Primo machão

Me chamo Lucas. Vinte e um anos, 1,78, 72 quilos. Corpo magro e definido de academia três vezes por semana, mas nada de ostentação. Nunca dei pinta. Nunca fiquei com homem. Nunca beijei boca de homem. Só mulher. Sempre. Mas também nunca fechei a porta. Só nunca abri.
Meu primo Caio tinha vinte e quatro. Engenheiro civil, já formado, já empregado num escritório de obras em São Paulo. Um metro e oitenta e cinco, ombros largos, peito largo, coxas grossas de quem ainda levantava peso. Pele morena de sol. Barba por fazer de três dias. Voz grossa. Jeito de quem não pede licença pra entrar. Fama de mulherengo desde o ensino médio. Tinha uma lista de ex-namoradas e “ficantes” que a família comentava baixinho nas reuniões. Falava merda de vez em quando — “viado não é homem de verdade”, “lugar de homem é com mulher” — e todo mundo ria como se fosse só brincadeira de macho. Eu ria junto. Nunca dei a entender nada.
A gente quase não se falava. Só se via em Natal, aniversário de avó, essas coisas. Cumprimento seco, um “e aí, cara”, e cada um pro seu canto. Até o dia em que minha tia (mãe dele) ligou pra minha mãe:
— O Caio vai ficar três semanas aí na cidade. Tá trabalhando numa obra perto de vocês. Pode ficar no quarto de hóspedes?
Minha mãe aceitou na hora. Eu ouvi a conversa e senti um frio estranho na barriga. Não era medo. Era outra coisa.
Ele chegou numa sexta à noite com uma mala preta e um notebook. Abraçou minha mãe, apertou a mão do meu pai e depois olhou pra mim:
— E aí, primo. Cresceu, hein.
Apertamos as mãos. A dele era maior, mais áspera. Segurou um segundo a mais do que o normal. Eu soltei primeiro.
— E aí.
Foi só isso. Ele subiu pro quarto de hóspedes. Eu fiquei na sala fingindo que assistia TV.
No sábado ele pediu pra usar a academia do prédio. Eu estava indo também. A gente treinou juntos pela primeira vez. Ele fazia supino com peso que eu nem sonhava. Eu fazia barra. De vez em quando ele parava, olhava de lado e falava:
— Tá com o peito crescendo bem. Continua assim.
Tom de conversa normal. Nada demais. Mas o olhar demorava um pouco mais do que precisava.
No domingo ele me chamou pra ir no mercado com ele. “Preciso de umas coisas e não conheço a região.” A gente andou lado a lado. Ele falava de obra, de concreto, de prazo. Eu respondia o mínimo. Quando um cara magrelo e bem arrumado passou por nós, Caio murmurou baixo:
— Olha o tipo. Tem cada um.
Eu ri forçado. Ele olhou de canto e sorriu de lado.
Na segunda ele já estava no sofá quando eu cheguei da faculdade. Camiseta preta colada no peito, short de moletom cinza. Pés descalços. Notebook no colo.
— Chegou. Vem aqui. Me ajuda a decidir um negócio.
Era um projeto de estrutura. Ele explicava e eu fingia entender. De vez em quando a perna dele encostava na minha. Eu afastava. Ele não afastava de volta. Só continuava falando como se nada tivesse acontecido.
Na terça a gente jantou juntos porque meus pais saíram. Ele cozinhou macarrão. Eu lavei a louça. Enquanto eu secava um prato, ele veio por trás, pegou outro pano e ficou do meu lado na pia.
— Você lava direito, hein.
A voz perto do meu ombro. Eu senti o cheiro dele — sabonete barato e suor limpo. Não respondi. Continuei secando.
Na quarta ele me chamou pra ver um filme. “Algo leve.” Escolheu um de ação. A gente sentou no sofá. Ele no meio, eu na ponta. No meio do filme ele se esticou, o braço passou por trás do meu ombro e ficou ali. Não me puxou. Só ficou. Eu fiquei rígido. Ele não comentou. Quando o filme acabou ele tirou o braço e falou:
— Amanhã tem treino. Vai?
Fui.
No treino ele me corrigiu a postura no agachamento. Mãos firmes nos meus quadris, empurrando levemente pra trás.
— Assim. Mais fundo. Sente a coxa.
As mãos ficaram dois segundos a mais do que o necessário. Eu engoli seco. Quando ele soltou, meu short estava um pouco mais apertado na frente. Eu virei de costas rápido.
Na quinta à noite ele bateu na porta do meu quarto.
— Tá ocupado?
— Não.
Ele entrou, fechou a porta e se encostou nela. Camiseta branca, short preto. Olhou pra mim sentado na cama com o notebook.
— Você não fala muito, né.
— Não sou de conversa.
Ele deu um risinho baixo.
— Minha mãe fala que você é o quieto da família. O que pensa e não conta.
Eu fechei o notebook.
— E você é o barulhento.
Ele cruzou os braços. Os bíceps saltaram.
— Barulhento e direto. Eu gosto de saber as coisas. Você, por exemplo… nunca te vi com ninguém.
