Ela era quieta. Calada. Servia. Concordava. E por dentro, fervia.
A DESCOBERTA
Foi na sexta. Ele tinha saído para beber com os colegas. Ela ficou em casa. Pegou o notebook dele do trabalho, que ele deixava aberto na mesa. E abriu o histórico. Não o do trabalho. O outro. O que ele limpava às pressas.
Estava tudo lá.
"Marido corno limpa esposa"
"Esposa manda marido lamber"
"Corno manso humilhado na frente dos amigos"
"Marido chupa esposa cheia de porra"
"Esposa humilha corno na cama"
"Negro come esposa branca corno assiste"
E os mais assistidos, os que ficavam na lista de "favoritos", eram todos com negros. Grandes. Grossos. Porra farta. Mulher gozando e gritando enquanto o marido lambia. E o marido na tela, de quatro, lambendo, com cara de cachorro.
Ela fechou o notebook. Colocou de volta. E sentou no sofá, no escuro, sorrindo sozinha.
Diretor de banco. Mandão. Ciumento. E no escuro é corno, Corno manso.
Ela decidiu: ele não vai saber. Vou começar hoje.
Ela pegou o celular. Abriu o WhatsApp. Procurou o nome. Rafael. O colega do trabalho dele não o dela, o dele. O amigo que sempre ria com ela nas festas da firma. Alto, Nego, ombro largo, sorriso fácil, e um jeito de olhar que ela sempre notou. Ele era doido por ela. Todo mundo sabia. Menos o marido, que era ciumento demais para enxergar.
Ela mandou mensagem:
"Você tá acordado?"
Respondeu em vinte segundos.
"Tô. Que milagre."
"Me busca? Tô com vontade de sair."
"Agora?"
"Agora."
"Tô indo."
Ela tomou banho rápido. Passou perfume. Vestiu um vestido curto. Não avisou o marido. Deixou um recado no celular dele e saiu.
Rafael chegou em quinze minutos. Ela entrou no carro. Ele olhou para ela de cima a baixo. Riu.
— Você tá linda.
— Eu sei.
Ele dirigiu. Não perguntou para onde. Só foi. Pegaram a estrada. Ficaram vinte minutos calados, se olhando. Até que ela falou:
— Para o carro.
Ele parou. Numa rua escura. Debaixo de uma árvore. Ele desligou o motor. Virou o rosto. E ela foi. Beijou ele. Na boca. Forte. Com vontade. Com cinco anos de vontade guardada.
Ele respondeu. Mão na cintura dela. Mão na coxa. Mão no cabelo. Ele puxou ela para o colo dele. Ela passou. Sentou em cima dele. E ele — ali, no banco do carro, no escuro — começou a comer ela.
Fodeu ela de tudo quanto é jeito.
Primeiro ela em cima, sentada, quicando, agarrada no volante, gemendo no ouvido dele. Depois ele deitou o banco, virou ela de quatro, e comeu ela de quatro, no banco do carro, puxando o cabelo dela, batendo na bunda dela. Ela gozou. Gozou gritando. Gozou igual uma vagabunda — sem vergonha, sem medo, sem freio. Gozou duas vezes naquele carro. Ele ainda não tinha gozado.
Depois ele levantou. Saiu do carro. Abriu a porta do carona. Deitou ela no banco. E comeu ela de frente. Devagar. Fundo. Forte. Com a mão no pescoço dela. Ela gozou de novo. Terceira vez.
E ela então falou — no ouvido dele, com a voz quebrada:
— Goza dentro. Goza tudo dentro.
E ele gozou. Dentro. Tudo. Muito. Porra farta. Grossa. Quente. Ele gozou tanto que escorreu pelas pernas dela quando ela levantou.
Ela vestiu o vestido, calcinha. Sem limpar. Sem tomar banho. Sentou no banco. Sorriu.
— Me leva em casa.
Ele levou. Chegou na esquina. Ela desceu. Beijou ele de novo. E entrou,
Se sentou no sofá e esperou pacientemente.
