Eu me chamo Lucas, tenho 24 anos, 1,78 de altura, corpo que treino há anos pra manter: peito marcado, abdômen definido, braços e pernas firmes sem exagero de volume. Sou gay, mas vivo de um jeito bem hetero-normativo. Cabelo curto, barba por fazer de três dias, voz grave, jeito de quem não chama atenção demais. Meus amigos mais próximos sabem desde o começo da faculdade. Nunca escondi deles, mas também nunca andei anunciando. Discrição sempre foi regra. Prefiro viver sem drama, sem precisar provar nada pra ninguém.
A gente planejou a viagem pra Barretos meses antes. Eu, Rafael, Pedro e Thiago. Quatro amigos de infância que ainda conseguem viajar juntos sem brigar por besteira. A Festa do Peão era o destino óbvio: rodeio, música sertaneja, cerveja barata e aquele clima de acampamento que vira bagunça organizada. Alugamos um espaço no camping próximo ao parque, daqueles com tendas grandes, banheiro químico a uma distância decente e fogueira no centro. Chegamos na quinta-feira à tarde, montamos tudo, colocamos as caixas de cerveja na sombra e fomos pro primeiro show.
A noite foi barulhenta. Multidão, cheiro de churrasco, poeira, botas de couro, chapéus. Eu estava de jeans escuro, camiseta preta justa o suficiente pra marcar o peito e o braço, e um boné pra disfarçar o suor. Bebi, ri, dancei mal com a galera. Nada demais. Até que, perto da meia-noite, enquanto a gente esperava a próxima atração, um cara passou perto do meu grupo e parou.
Ele era alto, uns 1,85, ombros largos, peito largo sob a camisa xadrez aberta no peito, braços tatuados, barba por fazer e um olhar de quem não está acostumado a se sentir observado. Tinha uns 26, 27 anos. Estava com três amigos também, todos no mesmo estilo: boné, cinto largo, jeito de interior. O cara me olhou de cima a baixo por um segundo a mais do que o normal. Eu segurei o olhar. Não sorri. Só mantive.
Ele desviou primeiro.
Mais tarde, no bar improvisado perto do acampamento, a gente acabou no mesmo círculo. Cerveja gelada, conversa sobre o rodeio, sobre quem ia cair no touro no dia seguinte. O nome dele era Mateus. Falou da namorada duas vezes em dez minutos, como quem precisa lembrar a si mesmo. Eu só escutava, respondia pouco, ria quando cabia. Meus amigos já estavam embriagados o suficiente pra não prestar atenção demais. Os amigos dele também.
A conversa foi se arrastando. Em algum momento ele perguntou se eu ia ficar no camping ou se tinha hotel. Eu respondi que camping. Ele disse que também. Depois ficou em silêncio, olhando o fundo da latinha.
Na sexta à noite a coisa ficou mais densa. A gente se cruzou de novo perto da fogueira do nosso acampamento. Os amigos dele tinham ido buscar mais bebida. Os meus estavam dentro da tenda grande, rindo alto de alguma besteira. Mateus parou a uns dois metros de mim, mãos no bolso da calça.
— Você é de onde mesmo?
— Interior de SP. Você?
— Minas. Perto de Uberaba.
Silêncio. O fogo crepitava. Eu sentia o cheiro de madeira queimada e de suor dele, misturado com perfume barato de homem.
— Você não parece o tipo que fica nessa festa.
— Que tipo?
Ele deu de ombros. — O tipo quieto. Observando.
Eu sorri de canto. — E você parece o tipo que precisa falar da namorada várias vezes pra se lembrar que tem uma.
Ele olhou pra mim. O olhar era duro, mas não agressivo. Era de quem tinha sido pego.
— Eu tenho namorada.
— Eu sei. Você falou.
Mais silêncio. Ele passou a mão no rosto, raspou a barba.
— Por que você tá me olhando desse jeito desde ontem?
— Porque você tá me olhando de volta.
