Cinco anos como Middle Corporate Banker num banco grande e eu já não aguentava mais a mesma rotina, as mesmas reuniões, o mesmo terno. Vim passar uns dias em São Paulo com parentes e, sem querer, vi o anúncio: uma fábrica de peças plásticas precisava de alguém pro setor comercial. Injetoras, sopradores, peças técnicas. Diferente o suficiente pra me interessar.
Marquei a entrevista pro meio da tarde.
A empresa ficava numa região industrial, prédio simples, ar-condicionado antigo. Me passaram pro segundo andar, sala de reuniões com mesa de madeira clara e um sofá de canto. Esperei cinco minutos até a porta abrir.
Bruce entrou.
Quarenta e dois anos, aliança no dedo esquerdo, careca de máquina (não de gilete), barba bem feita, olhos azuis claros que contrastavam com a pele um pouco clara. A camisa social azul-clara estava aberta no primeiro botão — só o suficiente pra eu ver o começo do peito peludo. As mangas dobradas até o cotovelo mostravam os braços fortes e os pelos escuros. Ele era sarado de academia, mas sem aquela definição exagerada. Ombros largos, peitoral cheio, jeito de homem que treina porque gosta, não porque precisa aparecer.
A calça social cinza marcava um volume generoso na frente. Não era transparente, mas o tecido fino e o corte justo deixavam claro o contorno. Ele sabia. E usava isso.
— Vitor, né? — estendeu a mão. Aperto firme, pele quente. — Bruce. Gerente comercial. Pode sentar.
Sentei na cadeira em frente à mesa. Ele ficou em pé um segundo a mais do que o necessário, passando a mão disfarçadamente pela parte interna da coxa, bem perto do volume. Meus olhos desceram sozinhos. Ele notou e sorriu de canto.
A entrevista começou normal. Ele perguntou da minha experiência no banco, por que eu queria mudar, o que eu entendia de indústria. Eu respondia, mas minha atenção ficava dividida entre as palavras e o peito que aparecia cada vez que ele se inclinava pra frente. Em determinado momento ele abriu mais um botão da camisa, como quem está com calor, e o mato de pelos escuros ficou ainda mais visível.
— Você tem cara de quem presta atenção nos detalhes — falou, se acomodando melhor na cadeira. A calça esticou. O volume se mexeu sob o tecido. — Isso é bom pra vendas técnicas.
Ele se ajeitou de novo. Dessa vez sem muito disfarce. A mão passou por cima do volume, acomodou, e ficou ali dois segundos a mais. Meus olhos subiram pro rosto dele. Os olhos azuis estavam em cima de mim, esperando a reação.
Eu engoli em seco.
— Detalhes… eu sempre notei — respondi, a voz um pouco mais baixa.
Bruce ficou me olhando por um segundo a mais do que o necessário. Depois sorriu de canto, daqueles sorrisos que já entregam que o homem sabe exatamente o efeito que causa.
— Então deixa eu te mostrar a fábrica. Acho melhor você conhecer o chão de produção antes da gente continuar a conversa.
Ele se levantou. A calça social cinza esticou na frente, o volume generoso balançando um pouco com o movimento. Quando ele se virou pra abrir a porta, a bunda apareceu redonda e firme sob o tecido, o tipo de bunda que a calça social não consegue esconder de verdade. Eu engoli de novo.
Saímos pela lateral da sala e entramos no corredor que dava pro galpão. O barulho das máquinas veio imediatamente: o ronco abafado das injetoras, o chiado dos sopradores, o cheiro de plástico quente. Bruce andava na minha frente, explicando o processo com naturalidade, apontando as linhas de produção. Cada passo fazia o volume da calça se mexer. De vez em quando ele parava, abria as pernas um pouco mais que o normal e passava a mão por cima do pau, ajeitando, como quem está só se acomodando. Mas o olhar dele vinha logo em seguida, checando se eu tinha visto.
Eu tinha.
E ele sabia.
