Esses dias atrás eu já estava pê da vida com Rodrigo, porque passa semana, entra semana e nada dele arrumar aquele cano da pia da cozinha que vivia pingando.
No domingo, acordei depois de um soninho da tarde e ouvi a voz de Rodrigo e de mais alguém na sala. Apareci do jeito que levantei. Calça de moletom, camiseta amarrotada, descabelada.
— Amor … lembra do Beto Cavalo? Ele veio dar uma olhada no encanamento. Essa semana lembrei que ele mexe com essas coisas.
Olhei pra ele estreitando os olhos, sem acreditar que tinha coragem de chamar alguém pra ver aquilo. Parecia tão simples.
— Oi, Beto! Desculpa pelos meus modos, viu — disse sorrindo. — Só um minutinho que já volto.
No quarto, vesti um vestidinho que é praticamente uma camisolinha, bem curtinha, de oncinha. E sem calcinha, sem sutiã, descalça, voltei à sala.
Nem preciso falar a cara que os dois fizeram. Rodrigo perdeu a fala, já Beto levantou na mesma hora.
— Não precisava se incomodar comigo, Taiane. — Ele estendeu a mão, eu segurei, e na ponta dos pés levei a mão ao ombro dele. Dei um beijinho que era pra pegar só no canto da boca, só pra provocar. Mas ele virou o rosto e acabou virando um selinho.
Olhei pra ele sapeca, descendo a mão pelo braço dele, sentindo os pelos.
— Como sempre a senhora tá muito bonita.
Minhas bochechas coraram, fiz uma carinha meiga, inocente mas nem tanto.
— Obrigada, Beto… mas “senhora” tá no céu.
Ele sorriu, parecia cego para tudo ao redor, me devorava dos pés à cabeça.
— Cheirosa também — murmurou, me puxando pela cintura. Subi as mãos pros ombros dele, e olha… queria ter visto a cara do meu marido, mas não deu. Beto me abraçou, me deixou na pontinha dos pés, a barba roçando no meu pescocinho arrancando arrepios safados.
E de repente ele relinchou. Igualzinho da outra vez, já escrevi sobre isso em outro conto.
Muita gente pensa que o apelido de Beto Cavalo é pelos atributos do pau dele, embora até poderia ser, mas não era. Ele tinha um tic. Quando excitado, relinchava feito cavalo.
Ele deslizou o rosto no meu, e logo nossas bocas se encontraram. Nos beijamos, as línguas se tocaram safadinhas. Eu puxava o vestido pra baixo, mas meu marido já tinha visto que eu estava sem calcinha, e o silêncio dele era meu deleite.
Aos poucos afastei Beto com a mão no peito e olhei para Rodrigo. Ele estava branco. Que delícia! Certamente com tesão e puto ao mesmo tempo.
Sentei e cruzei as pernas. Beto veio pro meu lado, me ajeitei de um jeito que deixava bem à mostra minhas coxas… e mais um pouco.
Começamos a conversar, nem falamos do cano. Perguntei por onde ele andava, contou que estava rodando pro Norte com o caminhão, mas queria dar um tempo das estradas.
No rosto de Rodrigo, aquele riso amarelo, respostas curtas, estava sem jeito. Pedi pra ele pegar uma cerveja pro Beto. Ele foi, e quando voltou, me encontrou no colo de Beto, rindo, pernas esticadas no sofá, segurando o colarinho da camisa dele. Peguei a cerveja da mão de Rodrigo, olhando bem nos olhos dele, e entreguei a Beto.
Beto estava diferente da última vez, mais atrevido. Deu uma talagada na cerveja, relinchou novamente e largou a cerveja na mesinha, botou a mão na minha coxa e foi subindo.
— Cês acreditam que tô há dois meses sem dar uma trepada?
Rodrigo engoliu seco, e a risadinha sem graça dele foi a cereja do bolo.
— Sério, Beto? — falei surpresa.
— Sério… — respondeu, já subindo a mão por baixo do vestido, que não cobria quase nada. — Você tem uma bela putinha em casa, hein Rodrigo… homem de sorte.
Ele puxou o vestido até me deixar peladinha.
— Porra… Beto… — Rodrigo ficou vermelho feito pimentão.
Sorri.