Ele riu sem humor. — Eu não sou assim.
— Assim como?
— Não fico com homem.
Eu não respondi. Só fiquei parado, o calor da fogueira batendo no rosto. Mateus deu um passo à frente. Depois outro. A distância entre a gente agora era de menos de um metro. Eu sentia o calor do corpo dele.
— Você é gay, né?
— Sou.
— E seus amigos sabem?
— Sabem. E não ligam.
Ele balançou a cabeça, como quem não entende. — Eu nunca… nunca toquei num cara.
— Então por que você tá aqui agora, em vez de estar com a namorada ou com seus amigos?
Ele não respondeu. Só ficou me encarando. Eu vi a maçã de Adão dele subir e descer. Vi a respiração ficar mais pesada. Vi o volume na calça jeans começar a marcar, mesmo com a iluminação fraca da fogueira.
— Isso é loucura — ele murmurou.
— Então vai embora.
Ele não foi.
Ficamos ali mais uns minutos, só nos olhando. Depois eu virei de costas e fui em direção à minha tenda menor, a que eu usava sozinho, no fundo do acampamento, longe da fogueira principal. Ouvi os passos dele atrás de mim. Não corri. Não acelerei. Só entrei, deixei a abertura da tenda aberta e sentei na cama de camping.
Mateus entrou. Fechou o zíper atrás de si. O espaço ficou pequeno de repente. O ar quente, cheiro de terra, de suor, de bebida. Ele ficou de pé, olhando pra mim.
— Eu não sei o que eu tô fazendo.
— Então não faz.
Ele se ajoelhou na frente de mim. As mãos grandes, calejadas, pousaram nas minhas coxas. Eu senti o peso delas através do jeans. O polegar dele fez um movimento involuntário, apertando a carne.
— Eu nunca beijei um homem — ele disse, a voz baixa, rouca.
— Então não beija.
Ele me puxou pela nuca e beijou. Foi bruto no começo. Dentes batendo, língua empurrando, barba arranhando. Eu respondi na mesma intensidade. O beijo virou luta por um segundo, depois virou necessidade. Ele gemou dentro da minha boca quando eu mordei o lábio de baixo dele. As mãos dele subiram pela minha camiseta, sentindo o abdômen, o peito, os mamilos. Eu senti os dedos dele apertarem, testando, como se precisasse confirmar que era pele de homem.
Eu puxei a camisa xadrez dele pra cima. Ele levantou os braços e deixou. O peito largo, peludo no meio, peitorais duros, ombros largos. Eu passei a mão pelo peito dele, sentindo o calor, os pelos curtos. Mateus fechou os olhos por um segundo. Quando abriu, o olhar estava escuro.
— Tira a sua — ele ordenou.
Eu tirei a camiseta. Ele olhou pro meu corpo como quem olha pra algo proibido. Passou a mão pelo meu peito, desceu pelo abdômen, parou no cós da calça. O volume dele já estava claramente marcado, grosso, pressionado contra o jeans.
— Porra — ele murmurou. — Você é…
Não terminou. Só abriu o botão da minha calça, puxou o zíper e enfiou a mão por dentro da cueca. A mão grande envolveu meu pau. Eu já estava duro pra caralho. Ele apertou, mediu, deslizou o polegar pela cabeça. Eu soltei o ar entre os dentes.
— Nunca toquei num pau que não fosse o meu — ele disse, quase pra si mesmo.
— Então toca.
Ele tirou meu pau pra fora. Olhou. Passou a mão de cima a baixo, sentindo a textura, a veia, a cabeça molhada de pré-gozo. Eu via a expressão dele mudar: curiosidade, tesão, um pouco de medo, e depois só tesão. Ele se inclinou e lambeu a cabeça. Só a ponta da língua. Depois passou a língua inteira, de baixo pra cima. O gemido que saiu da garganta dele foi baixo e rouco.
