"Segunda você é só cadela", ele disse, enquanto jantávamos. "Não fala. Não anda em duas pernas dentro de casa. Não usa mãos para comer. Você é minha cadela e do Thor. Somente."
Eu senti o estômago revirar. "E se eu não aguentar?"
"Tem uma palavra de segurança. Mas se usar, acaba tudo. Não só o dia. A proposta toda."
Eu sabia que ele falava sério. Paulo não brincava com limites.
"O Thor sabe?", eu perguntei, meio brincando.
"Ele vai saber. Vou deixar ele te cheirar antes. Vou explicar pra ele que você é dele por vinte e quatro horas."
Eu ri, mas ele não riu.
"Estou falando sério, Cat. Você quer isso?"
Eu olhei pros olhos dele. Aquela escuridão quieta, aquela certeza.
"Quero", eu disse.
"Então segunda começa ao amanhecer. Tira tudo. Fica nua. E espera na casinha."
Ele tinha construído uma casinha. No canto do nosso quarto, uma estrutura de madeira, tipo uma casinha de cachorro grande, com colchão dentro, teto baixo, entrada que obrigava a entrar de quatro.
Segunda de manhã eu acordei antes do sol. Paulo já não estava na cama. Eu me levantei, tirei a camisola, fiquei nua. Olhei pro espelho uma vez. Era eu, Cat, mas ia deixar de ser por um dia.
Entrei na casinha de quatro. O espaço era justo, confortável, escuro. Eu me deitei de lado, as pernas dobradas, a cabeça na entrada, esperando.
Ouvi os passos dele. Depois o som da coleira do Thor, as unhas no assoalho.
"Olha o que temos aqui", a voz de Paulo veio de cima. "Uma cadela nova. Precisa de nome?"
Eu não respondi. Não devia falar.
"Não", ele disse. "Ela não precisa de nome. Ela é só cadela."
O Thor farejou a entrada. Eu senti o focinho úmido no meu cabelo, descendo pelo pescoço, pelas costas. Ele entrou na casinha parcialmente, o corpo grande ocupando o espaço, e me farejou toda. A língua dele passou no meu rosto, lambendo meus olhos, minha boca.
"Bom garoto", Paulo disse. "Essa é sua. Por hoje, só sua."
Ele bateu na lateral da casinha. "Vem, cadela. Hora de comer."
Eu saí de quatro. Ele tinha posto uma tigela no chão do quarto. Água em outra. Comida — não comida humana, mas uma mistura que ele tinha preparado, carne cozida, arroz, algo que cheirava forte e bom.
"De quatro", ele ordenou.
Eu me aproximei da tigela. Fiquei de quatro, o rosto perto da comida. Ele não deu colher. Não deu garfo.
"Come."
Eu mergulhei o rosto na tigela. Comi como pude, a língua pegando, a boca suja. Ele observava, sentado na cadeira, o Thor deitado ao lado dele me observando.
Quando terminei, ele limpou minha boca com a mão dele, rude, como se limpasse um cão de verdade.
"Bebe água."
Bebi da tigela d'água, lambendo, o focinho molhado.
"Thor", ele chamou. "Vai."
O Thor veio. Ele sabia. Paulo tinha treinado ele, ou talvez o cão simplesmente entendesse o cheiro da disponibilidade. Ele me farejou, subiu em mim, e eu fiquei imóvel, de quatro, enquanto o cão me montava na frente de Paulo.
Paulo não se moveu da cadeira. Só observou, uma mão na própria virilha, apertando por cima da calça.
O Thor entrou com aquela urgência de sempre, e eu gemi, mas não falei. Mantive a língua para dentro, os sons animais, os grunhidos, os gemidos abafados.
"Ela é sua", Paulo disse ao Thor. "Usa ela."
E ele usou. Fodeu rápido, duro, e eu senti cada estocada como uma afirmação do meu status. Quando gozou, travando em mim, eu fiquei ali, o rosto no chão, a bunda levantada, recebendo tudo.
Paulo esperou o Thor sair. Depois veio até mim.
"Minha vez", ele disse.
Ele não tirou a roupa. Só abriu a calça, puxou o pau para fora, e entrou em mim por trás, usando a porra do Thor como lubrificante. Ele era mais pesado, mais lento, mais cruel.
"Minha cadela", ele dizia a cada estocada. "Minha putinha. Minha cadela de verdade."
Gozamos juntos, eu apertando ele, ele enchendo o que o Thor já tinha deixado molhado.
O dia continuou assim. Ele me levou para fora, de quatro, pela coleira. Me amarrou numa árvore enquanto trabalhava no terreno. O Thor veio me usar duas vezes mais, sempre na frente dele, sempre enquanto Paulo observava.
À noite, ele me trouxe para dentro, me lavou com a mangueira no quintal — água fria, escova áspera, sem delicadeza. Me secou com toalha grossa. Me colocou na casinha de novo.
Antes de dormir, ele se ajoelhou na entrada da casinha. Me olhou nos olhos.
"Você foi perfeita", ele disse. "Amanhã você volta a ser Cat. Mas hoje você foi minha cadela. E eu não vou esquecer."
Ele me deu um osso de verdade — um osso grande, de carne, para eu roer. E dormiu na cama acima de mim, o Thor na casinha comigo, o corpo quente do cão colado no meu.
Eu dormi como um animal. Sem sonhos. Só o peso do corpo do Thor, o cheiro de terra, o som da respiração de Paulo acima.
Foi o melhor sono da minha vida.
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E aí, meus gatinhos, o que acharam dessa selvageria toda? Ficaram duros ou molhadinhos só de imaginar? Eu sei que sim, porque tô ficando excitada de novo só de escrever isso tudo. Deixa um comentário, me conta o que te deixou mais louco, o que você quer ver nas próximas histórias. Tenho um monte de safadezas pra dividir com vocês. Beijos molhados da sua Cat preferida. Até a próxima!