Ele chegou à 1h da manhã. Bêbado. Chave girando na fechadura. Tropeçando no tapete. Falando alto. Mandão.
— Cadê você?
— Aqui.
— Por que a luz tá apagada?
— Porque eu quis.
Ele jogou o paletó no sofá. Passou a mão no cabelo dela. Puxou.
— Vem cá. Faz tempo que você não me dá. Vem.
Ela riu. No escuro.
— Fez alguma coisa o quê?
— Você tá estranha. Tá com um cheiro diferente.
— Vem cá. Senta no sofá.
Ele sentou. Bêbado. Confuso.
— Fecha a porta do quarto. Não acende a luz.
Ele fechou. Ficou no escuro. Ela ficou de pé. Levantou o vestido. Tirou. Jogou longe. tirou a calcinha. A buceta dela brilhava. Escorria. Cheia.
— Vem aqui. Ajoelha.
— Ajoelha?
— Ajoelha.
Ele ajoelhou. No chão da sala, no escuro, bêbado, o diretor de banco.
— Cheira.
Ele aproximou o nariz. Cheirou. Fundo.
— Cheiro de quê?
— Ué... tá com cheiro...
— Cheiro de quê?
— Tá com cheiro de... de outra coisa.
— Lambe.
Ele lambeu. Por baixo. Lambeu a buceta dela já melada. Já cheia. Já suja. E o gosto veio. Forte. Salgado. Grosso. Diferente de tudo. Ele parou.
— Que gosto é esse?
— Você gostou?
— Gostei. Mas tá com gosto...
— Gosto de quê?
— De... de outra coisa.
Ela segurou a cabeça dele pelos cabelos. Puxou o rosto dele. Colou na buceta dela.
— Isso é porra. Porra de macho. Agora lambe. Lambe tudo. Limpa. E fala.
— Fala o quê?
— Fala o que você é.
Ele travou. Um segundo. Dois. E depois — baixinho, no escuro, com a boca enfiada:
— Eu sou... corno.
Ela riu. Alto.
— FALA MAIS ALTO.
— EU SOU CORNO.
— FALA O RESTO.
— Eu sou corno manso.
— Fala de novo.
— SOU CORNO MANSO! SOU CORNO MANSO!
— ISSO! GRITA! GRITA QUE VOCÊ É CORNO! QUERO QUE O VIZINHO OUÇA! QUERO QUE A PORTARIA OUÇA! QUERO QUE O MUNDO TODO OUÇA! GRITA!
— SOU CORNO MANSO! SOU O CORNO DA CASA!
— ISSO! E O QUE MAIS?
— SOU MANDADO! SOU HUMILHADO! SOU CORNO!
E ele lambeu. Com fome. Com vontade. Como um homem que esperou a vida toda para poder fazer aquilo e nunca teve coragem de admitir. Enfiou o rosto. Afundou o nariz. Abriu a boca. Passou a língua de baixo para cima. Devagar. Depois rápido. Depois devagar de novo.
Ela puxou o cabelo dele. Empurrou a cabeça. Afundou o rosto dele.
— LAMBEEE! LAMBEEE A BUCETA QUE OUTRO COMEU! PROVA! PROVA QUE VOCÊ É MANSO! PROVA QUE VOCÊ NÃO É NADA ALÉM DISSO!
Ele lambeu mais rápido. Mais fundo. Com a boca cheia de porra de outro. E foi ficando louco. Louco de verdade. O pau dele duro como nunca na vida. Doendo. Pulsando. Encharcando a cueca de pré-gozo.
Ela olhou para baixo. No escuro ela não viu — ela sentiu. Sentiu o cheiro de homem que subia dele. O cheiro de tesão. O cheiro de corno excitado.
— Tá cheirando a quê aí embaixo? — perguntou ela.
— Tá... tá duro.
— Duro?
— Tá doendo.
— Doendo de quê?
— De vontade.
— Vontade de quê?
— De lamber.
— Fala.