Eu agarrei o cabelo dele. Não forcei. Só segurei. Mateus abriu a boca e engoliu a cabeça. A boca quente, molhada, apertada. Ele desceu um pouco, engasgou, subiu, desceu de novo. Eu sentia a língua dele pressionando a parte de baixo, a garganta apertando quando ele tentava ir mais fundo. O barulho molhado enchia a tenda pequena. Eu gemia baixo, controlando o volume, porque do lado de fora ainda tinha gente.
Ele tirou a boca, baba escorrendo pelo queixo, e olhou pra mim.
— Gostoso pra porra.
— Continua.
Ele voltou a chupar, agora com mais vontade. Uma mão no meu pau, a outra apertando minha coxa. Eu sentia o polegar dele marcar a pele. O ritmo aumentava. A cada descida eu sentia o fundo da garganta dele, o reflexo de engasgo, o esforço. Quando ele subia, a língua rodeava a cabeça, chupava forte, e eu quase gozava só com aquilo.
Eu puxei ele pra cima. Beijei a boca molhada de saliva e gosto do meu pau. A mão dele desceu e abriu a própria calça. Tirou o pau pra fora. Grosso, veias marcadas, cabeça rosada, já pingando. Uns dezenove, vinte centímetros, grosso o suficiente pra eu sentir o peso só de olhar. Eu envolvi com a mão. Mateus soltou um gemido fundo quando eu apertei e desci a mão.
— Porra, Lucas…
— Quer que eu chupe?
Ele balançou a cabeça, mas a resposta saiu diferente. — Quero. Mas quero comer você.
O jeito que ele falou foi direto, sem rodeio. Eu senti o pau pulsar na minha mão.
— Então come.
Ele me empurrou pra trás na cama de camping. Tirou minha calça e a cueca de uma vez. Eu fiquei pelado, deitado, o pau duro batendo na barriga. Mateus ficou de joelhos entre minhas pernas, ainda de calça aberta, o pau pra fora. Ele passou as mãos pelas minhas coxas, abriu elas, olhou pro meu cuzinho. Passou o polegar por cima, só pressionando.
— Nunca fiz isso — ele repetiu, a voz baixa.
— Então vai devagar.
Ele cuspiu na mão e passou no meu cu. O dedo médio pressionou a entrada. Eu relaxei de propósito. O dedo entrou devagar, só a primeira junta. Eu soltei o ar. Mateus olhou pro meu rosto, verificando. Depois empurrou mais. O dedo inteiro. Ele moveu devagar, sentindo por dentro, curvando um pouco. Eu gemia baixo, o pau pingando na barriga.
— Apertado pra caralho — ele murmurou.
Ele tirou o dedo, cuspiu de novo, colocou dois. A entrada ardeu um segundo, depois abriu. Os dois dedos entraram, abrindo, girando, preparando. Eu sentia cada movimento: a pele esticando, o calor dos dedos, a pressão no ponto certo quando ele curvava. Meu pau latejava. Eu masturbava devagar, só pra não gozar antes.
Mateus tirou os dedos, cuspiu na mão de novo e passou no próprio pau. Depois cuspiu no meu cu mais uma vez. Se posicionou. A cabeça grossa pressionou a entrada. Eu segurei a respiração. Ele empurrou. A cabeça entrou. A dor veio afiada, quente, esticando. Eu soltei um gemido mais alto do que queria. Mateus parou imediatamente.
— Tá doendo?
— Um pouco. Continua. Devagar.
Ele empurrou mais um centímetro. Depois outro. Eu sentia cada milímetro entrando: a grossura abrindo, a pele esticando, a pressão profunda. Ele parava a cada pouco, esperava eu respirar, depois avançava de novo. Quando finalmente estava todo dentro, até as bolas, os dois ficamos parados. Eu respirava pela boca, o corpo se adaptando à invasão. Mateus estava com os olhos fechados, o maxilar travado, o suor escorrendo pela testa.
— Porra… apertado pra caralho… quente…
— Mexe.
