O Cofre de Veludo e o Batismo Pagão


A fresta da janela se abriu apenas o suficiente para que a mão trêmula do Capitão da Guarda passasse a pesada ânfora de barro e as duas taças de ouro para dentro. James pegou o vinho com um puxão brusco e bateu a portinhola de madeira, trancando a trava de ferro.
O clique metálico foi o sinal. O mundo lá fora deixou de existir.
Dentro da carruagem real, o ar já estava espesso, carregado com o cheiro do couro novo, do sândalo e da adrenalina que evaporava do corpo de James. A única luz vinha de uma pequena lamparina de óleo presa no teto, que balançava de um lado para o outro a cada solavanco das rodas na estrada de terra, jogando sombras trêmulas sobre o estofado de veludo vermelho sangue.
James não serviu o vinho nas taças. Ele arrancou a rolha da ânfora com os dentes, cuspiu a cortiça no chão e virou o gargalo direto na boca. O vinho escuro e forte de Dorne desceu rasgando a garganta dele, manchando seus lábios e pingando no colarinho da camisa de linho. Ele bebeu como um bárbaro, um animal que tinha acabado de matar e agora queria celebrar.
Quando ele abaixou a ânfora, o peito dele arfava. A cabeça do garoto estava girando, entorpecida pela mistura do álcool, do sangue de Thorne que ainda manchava sua manga e do tesão acumulado que o estava deixando cego.
Ele olhou para Catherine. Ela estava sentada no banco da frente, recostada nas peles de lobo branco, com as pernas cruzadas e um sorriso indecifrável no rosto. A deusa no escuro.
A arrogância tomou conta de James. Ele tinha cortado a língua do inimigo dela. Ele tinha calado o Conselho. Ele era o Rei, a porra do Leão. O sangue ferveu. Com um rosnado baixo, James largou a ânfora no chão da carruagem, jogou o próprio corpo para frente e avançou sobre ela.
Ele não foi delicado. As mãos pesadas e rudes dele agarraram as coxas de Catherine por cima da renda do vestido de luto, apertando com força, tentando puxá-la para o banco dele. Ele enterrou o rosto no pescoço dela, ofegante, tentando rasgar o decote com os dedos enquanto o próprio pau, duro como pedra, roçava violentamente contra a perna dela.
Ele achou que ela ia suspirar. Ele achou que ela ia abrir as pernas e agradecer pelo macho dominante que ele tinha se tornado.
PÁ!
O estalo do tapa ecoou na carruagem com a força de um chicote.
O rosto de James virou para o lado. O rosto ardeu, o choque o paralisando na hora.
Catherine o empurrou pelo peito com as duas mãos, uma força absoluta que o jogou de volta para o próprio banco. O sorriso dela tinha sumido. O olhar que a Rainha lançou a ele era gélido, cruel e perigosamente decepcionado.
— Você achou o quê? — ela sussurrou, a voz cortando o barulho das rodas lá fora como uma navalha. — Você cortou um pedaço de carne do Conselho e agora acha que virou o seu pai? Acha que eu vou deixar você pular em cima de mim, suado, babando e grunhindo feito um porco no cio?
James engoliu a seco, a bochecha vermelha latejando. A ilusão de domínio dele esfarelou em dois segundos.
— Mãe... eu... — ele gaguejou, o pau latejando de dor e confusão.
— Eu não passei vinte anos deitando debaixo daquele Rei gordo e imundo pra agora ser fodida pelo fantasma dele! — Catherine cuspiu as palavras, o olhar faiscando. — Se você quer me tomar na brutalidade, igual um camponês desesperado com a putinha da taverna, manda parar a carruagem. Desce e vai foder uma égua. A Linhagem Pura não age como um animal no cio. Deuses não tomam. Deuses veneram.
A humilhação engoliu James de novo, mas, doentiamente, era exatamente isso que o vício dele precisava. O tesão explodiu. Ele não queria ser o Alistair. Ele não queria ser o fantoche. Ele queria ser o escolhido dela.
— O que você quer que eu faça? — James murmurou, a voz rachada, a respiração ofegante, os olhos escuros implorando no escuro da carruagem.
O sorriso voltou aos lábios de Catherine. Lento. Predatório. Devasso.
Ela não disse uma palavra. Ela apenas afastou as pernas lentamente, o vestido de renda preta subindo pelas coxas pálidas, e apontou um dedo com a unha perfeitamente polida para o chão estreito da carruagem. O espaço entre os dois bancos.
James não hesitou um milésimo de segundo. O Rei dos Sete Reinos, o carrasco do Conselho, o dono da coroa de ouro, escorregou do assento de veludo vermelho e caiu de joelhos no chão de madeira balançante do veículo.
A carruagem deu um tranco num buraco na estrada, e James teve que apoiar as duas mãos nas coxas nuas dela para não cair. A pele de Catherine era quente, macia, perfeita. O cheiro que subia do meio das pernas dela era inebriante, uma mistura de óleos caros, suor e uma excitação crua que fodeu com a última barreira moral do garoto.
