Casados há quase quatro décadas, Jorge e Helena mantinham um vínculo raro: amor profundo, desejo constante e uma cumplicidade que resistira ao tempo. Aos sessenta e três anos, ela ainda era dona de uma sensualidade serena e arrebatadora. Pele macia, curvas generosas e um olhar que mesclava doçura e fogo. Ele, aos sessenta e oito, era um homem carinhoso, atento, com aquele charme maduro que ela ainda adorava.
Para comemorar o aniversário de sessenta e dois anos dela, Jorge planejou uma viagem especial a um resort à beira-mar, com todos os detalhes pensados para surpreendê-la. Mas o presente principal estava reservado para a noite do sábado: uma sessão de massagem tântrica no próprio hotel, com uma profissional renomada. O toque, a presença, o erotismo do momento seriam presenciados por ele — e, com sorte, levariam os dois a novas experiências e descobertas.
Às 19 horas em ponto, chegaram à sala de massagens. A iluminação era baixa, âmbar, o som suave de sitar preenchia o ar com um erotismo sutil. Mas ao se apresentarem à recepcionista, notaram um certo desconforto no rosto da jovem.
— Me desculpem... a Laisa teve um problema familiar e precisou sair. Infelizmente não temos mais massagistas disponíveis neste horário — disse, visivelmente constrangida.
Antes que pudessem reagir, um homem surgiu pela porta lateral. Alto, cabelos grisalhos, olhar penetrante e um corpo que transparecia vitalidade sob a camisa branca de linho entreaberta. Ele se aproximou com um sorriso acolhedor.
— Boa noite. Sou Marcelo, gerente do spa. Também sou terapeuta tântrico certificado. Soube da ausência da Laisa e vim ver pessoalmente o que podia ser feito. Se aceitarem, posso conduzir a sessão. Entendo que era uma massagem para a senhora, com o senhor presente — disse, olhando diretamente para Jorge, depois para Helena, com um respeito que não disfarçava certa admiração.
Jorge olhou para a esposa, o olhar dele revelava excitação contida.
— É o seu presente, meu amor. Estarei ao seu lado o tempo todo. Se você se sentir confortável... — disse, deslizando os dedos pela mão dela.
Helena respirou fundo. O olhar de Marcelo era firme, mas gentil. Algo em sua presença a fazia sentir-se segura — e viva. Um calor inesperado percorreu seu ventre.
— Eu aceito — respondeu, com um leve sorriso nos lábios.
Marcelo os conduziu à sala interna. Um ambiente amplo, com aromas doces e incenso de sândalo. Um colchão futon ocupava o centro, cercado por velas. Uma jarra de óleo morno repousava ao lado de panos brancos de algodão fino.
Helena foi convidada a despir-se com calma. Jorge permaneceu sentado numa poltrona baixa, próximo o suficiente para ver tudo, mas longe o bastante para não interferir.
Ela tirou o vestido devagar, revelando a lingerie preta rendada que havia escolhido com carinho. Seus seios ainda firmes, sua barriga suave, o quadril largo que sempre fora objeto de adoração do marido. Jorge engoliu seco ao vê-la assim, nua diante de outro homem.
Marcelo se ajoelhou ao lado dela.
— Esta é uma massagem de presença, de conexão com o corpo, com o prazer. Nada será feito sem seu consentimento. Cada toque será uma celebração da sua energia feminina.
A voz dele era como veludo.
Ele começou com os ombros, dedos firmes, atentos à respiração dela. Jorge observava. Helena fechava os olhos, sentindo a tensão se dissolver sob as mãos experientes. A cada movimento, Marcelo descia mais, tocando o dorso, a lombar, as nádegas por sobre o tecido da calcinha, sem pressa. Quando seus dedos deslizaram pela parte de trás das coxas, ela suspirou mais fundo.
— Está tudo bem? — ele perguntou.
— Está... — respondeu com a voz embargada de prazer sutil.
Marcelo então aqueceu o óleo e deixou escorrer em linha fina pelas costas dela, massageando com movimentos circulares e longos. O som dos dedos deslizando sobre sua pele misturava-se à respiração dela, mais acelerada.
Jorge, sentado, sentia seu membro enrijecer sob a calça. Ver a esposa se entregar daquele jeito, tão entregue e viva, era mais do que excitante — era transformador.
Marcelo afastou a calcinha dela com delicadeza, expondo as curvas generosas da bunda. Com cuidado, deslizou as mãos pelos glúteos, massageando com movimentos que pareciam dança. Helena arqueou-se suavemente, como se seu corpo pedisse mais.
— Você está maravilhosa, minha querida — Jorge disse, com a voz rouca.
Ela virou o rosto em direção a ele, sorrindo.
— Nunca me senti tão desejada...
— Agora vou virar você — anunciou Marcelo.
Ele a ajudou a deitar-se de costas. Seus seios estavam duros, bicos rígidos, e Marcelo evitou tocá-los de imediato. Preferiu começar pelos pés, subindo pelas pernas, pelas coxas, e então parou próximo ao centro de seu prazer. Os dedos dele pairavam perto do sexo dela, que pulsava, brilhando com sua própria umidade.
— Com sua permissão, posso tocar o centro da sua energia. Não com pressa. Apenas para ativar o fluxo — disse ele, olhando-a nos olhos.
Helena olhou para Jorge.
— Sim... — ela respondeu.
Ele começou com toques leves, suaves, quase etéreos. Os dedos contornavam os lábios, deslizavam por cima do clitóris sem pressionar. A cada toque, o corpo dela se arqueava mais. O marido ofegava em silêncio. Sua calça já mal disfarçava o volume evidente.
Marcelo alternava respiração e toque. A massagem agora era pura energia sexual. Os seios dela estavam eriçados. Os gemidos surgiam baixos, mas constantes.
— Você está linda... tão viva — sussurrou Jorge, levantando-se e se aproximando.
Marcelo não se afastou. Com um olhar de cumplicidade, ele falou:
— Se quiser tocar nela, senhor Jorge... agora é o momento certo. O corpo dela pede.
Jorge ajoelhou-se junto a Marcelo. Suas mãos encontraram os seios da esposa, enquanto Marcelo continuava massageando sua vulva. Os dois homens, em perfeita sintonia, tocavam-na com reverência, desejo e entrega.
Helena abriu os olhos, os três envolvidos numa dança sensual de energia e prazer. O clímax não era apenas físico — era emocional, era um presente. Um novo capítulo.
E ele estava só começando...