Raquel chegou ao hotel vestida de propósito para o jantar. O vestido preto longo, de seda italiana cara, caía-lhe justo na cintura marcada e abria-se ligeiramente nas coxas a cada passo elegante, revelando a pele morena e as meias transparentes que subiam até meio da coxa. Por baixo, a lingerie que o António lhe tinha oferecido semanas antes: um sutiã de renda fina e delicada que mal continha os seios pesados e fartos, o fio dental preto a desaparecer entre as nádegas generosas e empinadas, e as meias presas por ligas de seda. Queria parecer elegante, controlada, quase indiferente. Só um jantar, dissera o Dr. Rodrigues ao telefone. Nada mais. Ele abriu a porta do quarto. Camisa preta de linho já meio desapertada, o peito peludo e definido à mostra, o cabelo grisalho penteado para trás com um toque de desleixo caro. Na mão direita uma garrafa de champagne Dom Pérignon ainda fechada. O sorriso era o de sempre — confiante, quase predatório, os olhos escuros a percorrer-lhe o corpo sem pressa. — Entraste linda… — murmurou, a voz baixa e rouca. — Esse vestido… caralho, Raquel. Vem. Entra. Raquel atravessou a porta. O quarto era amplo e luxuoso, com janelas enormes do chão ao teto a mostrar a cidade a acender-se ao entardecer. Luzes douradas e azuis, o rio a brilhar lá em baixo com reflexos que se moviam. O chão de madeira escura, o sofá de veludo cinzento, o cheiro a madeira cara e a perfume masculino dele. Ele fechou a porta com um clique suave e foi buscar duas caixas pretas de veludo que estavam em cima da mesa de centro, ao lado de duas taças de cristal. — Antes de jantarmos… quero dar-te isto. Senta-te. Ou melhor… fica de pé. Quero ver-te enquanto abro. Abriu a primeira caixa. Um colar de diamantes finos, brilhantes, e um par de brincos a combinar, a cintilar sob a luz quente do candeeiro de abajur bege. A segunda caixa era maior e mais pesada: um conjunto de lingerie preta de cetim e renda francesa, corpete estruturado com atilhos cruzados nas costas, ligas finas de seda e meias até à coxa. Tudo pensado para o corpo dela — para apertar a cintura, empurrar os seios fartos para cima e, sobretudo, realçar o cu empinado e generoso que ele nunca tinha deixado de desejar. — Tira o vestido, Raquel. Quero ver-te com isto. Quero ver o que é meu outra vez. Ela hesitou só um segundo, o coração a bater mais depressa, as mãos a tremer ligeiramente. Depois despiu-se devagar. O vestido de seda escorregou pelos ombros largos, desceu pela curva generosa dos seios, pela barriga macia e ainda firme, e caiu no chão num sussurro caro. Ficou só com a lingerie do António. O sutiã de renda empurrava os seios pesados para cima, os mamilos escuros já semi-duros visíveis através do tecido fino e húmido. O fio dental sumia-se entre as nádegas carnudas e firmes, a pele morena a brilhar ligeiramente sob a luz dourada. As meias apertavam as coxas grossas e macias, a carne a transbordar um pouco por cima das ligas. Rodrigues olhou longamente, quase com fome. Passou a mão pela anca larga, os dedos a afundar-se na carne macia, e puxou o fio de lado com dois dedos, expondo a cona já húmida e rosada e o buraco apertado do cu. — Esta é dele, não é? — perguntou, a voz baixa e carregada de ciúme. — Esta renda fina… este fio que mal cobre o que é meu. Tira também. Quero a minha por cima do teu corpo. Quero apagar o cheiro dele. Raquel obedeceu, as mãos um pouco trémulas. Tirou o sutiã com cuidado, os seios pesados a saltar livres, os mamilos escuros e sensíveis a endurecer com o ar fresco do quarto climatizado. Depois deslizou o fio pelas coxas, ficando completamente nua por um momento. A pele morena e lisa, o ventre suave, o monte de vénus depilado e inchado, as nádegas redondas e empinadas a tremer ligeiramente. Ele ajudou-a a vestir o conjunto novo com uma lentidão quase ritual. O corpete preto apertou-lhe a cintura ainda marcada e empurrou os seios fartos para cima, o decote profundo a deixar quase tudo à mostra, os mamilos a roçar o cetim. As ligas subiram pelas coxas carnudas, as meias de seda a brilhar. O fio dental novo acomodou-se entre as nádegas, apertando o cu e a cona de forma obscena. Por fim, ele colocou-lhe o colar de diamantes no pescoço e os brincos, os dedos a demorar-se na pele quente da garganta. Quando se virou de costas para ele, o corpete deixava as costas quase nuas, os atilhos cruzados a realçar a curva pronunciada das ancas e o cu generoso e empinado. Rodrigues soltou um suspiro rouco, quase um gemido. — Olha para ti agora… — disse, aproximando-se por trás. A mão grande e quente pousou na anca, os dedos a apertar a carne macia e firme até deixar marcas. O peito peludo e quente colou-se às costas nuas dela. — Continuas a mesma putinha que eu gostava de foder até não conseguires andar. Só que agora ainda mais mulher. Estes seios pesados… esta bunda que pede para ser aberta… caralho, Raquel. Sentes como estou duro só de te ver