— Não interessa.
— Interessa sim. Homem de vinte e um anos sem namorada aparente… ou é muito discreto ou é outra coisa.
Eu levantei o olhar. O dele estava fixo em mim. Não era brincadeira pura. Tinha peso.
— Eu fico com mulher, Caio. Não precisa inventar história.
Ele ergueu as mãos.
— Tranquilo. Só conversando. Boa noite.
Saiu. Eu fiquei olhando a porta fechada com o coração batendo mais rápido do que deveria.
Na sexta ele chegou mais cedo do trabalho. Eu estava na cozinha preparando um café. Ele parou atrás de mim de novo. Dessa vez a mão dele pousou no meu ombro e apertou de leve.
— Cheiro bom.
Não era o café. Eu sabia. Ele também.
— Obrigado.
Ele soltou e foi pro quarto. Eu fiquei ali com a xícara na mão, sentindo o local onde a mão dele tinha ficado quente.
No sábado a gente treinou de novo. Depois ele sugeriu:
— Vamos tomar uma cerveja em casa. Meus pais não estão. Os seus também não.
Aceitei. Errado. Eu sabia que era errado. Mas aceitei.
Na sala ele abriu duas latas. Sentamos no sofá. Dessa vez mais perto. A conversa foi sobre nada — obra, faculdade, academia. Até que ele falou, olhando pra frente:
— Você tem um corpo legal pra quem não treina pesado.
— Treino o suficiente.
— Dá pra ver. Especialmente de costas.
Eu não respondi. Ele continuou:
— Outro dia no treino eu fiquei olhando. Coxa grossa. Bunda redonda. Homem com bunda assim chama atenção, sabe?
Eu ri sem graça.
— Para de falar merda.
Ele virou o rosto pra mim. O olhar era pesado, mas a boca sorria.
— Não é merda. É observação. Eu observo as coisas. Sempre observei.
A distância entre a gente no sofá diminuiu sem eu perceber. O joelho dele encostou no meu. Eu não afastei. Ele também não.
— Você fica quieto demais quando eu falo essas coisas — ele murmurou.
— Porque não tem o que responder.
— Tem sim. Você poderia falar “cala a boca, primo”. Ou “vai se foder”. Mas você não fala.
Eu engoli. A lata na minha mão estava suando.
— Você tá bêbado?
— Uma lata. Não. Tô só falando.
Ele se inclinaram um pouco mais. O ombro dele roçou o meu.
— Você nunca ficou curioso, Lucas?
— Sobre o quê?
— Sobre homem.
O silêncio pesou. Eu olhei pra frente. Ele esperou.
— Não.
Mentira. E ele sabia.
— Mentira — ele falou baixinho. — Eu vejo. Você repara. Só não admite.
Eu levantei do sofá.
— Vou dormir.
Ele não segurou. Só falou:
— Boa noite, primo.
Fui pro quarto com o pau semi-duro dentro do short e a cabeça uma bagunça.
No domingo a casa estava vazia de novo. Meus pais tinham viajado pro fim de semana. Caio sabia. Ele veio pro meu quarto de manhã, já de short e camiseta, cabelo molhado de banho.
— Levanta. Vamos fazer café.
Fizemos. Depois sentamos na mesa da cozinha. Ele falava de qualquer coisa. Eu respondia monossílabos. Até que ele parou de fingir.
— Ontem você saiu correndo.
— Tava cansado.
— Tava arrepiado. Eu vi.
Eu baixei o olhar pro café.
— Para, Caio.
— Não vou parar. Você nota. Eu sei que nota. Toda vez que eu encosto, você trava. Toda vez que eu falo, você engole seco. Eu não sou burro.
Eu levantei a cabeça. O olhar dele estava sério. Sem sorriso de deboche.
— Você é meu primo.
— E daí? Sangue não é impedimento pra tesão.
A palavra caiu na mesa como uma faca. Eu senti o rosto esquentar.
— Você sempre falou merda de viado.
— Eu falo merda de muita coisa. Não significa que eu não faça.
Ele se levantou, deu a volta na mesa e parou ao meu lado. Eu continuei sentado. A mão dele pousou no meu ombro de novo, mas dessa vez desceu devagar pela minha costas até a cintura.
— Você tá duro agora? — perguntou baixo.
Eu não respondi. Ele sabia. O short de moletom não escondia nada.
— Eu também — ele confessou. — Desde que cheguei. Toda vez que você vira de costas no treino. Toda vez que você lava a louça de short. Toda vez que você fica quieto e me olha de canto.
A mão dele apertou minha cintura. Eu tremi.
— Eu nunca… — comecei.
— Eu sei. Nunca ficou com homem. Eu também nunca tinha ficado com primo. Tem primeira vez pra tudo.
Ele se abaixou um pouco. A boca ficou perto da minha orelha.
— Eu não vou forçar. Mas se você ficar quieto de novo, eu vou entender que é sim.
Eu não me mexi. O coração batia na garganta. Ele esperou três segundos. Depois a mão dele deslizou da minha cintura para a frente, por cima do short, e segurou meu pau pela primeira vez.
Eu soltei um som baixo. Ele apertou devagar, sentindo o volume.
— Porra… tá duro pra caralho.