Paramos perto de uma injetora grande. Bruce se inclinou sobre a proteção de acrílico pra me mostrar uma peça saindo do molde. A calça esticou ainda mais na frente e atrás. A bunda ficou em evidência, redonda, e o volume balançou pesado. Ele ficou naquela posição uns segundos a mais do que precisava, depois se virou de lado e ajeitou o pau de novo, dessa vez com a mão inteira por cima do tecido, apertando de leve.
Meus olhos desceram sozinhos. Ele acompanhou o movimento da minha cabeça e sorriu, quase imperceptível.
Eu estava duro.
O tecido da minha calça social já marcava. Tentei disfarçar, mas precisei passar a mão na frente e ajeitar o pau pra cima, presa na cintura. Quando levantei o olhar, Bruce estava me observando fazer exatamente isso. Os olhos azuis brilharam.
— Está gostando do que está vendo? — perguntou, a voz baixa o suficiente pra não misturar com o barulho das máquinas.
Não era só sobre a fábrica.
— Estou — respondi, sem desviar o olhar do volume dele.
Ele deu um passo mais perto. O cheiro do perfume amadeirado e do suor leve de quem anda pelo chão de fábrica veio junto.
— Então a gente volta pra sala.
Caminhamos de volta em silêncio. Dessa vez ele andava ao meu lado. De propósito. O braço roçava no meu de vez em quando. O volume da calça balançava a cada passo. Eu estava tão duro que doía.
Entremos na sala de reuniões. Bruce fechou a porta, girou a chave sem fazer barulho e se virou pra mim. Dessa vez parou bem perto, o volume da calça quase na altura da minha mão.
O clima mudou ali.
— Posso ser direto? — perguntou.
— Pode.
— Desde que você entrou eu tô de pau semi-duro. E você não parou de olhar. Então me fala a verdade: você veio só pela vaga… ou também veio por isso?
Eu olhei pra cima. A camisa aberta, o peito peludo, a aliança brilhando no dedo, os olhos azuis calmos. Levantei a mão e passei os dedos pelos do peito dele, sentindo a pele quente por baixo.
— Vim pela vaga — respondi. — Mas agora eu quero os dois.
Ele sorriu de verdade pela primeira vez.
Puxou minha cadeira pra mais perto, inclinou o corpo e me beijou. O beijo veio devagar, profundo, com gosto de café e homem. A barba roçou minha boca carnuda. Eu abri os lábios e a língua dele entrou com vontade. Enquanto beijava, ele pegou minha mão e colocou em cima do volume da calça. Estava duro pra valer, grosso, quente.
— Abre — murmurou contra minha boca.
Abri o cinto, o botão e o zíper. O pau saltou livre: veias saltadas, cabeça rosada, limpa (ele realmente raspava só ali). Envolvi com a mão e ele soltou um suspiro baixo. Depois me puxou pelo braço e me levou até o sofá de canto.
— Deita.
Deitei. Ele ajoelhou entre minhas pernas, abriu minha calça e a cueca, e engoliu meu pau de uma vez só. A boca dele era quente, úmida, experiente. Chupava com vontade, a língua pressionando a veia de baixo, a mão apertando a base. Eu enterrei os dedos no cabelo curto da nuca dele e gemi.
— Porra, Bruce…
Ele tirou a boca só o suficiente pra falar:
— Gosto do jeito que você geme. Continua.
Voltou a chupar, mais fundo, babando, olhando pra cima com aqueles olhos azuis. Quando eu já estava prestes a gozar, ele parou, subiu meu corpo e me beijou de novo, me fazendo provar meu próprio gosto.
Eu virei nos dois no sofá. Agora ele estava deitado de lado. Tirei a calça dele por completo, abri as pernas e chupei o pau grosso com a mesma vontade que ele tinha me chupado. A mão livre desceu, passou pelos pelos das coxas e foi parar no cu. Passei o dedo molhado de saliva na entrada e ele abriu mais a perna, convidando.
— Mete — pediu, a voz rouca. — Devagar.
Coloquei lubrificante que ele tirou da gaveta da mesa (homem preparado), alinhei e entrei. O cu dele era quente e apertado. Entrei centímetro por centímetro até o talo. Ele gemeu alto, a mão agarrando o encosto do sofá. Comecei a meter de lado, estocadas longas e fundas, enquanto batia punheta nele no mesmo ritmo.
