Jesus... Jesus do Monte. -E porque eu iria rir, você não me caiu do céu, seu tolo E rimos juntos. Mandei ele se cuidar e entrei na cafeteira. Pedi um kit café da manhã completo para viagem e mais um capuccino separado. Cheguei no carro e na provocação soltei: Ué, você ainda taí, não foi embora com meu "carrão"? Falei e ri jocosamente. -Pô, você é um babaca mesmo, respondeu ele simulando irritação mas soltando uma risada logo depois. Já tínhamos estabelecido uma relação de camaradagem. Instrui para que ele degustasse seu café ali mesmo, que ele devorou esfomeado, atitude que me deixou comovido. Tudo deglutido ele se volta pra mim e diz com olhos brilhantes, duas, três lágrimas cristalinas a se desprenderam de seus olhos: -Obrigado... obrigado... E mais não disse. -Bem, eu falei, precisamos prosseguir, há quanto tempo você não toma um banho quente. -Já faz três dias que não tomo banho, mas com água quente não lembro quando foi a última vez. -Vamos resolver isso então. Fomos até um posto desses de beira de estrada, próximo de onde estávamos, que tem serviço completo para viajantes, além de restaurante e várias lojas para compras rápidas. Retirei uma comanda, entreguei-lhe e o instrui a ir tomar um bom banho, sem pressa, no capricho. Quando ele retorna, sorridente, vestido com roupas surradas mas limpas, cabelo meio desgrenhado, parecia outra pessoa. -Agora precisamos dar um trato nessa sua aparência, falei. Fomos até uma loja de roupas, simples mas com o necessário pra quem está de passagem, o ajudei a escolher calças, camisetas, meias e um tênis; disse pra ele ir até o provador e trocar de roupas. Quando saiu de lá estava lindoooo, sua expressão de rosto era pura alegria, quase infantil. -Ainda falta algo, venha comigo até a barbearia, vamos dar um jeito nessa cabeleira, falei; o corte de cabelo você escolhe, mas essa barbicha estranha, raspa tudo. Quero a cara dele igual bumbum de bebê, falei ao barbeiro, já deixando pago o serviço. Saí e fui até o sanitário aliviar o xixi. Quando saio do sanitário fui em direção da barbearia e me surpreendo: -JESUS!!! DE ONDE CAIU ESSE ANJO, DOS CÉUS!!! Exclamei. Era Jéso, um esplendor de criatura, depois do banho de água e sabonete, um banho de loja e o retoque final na barbearia. -Como é possível... Não consegui completar a frase... o garoto se lançou sobre mim, me agarrou pelo pescoço e com sua boca de labios delicados mas com volúpia me afogou num beijo arrebatador... me prendia pela nuca com uma mão e com a outra na minha cintura comprimia meu corpo contra o seu... num átimo pelo pau saltou dentro do short fino, ereto e duro; pude sentir também, sob seu moletom um volume inquieto... Jéso estava excitado, pau duro sob a calça e o pressionava contra o meu!!! Quando nossos lábios se desvencilharam, eu ofegante, meio atônito e coração disparado, só consegui murmurar: -O que é isso, rapaz???!!! -Você é meu Homem, o Homem que sempre sonhei, EU TE AMO! PRA CARALHO!!! bradou. Eu disse, calma, não éassim, vamos conversar. Ele pegou em minha mão, entrelaçou seus dedos nos meus que se encaixaram e nos encaminhamos, mãos dadas feito dois namorados, até um banco debaixo duma frondosa arvore no fundo do estacionamento, e ali sentamos. Foi ele que iniciou a conversa. -Tony, você não existe. Desde que cruzei o olhar contigo naquele semáforo e você me chamou pra entrar no seu carro ali senti: Você é o homem da minha vida. Totalmente desconcertado, mas ainda excitado e o coração a mil, também confessei: -Jéso, assim que vi o seu rosto naquele instante e olhei nos seus olhos, senti seu magnetismo me atrair feito um imã. Meu impulso me levou a te acolher e a desvendar aquela figura maltrapilha e da pedra bruta extrair uma joia rara, que é o que vejo agora, Você é uma joia ?? um diamante raro. Não foi o instinto sexual que me fez acolher você, não sou um predador, foi algo mais intenso. -Eu sei, senti e descobri que você é "o bom samaritano", coração generoso e acolhedor. -Caraca, além da beleza antes escondida você também guarda em si um homem de fé! Falei. -Sim, minha Vó nos criou num ambiente religioso católico, ler e entender a Biblia, explicou. Nesse clima indaguei dele o que faríamos e ele respondeu convicto: -Quero fazer amor com Você! Estou com muito tesão, meu pau está babando, sinta -e levou minha mão sobre seu pau, debaixo do moleton, mas sobre a cueca, que senti úmida pela baba - e meu CUzinho não para de piscar, está suado de vontade de você e do seu cacete; você que é o homem dos meus sonhos, e meu desejo é sentir você inteiro dentro de mim. Aquela declaração me assombrava. Nos levantamos e saimos da sombra fresca da arvore, mãos dadas fomos até meu carro. No caminho falei que iríamos pra um hotel onde teríamos o tempo de uma diária para satisfazer nossos desejos. Estacionei, mirei nos seus olhos e indaguei: -Tem certeza, é isso mesmo que você quer, Jéso? -Vamos logo antes que eu te agarre aqui mesmo e te devore, respondeu.
Faca o seu login para poder votar neste conto.
Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.
Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.
Denunciar esse conto
Utilize o formulario abaixo para DENUNCIAR ao administrador do contoseroticos.com se esse conto contem conteúdo ilegal.
Importante:Seus dados não serão fornecidos para o autor do conto denunciado.