Nunca gostei de gente puxa-saco. Lá na empresa inventaram um painel de elogios, com funcionários elogiados por outros colaboradores. Sou do RH, mas essa ideia não passou pela minha mão. Na verdade eu nem gosto, porque é a porta perfeita pra vigarice. E não deu outra. Mês vai, mês vem, e quem estava sempre lá? Leonardo Severus. Ou só Severus, como todo mundo chamava. — Você viu quem apareceu no painel de novo? — perguntou Ângela enquanto eu pegava um cafezinho no coffee-break. — Rum… deixa eu adivinhar, o chupa-bolas do Severus. Rimos. — Ele deve ter alguma coisa com o chefe. — Com o Vicente? Não. Vicente é tão… — Ângela me cortou: — Macho gostoso. Caímos na risada. Mais tarde, vi o Vicente passando perto da minha mesa. Ele parecia bravo, mas absurdamente sexy. As mangas da camisa dobradas, o peitoral marcando o tecido, a postura de homem que sabe que é desejado. Me peguei imaginando coisas indecentes com ele, chupando ele ali mesmo debaixo da mesa. Acho que minha imaginação veio tão forte que o perfume dele simplesmente tomou conta da minha mesa. — Buuu. Quase pulei da cadeira. Ele estava ali, inclinado, a boca tão perto da minha que dava pra sentir o calor. — Estava longe, hein? — Nem tanto assim. O olhar dele desceu pelo meu corpo. Eu queria estar com um vestidinho pra provocar mais, mas estava de jeans justo e salto alto. Mesmo assim, senti que tinha capturado a atenção dele. Meu rosto ficou quente. — Vim pedir pra você abrir o processo de promoção do Severus. Olhei pra ele irritada. — O Se… Severus? — É. Eu sei, estranho. Ele é bem danadinho. Coloquei a mão na boca pra não rir. — Eu e Ângela já estávamos desconfiando que ele anda te fazendo agrados. — Jamais. Você sabe que muito bem que eu gosto é de boceta. Ele encostou a boca na minha e me beijou ali mesmo, na minha mesa. Meu corpo reagiu na hora, fiquei molhadinha. — Calma, aqui não. Não quero te prejudicar, Vicente. — Vou te contar um segredo. Já peguei o Severus chupando o homem. — Mentira… — Sim. Por isso ele vive no painel de elogios. Deve chupar bem. — Ah, só podia mesmo — falei, rindo abismada. Talvez nem tanto. — Agora vamos lá pra minha sala. Tô louco pra te foder. Peguei meu celular e levantei. Passei pela Ângela, que só levantou a sobrancelha com um sorriso malicioso. Na sala, Vicente fechou a porta e veio me beijando do jeito mais possessivo possível. Uma mão nas minhas costas, a outra apertando minha cintura. Meu corpo inteiro respondeu de imediato. — Anda tão comportadinha… cadê seus vestidinhos? — Mudando um pouco. Ele abriu meu jeans e desceu a calça. Tirei os saltos. Beijei ele sem parar. Em instantes eu estava peladinha, apoiada de quatro na mesa dele. Vicente me pegava por trás com força, batendo a cintura na minha com vontade, metendo fundo na minha bocetinha. Ele me entregou o celular e pediu pra eu ligar pro meu marido. Era o tipo de coisa que deixava ele ainda mais aceso. Ele adorava fazer aquilo. — Oi, amor… Enquanto eu falava com Rodrigo, Vicente entrava com força, puxando meu cabelo às vezes, me beijando com estalinhos altos só pra provocar. E Rodrigo… ah, tenho certeza de que sabia. Não com quem, mas sabia que a esposinha dele estava ocupada sendo comida. — Diz que ama ele — sussurrou enquanto encaixava no meu buraquinho. Não consegui segurar o gemido. — Ah, mor… desculpa… prendi meu dedo aqui na porta. — Vadia… — disse Vicente, rindo. Ele estava cada vez mais ousado. Tive que desligar. Mas Rodrigo voltou a ligar, eu não atendi. Ele Insistiu. — Atende o corno. Atendi com a voz falhando, as pernas tremendo, porque Vicente metia tão forte que parecia me tirar do chão. — Amor, eu te ligo depois… meu chefe tá pedindo minha atenção. Do outro lado, ouvi um abafado “Deixa o celular ligado…” Fingi desligar e deixei de tela pra baixo. — Ahnn… me fode… — Adoro quando você fala com o corno… isso me deixa maluco. Quero conhecer ele qualquer dia. Ele puxou meu cabelo e gozou fundo, enchendo meu cuzinho. — Sua putinha. O tapa que ele deu na minha bunda ecoou no escritório inteiro. Depois disso ele ainda me levou pra poltrona dele, cavalguei gostoso. Ficamos um bom tempo ali nos curtindo. Acho que uns trinta minutos depois, saí da sala. Tentando recuperar o mínimo de compostura. Não olhei pra ninguém. Sentei quietinha na minha mesa e, no fim das contas, tive mesmo que dar entrada na promoção do Severus. Fazer o que né? Aqui é Brasil. O que acharam? Qualquer semelhança é pura coincidência. Dedico esse conto ao meu atual autor preferido, amante de fantasias e fantasias, Vicente Braga. Lembrei daquela nossa conversa sobre o Clímax, e resolvi escrever esse conto. Espero que goste rs rs….
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