— Assim… isso… mais fundo — ele pedia, a voz falhando.
Fodemos daquele jeito um bom tempo, o sofá rangendo baixo, o peito peludo dele subindo e descendo rápido. Depois parei, saí devagar e me debrucei sobre o corpo dele. Não fui direto pro pau de novo. Fui pro peito.
Abri a camisa dele por completo e enterrei o rosto naquele mato de pelos escuros e densos. O cheiro era de homem, de perfume amadeirado e de pele quente. Passei a língua devagar no meio do peito, sentindo os pelos molharem com minha saliva. Depois abocanhei o mamilo direito com vontade, chupando forte, babando, enquanto a mão descia de novo entre as pernas dele.
Enfiei um dedo no cu ainda escorregadio. Bruce soltou um gemido grave e segurou minha cabeça contra o peito.
— Porra, Vitor… chupa assim…
Eu chupava o peito dele como se estivesse faminto. A língua girava no mamilo, os dentes roçavam de leve, a saliva escorria pelos pelos e molhava tudo. Ao mesmo tempo o dedo entrava e saía devagar, sentindo ele abrir. Quando ele empurrou a bunda contra minha mão, enfiei o segundo dedo. Os dois juntos, curvando um pouco, procurando o ponto certo.
Bruce estava ofegante. Uma das mãos dele apertava minha nuca, me forçando a continuar no peito, e a outra segurava meu cabelo.
— Isso… mama esse peito… enfia mais fundo…
Eu continuei. Chupava um mamilo e depois o outro, babando sem vergonha, o rosto inteiro molhado de saliva e pelos grudados. Os dois dedos fodiam o cu dele com ritmo constante, abrindo, esticando. O pau dele latejava contra minha barriga, pingando.
Só quando ele já estava gemendo sem conseguir formar palavras é que eu desci de novo, engolindo o pau dele enquanto continuava com os dedos dentro. Depois tirei os dedos, abri as pernas dele e voltei a meter. Dessa vez de frente, fundo, enquanto ainda beijava e chupava o peito peludo a cada estocada.
Depois parei, saí, e voltei a beijá-lo. Ele me empurrou de costas, subiu em cima de mim e começou a descer beijos pelo meu pescoço, pelo peito, pela barriga. Parou no meu pau, engoliu de novo e, ao mesmo tempo, enfiou um dedo molhado no meu cu. Depois dois. Abrindo, procurando, acertando o ponto que me fez revirar os olhos.
Quando eu já estava tremendo, ele tirou a boca, abriu minhas pernas, colocou o pau na entrada e entrou. A grossura preencheu tudo de uma vez. Ele meteu devagar no começo, depois com mais vontade, enquanto batia punheta em mim com a mão livre. O peito peludo roçava no meu a cada estocada. Eu segurava as costas largas dele, gemendo sem conseguir ficar quieto.
— Vou gozar… — avisei.
— Goza. Quero sentir.
Gozei forte, jatos quentes entre os corpos dos dois. Ele continuou metendo mais uns segundos e depois saiu, virou, e eu o coloquei de quatro no sofá. Entrei nele de novo, agora por trás, segurando a cintura e metendo com vontade enquanto ele se masturbava. Quando senti o corpo dele tremer, acelerei. Ele gozou alto, contraindo em volta do meu pau, e eu gozei pela segunda vez dentro dele, fundo, gemendo no pescoço suado.
Ficamos abraçados no sofá um tempão, o ar-condicionado antigo tentando dar conta do calor que a gente tinha feito. Bruce passou a mão no meu cabelo e riu baixo.
— Você está contratado.
Eu ri também, ainda sem fôlego.
— A partir de quando?
— A partir de agora. Mas a gente vai precisar de um horário de almoço mais longo… e uma tranca nova nessa porta.
Ele beijou minha boca carnuda mais uma vez, devagar, e sussurrou:
— Bem-vindo à equipe, Vitor.
E pela primeira vez em muito tempo eu pensei que talvez tivesse feito a escolha certa ao sair do banco.




