[REBOT] ENTRE CAMINHOS E SEGREDOS ~ 09 NO CARRO COM ALYSSON

As oito em ponto o Sr. Alysson me buscou na hospedagem, ele estava de camisa social azul-marinho, mangas dobradas até o cotovelo, revelando os braços fortes e veias marcadas. O cabelo prateado ainda úmido do banho, o cheiro de perfume caro misturado com algo mais masculino, mais quente. Conversamos sobre trabalho nos primeiros minutos. Depois o silêncio se instalou. Quase quatro horas de estrada. Só nós dois, eu mal conseguia olhar para a estrada. Meus olhos voltavam sozinhos para a mão dele no volante, para a forma como a camisa apertava no peito quando ele respirava fundo, para a coxa grossa esticada no banco. Era um tormento. Eu queria aquele homem, queria a boca dele, o peso dele, a voz grave gemendo no meu ouvido. Queria saber como seria um homem mais velho na cama, um homem experiente, confiante, que sabe exatamente o que fazer com um corpo jovem. Ele quebrou o silêncio de repente, sem rodeios:

— Você e o Bernardo estão ficando?
Fiquei mudo por dois segundos. A sinceridade dele me pegou de surpresa.
— Como assim?
— Não sou bobo, Rafael. Vi o jeito que vocês se olharam ontem. E eu conheço meu filho.
Minha garganta secou.
— Se a resposta for sim… atrapalha meu emprego?
Ele sorriu de lado, sem tirar os olhos da estrada. Depois estendeu a mão direita e pousou na minha coxa. Apertou. Firme. Os dedos quentes atravessando o tecido da calça.
— De jeito nenhum. Isso não muda nada, pelo contrário… eu adoraria ter um genro como você.

O polegar dele fez um movimento lento, quase inocente, mas que mandou um choque direto para o meu pau. Eu engoli em seco. Ele sentiu. Eu sei que sentiu, porque o aperto ficou um pouco mais forte antes de ele soltar.

— O Bernardo não sabe que eu sei — continuou, voz baixa. — Mas descobri há alguns anos. Flagrei ele com um namoradinho. Ele nunca me contou. Estou só esperando ele se abrir. Fiquei sem palavras. Não tinha mais o que esconder.
— Estamos ficando, sim.
Alysson assentiu, satisfeito.
— Vocês já transaram?
O calor subiu pelo meu pescoço.
— Não

O silêncio que veio depois foi pior. Mais denso. Mais quente. Eu estava duro. Completamente. E ele sabia, meia hora depois paramos num posto. Eu precisei sair do carro. Disse que ia ao banheiro. Ele veio atrás. O banheiro era pequeno, de posto de estrada. Eu estava lavando as mãos quando ele entrou. Travou a porta. Não disse nada. Só ficou olhando. Eu me virei. Nossos olhos se encontraram no espelho. Ele deu um passo. Depois outro. Parou bem perto. Eu sentia o calor do corpo dele, o cheiro dele misturado com o meu desejo.

— Sabia que nunca saí com um homem mais velho — confessei, a voz saindo rouca. —
Alysson ergueu a mão e passou o polegar pelo meu lábio inferior. Lento. Estudando minha reação.
— Eu sei — murmurou. — Dá pra ver no seu olhar.

Ele não me beijou. Não me tocou de verdade. Só ficou ali, tão perto que eu quase gemia só de existir naquele espaço. Depois deu um passo para trás, destrancou a porta e saiu como se nada tivesse acontecido. Eu fiquei no banheiro mais um minuto, tentando controlar a respiração e o pau latejando dentro da calça. Quando voltei pro carro, ele já estava no volante. Olhou de lado, sorriu de canto e ligou o motor.

— Ainda temos quase duas horas pela frente, Rafael.

E naquele momento eu soube: a viagem ia ser um inferno delicioso. Voltei pro carro com as pernas um pouco moles. Alysson não comentou nada sobre o banheiro. Só olhou de lado quando eu sentei, o olhar descendo rápido pela minha calça e voltando pro meu rosto. Ele viu. Eu vi que ele viu. E o canto da boca dele se ergueu só um pouquinho. O carro voltou pra estrada. O silêncio agora era diferente. Mais denso. Mais quente. Eu tentava prestar atenção na paisagem, mas meu corpo inteiro estava ligado nele. No cheiro. Na respiração. Na forma como a mão direita dele descansava no câmbio, tão perto da minha coxa que eu quase sentia o calor. Depois de uns quinze minutos, ele falou, voz baixa, como se estivesse pensando alto:

— Tá me coçando aqui…
Levantou a camisa um pouco, revelando a barriga firme, peluda, um pouco acima do cinto. A pele bronzeada, o caminho de pelos que descia e sumia dentro da calça.
— Coça pra mim?