— Arranca essa roupa de viúva — ele sussurrou, o olhar cravado no meio das pernas dela.
— Com a boca — ela ordenou, recostando a cabeça no encosto e fechando os olhos.
James obedeceu. Como um cachorro faminto e devoto. Ele usou os dentes para puxar a renda preta, rasgando o tecido fino com um som seco, expondo a pele pálida e sensível das coxas dela ao ar frio da carruagem. Ele deslizou as mãos pela cintura dela, segurando o quadril com uma firmeza possessiva, e enterrou o rosto entre as pernas da Rainha.
Catherine soltou um gemido longo, rouco, a cabeça jogada para trás. As unhas dela cravaram nos cabelos escuros do filho, puxando os fios com força enquanto a carruagem chacoalhava.
Foi um batismo pagão. James não estava apenas chupando a própria mãe; ele estava exorcizando o passado. A cada toque da língua, a cada chupão estalado, a cada gemido que ele arrancava da garganta dela, ele apagava a imagem do pai gordo e do fantasma do tio chifrudo.
— Isso... — Catherine sussurrava, a voz embargada, ofegante, abrindo mais as pernas e empurrando o quadril contra o rosto dele. — Venera o seu sangue, moleque... mostra que você não é o lixo que eles acham que você é...
O movimento balançante da carruagem ditava o ritmo. James sugava e lambia com um desespero doentio, o gosto dela enlouquecendo o cérebro dele, embriagando-o mais do que a porra do vinho. Ele gemia contra a pele dela, um som abafado de frustração, porque o próprio pau dele estava esmagado dentro da calça, doendo a um ponto insuportável, pingando nas próprias roupas.
Quando as coxas de Catherine começaram a tremer violentamente, ela apertou os cabelos dele com tanta força que James quase gritou. Ela gozou com um urro baixo, abafado, o corpo inteiro se curvando no banco de veludo. Os fluidos quentes molharam o rosto dele.
James se afastou devagar, respirando pela boca, o rosto brilhando com o gosto dela. Ele olhou para cima. Catherine estava com o peito arfando, os olhos semiabertos, nublados de prazer absoluto. Ela olhou para o garoto de joelhos, com a boca suja e os olhos brilhando de adoração sádica.
Ela sorriu.
— Sobe aqui, meu Rei.
Foi a ordem final. A coleira tinha sido afrouxada.
James não se levantou civilizadamente. Ele rosnou, agarrou a própria calça de couro e desabotoou com brutalidade, chutando as botas para longe. O pau dele saltou para fora, vermelho, latejante, grosso e absurdamente duro depois de vinte e quatro horas de tortura e retenção.
Ele pulou no banco da frente, esmagando Catherine contra as peles de lobo. O espaço era apertado, os corpos se embolaram no escuro. Ela enlaçou as pernas ao redor da cintura dele na hora. Não houve beijo romântico. Não houve preliminares delicadas.
James guiou o cacete e cravou dentro dela com um único solavanco brutal.
O grito de Catherine foi engolido pela boca dele. James selou os lábios nos dela num beijo selvagem, violento, com gosto de vinho e sexo. A entrada foi justa, molhada, mas o choque da carne cruzando o último e mais sagrado dos tabus fez a cabeça dos dois explodir.
— Porra... — James rosnou contra os lábios dela, paralisado até a raiz. O calor lá dentro era absurdo. A sensação de estar finalmente, fisicamente, possuindo a mulher que governava a mente dele o fez chorar. Lágrimas grossas de alívio e luxúria caíram dos olhos do garoto.
— Vai, James... — ela murmurou no ouvido dele, a voz um ronronar demoníaco. As unhas dela arranhavam as costas largas dele, marcando o território. — Me fode. Afunda tudo. Apaga aqueles porcos de dentro de mim.
A carruagem passou por uma pedra, dando um solavanco, e James usou o impulso para estocar. E depois outra. E outra. O ritmo começou. O barulho de carne batendo, a respiração ofegante, o atrito úmido, tudo se misturava ao som monótono dos cavalos lá fora. O balanço do veículo tornava cada estocada imprevisível, mais profunda, mais desesperada.
James estava metendo como um condenado tentando cavar um túnel para fora do inferno. O suor pingava do nariz dele, caindo nos seios nus dela que haviam escapado do vestido rasgado.
— De quem você é? — Catherine exigia, arfando alto a cada choque do quadril dele, os seios balançando, os olhos revirados no escuro.
— Seu! — James grunhia, batendo nela com uma força ignorante. — Só seu, caralho!
— E de quem eu sou? — ela cravou as unhas nos ombros dele, exigindo.
— Minha! Você é a minha Rainha! Minha! — ele urrou, a cabeça girando num delírio possessivo, o ciúme virando combustível para a violência dos quadris dele.