— De lamber a buceta gozada da senhora.
— Fala mais alto.
— DE LAMBEEER A BUCETA GOZADA DA SENHORA!
— ISSO! E VOCÊ VAI GOZAR LAMBENDO! SEM TOCAR! SEM MÃO! IGUAL CORNO!
— SIM!
— FALA DIREITO.
— SIM, PORRA! SIM! VOU GOZAR LAMBENDO!
E ele gozou.
Em três minutos. Sem tocar. Sem mão. Só de lamber. Gozou dentro da cueca. Todinho. Escorreu. Melou a calça. Melou a coxa. Melou o chão. O corpo dele tremendo. As pernas tremendo. E ele gemeu, gemeu alto, com a boca enfiada nela, coisa que ele nunca fez em cinco anos de casado.
Ela sentiu. Riu. Olhou para baixo.
— Gozou, corno?
— Gozei.
— Sem tocar?
— Sem tocar.
— Sem mão?
— Sem mão.
— Só de lamber?
— Só de lamber.
— Vem cá. Pega.
Ela pegou a porra dele. Com a mão. Com os dedos. Enfiou na boca dele.
— Abre. Prova. Prova a sua porra de corno. E fala: porra de macho é farta. A sua é pouca. Porque você é corno.
— Porra de macho é farta. A minha é pouca. Porque eu sou corno.
— Fala alto.
— PORRA DE MACHO É FARTA! A MINHA É POUCA! PORQUE EU SOU CORNO!
— ISSO! Agora limpa de novo. Porque você ainda não terminou.
Ele abaixou. Voltou. Lambeu. Lambeu tudo. De novo. Com a boca suja da própria porra e da porra de outro. Misturado. Passou a língua. Provou. Bebeu. Até ela gozar. Até ela gritar. Até ela gemer alto, no escuro, puxando o cabelo dele:
— ISSO! ISSO, SEU CORNO! VAI! VAI! LAMBEEE! LAMBEEE QUE EU VOU GOZAR! PROVA QUE VOCÊ É MANSO! PROVA!
E ela gozou. Na boca dele. Em cima da porra do outro. Em cima da porra dele mesmo. Misturou tudo. Ele engoliu. Tudo. Tudo junto. Tudo misturado.
Ela empurrou a cabeça dele. Levantou. Acendeu a luz.
E aí ela viu. Viu o diretor de banco, de joelhos, no chão, de terno amassado, cara melada, queixo sujo, barriga suja, olhar perdido, sorriso de cachorro. E o pau dele ainda pra fora da calça, duro, pulsando, sujo.
Ela riu. Alto.
— Olha você. Olha o diretor de banco. De joelhos. Melado. Sujo. Acabou de lamber a buceta que outro comeu. E gostou. E vai gostar de novo. Todo dia. Toda noite. Sempre.
— Sim.
— Fala o que você é.
— Sou corno.
— Fala o resto.
— Sou corno manso.
— Fala mais alto.
— SOU CORNO MANSO! E VOCÊ É TUDO!
Ela sentou no sofá. Cruzou as pernas. Olhou para ele no chão.
— Levanta. Vai tomar banho. E depois volta aqui. De cueca.
Ele levantou. Foi. Tomou banho. Voltou. De cueca. E ela olhou para ele. De cima a baixo. E falou:
— Você não vai dormir comigo na cama hoje. Vai dormir no chão. No tapete do quarto. Igual cachorro. E amanhã de manhã você acorda cedo, faz o café, e traz na cama. E aí você me acorda com a boca. Porque agora é assim. Você é corno. E o corno acorda a esposa com a boca. Entendeu?
— Entendi.
— Fala o que você é.
— Sou corno manso. E vou dormir no chão. E vou acordar você com a boca.
— Fala mais alto.
— SOU CORNO MANSO! VOU DORMIR NO CHÃO! E VOU ACORDAR VOCÊ COM A BOCA!
— Isso. Deita.