O pedido foi tão casual que quase pareceu inocente. Quase. Eu engoli em seco. Estendi a mão. Os dedos tocaram a pele quente dele. Senti o músculo reagir sob a ponta dos meus dedos. Cocei devagar, circulando, sentindo a textura dos pelos. Ele soltou um suspiro baixo, quase um gemido contido.

— Mais embaixo… — murmurou.
Desci um pouco mais. Os dedos passaram perto do cinto. Ele não se mexeu. Só respirou mais fundo. Eu estava duro de novo. Dolorosamente duro. E quando olhei de lado, vi o volume nítido na calça dele. Grosso. Marcado. Apertado contra o tecido. Ele notou meu olhar. Não tentou esconder. Só ergueu uma sobrancelha, divertido, e falou baixinho:
— Tá vendo, né?

Eu não respondi. Não precisava. A mão dele saiu do câmbio e voltou pra minha coxa. Dessa vez não foi só um aperto. Os dedos deslizaram devagar, subindo um pouco, parando bem perto da minha ereção. Não tocou de verdade. Só ficou ali, o polegar fazendo círculos lentos no tecido da calça, tão perto que eu quase implorava.

— Você tá duro desde o posto — disse ele, sem olhar pra mim. A voz estava rouca. — Eu também.

Eu virei o rosto. Nossos olhos se encontraram por um segundo. O desejo estava ali, cru, sem disfarce. Ele tirou a mão, mas o calor ficou. Mais adiante, ele abriu mais um botão da camisa, como se estivesse com calor. A pele do peito apareceu, o peito largo, os pelos grisalhos.

— Coça aqui também? — perguntou, quase num sussurro.

Eu não hesitei. Estendi a mão de novo. Os dedos passaram pelo peito dele, sentindo o coração batendo forte sob a pele. Cocei devagar, sentindo o mamilo endurecer sob a ponta do dedo. Ele fechou os olhos por um segundo, o maxilar travado.

— Porra… — murmurou.

Eu tirei a mão, mas o ar dentro do carro estava pesado demais. Meu pau latejava. O dele também. Dava pra ver o contorno completo agora, a cabeça marcada contra a calça. Ele olhou de novo. Dessa vez o olhar demorou. Desceu até a minha virilha, subiu devagar, encontrou o meu.

— Eu nunca… nunca fiquei com alguém mais velho. Mas desde que te vi… eu não consigo parar de imaginar.
Alysson soltou uma risada baixa, quase rouca.
— Eu sei o que você tá imaginando.


E eu também tô imaginando. A mão dele voltou pra minha coxa. Dessa vez apertou mais firme, os dedos subindo até quase tocar o volume. Parou ali. Segurou. Sentiu o pulsar sob o tecido.

— Mas não hoje — murmurou. — Não ainda, não vou furar a fila, você precisa transar com o Bernardo primeiro, saiba que eu quero tempo. Quero te ouvir gemer do jeito certo.

        Ele apertou meu pau agora com força sem medo, e então tirou a mão de novo, voltou a dirigir como se nada tivesse acontecido. Mas o silêncio agora era puro fogo. Eu olhava a estrada e só conseguia pensar em como seria. O peso dele. A experiência. A forma como ele ia me abrir, me foder devagar no começo e depois sem piedade. E ele sabia exatamente o que eu estava pensando. Porque de vez em quando ele olhava de lado, via o pau duro na minha calça, e sorria aquele sorriso de quem já tinha decidido que, um dia, ia me comer até eu não conseguir mais andar direito. Ainda tínhamos quase duas horas de estrada e eu já estava torcendo pra que elas acabassem logo… e ao mesmo tempo torcendo pra que nunca acabassem.