Eles não duraram muito na primeira vez. A privação do garoto era grande demais. O nó na cabeça dele apertou até o limite. James sentiu os músculos se contraírem, a base do pau queimar como lava. Ele não recuou. Ele não tirou. Ele afundou o quadril o máximo que pôde, prensando Catherine contra o veludo vermelho, e gozou.
Ele urrou, um som gutural, jorrando a porra inteira bem no fundo dela, sentindo as paredes internas de Catherine apertarem o cacete dele enquanto ela tinha o próprio espasmo, acompanhando-o no clímax.
O peso do corpo de James desabou por cima dela. O silêncio na carruagem voltou, quebrado apenas pela respiração descompassada e destruída dos dois. Os corpos colados, ensopados de suor e líquidos, grudando no veludo caro e nas peles brancas.
Mas a viagem não acabou ali.
Trinta e seis horas é um inferno de tempo quando você está trancado numa caixa com a sua ruína e a sua obsessão.
O dia virou noite. A noite virou dia de novo. A carruagem balançava incessantemente, e lá dentro, a sanidade evaporou por completo. O cofre de madeira virou um casulo de loucura.
Eles secaram a ânfora de vinho. Transaram de novo no chão da carruagem, nos bancos, escorados nas portas enquanto a comitiva cavalgava do outro lado da fina camada de madeira. Entre os orgasmos, as mordidas e os cochilos exaustos embolados no luto e no veludo, Catherine fazia a mente dele.
No escuro, ela sussurrava no ouvido de James. Lavava a cabeça do garoto com megalomania pura.
"Aquele exército lá fora? São formigas, James. Nós podemos pisar em todos eles."
"As putas do Sul vão tentar abrir as pernas pra você amanhã. Elas são cheias de doenças. O sangue delas é ralo. É aguado. Só a mim você pode tocar."
"Você é um deus, James. E deuses não prestam contas aos ratos."
E James bebia cada palavra. Ele acreditava. Ele respirava o ar que ela exalava. A abstinência de uma vida inteira espiando pelas frestas tinha sido curada com uma overdose letal. O menino inseguro e envergonhado estava morto. A mente dele tinha sido quebrada, colada de novo com esperma e sangue, e forjada no formato exato que a Rainha queria.
Quando as trombetas soaram do lado de fora, anunciando a chegada, o sol já estava alto no segundo dia.
A carruagem estacou. O barulho de centenas de vozes murmurando, soldados se alinhando e estandartes balançando ao vento indicou que eles haviam chegado à fortaleza principal dos lordes do Sul. O comboio de trinta homens se abriu para dar passagem aos nobres locais, que formavam um comitê de boas-vindas reluzente em seda, ouro e sorrisos falsos de bajulação.
Dentro da carruagem, o ar cheirava pesadamente a sexo, vinho azedo e suor.
Catherine já estava pronta. Ela tinha se vestido milimetricamente, arrumado os cabelos perfeitos e baixado o véu negro de viúva sobre o rosto. Parecia uma santa recém-saída de um templo isolado.
James vestiu as calças de couro e o gibão de veludo escuro. Ele não tentou esconder a exaustão física, mas os olhos dele... os olhos não eram mais humanos. Eram poços escuros de um fanatismo maníaco. Ele não sentia vergonha do que fez naquelas trinta e seis horas. Ele se sentia invencível. Ele ajeitou a pesada coroa de ouro na cabeça.
A porta da carruagem foi puxada pelo lado de fora.
A luz do sol do meio-dia invadiu o cofre de veludo, cegando-os por um segundo.
Catherine desceu os degraus primeiro, com o Capitão da Guarda oferecendo a mão para ajudá-la. A multidão no pátio do castelo fez silêncio reverencial para a pobre viúva de luto.
E então, James apareceu na porta da carruagem.
O jovem Rei parou no batente. O vento bagunçou os cabelos escuros dele. Ele não sorriu. Não levantou a mão para saudar a multidão. Ele varreu os lordes do Sul com um olhar tão pesado, tão carregado de nojo, arrogância e ameaça silenciosa, que a temperatura do pátio inteiro caiu.
Ele não estava olhando para súditos ou aliados importantes. O Rei estava olhando para uma fazenda cheia de gado.
Os sorrisos dos lordes sulistas congelaram e morreram em seus rostos na mesma hora. O medo tomou conta do pátio. Eles esperavam bajular um garoto enlutado e frouxo, e estavam encarando de frente um monstro coroado.
A viagem acabou, mas o inferno... o inferno tinha acabado de chegar ao Sul.

CONTINUAÇÃO DE O Açougue, a Carruagem e o Batismo de Sangue



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Ficha do conto

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Nome do conto:
O Cofre de Veludo e o Batismo Pagão

Codigo do conto:
262073

Categoria:
Incesto

Data da Publicação:
15/05/2026

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