Ele deitou. No tapete. No chão do quarto. Enrolado num lençol. Do lado da cama. E ela apagou a luz. E dormiu. E ele — ali, no chão, olhando para o teto — sorriu. Um sorriso enorme. Um sorriso que ele nunca tinha dado em cinco anos de casado.
Ela decidiu ir mais longe. Duas semanas depois da descoberta, com ele já dormindo no chão toda noite, ela comprou um cinto de castidade. De metal. Pequeno. Fechado com cadeado. E chegou em casa com a caixa na mão.
Ele estava na cozinha, fazendo o jantar. De cueca. Com a cara ainda melada — porque tinha limpado ela na hora que ela chegou. Ela jogou a caixa no balcão.
— Abre.
Ele abriu. Olhou. Travou.
— Isso é...?
— Cinto de castidade. De hoje em diante você usa. Você não toca no seu pau. Você não goza sem a minha ordem. Você é corno. E corno não goza quando quer. Corno goza quando a dona manda.
Ele engoliu.
— Tira a cueca.
Ele tirou. Ela pegou o cinto. Encaixou. Fechou. Girou o cadeado. Pronto. O pau dele preso. As bolas dele pra fora. Grandes. Vulneráveis. Expostas.
Ela bateu de leve com a mão nas bolas dele. Só para testar.
— Aí. Essas bolas agora são minhas. E quando eu quiser, eu bato. Entendeu?
— Entendi.
— Fala o que você é.
— Sou corno manso. E estou de castidade.
— Fala mais alto.
— SOU CORNO MANSO! E ESTOU DE CASTIDADE!
A NOITE
Ela chamou ele no quarto às 23h. Ele veio. De cueca — mas a cueca agora não tinha sentido, porque o pau dele estava preso. O metal brilhava. As bolas penduradas pra fora. Grandes. Cheias. Pesadas.
Ela estava na cama. De pernas abertas. Só de camiseta. Sem calcinha. A buceta dela brilhando.
— Vem cá. Ajoelha.
Ele ajoelhou. No chão. Do lado da cama.
— Cheira.
Ele aproximou o nariz. Cheirou. Fundo. A buceta dela — limpa daquela vez, ela tinha tomado banho — mas ainda com cheiro de mulher. Forte. Quente. Ele respirou e o pau dele, preso no metal, tentou endurecer. Doeu. Ele fez careta.
Ela viu.
— Tá doendo?
— Tá.
— É o cinto. Seu pau quer crescer e não pode. É assim que corno fica. Com vontade e sem permissão. Fala.
— Eu fico com vontade e sem permissão.
— Fala mais alto.
— EU FICO COM VONTADE E SEM PERMISSÃO!
— Isso. Agora lambe.
Ele abaixou o rosto. Enfiou a língua. Lambeu a buceta dela. Limpa. Gostosa. Ele passou a língua de baixo para cima. Devagar. Ela fechou os olhos. Gemeu baixinho.
— Mais rápido — disse ela.
Ele obedeceu. Lambeu mais rápido. Enfiou a língua. Trabalhou. E o pau dele — preso — doía mais a cada segundo. Ele gemia de dor e de prazer ao mesmo tempo. A boca trabalhando. A cabeça girando. O metal apertando.
Ela olhou para baixo. Viu o rosto dele. Viu a cara de sofrimento. Riu.
— Tá sofrendo?
— Tô.
— Gostando?
— Tô.
— Fala o que você é.
— Sou corno manso de castidade.
— Fala alto.
— SOU CORNO MANSO DE CASTIDADE!
— Isso. Continua.
Ele continuou. Lambeu mais. Ela segurou o cabelo dele. Empurrou a cabeça. Afundou o rosto dele. E começou a gemer mais alto. E aí — sem avisar — ela ergueu a mão. E deu o primeiro tapa nas bolas dele.
TAPA.
Ele gemeu. Alto. Doeu. Doeu de verdade. As bolas presas, expostas, sem proteção. O tapa ecoou no quarto.
— ISSO! SENTIU?