A estrada começou a ficar mais reta e monótona. O silêncio dentro do carro era quase físico. Eu sentia o calor do corpo dele do outro lado do banco, o cheiro da pele, o leve ranger do cinto quando ele se ajeitava. Alysson dirigia com uma mão só. A outra estava no câmbio, mas de vez em quando os dedos dele “sem querer” roçavam a lateral da minha coxa. Sempre o mesmo ponto. Sempre o suficiente pra me fazer engolir em seco. Eu estava tão duro que a ponta do pau já deixava uma mancha úmida na calça. Ele olhou de novo. Dessa vez não disfarçou.

— Tá molhando a calça, Rafael…

A voz dele saiu baixa, rouca, quase um elogio. Eu não respondi. Só abri as pernas um pouco mais, sem perceber. Ou talvez percebendo demais Ele soltou o ar pelo nariz, um riso curto.

— Seu corpo responde fácil, hein? O Bernardo deve gostar disso…

A menção ao nome do filho dele me fez tremer. A culpa e o desejo se misturaram de um jeito sujo na minha cabeça. Eu queria o pai. Eu queria o homem mais velho. Eu queria ser fodido por alguém que tinha experiência de sobra e olhava pra mim como se já soubesse exatamente como ia me destruir. Alysson levantou a camisa de novo, só um pouco.

— Coça aqui outra vez.

Dessa vez não era pedido. Era ordem baixa. Eu obedi. A mão subiu pela barriga dele, sentindo os músculos retesados. Os dedos passaram pelo peito, demorando no mamilo que já estava duro. Ele soltou um som gutural, quase inaudível.
— Mais embaixo…
Eu desci. Os dedos pararam bem na linha do cinto. Dava pra sentir o calor do pau dele do outro lado do tecido. Grosso. Quente. Latejando. Ele não me mandou parar. Ficamos assim por longos segundos. Meu dedo fazendo círculos lentos logo acima da ereção dele, sentindo o volume crescer ainda mais. Eu estava quase ofegante. Ele também. Quando tirei a mão, ele pegou meu pulso. Segurou. Levou minha mão até o seu pau e deixou ali, sentindo aquele pau grande e grosso pulsar na minha mão.
— Sente…

Não era um pedido pra eu apertar. Era só pra eu sentir o quanto ele estava duro por minha causa. O tecido esticado, o calor, o tamanho. Eu engoli em seco. Meu próprio pau latejou forte dentro da calça. Ele soltou meu pulso devagar, como se estivesse se controlando.

— Ainda tem quase uma hora — murmurou, olhando a estrada. — Se eu te tocar de verdade agora, eu paro o carro.
A ameaça (ou promessa) fez meu estômago revirar de desejo. Eu virei o rosto e encarei o perfil dele. O maxilar travado, a veia do pescoço saltada, o peito subindo e descendo um pouco mais rápido.

— Eu nunca saí com um homem da sua idade — confessei de novo, a voz saindo rouca. — Mas eu fico imaginando… como seria. Como você foderia. Se seria devagar no começo… ou se me colocaria de quatro logo de cara. Alysson apertou o volante com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos.

— Continua falando assim e eu realmente paro esse carro.
Eu sorri pela primeira vez, nervoso e excitado.
— Então para.
Ele me olhou. O olhar foi tão intenso que eu quase gozei só com aquilo. Depois balançou a cabeça devagar, um sorriso perigoso no canto da boca.
— Não, quando eu te comer, Rafael… não vai ser no banco de um carro. Vai ser numa cama. Com tempo. Com você gemendo o meu nome até a voz falhar.

O silêncio que veio depois foi pior que qualquer toque, eu fiquei ali, pernas abertas, pau latejando, respiração irregular, enquanto ele voltava a dirigir como se não tivesse acabado de me prometer a foda da minha vida. E o pior (ou o melhor) era saber que ele falava sério.Ainda tínhamos quase uma hora de estrada, mas a tensão, a troca de olhares, as mãos que roçavam “sem querer”, de ereções que não baixavam. E eu já estava torcendo pra que a viagem acabasse.
O resto da viagem foi um tormento delicioso, eu sentia o olhar dele de vez em quando, pesado, como se ainda estivesse me comendo com os olhos. De vez em quando a mão dele voltava, apertava minha coxa, subia até tocar no meu pau, depois descia de novo, era o suficiente pra me manter no limite. Quando a placa de Caicó apareceu, meu estômago revirou. A realidade estava chegando. Alysson virou nas ruas conhecidas sem precisar de GPS. Parou o carro bem em frente à minha casa. O motor ainda ligado. A luz da rua batia no rosto dele, mostrando o suor seco na têmpora e o sorriso satisfeito no canto da boca. Ele desligou o motor. Virou o corpo na direção do meu.
— Chegamos.
Eu estava com a respiração ainda irregular. A calça manchada, Alysson estendeu a mão, segurou meu queixo e me obrigou a olhar pra ele.

