Inferninho 4

Semanas haviam se passado, e eu já conhecia aquele lugar como a palma da minha mão. O cheiro de cigarro, álcool e sexo impregnava tudo. Conversas baixas nas mesas de pôquer se misturavam às risadas abafadas, enquanto mulheres desfilavam pelo salão com roupas curtas e provocantes. Débora e Juliana sempre chamavam mais atenção.

Como eu desejava Juliana. A cada semana, sentia-me mais preso a ela. Nossas trocas de olhares diziam o que as palavras não ousavam. Eu a observava subir e descer as escadas com os clientes, às vezes ajeitando a roupa, outras limpando discretamente a boca — gestos simples que me deixavam inquieto.

Débora e Juliana não se bicavam. A rivalidade era palpável; os clientes hesitavam entre a baixinha fogosa e a garota alta de rosto melancólico. Eu não conseguia tirar os olhos de nenhuma das duas, e quando uma percebia que perdia minha atenção, logo dava um jeito de recuperá-la.

— Quando vai levar a Juliana lá pra cima e dar um trato nela? — perguntou César, o dono do lugar, enquanto limpava o balcão com um pano encardido.

Eu era sempre um dos primeiros a chegar e um dos últimos a sair. Estava me viciando naquele ambiente, e elas eram o principal motivo.

— Já te disse: eu a conheço desde criança. A avó dela é amiga da minha família. Não é tão simples assim — respondi, sentindo o desejo pulsar só de pensar nela: o corpo firme, os pezinhos delicados, o rosto angelical que contrastava com aquele olhar sujo.

César riu, uma gargalhada rouca. — Timidez, é? Você comeu a Débora duas vezes na semana passada e agora vem com essa? Essa aí tá te devorando com os olhos há semanas. Só falta você decidir.

Abri a boca para retrucar, mas Juliana passou por trás de mim naquele instante, indo em direção aos fundos. A coxa roçou de leve na minha perna — intencional. Senti o calor da pele através do tecido fino da saia. Ela seguiu andando, mas virou o rosto por cima do ombro. Um olhar lento, preguiçoso. Um sorriso mínimo que dizia tudo: vem.

O copo tremeu na minha mão. César riu de novo, mas eu já não ouvia nada.

Levantei-me sem pensar. Atravessei o salão desviando das mesas, do cheiro de cigarro, das vozes. Ela estava quase na porta dos fundos quando a alcancei.

— Juliana.

Ela parou e virou-se devagar. O corredor era mais escuro, iluminado apenas pelo neon fraco e piscante.

— Oi — murmurou, a voz baixa. Os olhos passearam pelo meu rosto, pelo peito, voltaram à minha boca.

Respirei fundo. — Você não faz ideia do quanto eu te quero. Todo dia eu venho aqui só pra te ver. Eu sonho com você.

Ela não respondeu. Apenas me encarou por um segundo, os lábios entreabertos, antes de avançar e me empurrar pelo peito para dentro do banheiro masculino. Entrou logo atrás, bateu a porta e girou a tranca.

O banheiro era mais limpo do que eu esperava: azulejos brancos, cheiro de desinfetante cortando o resto de cigarro, o espelho embaçado. Ninguém ali. Só nós dois.

Ela me encostou na parede fria e me beijou. Um beijo faminto, língua sem aviso, mãos firmes no meu pescoço. As minhas desceram pelas costas, apertando a bunda por cima da saia. Ela gemeu baixo, abafando o som na minha boca.

Afastei os lábios apenas para descer pelo pescoço, pelo colo. Puxei a blusa fina para baixo — não havia sutiã. Os peitos saltaram livres, firmes, redondos, mais perfeitos do que eu havia imaginado. A pele quente, os bicos rosados já duros.

— Porra… — escapou de mim.

Ela sorriu, provocadora, empinando o peito. — Então chupa. Eu sei que você quer isso há muito tempo.

Inclinei-me e tomei um deles inteiro na boca, sugando com força. O gosto era quente, salgado, real. Alternei entre os dois, mordiscando de leve, apertando com a mão. Ela arqueava as costas, empurrando-se contra mim, gemendo contido.

— Assim… — sussurrou, puxando meu cabelo, enquanto a outra mão descia até o meu zíper.

Eu obedecia sem pensar. O mundo se resumia à pressão contra a parede, aos corpos colados, ao som da respiração pesada. Não havia pressa, nem volta.

Quando nos afastamos por um instante, ofegantes, ela abriu a porta com um sorriso lento e sujo.

Saímos do banheiro e subimos direto as escadas, rumo ao matadouro.


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Ficha do conto

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Nome do conto:
Inferninho 4

Codigo do conto:
252311

Categoria:
Fetiches

Data da Publicação:
16/01/2026

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