Não existe almoço Grátis...


Capitulo 1


O casamento

Fernando um rapaz tímido de 19 anos, estatura mediana não tinha mais que 1,70 cm de altura, era magro por natureza, por mais que comesse não engordava, o seu tipo biológico muito acelerado consumia facilmente toda a energia por ele ingerida através dos alimentos, morava em um sítio próximo a uma pequena cidade no interior de São Paulo chamada Pirapozinho, trabalhava na lavoura com o pai e mais quatro irmãos de segunda à sábado, era o caçula dos irmãos, sendo que o mais velho tinha 24 anos, cursou apenas o ensino fundamental em uma escola rural não muito longe da sua casa, a dificuldade de se locomover até a cidade e a necessidade de sua ajuda no cultivo da lavoura que provia alimento para a família fez com que ele parasse com os estudos, assim como os irmãos haviam feito, uma das poucas diversões que eles tinham era jogar bola com os amigos dos sítios vizinhos nos domingos em um campinho construído por eles mesmos, e com o passar do tempo, esse campinho de futebol recebeu um upgrade em sua estrutura, bancos de madeira foram construídos ao redor e em baixo das árvores ali existente, de modo que acabou tornando-se um local de encontro, não só para a prática esportiva dos rapazes, mas também para as moças se reunirem, tanto para assistir os jogos e torcer para alguém, quanto para conversar e paquerar os garotos, o que virou um hábito para os jovens da região.

Entre essas moças uma delas chamou a atenção de Fernando, seu nome era Sophia e, ao contrário do rapaz, a jovem continuou os estudos e estava concluindo o ensino médio.

Mesmo com toda sua timidez, Fernando deu um jeito de fazer com que Sophia o notasse, e com ajuda de sua irmã, levando recadinhos à menina, logo os dois começaram a conversar frequentemente aos domingos, quando todos se reuniam para a peleja futebolística.

Pelo fato existirem poucos habitantes naquela região agrícola, cercada por pequenos sítios, e um número reduzido de homens e mulheres solteiras nos arredores, não restava muitas opções, tanto para os rapazes, quanto para as moças, e assim que surgia uma afinidade entre um casal de jovens imediatamente começavam a namorar, e foi o que aconteceu com Fernando e Sophia, embora ela ainda fosse menor de idade, os dois começaram a namorar, entretanto, tal namoro era bastante controlado pelos pais, dado a educação que ambos tiveram, os jovens podiam namorar apenas na presença dos pais, mas era assim que as coisas funcionavam naquela região, a educação rigorosa determinava como o namoro deveria ser conduzido, pegar na mão era permitido, abraçar as vezes, beijar na boca jamais, pelo menos na presença dos pais, depois de seis meses de namoro o primeiro beijo ainda não havia sido sacramentado, até porque, os momentos a sós eram raríssimos, e além disso tinha a questão da obediência da moça, assim era praticamente impossível ter um contato corpo a corpo com a menina.

Fernando vivia com dor nos grãos devido a ereção prolongada quando ficava próximo da namorada, a sua sexualidade estava a flor da pele, assim como qualquer jovem naquela idade, a única maneira de se aliviar era chegar em casa e bater uma gosta punheta pensando na namoradinha.

Sophia ainda com 17 anos, seguia rigorosamente as determinações e proibições imposta pelos pais, era uma bela moça, a menina era meio desleixada na maneira como cuidava de si, era a única filha dentre os sete filhos, criada apenas homens não tinha um parâmetro feminino a seguir, a não ser de sua mãe, desta forma, vestia-se e portava-se como a mãe e com isso não deixava transparecer toda sua formosura, tinha um corpo muito bonito, o qual vivia encoberto pelas roupas de tamanhos exagerados, as quais os pais a faziam usar seguindo a referência da mãe é claro, a pele judiada devido ao grande período de tempo exposta sob o sol escaldante contribuía para esconder toda sua beleza, os cabelos eram longos, porém, maltratados, as unhas dos pés e das mãos mal cuidadas, por outro lado, os grossos lábios faziam com que daquele rosto singelo e singular tornar-se muito sensual, era praticamente impossível olhar para a moça e não admirar seus lábios, bastava deixar a imaginação fluir só um pouquinho, ao olhar para eles que qualquer homem ficaria excitado.

