Olá, taradinhos!
Obrigada a todo mundo que me mandou e-mail, perguntou se eu tinha sumido, cobrou conto novo. Eu sei, deixei muita mensagem sem resposta. A verdade é que minha vida virou do avesso nesses últimos tempos.
Quem me acompanha já sabe que eu fui casada com o Rodrigo. A gente se separou. Ele me pegou dando pro primo dele, e logo aquele que ele mais odiava.
Cada um foi pro seu lado, e sabe qual é a grande novidade?
Estou noiva!! kkk
Já fazia um tempo que eu tava saindo com um rapaz do trabalho, o João Pedro. E não foi só pegação, não. Xonei mesmo, rs. Daquelas coisas que a gente jura que não vai acontecer… quando vê, já aconteceu.
Mas vocês me conhecem, né? Mudou o relacionamento, mudou o status, mas eu continuo a mesma de sempre, rs. Pra completar, nosso namoro é segredo lá no trabalho. A empresa não permite casal trabalhando junto, então a gente vive nessa de disfarçar, trocar olhares, mensagem escondida… aquela tensão gostosa de não poder dar bandeira.
E vocês já sabem… quando eu começo assim, coisa boa não vem sozinha.
Tem um cara que trabalha lá, o Cleiton. Todo mundo acha que eu já dei pra ele. Mas não. Claro que ele já tentou, e sim, já rolou uns beijinhos aqui e ali, mas nunca passou disso.
Gosto demais dele. Sempre de bom humor, tem aquele jeito safado sem ser inconveniente, do jeitinho que eu amo. Uma vez meu próprio noivo soltou pra mim:
— Nossa sorte é que todo mundo acha que você tem algo com o Cleiton.
Eu só fiz um “uhmm, uhmm” e ri por dentro.
Numa quinta-feira a galera resolveu emendar um happy hour depois do expediente. E pra piorar, meu chefe foi junto. Justamente quem a gente ainda precisava continuar enganando.
Tava todo mundo lá. Um barzinho simples, mesa na calçada, cerveja suando na mesa. E eu era a única mulher naquele dia. Logo eu, né? kkk
Eu tava de mini saia jeans, sandália de saltinho e uma blusinha branca de alcinha. Bem básica… só que nem tanto.
João estava sentado na ponta da mesa. Bebendo, rindo, conversando… e me olhando. A gente trocava aquelas risadinhas discretas.
Ele fingia que estava tudo normal, mas meu chefe e o Ricardo, do outro lado da mesa, simplesmente não tiravam os olhos das minhas pernas. E eu sei muito bem que dava pra ver minha calcinha. Vermelha. De renda. Minúscula.
Eu cruzava e descruzava as pernas fingindo que era sem querer… mas não era.
Só vi o sorriso do João sumir quando o André, conhecido por ser pegador, aproveitou que o Cleiton e meu chefe levantaram pra fumar e chegou no meu ouvido dizendo que eu tava demais.
A barba dele encostou no meu pescoço e eu me arrepiei inteira. Virei o rosto quase sem pensar e ele colou a boca na minha. Beijei sim, por um segundo. Depois coloquei a mão no peito dele e o empurrei.
— Tá doido! — mostrei a mão. Só eu usava aliança, o João não. — Sou noiva.
Levantei como se estivesse brava e fui pra perto do Cleiton e do meu chefe, que fumavam mais perto da rua. Nem olhei pro João. Ele ficou lá com Danilo e o Alencar.
Ah… o Alencar. Um dia eu conto essa história direito. Já beijei o Alencar peladinha lá na empresa. Ele tem mais de 60 anos, fofíssimo. Conversa vai, conversa vem… quando vi, estava sem roupa rindo nos braços dele. Mas isso é outro capítulo, kkk.
Se concentra, Taiane!
Fiquei ali conversando com o Cleiton e meu chefe. Depois voltamos pra perto da mesa, mas ficamos em pé, entretidos na conversa.
Até que, do nada, Cleiton me puxou pela cintura. Eu parei e coloquei a mão no peito dele, mantendo uma distância segura.
— Eu vi, viu… aquele sujeitinho querendo mexer na minha gaveta.
Eu ri.
— Que gaveta, menino? Tá doido?
Ele chegou mais perto. Eu não me afastei.
Segurei o queixo dele.
— Se comporte, viu…
— Ele tá olhando pra gente puto da vida.
Mordi o lábio. Minha vontade era perguntar “E o João?”. Mas nem precisei.
— João tá com uma cara de bunda — ele falou rindo. — Acho que ele é apaixonadinho por você. Mas não chega junto… então sinto muito.
E veio confiante, encostando a boca na minha. Me arrepiei todinha. Correspondi. As línguas se tocaram, o beijo foi ficando quente… quando senti que ia perder o controle, parei.
— Não… — falei rindo, mas continuei ali.
— Que dia você vai admitir que é louca pra dar pra mim?
— Nunca! Seu safado!
Bati de leve no peito dele, rindo. Sentindo ainda a mão firme na minha cintura.
Ele me encostou num carro parado ali na calçada. E foi aí que eu vi o João. De longe. Tenso, suando frio.
Nesse segundo em que me distraí olhando pra ele, Cleiton segurou meu rosto e me beijou de novo. Forte.
A coisa complicou quando senti a mão dele subindo por baixo da minha saia. Os dedos encontraram minha calcinha. O riso baixo que ele soltou ao perceber o quanto estava molhada me deixou vermelha na hora.
Empurrei ele e me afastei. Voltamos pra mesa.
Na hora de ir embora, saí com o João. Todo mundo sabia que eu pegava carona com ele, e era verdade. Desde antes da gente assumir qualquer coisa, ele já me deixava em casa.
No carro, ele falou. Falou tudo que tava engasgado. Eu deixei. Ele tinha razão.
A gente se entendeu.
E naquela noite… ele me pegou com vontade. Com força. Com uma mistura de raiva e desejo que me deixou sem fôlego.
E olha… que delícia.
Espero que tenham gostado das novidades.
Beijos
Taiane