assim? Ela engoliu em seco, sentindo a ereção grossa e quente a pressionar contra a racha das nádegas, separada apenas pelo fio fino. — Não vim para isto, Rodrigues. Disse que era só jantar. Só conversa. Ele riu baixinho, a boca quase no ouvido dela, o hálito quente a fazer-lhe arrepio na nuca e a descer pela coluna. — E eu disse que te queria de volta. Quero que voltes a ser a minha amante. Que venhas quando eu ligar, de dia ou de noite. Que abras as pernas quando eu quiser. Que deixes o teu cu e a tua cona só para mim. Em troca… joias, roupa, viagens, o que quiseres. Dinheiro. Prazer. Só não me digas que não. Diz-me que sim. Diz-me que esta cona volta a ser minha. A mão desceu lentamente, passou por baixo do fio novo e encontrou a cona já molhada, quente e inchada. Dois dedos grossos entraram de uma vez, fundo, e começaram a foder devagar, o polegar a pressionar o clitóris inchado em círculos lentos. Raquel arquejou, as mãos a agarrar a vidraça fria da janela, os seios a balançar dentro do corpete a cada movimento dos dedos. — Caralho… ainda estás molhada só de me ouvir. Só de sentires a minha mão nesta cona gulosa. O António não te fode assim, pois não? Não te abre assim… — Para… — a voz saiu fraca, traída pelo corpo que empurrava as ancas para trás, pedindo mais profundidade. — Não… não fales dele… Ele tirou os dedos, lambeu-os devagar à frente dela, o olhar preso nos olhos dela pelo reflexo do vidro, e desapertou as calças. A pila saltou grossa, veias saltadas, a cabeça já a brilhar de pré-gozo. Empurrou-a um pouco mais para a frente, até ela ficar com as mãos e os seios quase a tocar no vidro frio, a bunda empinada e aberta. Afastou o fio de lado com dois dedos e enfiou de uma só vez, até às bolas, abrindo-a por completo, o gemido dele a misturar-se com o dela. Raquel gemeu alto, a testa a bater no vidro, os seios a tremer dentro do corpete a cada estocada profunda. — Porra… és grande demais… enches-me toda… sinto-te até ao fundo… — E tu apertas igual. Sempre apertaste esta cona quente e molhada à volta da minha pila. — Ele começou a foder com força, as mãos a agarrar as ancas largas, a bater a bunda carnuda e empinada contra a barriga a cada embate. O som húmido e obsceno ecoava no quarto luxuoso. As meias brilhavam, as ligas apertavam as coxas. — Lembra-te como te fazia gozar? Como te deixava a tremer e a pedir mais? Como te enchia e te deixava a pingar durante horas? Como te fazia chupar a porra que escorria pela tua coxa? — Lembro… — ela empurrou para trás, o cu a bater contra ele, pedindo mais fundo, a voz já partida. — Mete tudo… fode-me como antes… usa esta cona… arrebenta-me… Rodrigues puxou-lhe o cabelo com uma mão, obrigando-a a olhar para a cidade iluminada enquanto a arrebentava com estocadas longas e profundas. A outra mão desceu e esfregou o clitóris inchado em círculos rápidos e precisos, os dedos molhados. — Queres voltar a ser minha? Queres que te encha outra vez? Que te marque por dentro? Que esta porra escorra por estas meias caras e fique a cheirar a mim durante dias? Diz. Diz alto. — Quero… enche-me… quero sentir-te a gozar dentro… enche esta cona… faz-me tua outra vez… Ele acelerou, o ritmo agora brutal, as bolas a bater no clitóris a cada estocada profunda. Os seios dela balançavam pesados dentro do corpete, os mamilos a roçar o cetim. Raquel gozou primeiro, o corpo a tremer violentamente, a cona a contrair com força em volta da pila grossa, um gemido longo e rouco a escapar-lhe dos lábios enquanto o orgasmo a atravessava em ondas. Ele não parou. Continuou a foder enquanto ela ainda se debatia no orgasmo, a bunda a tremer, as coxas a tremerem, a porra dela a escorrer pelas meias. Depois enterrou-se até ao fundo, as bolas coladas às nádegas, e veio com um gemido longo e gutural, a encher-a de porra quente e espessa, jacto após jacto. Ficaram assim alguns segundos, ele ainda dentro, a respiração pesada no pescoço dela, a mão ainda a acariciar o clitóris sensível e inchado. Depois retirou-se devagar. A porra escorreu logo pelo fio dental, a descer pela coxa interna em fios brancos e grossos, a manchar as meias pretas e a pele morena. Rodrigues beijou-lhe a nuca, os lábios quentes e húmidos, e falou baixo, quase carinhoso, enquanto a mão espalhava a porra pela curva das nádegas e voltava a enfiar dois dedos dentro dela, a sentir o que tinha deixado: — O colar fica. A lingerie também. E tu… tu ficas minha outra vez. Vais voltar quando eu quiser. Vais abrir estas pernas e este cu quando eu mandar. Combinado, Raquel? Ela olhou para o reflexo no vidro — ela de corpete apertado, seios pesados a sair quase do decote, cu empinado e brilhante de óleo e porra, ele atrás, ainda semi-duro, a mão a marcar a pele. Sorriu, ofegante, as pernas ainda a tremer, a voz rouca de prazer: — Combinado… por agora. Mas da próxima… quero que me fodes ainda mais fundo.
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