Eu fechei os olhos. A mão dele subia e descia por cima do tecido, lento, firme. Não era urgente. Era exploratório. Como se estivesse aprendendo o formato.
— Levanta — ele mandou baixinho.
Eu levantei. Ele ficou na minha frente. Mais alto. Mais largo. A mão dele ainda no meu pau. A outra subiu e segurou meu queixo.
— Me olha.
Eu olhei. Os olhos dele eram escuros, serios.
— Eu vou te beijar. Se você não quiser, empurra.
Ele esperou. Eu não empurrei. A boca dele desceu e encontrou a minha.
Não foi beijo de filme. Foi boca aberta, língua quente, dente de leve no lábio inferior. Ele beijava como homem que sabe o que quer. Eu respondi desajeitado no começo, depois com mais fome. A mão dele saiu do meu pau e foi pras minhas costas, puxando meu corpo contra o dele. Eu senti o pau duro dele contra a minha barriga. Grosso. Quente. Pulsando.
Quando ele soltou a boca, os dois estávamos ofegantes.
— Quarto. Agora.
Não foi pedido. Foi ordem baixa. Eu saí na frente. Ele atrás. A porta do meu quarto fechou com um clique. Ele virou a chave.
Ficamos nos olhando por um segundo. Depois ele tirou a camiseta num movimento só. O peito largo, os abdominais marcados, a linha de pelos que descia do umbigo. Eu engoli. Ele veio até mim e tirou a minha camiseta também. As mãos dele passaram pelo meu peito, pelos meus ombros, desceram pelas minhas costas até a bunda. Apertou as duas nádegas com força.
— Porra, que bunda gostosa.
Eu soltei um gemido baixo. Ele beijou meu pescoço, mordeu de leve, chupou a pele. Enquanto isso as mãos dele puxavam meu short e a cueca juntos pra baixo. Meu pau saltou pra fora, duro, a cabeça já úmida. Ele olhou pra baixo e deu um sorriso de canto.
— Bonito.
A mão dele envolveu. Quente. Áspera de quem trabalha. Subiu e desceu devagar, polegar passando pela fenda, espalhando o pré-gozo. Eu tremi. Ele me empurrou de leve até a cama. Eu sentei. Ele tirou o próprio short. O pau dele era mais grosso que o meu, mais veiado, a cabeça larga e rosada. Já pingava.
Ele se ajoelhou entre minhas pernas. Olhou pra cima uma última vez.
— Nunca chupou?
Eu sacudi a cabeça.
— Então presta atenção.
A boca dele desceu. Quente. Úmida. Engoliu a cabeça primeiro, língua girando. Depois desceu mais, devagar, até quase a base. Eu arquejei. A mão dele segurou minha coxa, o polegar fazendo círculos. Ele chupava com ritmo, não depressa. Quando subia, a língua passava pela veia de baixo. Quando descia, a garganta apertava. Eu enterrei os dedos no cabelo dele. Ele gemeu em volta do meu pau, a vibração me fazendo soltar um “porra” baixo.
Ele chupou por um tempo que pareceu eterno. Depois soltou com um estalo úmido e subiu o corpo. Beijou minha boca de novo, o gosto do meu próprio pré-gozo na língua dele. Eu chupei a língua dele com fome. Ele riu baixo contra minha boca.
— Gostou.
Não era pergunta.
Ele me deitou de costas. Subiu por cima. Os joelhos dele de cada lado da minha cintura. O pau dele roçava no meu. Ele segurou os dois juntos numa mão só e começou a masturbar os dois ao mesmo tempo. A fricção era quente, úmida, perfeita. Eu empinei o quadril. Ele desceu o rosto e beijou meu peito, chupou um mamilo, mordeu de leve. Eu soltei um gemido mais alto.
— Quietinho — ele murmurou contra minha pele. — Casa vazia, mas ainda assim.
A mão dele soltou os paus e desceu entre minhas pernas. O dedo médio passou pelas minhas bolas, desceu mais, encontrou o caminho entre as nádegas. Eu travei.
— Relaxa — ele falou, voz baixa, quase carinhosa. — Eu não vou te machucar.
O dedo dele circulou o meu cu devagar. Só a ponta. Sem forçar. Eu respirava pela boca. Ele beijou meu pescoço de novo enquanto o dedo pressionava um pouco mais. A ponta entrou. Eu soltei um som entre dor e prazer. Ele parou, esperou, beijou minha boca.
— Respira. Eu tô aqui.
O dedo entrou mais. Até a segunda falange. Ele moveu devagar, pra dentro e pra fora, enquanto a outra mão subia e descia no meu pau. A sensação era estranha. Cheia. Quente. Depois boa. Muito boa. Ele encontrou um ponto dentro de mim e pressionou. Eu quase levantei da cama.
— Aí — ele sorriu contra minha boca. — Achei.
Ele massageou aquele ponto enquanto chupava meu pescoço. Eu gemia baixo, sem conseguir parar. Depois ele tirou o dedo, lambeu dois, e voltou com dois. A abertura ardeu. Eu apertei os olhos. Ele beijou minha testa, minha pálpebra, minha boca.
— Vai passar. Confia.
