O Presente de Aniversário – Parte Final
Ainda ofegantes, os três permaneceram deitados no colchão por longos minutos. Helena estava entre os dois corpos, o rosto colado ao peito de Jorge, uma das pernas sobre a coxa de Marcelo. O silêncio era cálido, cheio de respirações e carícias leves.
Mas, pouco a pouco, o desejo começava a reacender — não como antes, mas com algo novo, mais profundo, mais ousado.
Jorge foi o primeiro a se mover, sua mão deslizando pela barriga de Helena até entre suas pernas, encontrando os lábios ainda úmidos e pulsantes. Ela gemeu, o corpo inteiro se reacendendo com o toque do marido.
Marcelo, observando, acariciava lentamente as costas dela, e então se aproximou de Jorge, colocando a mão sobre a dele, guiando o movimento.
Os dois homens estavam lado a lado, os corpos nus, as coxas se tocando, os membros enrijecendo novamente, agora sem mais constrangimento, sem barreiras. Quando Jorge virou o rosto e encontrou o olhar de Marcelo, algo aconteceu ali — não era só cumplicidade. Era desejo fluido, curioso, livre.
— Eu quero... — disse Helena, com a voz rouca, quase um sussurro.
— O que, meu amor? — Jorge perguntou, sem parar de acariciá-la.
Ela virou-se, ficando de frente para Marcelo. Seus olhos estavam brilhando.
— Quero sentir você também... dentro de mim. Quero os dois. Quero saber como é ter outro homem me preenchendo... com você assistindo, com você perto.
Marcelo não respondeu de imediato. Apenas a olhou, e depois olhou para Jorge.
O marido respirou fundo e assentiu.
— É o seu presente. E é meu também... te ver assim. Nunca te achei tão linda.
Helena se deitou de lado, as pernas levemente abertas. Marcelo se posicionou atrás dela, e Jorge de frente, acariciando seus seios, sua boca, beijando sua testa.
Marcelo deslizou o corpo até encaixar-se às costas dela, e então, com movimentos lentos, começou a penetrá-la. O sexo dela ainda quente e úmido o recebeu com facilidade. Helena gemeu forte, agarrando o braço de Jorge com uma mão e segurando a perna de Marcelo com a outra.
— Isso... — ela sussurrou — sintam isso comigo...
Jorge observava tudo, a penetração acontecendo bem diante de seus olhos, o corpo da esposa se movendo sob o de outro homem. Mas o que ele sentia não era posse, nem ciúme — era um calor profundo, um orgulho erótico, um prazer em vê-la tão viva.
Quando Marcelo começou a se mover, Jorge levou a mão até o saco escrotal dele, acariciando de leve, como se confirmasse para si mesmo que aquilo era real. Marcelo gemeu em resposta e, num gesto natural, deslizou a mão pelas costas de Jorge, até suas nádegas, apertando com firmeza.
Era um toque viril, carregado de desejo contido. Jorge retribuiu com um beijo no ombro de Marcelo. Não havia hesitação. Apenas pele, suor e prazer.
Helena agora se contorcia, sentindo o corpo cheio, envolto, dois homens ao seu redor — um dentro, outro por fora, ambos tocando-a e se tocando. Os movimentos eram sincronizados. Marcelo a penetrava com mais intensidade. Jorge descia para lamber os seios dela e depois a boceta, mesmo com o outro ainda dentro.
Quando Marcelo saiu, Jorge tomou o lugar e a penetrou novamente, com força, enquanto Marcelo se posicionava acima, oferecendo o membro para que Helena chupasse. Ela aceitou com vontade, alternando entre gemidos e sucções, completamente entregue ao momento.
Os dois homens trocavam olhares entre estocadas e carícias, e em determinado momento, Jorge virou-se para Marcelo, encostando seus peitos suados e dizendo:
— Quero você aqui comigo... — e então segurou o rosto dele e o beijou, com fome e verdade.
Foi um beijo úmido, masculino, carregado de energia acumulada. Marcelo retribuiu com a mesma intensidade, e Helena, vendo aquilo, gemeu alto, como se aquele beijo entre eles a fizesse gozar ainda mais.
O trio explodiu junto. Marcelo gozou primeiro, sobre o ventre de Helena, com o corpo tenso e os olhos fechados. Jorge veio logo depois, derramando-se dentro da esposa com força, os dois se beijando, agarrando-se, como se o tempo tivesse parado ali.
Helena, no meio, gozou uma segunda vez, com espasmos que vinham do fundo do ventre, da alma, do coração.
**
Minutos depois, ainda trêmulos, os três seguiram para o banheiro da suíte, onde havia uma ampla banheira de hidromassagem já preparada com óleos e sais de banho. Entraram juntos, os corpos ainda colados, e a água morna envolveu os três como um lençol invisível.
Helena estava entre os dois, sorrindo, olhos fechados. Jorge acariciava suas pernas por baixo da água, enquanto Marcelo massageava seus ombros.
Não havia mais palavras. Apenas toques suaves, beijos calmos e a certeza de que aquela noite havia mudado algo profundo entre eles.
O presente não foi apenas dela. Foi do casal. Foi deles três.
E quem sabe... só o começo.