— SENTI!
— O QUE VOCÊ É?
— SOU CORNO MANSO!
— FALA MAIS ALTO!
— SOU CORNO MANSO! SOU CORNO MANSO!
Ela bateu de novo. TAPA.
Ele gemeu de novo. Mas o pau dele, preso, pulsou. Ele sentiu. O tesão subiu mais. A dor virou tesão. A humilhação virou prazer.
Ela bateu de novo. TAPA.
— ISSO! LAMBEEE! LAMBEEE E LEVA TAPA! PORQUE VOCÊ É CORNO! PORQUE VOCÊ É MANSO! PORQUE VOCÊ NÃO TEM DIREITO A NADA! SÓ A LAMBER E LEVAR TAPA!
E ele lambeu. Com a boca cheia. Com as bolas ardendo. Com o pau preso. Com o corpo todo tremendo. E ela batia. TAPA. TAPA. TAPA.
— VAI GOZAR, SEU CORNO?
— VOU!
— SEM TOCAR?
— SEM TOCAR!
— SEM MÃO?
— SEM MÃO!
— SÓ DE LAMBER E LEVAR TAPA?
— SÓ DE LAMBEEEER E LEVAR TAPA!
— ENTÃO VAI! VAI! LAMBEEE! LAMBEEE QUE EU VOU GOZAR! E VOCÊ VAI GOZAR COMIGO! VAI GOZAR LAMBENDO! E VAI LEVAR TAPA ATÉ GOZAR! VAI!
Ela bateu mais. Mais forte. TAPA. TAPA. TAPA. E ele lambeu mais rápido. Mais fundo. Desesperado. A boca trabalhando. A língua enfiada. As bolas ardendo. E ela gozou.
Gozou alto. Gritou. Puxou o cabelo dele. Colou o rosto dele nela. E falou, gemendo, entre os dentes:
— GOZA! GOZA AGORA, SEU CORNO! GOZA LAMBENDO! GOZA!
E ele gozou.
Gozou dentro do cinto. Preso. Sem tocar. Sem mão. Só de lamber e levar tapa. A porra dele escorreu pelo metal. Escorreu pelas bolas. Escorreu pela coxa. Ele gemeu. Alto. Longo. O corpo todo tremendo. As pernas tremendo. Os olhos fechados. E ele gozou. Todinho.
Ela sentiu. Riu. Olhou para baixo. E bateu mais um tapa, de leve, para fechar.
TAPA.
— Isso. Gozou.
— Gozei.
— Com o pau preso?
— Com o pau preso.
— Sem tocar?
— Sem tocar.
— Sem mão?
— Sem mão.
— Levando tapa nas bolas?
— Levando tapa nas bolas.
— Só de lamber?
— Só de lamber.
— Vem cá. Pega.
Ela esticou a mão. Passou a mão por baixo. Pegou a porra dele. Com os dedos. Cheia. Escorrendo pelo metal. Puxou a mão. Levou à boca dele.
— Abre.
Ele abriu.
Ela enfiou os dedos. Ele lambeu. Lambeu os próprios dedos sujos da própria porra.
— Toma. Toma tudo. Prova. Fala: eu sou corno e como a minha porra.
— Eu sou corno e como a minha porra.
— Fala alto.
— EU SOU CORNO E COMO A MINHA PORRA!
— E por que?
— Porque eu sou corno e você manda.
— Fala mais alto.
— PORQUE EU SOU CORNO E VOCÊ MANDA!
— Isso. Agora limpa de novo. Porque a porra ainda tá aí.
Ele abaixou. Voltou. Lambeu. Lambeu tudo. Cada gota. Cada gota da porra dele que tinha escorrido pelas bolas dele. E depois lambeu ela de novo. De novo. Até ela gozar de novo. Até ela gritar de novo. Até ela bater mais tapa nas bolas dele. TAPA. TAPA.
Ela gozou. De novo. Na boca dele. Ele engoliu. Tudo.