Assim era Sophia, um diamante muito valioso, porém, um diamante ainda em seu estado bruto que precisava ser lapidado para que a seu verdadeiro valor beleza e fosse revelado e admirado.

Depois de um ano, Fernando e Sophia resolveram se casar, os pais dos jovens resolveram fazer uma grande festa, como dentre os 7 filhos Sophia era a única filha do casal (Seu Júlio e dona Clara), os pais gastaram o que tinha e o que não tinham para fazer uma boa festa, para os pais, naquela redondeza, casar uma filha era motivo de muito orgulho e alegria, desta forma resolveram convidar até alguns parentes que há muito não tinham contato, com muita dificuldade conseguiram descobrir os endereços de alguns, é claro que sem esperança de tê-los na festa, mas o fato de enviar o convite já era um prazer enorme para os pais.

No dia do casamento os pais da noiva ficaram surpresos com a chegada de um convidado, era Marcelo, um primo mais novo que crescera e passara a infância ao lado de seu Júlio, os dois ficaram juntos até a adolescência quando os pais de Marcelo resolveram largar da vida na roça e tentar a sorte na Capital (São Paulo), desde então eles nunca mais se viram.

Seu Júlio nem imaginava que seu primo apareceria para a festa, foi uma grande surpresa, desde a adolescência não se viam, ele ficou muito feliz, sabia que seu primo havia se dado bem na vida, embora não tivessem contato ao longo daquele tempo, os boatos diziam que ele se tornara um proeminente advogado de sucesso, e para seu Júlio tê-lo na festa de casamento de sua única filha era algo muito emocionante.

Marcelo disse ao pai da noiva que há muito tempo queria fazer uma visita ao primo e reencontrar os amigos de infância que ainda residiam na região, e quando ficou sabendo do casamento da filha do primo, que ele nem conhecia, achou a oportunidade ideal para largar todo o seu compromisso na advocacia e fazer aquela visita tão esperada.

Marcelo tinha 54 anos, um cara boa pinta, cabelos grisalhos, com aproximadamente 1,80 de altura, tinha um corpo bastante elegante, vestia roupas finas de grife, e usava um perfume tão cheiroso que chamava a atenção por onde passava, embora havia tido uma infância na roça, os estudos na cidade grande o tornara bastante educado, um verdadeiro cavalheiro, tinha uma fala macia e convincente, era casado com Laura que também era advogada, os dois tinham um casal de filhos que estavam cursando a faculdade.

No dia do casamento Sophia estava muito linda, pelo menos 80% da sua beleza havia sido revelada depois que foi preparada e embelezada pelas primas, as quais ficaram encarregadas da maquiagem da noiva, até mesmo Fernando, que estava acostumado com ela, ficou impressionado com a transformação, ele nem acreditava que aquela moça vestida de noiva era a mesma Sophia que ele namorou por um ano.

Quando a noiva foi apresentada para Marcelo, ele ficou estonteado com a beleza da moça, disse que há muito tempo não via uma noiva tão linda, o vestido de noiva escolhido pela mãe era um modelo justo, o que realçava as belas curvas do corpo de Sophia, e deixava transparecer como ela tinha uma bundinha arrebitada, ela realmente ficou um encanto, o que chamou muito a atenção de todos os convidados, mas principalmente, a atenção de Marcelo, ele havia ficado hipnotizado com a menina, e fez de tudo para não deixar sua admiração excessiva transparecer aos demais convidados, principalmente para sua esposa e filhos que estavam sempre ao redor.

A festa prosseguiu por todo o dia, e muitos convidados já haviam ido embora e a bebida que não era muito já tinha se acabado, Marcelo então resolveu patrocinar a continuação da festa, ele chamou o noivo e o pai da noiva e disse que queria comprar mais bebidas para que a festa continuasse e deixar os noivos mais felizes, Fernando feliz pegou o dinheiro doado pelo "agora" primo e pediu a uns amigos que fossem até a cidade comprar mais cervejas, desta forma, a festa pode continuar até tarde da noite.