— Você sabia que seu marido ainda não me pagou aquela mudança que fiz de vocês?
— Não acredito! — Olhei para Rodrigo, fingindo braveza. — Você não pagou ele, amor?
— Não deu… fiquei enrolado… mas vou pagar.
Beto riu.
— Acho que sua mulher pode te ajudar a pagar um pedaço dessa dívida me dando bem gostoso.
— Claro que posso… — respondi. Me levantei, abri a calça dele e deixei o pau saltar. Enorme!
— Acho que agora entendi seu apelido — disse rindo safada, e punhetando ele provoquei — Olha mor… como ele é grande.
— Amor, não faz isso… — suplicou Rodrigo.
Mas já era tarde. Comecei a punhetar e logo levei pra boca. Chupei devagar, primeiro só a cabecinha, sentindo o gosto dele, provocando. A cada chupada olhava pra trás, querendo que Rodrigo visse o sorriso maldoso nos meus lábios. Depois afundei mais, engolindo o pauzão, lambendo, sugando, gemendo baixinho.
— Não tem jeito Rodrigo. Você nasceu pra ser corno meu amigo. — Beto ria, enquanto eu chupava. — Vou trazer meus ajudantes para cobrar essa dívida também.
— Pode trazer… — brinquei.
Rodrigo estava mudo. Eis que vi ele abrindo a calça, e puxando o pau para fora, começou a se masturbar.
Então subi no colo de Beto, de frente pra ele. Segurei seu pau e encaixei devagarinho na minha boceta molhada. Fui descendo aos poucos, sentindo cada centímetro me preencher. Arqueei as costas, fechei os olhos, gemendo baixinho. Olhei pra trás, sorrindo pro meu marido, querendo que ele visse como eu me deliciava. E com certeza de onde ele estava ele via aquela rola enorme entrando em mim.
Comecei a cavalgar lenta, rebolando no ritmo dele, sentindo a cabeça do pau roçar em cada cantinho dentro de mim. As mãos de Beto apertavam minha bunda, me puxando mais fundo. A cada estocada, meu corpo estremecia. O prazer vinha em ondas, me arrancando gemidos cada vez mais altos.
Ele me deu tapas no rosto, me chamou de putinha, mordia meus mamilos, chupava forte. Gozei mais de uma vez ali, sem pudor.
Depois mandou eu subir em Rodrigo, mas proibiu que eu sentasse no pau dele. Obedeci. Subi no colo do meu marido, de frente pra ele, e empinei quando Beto ordenou. Ele cuspiu no meu cuzinho e avisou:
— Vou comer a bunda da sua mulher agora, Rodrigo.
Enfiou quase tudo de uma vez, me arrancando um gritinho de dor e tesão. A sensação era intensa, ardida, deliciosa. Ele socava forte, me segurava pelos cabelos, me beijava enquanto enfiava até o fundo. E relinchava. Era muito engraçado aquilo.
E então senti um jato quente na minha barriga. Rodrigo gozou.
Sorri pra ele, satisfeita, enquanto ainda gemia com as estocadas de Beto, que gozou dentro do meu cuzinho logo depois.
O silêncio tomou conta. Beto terminou a cerveja, eu me joguei no sofá ao lado do Rodrigo.
— Coloca o vestido e vem cá — ele me chamou. Depois olhou pro meu marido: — Quero que algum vizinho veja que tô pegando sua mulher.
Beto ria com uma maldade estampada na cara.
Que raiva era aquela de Rodrigo?
Coloquei o vestido e o acompanhei. No corredor do prédio, encostada na parede, Beto me beijava sem disfarçar. Ouvi passos, portas abrindo e fechando. Acho que pelo menos uns dois ou três vizinhos, viram. A sorte é que nos mudamos recentemente, poucos nos conhecem, mas nos veem, sabem que somos casados.
Quando voltei, deitei sobre ele no sofá, afaguei seu rosto, nos beijamos. Ele ligou a TV e continuamos a assistir nossa série favorita.
Não tocamos no assunto.
Agi muito mal? O que vocês acham? Gostaria de agradecer os comentários, e-mails, mensagens no Teams que recebo. A vida anda bem corrida, não consigo às vezes dar aquela atenção que vocês merecem, mas aos poucos vamos nos conhecendo e fantasiando.
Beijos,
Taiane