Jorge estava agora ajoelhado ao lado da esposa, acariciando seus seios com devoção enquanto Marcelo mantinha os dedos dançando suavemente sobre a vulva úmida e palpitante de Helena. Os gemidos dela eram cada vez mais intensos, mas ainda delicados — um prazer profundo que nascia da confiança e da entrega.
Aquele momento, para Jorge, era como ver sua mulher florescer sob novas mãos, e, em vez de ciúme, o que sentia era excitação. E mais: uma vontade crescente de fazer parte daquilo com o corpo todo.
— Marcelo... — disse, com a voz rouca — Você já ouviu falar da massagem nuru, certo?
O terapeuta sorriu levemente, sem interromper o toque.
— Sim. Muito... íntima. Corpo com corpo, usando um gel específico ou óleo. Sensações intensas de conexão pela fricção da pele. — Ele fez uma pausa e olhou para Jorge. — Está pensando em experimentar?
Jorge respirou fundo, olhando o corpo da esposa contorcendo-se de prazer à frente dele.
— Não quero só experimentar... Quero aprender com você. Mas, se possível... não só com palavras. Acho que seria melhor... mostrar.
Marcelo manteve o olhar firme, avaliando o pedido com calma. Havia respeito na sua postura, mas também algo a mais — uma energia compartilhada, fluida, que já unia os três.
— Nesse caso — disse com voz firme e calma — ambos precisamos estar nus. A massagem nuru é feita com o corpo inteiro. A pele precisa estar livre. Ela será nossa deusa hoje. O altar é o corpo dela.
Ele então se virou para Helena, que respirava com os olhos semicerrados, os lábios entreabertos, o corpo brilhando com óleo.
— Para você, isso é confortável, minha querida?
Helena virou o rosto, encontrando os olhos de Jorge. Não havia medo ali. Havia fogo. Curiosidade. E uma entrega que vinha sendo construída há anos.
— Não é problema — respondeu, com um sorriso sereno e quente. — Quero sentir vocês dois.
Com a aprovação clara e firme da esposa, Jorge levantou-se e, sem hesitar, despiu-se ali mesmo, ao lado do colchão. Seu corpo maduro, com marcas do tempo, estava forte e digno. Seu membro estava completamente ereto, pulsando com o desejo contido por tanto tempo.
Marcelo, com naturalidade, tirou a camisa de linho e a calça leve. Também estava nu. Seu corpo era definido, masculino, coberto por uma leve camada de pelos. O membro dele também já demonstrava sinais de excitação, embora contido, respeitoso, mas pronto.
— Deitem-se de um lado dela — pediu Marcelo, indicando que Jorge se posicionasse de um lado do corpo de Helena, enquanto ele se colocava do outro.
Marcelo pegou uma tigela de vidro âmbar com o gel espesso e morno preparado para o nuru. Deixou escorrer generosamente sobre o ventre de Helena, e depois sobre seu próprio peito. Jorge imitou o gesto, espalhando o líquido sobre seu tronco, os braços, o sexo.
— Agora, vamos começar com o deslizar do tronco sobre o dela. Não com força. Com fluidez. A fricção é o toque. O corpo é o instrumento — disse Marcelo, baixando-se lentamente.
Ele encostou seu peito no de Helena, e Jorge fez o mesmo do outro lado. A esposa estava no meio dos dois corpos masculinos, envolta por calor, pele, desejo. Seus olhos se abriram e ela ofegou alto, sentindo-se cercada, adorada.
Os dois homens deslizavam sobre ela com movimentos lentos. Os peitos se esfregando contra os seios dela, os sexos tocando sua barriga e coxas. A sincronia era quase coreografada, uma dança silenciosa, onde o prazer vinha dos pequenos atritos, dos olhares, do som do corpo molhado encontrando outro corpo.
Marcelo apoiava-se com os antebraços para que o peso não a esmagasse, mas seu quadril se movia em círculos suaves contra a parte inferior do ventre de Helena. Jorge observava, excitado, e fazia o mesmo, sentindo seu membro escorregar entre os sulcos das coxas da esposa, apenas roçando, provocando.
— Está sentindo? — sussurrou Marcelo — Essa é a energia da massagem nuru. O prazer vem da entrega, não da penetração. É o toque, o calor, a presença...
Helena gemeu, o corpo inteiro vibrando. Sua buceta pulsava entre as pernas, cada vez mais escorregadia. Os dois homens, agora deslizando juntos sobre ela, às vezes se tocavam sem querer — ombros, coxas, até os membros, quentes e duros, roçavam-se no vai e vem sensual. Mas nenhum dos dois recuava. Estavam unidos naquele presente, naquela entrega total a ela.
Marcelo virou-se, posicionando-se entre as pernas de Helena, e deslizou seu corpo por inteiro, da ponta dos pés até os seios dela, com movimentos ondulados. Jorge, ao lado, observava fascinado.
— Agora você — disse Marcelo, saindo com suavidade para o lado.
Jorge tomou a posição e fez o mesmo. O contato do pênis dele contra o ventre da esposa, o roçar dos peitos contra os dela, fez Helena estremecer.
— Meu Deus... Jorge... — sussurrou ela, puxando-o levemente pelos ombros — nunca senti isso.
Marcelo, agora ao lado, se aproximou de Jorge por trás, colocando as mãos sobre os quadris dele para guiá-lo melhor no movimento. A pele deles se encostou, e Jorge estremeceu. Sentiu a presença masculina tão próxima e, ao contrário do que imaginava, não houve desconforto. Havia apenas calor, cumplicidade, prazer.
— Continue... deixe o corpo dela guiar — sussurrou Marcelo, com os lábios quase tocando o ouvido dele.
O calor aumentava. O tempo parecia ter desaparecido. Helena agora gemia abertamente, em êxtase, entre dois homens nus, banhados em óleo, deslizando sobre ela como se fossem extensão de seus próprios desejos.