A festa foi realizada no sábado e Marcelo, com sua família, iria embora somente no domingo, então seu Júlio convidou o primo para pernoitar com a família em sua residência, porém Marcelo havia feito reserva em um hotel na cidade e resolveram passar a noite por lá, mas prometendo em passar o domingo inteiro com eles.

No dia seguinte quanto retornaram para o sítio, os recém-casados estavam lá, Marcelo ficou contente em encontrá-los novamente, pensou que eles haviam partido para alguma viagem ou coisa parecida.

Durante toda manhã Marcelo e seu Júlio saíram pra caminhar pela redondeza e relembrar os tempos de infância, Laura e seus dois filhos ficaram com a família.

Lá pelo meio dia seu Júlio volta com o primo, estava na hora do almoço, e durante a refeição, naquela mesa gigantesca, onde estavam não só a família da noiva, mas também a do noivo, o papo fluía bem descontraído, aquela cultura típica de família rural, até que Marcelo perguntou aos noivos onde eles iriam passar a Lua de mel.

Fernando deu um sorriso amarelo ficou calado por um instante e disse que não haveria lua de mel, que isso é coisa de gente rica, e a maioria que estava sentado à mesa concordou com ele, e teve alguém que até disse que a lua de mel de pobre é capinando na roça no outro dia, o que tirou risada da maioria dos que ali estavam, mesmo sorrindo com a brincadeira Marcelo perguntou ao casal se eles não tinham pelo menos vontade de viajar para comemorar uma lua de mel, Sophia disse:

- "Vontade a gente até tem primo, qual é a mulher que não tem um sonho deste depois de seu casamento, mas isso não é pra nós...".

Marcelo achou um jeito de impressionar não só a família dos recém-casados, mas principalmente Sophia e sem consultar sua esposa disse:

- "Bom! Como eu ainda não dei o seu presente de casamento, pois queria saber o que realmente vocês precisavam, eu dou a vocês uma viagem de lua de mel com tudo pago pra onde quiserem ir por um período de uma semana...".

Após o pronunciamento de Marcelo todos ficaram em silêncio o semblante no rosto do casal mudou completamente, eles não sabiam se acreditavam ou não, mas depois da seriedade nas palavras de Marcelo, um largo sorriso apareceu e substitui aquele semblante de incerteza, até Laura (esposa de Marcelo) ficou bastante surpresa com a proposta do marido.

Sophia querendo uma confirmação da proposta do primo perguntou:

- "Primo... É verdade mesmo? O senhor vai dar mesmo esta viagem pra gente...?"

O pai de Sophia levantou, olhou para a filha e com um certo rancor nas palavras disse:

- "Que é isso minha filha, você está duvidando da palavra de nosso primo..."

Marcelo também se levantou e disse:

- "Calma gente..." e olhando para o novo casal continuou dizendo: "Sophia e Fernando, é a pura verdade a minha proposta, dou a vocês essa viagem como presente de casamento, escolham o local para onde querem ir e me falem, não precisa ser agora, podem pensar bem e assim que decidirem, o resto deixem por minha conta que providencio tudo ok...".

A alegria tomou conta do ambiente, os recém casados ficaram muito emocionados com o presente, a vontade de Sophia era ir até Marcelo e em agradecimento abraça-lo e beijá-lo, mas segundo os costumes isso não era bem visto naquela região, desta forma, ela manteve-se comportadamente sentada ao lado do marido, que também esbanjava felicidade, eles nunca tinham saído da região, o mais longe que ambos tinham ido era uma cidade pequena que ficava próximo ao sítio onde moravam, e a ideia de fazer essa viagem era algo incrível e até o momento praticamente impossível, e Marcelo, aquele homem elegante e educado que aparecera do nada no casamento deles lhes proporcionaria o prazer de fazer uma viagem de lua de mel, assim a partir daquele momento o casal passou a gostar de Marcelo que, até então era desconhecido, e deu-se início a um relacionamento de amizade muito forte entre eles, e muitas outras coisas haviam de acontecer por conta deste relacionamento.