Ela empurrou a cabeça dele. Levantou. Acendeu a luz. E olhou para ele. De joelhos. No chão. Cara melada. Queixo sujo. Cinto de metal brilhando. Bolas vermelhas. Sorriso de cachorro.
Ela riu.
— Olha você. Olha o diretor de banco. De castidade. Bolas vermelhas. Cara melada. Acabou de gozar lambendo. E vai dormir de castidade. E amanhã acorda de castidade. E depois de amanhã. E depois. Até eu querer. Até eu mandar. Você não goza mais sozinho. Você não toca mais no seu pau. Você só goza lambendo. Levando tapa. E comendo a sua porra. Fala.
— Eu só gozo lambendo. Levando tapa. E comendo a minha porra.
— Fala alto.
— EU SÓ GOZO LAMBENDO! LEVANDO TAPA! E COMENDO A MINHA PORRA!
— Fala o que você é.
— Sou corno manso de castidade.
— Fala mais alto.
— SOU CORNO MANSO DE CASTIDADE! E VOCÊ É TUDO!
— Isso. Agora vai. Deita no chão. E dorme. Amanhã você acorda cedo. Faz o café. Traz na cama. E me acorda com a boca. Com o cinto. Igual você é. Igual corno.
— Sim.
— Fala.
— SOU CORNO MANSO! VOU ACORDAR VOCÊ COM A BOCA! DE CINTO!
— Isso.
Ele deitou. No chão. Do lado da cama. Enrolado no lençol. Com o cinto de metal apertando. As bolas ainda ardendo dos tapas. E a porra secando na coxa. Ele ficou ali, olhando para o teto, no escuro. Sentindo cada pulsação do pau preso. Cada latejar das bolas. Cada gota de porra que tinha secado na pele.
E sorriu. No escuro. Sozinho.
A MANHÃ SEGUINTE
Acordou às 6h. Sem despertador. O corpo acostumou. Levantou do chão. Foi para a cozinha. Fez o café. Passou. Colocou na bandeja. Pôs um pão na chapa. Levou para o quarto.
Ela estava dormindo. De barriga para cima. Pernas abertas. Camiseta levantada até a cintura. A buceta dela exposta. E ele — de cinto, de cueca, com a bandeja na mão — parou na porta. Olhou. Sorriu.
Colocou a bandeja na mesa de cabeceira. Ajoelhou do lado da cama. E abaixou o rosto.
Enfiou a língua devagar. Primeiro só uma passada. Leve. Para acordar ela.
Ela se mexeu. Gemeu baixinho. Sem abrir os olhos. Abriu as pernas mais. Ele entendeu. Continuou. Lambeu. Devagar. Passou a língua de baixo para cima. Enfiou. Trabalhou.
Ela abriu os olhos. Olhou para baixo. Viu ele ali. De cinto. Ajoelhado no chão. Com a boca nela. E a bandeja de café do lado. Ela sorriu. Passou a mão no cabelo dele.
— Bom dia, corno.
— Bom dia.
— O que você é?
— Sou corno manso de castidade.
— Fala mais alto.
— SOU CORNO MANSO DE CASTIDADE!
— Isso. Continua.
Ele continuou. Lambeu. Lambeu mais. Ela puxou o cabelo dele. Empurrou a cabeça. Afundou. E bateu tapa nas bolas. TAPA. Logo de manhã. Sem avisar.
Ele gemeu. Mas continuou lambendo. Ela bateu de novo. TAPA. TAPA.
— VAI GOZAR?
— VOU!
— DE CINTO?
— DE CINTO!
— SEM TOCAR?
— SEM TOCAR!
— SÓ DE LAMBER E LEVAR TAPA?
— SÓ DE LAMBEEEER E LEVAR TAPA!
— ENTÃO VAI! GOZA! GOZA LOGO! QUE EU TENHO QUE TRABALHAR!