Ele puxou devagar, quase saindo, e empurrou de novo. O movimento era longo, controlado. A cada entrada eu sentia a cabeça dele passar pelo anel interno, a grossura abrindo caminho, o atrito molhado. A dor foi virando pressão gostosa. Eu gemia a cada estocada. Mateus aumentou o ritmo aos poucos. As mãos dele seguravam minhas coxas, abrindo elas, controlando o ângulo. Quando ele acertava o ponto certo, eu soltava um gemido mais alto e o pau pulsava sozinho.
— Assim? — ele perguntou, a voz rouca.
— Assim. Mais fundo.
Ele obedeceu. As estocadas ficaram mais profundas, mais firmes. O som molhado de pele batendo em pele enchia a tenda. Eu sentia as bolas dele baterem no meu cu a cada movimento. O suor escorria pelo peito dele e caía no meu. Eu apertava as laterais da cama, os dedos brancos de força.
Mateus se inclinou pra frente, ainda metendo, e beijou minha boca. O beijo era molhado, desesperado. Ele gemia dentro da minha boca a cada estocada. Eu passava a mão pelas costas largas dele, sentindo os músculos se contrair. A outra mão ia pro cabelo dele, puxando.
— Você tá gostoso pra porra — ele murmurou contra meus lábios. — Nunca senti um cu tão apertado.
— Continua falando.
— Quero te foder até você gozar sem nem tocar no pau.
Ele endireitou o corpo, agarrou minhas pernas e colocou elas nos ombros. O ângulo mudou. Agora cada estocada entrava mais fundo, pressionando exatamente o ponto que fazia minha visão embaçar. Eu gemia sem conseguir controlar o volume. Mateus metia com força controlada, intenso, mas sempre olhando pro meu rosto, verificando.
— Tá bom assim?
— Tá ótimo. Mais forte.
Ele obedeceu. As estocadas ficaram mais pesadas, o ritmo mais rápido. Eu sentia o pau dele latejar dentro de mim, as veias, a cabeça batendo fundo. O suor escorria. O cheiro de sexo, de suor, de terra. Eu masturbava meu pau no ritmo das estocadas dele. Mateus olhou pra baixo, viu, e tirou minha mão.
— Sem mão. Eu quero que você goze só com o cu.
Ele agarrou meu pau com a mão grande e masturbou no mesmo ritmo que metia. A combinação era demais. A pressão dentro, a mão grossa por fora, o ângulo perfeito. Eu sentia o orgasmo subindo rápido, apertando o baixo-ventre, subindo pela espinha.
— Vou gozar — eu avisei, a voz quebrada.
— Goza. Goza no meu pau.
Ele meteu fundo e segurou lá dentro, a mão no meu pau apertando e deslizando rápido. Eu gozei. O primeiro jato saiu forte, batendo no meu peito. O segundo, o terceiro. O corpo inteiro contraiu, o cu apertando o pau dele em ondas. Mateus gemeu alto quando sentiu o aperto.
— Porra… isso… aperta assim…
Ele voltou a meter, agora mais rápido, perseguindo o próprio orgasmo. Eu ainda estava gozando, o corpo sensível demais, cada estocada mandando choques pelo nervo. Mateus se curvou, agarrou minha nuca, beijou minha boca e gozou. Eu senti o pau latejar fundo, a porra quente enchendo o preservativo (ele tinha colocado sem eu perceber, em algum momento entre a preparação e a entrada). As estocadas ficaram irregulares, profundas, enquanto ele descarregava. O gemido dele foi longo, rouco, quase um rosnado.
Ficamos parados. Ele ainda dentro de mim, respirando pesado contra meu pescoço. O suor dos dois misturado. O coração batendo forte. Depois de um tempo ele puxou devagar. Eu senti o vazio, a entrada latejando. Mateus tirou a camisinha, deu um nó e jogou num canto. Depois se deitou ao meu lado, no espaço apertado da cama de camping.