Com aquele presente Marcelo conquistara os corações do casalzinho e passou a ser querido por eles, embora aquele benfeitor, com intenções altruísta, admirasse de todo coração a beleza da jovem noiva que acabara de conhecer, seus pensamentos por ela ainda eram puros, e com objetivo único de proporcionar, a ela e ao marido, um pouco de prazer e diversão por um período de tempo, algo que eles jamais tiveram em suas vidas.

A festa continuou a todo vapor, patrocinada por Marcelo, que se encarregou de prover de tudo que eles precisavam, desde bebidas, a alimentos (carnes etc.), ela perdurou por todo domingo, indo até a madrugada de segunda feira, é claro que depois que Marcelo anunciou que daria a viagem de presente ao casal, ele passou a ter a companhia deles durante toda a festa.

Sophia, toda entusiasmada, queria opinião de Marcelo e Laura de onde poderiam ir, pois como já escrevi, eles eram completamente inexperientes no que se referia a viagens, o primo deu algumas dicas de lugares bonitos, e deixou para eles escolherem.

No dia seguinte Marcelo precisava ir embora e foi despedir da família e do casalzinho, e é óbvio que queria saber para onde eles gostariam de viajar, para que pudesse providenciar tanto passagens, quanto hospedagens e o lugar escolhido foi Rio de Janeiro e búzios.

Marcelo achou uma boa escolha, então disse que tão logo ele tratasse de tudo entraria em contato com eles, Sophia não conteve sua alegria, correu até Marcelo e deu um forte abraço nele, quando ele abraçou a mocinha sentiu cinturinha fina entre seus braços fortes, um cheiro de donzela imatura adquirido apenas naquela região rural exalava de seu pescoço, por frações de segundo ele se perdeu naquele abraço, e mesmo estando diante do marido da moça, e na presença dos seus pais, sentiu algo diferente mexer com seu instinto masculino, e em uma forma de responder ao agradecimento dela, ele a beijou no rosto, sentindo a pele macia de Sophia, que sorria incessantemente, mesmo saindo fora dos padrões educacionais por sua atitude, a menina não foi repreendida pelos pais, e muito menos pelo esposo, a atitude generosa do visitante para com os recém casados foi tanta que nem o rigor da conduta regional imposta pela educação dos pais, e seguida por todos os habitantes da região, foram suficiente para impedir aquele forte abraço de Sophia se prolongasse por um tempo considerado além do normal, e esse abraço, mesmo que inocente, contribuiu para que no futuro, novos sentimentos proibidos surgissem.

O cheiro natural da pele de Sophia entrando pelas narinas de Marcelo durante o abraço agiu como um afrodisíaco, despertando prazeres e sentimentos ocultos dentro daquele homem íntegro, aquele cheiro seria a causa de uma série de atitudes tomadas por Marcelo que revolucionaria a vida daquele casalzinho.

O caminho de volta para a casa não foi fácil para Marcelo, o cheiro da moça ficou impregnado em seu corpo, e por mais que ele tentasse não pensar naquele corpinho lindo sendo envolvido por seus braços, o cheiro dela o impedia, e por várias vezes teve seus pensamentos sobre Sophia interrompidos por sua esposa, que tecia comentários a respeito de algum assunto, Marcelo ficou incomodado com aquela situação, e não via a hora de chegar em casa e tomar um banho, ele achava que com o desaparecimento do cheiro da moça, os pensamentos impuros que tinha sobre ela também desapareceriam, e ele voltaria a ser o mesmo de antes.

Continua


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Ficha do conto

Foto Perfil dudusaint
dudusaint

Nome do conto:
Não existe almoço Grátis...

Codigo do conto:
251627

Categoria:
Traição/Corno

Data da Publicação:
10/01/2026

Quant.de Votos:
2

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