Os dois dedos entraram. Ele abriu e fechou, esticando. Eu respirava fundo. A dor virou pressão. A pressão virou tesão. Ele curvou os dedos de novo naquele ponto e eu soltei um gemido longo.
— Pronto pra mais?
Eu balancei a cabeça. Ele tirou os dedos, se afastou só o suficiente pra pegar a carteira no short jogado no chão. Tirou um preservativo e um sachê de lubrificante. Rasgou o sachê com os dentes. Esquentou o gel na mão. Passou em si mesmo primeiro, depois nos meus dedos e no meu cu. O frio do lubrificante me fez tremer. Ele passou mais, generoso.
— Vira de lado.
Eu virei. Ele se deitou atrás de mim, o peito quente nas minhas costas. Uma perna dele por cima da minha. O pau lubrificado roçou entre minhas nádegas. Ele segurou a base e guiou a cabeça até a entrada. Parou ali. A mão livre abraçou meu peito, o polegar passando no meu mamilo.
— Me fala se doer demais.
Eu balancei a cabeça contra o travesseiro. Ele empurrou. A cabeça entrou. Eu soltei um gemido agudo. Ele parou imediatamente. Beijou meu ombro. A mão no meu peito apertou de leve.
— Respira comigo.
Eu respirei. Ele empurrou mais um pouco. Outro centímetro. Depois outro. A sensação de ser aberto era intensa. Eu sentia cada veia, cada contorno. Quando ele estava na metade, parou de novo. A respiração dele quente no meu pescoço.
— Você tá apertado pra caralho… porra…
Ele empurrou o resto. Até o fundo. Eu senti as bolas dele contra a minha bunda. Ficamos assim, imóveis, só respirando. A mão dele desceu e segurou meu pau, que tinha amolecido um pouco com a dor. Masturbou devagar enquanto esperava meu corpo se acostumar.
Aos poucos a dor diminuiu. A pressão virou plenitude. Eu empurrei o quadril pra trás, só um pouco. Ele entendeu. Começou a se mover. Curto. Lento. Quase saindo e entrando de novo. Cada estocada fazia eu gemer no travesseiro. A mão dele no meu pau acompanhava o ritmo.
— Assim? — ele perguntou, voz rouca.
— Assim… — eu consegui responder.
Ele aumentou um pouco a velocidade. Ainda controlado. Ainda atento. A cada vez que eu soltava um som mais alto, ele beijava meu ombro ou meu pescoço. A mão livre subia e descia pelas minhas costelas, pelo meu peito, como se quisesse sentir cada reação.
Depois de um tempo ele me virou de barriga pra baixo, sem sair de dentro. As mãos dele seguraram meus quadris e levantaram um pouco. Eu fiquei de quatro. Ele voltou a entrar fundo. Dessa vez o ângulo era diferente. Mais profundo. Ele encontrou aquele ponto de novo e começou a bater nele com cada estocada.
Eu enterrei o rosto no travesseiro pra não gritar. Ele se inclinaram sobre mim, o peito colado nas minhas costas, uma mão no meu peito, a outra no meu pau.
— Me escuta — ele falou no meu ouvido, a voz baixa e rouca. — Você tá gostoso pra caralho. Apertando meu pau… porra… continua assim.
Eu empinei mais. Ele gemeu. O ritmo ficou mais forte, mas nunca bruto. Cada estocada vinha com um beijo no meu ombro ou uma palavra baixa. Ele falava o que sentia. Falava o que eu fazia nele. Falava que eu era apertado, que eu era quente, que ele não ia aguentar muito.
Eu estava perto. A mão dele no meu pau acelerou. O pau dele dentro de mim batia naquele ponto sem parar. Eu soltei um gemido longo e gozei. Jatos quentes sujaram o lençol e a mão dele. O cu apertou em volta do pau dele em espasmos. Ele praguejou baixo, segurou meus quadris com as duas mãos e enterrou fundo. Eu senti ele pulsar. O preservativo encheu. Ele ficou tremendo por alguns segundos, a testa apoiada nas minhas costas, a respiração quente.
Ficamos assim. Ele ainda dentro. Eu ainda tremendo. Depois ele saiu com cuidado, tirou o preservativo, deu um nó e jogou no lixo. Voltou pra cama. Deitou do meu lado. A mão dele passou pelas minhas costas suadas.
— Tá bem?
Eu balancei a cabeça. Ainda sem voz. Ele puxou o lençol por cima dos dois e ficou em silêncio por um tempo. A respiração dele foi acalmando. A minha também.
Depois de uns minutos ele falou, a voz mais baixa, quase suave:
— Não era só tesão.
Eu virei o rosto. Ele estava olhando pro teto.
— Eu sei — respondi.
Ele virou a cabeça. Os olhos encontraram os meus. Não tinha deboche. Não tinha machismo de fachada. Só o resto do que tinha acontecido.
A gente ficou ali. Sem falar mais. O sol da tarde entrava pela janela. O cheiro de sexo e suor no quarto. Eu sentia o corpo cansado e leve ao mesmo tempo. Ele passou a mão no meu cabelo uma vez, devagar, e depois deixou a mão cair entre a gente.
Não precisava de mais palavras naquele momento.