O silêncio ficou pesado por um momento. Eu ouvia a respiração dele normalizar. Lá fora, alguém ria alto perto da fogueira. Mateus passou a mão pelo meu peito, desceu até o abdômen, parou.
— Eu nunca… — ele começou, e parou.
— Eu sei.
Ele virou o rosto pra mim. O olhar ainda estava carregado, mas agora tinha outra coisa misturada. Cansaço. Surpresa. Um pouco de medo de si mesmo.
— Isso não muda nada — ele disse, quase defensivo.
— Não precisa mudar.
Ele ficou em silêncio. Depois se inclinou e beijou minha boca de novo, mais devagar dessa vez. O beijo era diferente. Menos desesperado. Mais exploratório. Eu respondi. A mão dele voltou pro meu pau, que ainda estava meio duro, sensível. Ele masturbou devagar, só sentindo.
— Quero de novo — ele murmurou contra meus lábios.
— Agora?
— Agora.
Ele se levantou, pegou outra camisinha da carteira (ele tinha vindo preparado, ou pelo menos esperançoso), colocou. Eu virei de quatro na cama estreita. Mateus se posicionou atrás. As mãos grandes abriram minhas nádegas. Ele cuspiu no meu cu de novo, passou o polegar, depois a cabeça do pau. Empurrou. Dessa vez entrou mais fácil, o caminho já aberto, ainda sensível. Eu gemi fundo quando ele enterrou tudo de uma vez.
O segundo round foi mais intenso. Mateus metia com força, as mãos na minha cintura, puxando meu corpo contra o dele a cada estocada. O som era mais alto: pele batendo, gemidos abafados, a cama de camping rangendo. Eu empurrava de volta, encontrando o ritmo. Ele se inclinava e mordia minha nuca, meu ombro, deixando marcas. A cada mordida eu apertava o cu em volta do pau dele e ele gemia.
— Aperta assim de novo — ele ordenava.
Eu apertava. Ele metia mais fundo. A mão dele ia na frente, agarrava meu pau e masturbava no ritmo. Eu já estava duro de novo, o segundo orgasmo subindo mais rápido por causa da sensibilidade. Mateus percebeu.
— Goza de novo. Quero sentir.
Ele acelerou. As estocadas ficaram curtas, profundas, martelando o ponto. Eu gozei pela segunda vez, menos volume, mas o corpo inteiro tremendo. O cu apertou em ondas fortes. Mateus soltou um xingamento baixo e gozou logo em seguida, enterrado até o fundo, o corpo tensionado contra o meu.
Dessa vez ele demorou mais pra sair. Ficou dentro, respirando, a mão passando pelas minhas costas. Quando finalmente puxou, eu senti o líquido escorrer um pouco mesmo com a camisinha. Mateus se deitou de novo, puxou meu corpo pra perto, a mão grande no meu peito.
Lá fora a festa continuava. Dentro da tenda, o ar estava quente, pesado de sexo. Mateus não falou mais nada por um tempo. Só ficou ali, o dedo desenhando círculos distraídos na minha pele. Eu também não falei. Não precisava.
Depois de um tempo ele se levantou, se vestiu em silêncio. Eu continuei deitado, só observando. Quando ele estava quase saindo, parou na abertura da tenda, a mão no zíper.
— Eu tenho namorada — ele disse de novo, como se precisasse ouvir a própria voz.
— Eu sei.
— Isso não… não significa que eu sou…
— Não precisa significar nada.
Ele olhou pra mim uma última vez. O olhar ainda carregava o resto do tesão, misturado com alguma coisa que ele ainda não conseguia nomear. Depois abriu o zíper, saiu, e fechou atrás de si.
Eu fiquei na cama, o corpo marcado, o cu latejando, o cheiro dele ainda na pele. Lá fora, alguém gritou o nome de Mateus perto da fogueira. Eu ouvi a voz dele responder, normal, como se nada tivesse acontecido.
Mas tinha acontecido.
E os dois sabíamos.
daniel8