E ela gozou. Rápido. De manhã. Na boca dele. E ele gozou junto. De cinto. Preso. Sem tocar. Só de lamber e levar tapa. Escorreu pelo metal. Pelas bolas. Pela coxa. Ele gemeu. Baixinho. Para não acordar o prédio. Mas gemeu.
Ela levantou. Sentou na cama. Pegou o café. Bebeu um gole. E falou:
— Pega.
Ele pegou a porra dele com a mão. Enfiou na boca. Lambeu. Tomou.
— Fala.
— Eu sou corno. E como a minha porra.
— Fala o que você é.
— Sou corno manso de castidade. E como a minha porra todo dia.
— Fala mais alto.
— SOU CORNO MANSO DE CASTIDADE! E COMO A MINHA PORRA TODO DIA!
— Isso. Agora vai trabalhar. De cinto.
Ele levantou. Foi se vestir. Calça social. Camisa. Terno. E embaixo — o cinto de metal. Escondido. Ninguém no banco ia saber. Ninguém no escritório ia imaginar. O diretor de banco. O mandão. O bravo. O ciumento. De cinto de castidade. Com as bolas ainda ardendo dos tapas da esposa.
Ele saiu. Fechou a porta. E ela, na cama, com o café na mão, riu. Alto. Sozinha.
A LIGAÇÃO NO MEIO DO DIA
Meio-dia. Ele no escritório. Reunião. Celular vibrou. Mensagem dela.
"Como tá aí embaixo?"
Ele respondeu baixinho, embaixo da mesa:
"Doendo."
"Doendo de quê?"
"De vontade."
"Vontade de quê?"
"De lamber."
"Fala direito."
"Vontade de lamber a sua buceta."
"Fala mais."
"Vontade de lamber a sua buceta e levar tapa nas bolas."
"Fala o que você é."
"Sou corno manso de castidade."
"Isso. Agora volta pra reunião. E fica quieto. Corno não fala em reunião. Corno escuta."
Ele colocou o celular no bolso. Voltou para a reunião. E ficou quieto. O tempo todo. Sem falar nada. Enquanto os colegas discutiam. Enquanto o gerente falava. Ele só escutava. Com o cinto apertando. Com as bolas ardendo. E com um sorriso que ninguém entendia.
A NOITE
Chegou em casa às 20h. Ela estava na sala. De short. Pernas cruzadas. Olhou para ele.
— Chegou.
— Cheguei.
— Tira o terno. Só de cueca.
Ele tirou. Ficou de cueca. Com o cinto aparecendo.
— Vem cá.
Ele veio.
— Ajoelha.
Ele ajoelhou.
— Cheira.
Ele cheirou. Fundo.
— Lambe.
Ele lambeu. E ela falou, do alto, com a mão no cabelo dele:
— A partir de hoje é assim. Toda noite. Todo dia. Toda manhã. Você acorda com a boca. Você dorme de castidade. Você goza lambendo. Você leva tapa nas bolas. Você come a sua porra. E você fala. E você grita. E você me chama do que eu sou. Fala o que eu sou.
— Você é a dona.
— Fala mais alto.
— VOCÊ É A DONA!
— E o que você é?
— Sou corno manso de castidade.
— Fala mais alto.
— SOU CORNO MANSO DE CASTIDADE! E VOCÊ É TUDO! VOCÊ MANDA! VOCÊ É A DONA! E EU SOU O CORNO!
— Isso. Agora lambe. E não para até eu gozar. E leva tapa. E goza junto. E depois come a sua porra. E depois dorme no chão. Porque agora é assim. Para sempre.
E ele lambeu. E ela bateu. E ele gozou. E ela gozou. E ele comeu a própria porra. E depois deitou no chão. Enrolado no lençol. Do lado da cama. Com o cinto apertando. Com as bolas ardendo. Com a porra secando na coxa. E sorriu. No escuro. Sozinho.
Porque agora ele sabia. Sabia o que era. Sabia o que queria. E sabia que a esposa sabia. E que ia usar. E que ia mandar. E que ia humilhar. Todos os dias. Todas as noites. Para sempre.
E ele era feliz.