— Amanhã você vai trabalhar normal. Vai olhar na minha cara como se nada tivesse acontecido, e toda vez que eu te olhar… você vai lembrar que eu quero te comer com força.

Ele soltou meu queixo, passou o polegar pelo meu lábio inferior e murmurou, baixo:
— Até amanha Rafael.

Eu abri a porta do carro. As pernas tremiam quando toquei o chão. Antes de fechar, ele falou mais uma vez, a voz rouca:

— E lembra… o Bernardo não pode saber.


.
Deitado naquela noite, olhando pro teto do meu quarto em Caicó, eu finalmente deixei a cabeça parar de fugir do que tinha acontecido. Eu sou homem, e por mais que a gente não goste de admitir isso em voz alta, fomos criados pra pensar primeiro com o corpo e só depois, se sobrar tempo, com o que sentimos de verdade. O desejo chega rápido, concreto, fácil de nomear, um simples toque na perna, um olhar que demora um segundo a mais do que devia, a boca seca quando alguém se aproxima demais. Isso a gente sabe reconhecer. Isso a gente sabe querer.
O problema é que ninguém me ensinou a reconhecer o resto. Porque o que eu sentia por Alysson não cabia só no corpo. Doía em outro lugar, mais fundo, num espaço que eu nem sabia que existia até aquela manhã na estrada. Não era só vontade de ser fodido por ele, era vontade de ser comido por ele, de um jeito que ninguém nunca tinha me fodido antes. E isso, eu sei agora, é muito mais perigoso do que qualquer desejo que a gente consiga resolver numa noite.
Tinha o tabu, claro. Como não pensar nisso? O pai do menino que eu estava conhecendo, porque eu desejava o Bernardo também, claro que de um outro jeito eu diria, de um jeito mais romântico e não tanto sexual. Era errado de tantas formas que eu nem conseguia enumerar todas. E ainda assim, eu tinha fechado os olhos esperando um sexo que não veio, apenas uma promessa de ser fodido com calma, de me fazer gemer e pedir mais e mais. Se Alysson tivesse cruzado aquela linha, eu sei exatamente o que teria acontecido depois. Teria sido bom. Teria sido inesquecível, até. Mas teria sido também uma faca enfiada bem fundo em alguém que não merecia aquilo: o Bernardo, que confiava em mim, que tinha acabado de começar a se abrir pra mim, sem imaginar que o perigo para aquela confiança estava sentado ao lado do próprio pai, numa estrada qualquer, fingindo que aquilo era só uma viagem de trabalho.
Esse é o problema de focar só no agora. A gente, homem, aprende cedo a correr atrás do que sente na pele e esquece de perguntar o que aquilo vai custar depois. O prazer não pergunta quem vai sofrer. Ele só promete, e promete bem, e foi isso que Alysson fez, com a mão no meu rosto, com aquela frase pendurada no ar como uma faca:
“Quando eu te comer, Rafael… não vai ser no banco de um carro. Vai ser numa cama. Com tempo. Com você gemendo o meu nome até a voz falhar.”
Eu devia ter dito não ali mesmo. Devia ter dito que não tinha essa possibilidade, mas fiquei calado, porque uma parte de mim, a parte que eu não tinha coragem de encarar no espelho, já estava contando os dias até aquela promessa acontecer. E foi só depois, sozinho, no escuro do meu quarto, que percebi: o que eu sentia por Alysson não era desejo de homem errado no momento errado. Era um desejo novo, inteiro, que eu nunca tinha aprendido a carregar. E ninguém me ensinou o que fazer com um sentimento desse tamanho sem machucar alguém no caminho. Aquela noite, eu não dormi pensando no corpo dele, lembrando do seu pau duro sobre a calça, sobre os toques, sobre os olhares. Dormi pensando em quantas pessoas eu ia ferir até aprender a diferença entre o que eu queria e o que eu realmente precisava.


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Ficha do conto

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Nome do conto:
[REBOT] ENTRE CAMINHOS E SEGREDOS ~ 09 NO CARRO COM ALYSSON

Codigo do conto:
273866

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
04/10/2026

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