Faca o seu login para poder votar neste conto.


Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.


Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.


Twitter Facebook



Atenção! Faca o seu login para poder comentar este conto.


Contos enviados pelo mesmo autor


272199 - O sócio do meu tio é macho pra caralho - Categoria: Gays - Votos: 0
272150 - O novinho da academia - Categoria: Gays - Votos: 7
272148 - Fui passar férias na fazenda do meu tio e o filho do caseiro me ensinou a tirar leite - Parte 3 - Categoria: Gays - Votos: 8
272069 - Fui passar férias na fazenda do meu tio e o filho do caseiro me ensinou a tirar leite - Parte 2 - Categoria: Gays - Votos: 18
272020 - Fui passar férias na fazenda do meu tio e o filho do caseiro me ensinou a tirar leite - Categoria: Gays - Votos: 22
271955 - Um fim de semana com meu tio na fazenda - Parte 2 - Categoria: Gays - Votos: 8
271889 - Um fim de semana com meu tio na fazenda - Parte 1 - Categoria: Gays - Votos: 16
271779 - O professor de natação - Categoria: Gays - Votos: 8
271767 - O professor de natação - Parte 4 - Categoria: Gays - Votos: 2
271766 - O professor de natação - Parte 3 - Categoria: Gays - Votos: 5
271765 - O professor de natação - Parte 2 - Categoria: Gays - Votos: 7

Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico daniel8

Nome do conto:
Primo machão

Codigo do conto:
272197

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
14/09/2026

Quant.de Votos:
0

Quant.de Fotos:
0