O Homem Que Lia Meus Contos Apareceu na Minha Sala

Eu mesma não acreditava que tinha criado toda aquela situação. Como alguns sabem, sou bem reservada, não costumo misturar minha vida real com essa faceta secreta de escritora de contos ou de fantasiar com os safadinhos de plantão na internet.
Mas às vezes não resisto. Acabo quebrando minha própria regra.
Não faz muito tempo, comecei a receber e-mails bem interessantes de um homem que realmente lia meus contos. Ele comentava, dizia o que mais gostava, o que excitava… e eu achava isso incrível. Uma troca de verdade. Porque, vamos combinar, a maioria dos e-mails eu nem respondo.
Na maior parte das vezes, são uns caras que soltam um “Oi, gostosa, quero te conhecer” e acham que eu vou sair dando pra qualquer um. E ainda tem os carentes, que vivem mandando foto do pau sem eu pedir, sem criar nem um mínimo de laço. Acredito que sejam frustrados, precisando de alguém que fique bajulando e endeusando o pau deles.
Enfim…
Em pouco tempo, acabei sabendo bastante coisa sobre ele. Já ele, quase nada sobre mim. Sou dura na queda. Como já disse, não quero misturar as coisas. Mas um dia, conversando sobre assuntos banais, comentei que estava pensando em mudar um pouco o apartamento. Queria montar um bar, com uma adega bonitinha, e já pesquisava empresas que trabalham com bancadas de granito, mármore ou quartzo.
E para minha surpresa… adivinha com o que ele trabalhava? Exatamente com isso. Olha como o destino é caprichoso, parece que a luxúria adora me perseguir.
Ele passou o contato e fiquei uns três dias remoendo aquela ideia, até que decidi. Pedi para Rodrigo, meu marido, ligar para ele e marcar um dia para fazer a avaliação. No instante em que o Rodrigo pegou o telefone, eu estava na sala assistindo TV e comecei a rir sozinha, já fantasiando mil coisas. Lembro até que naquela noite tive um sonho safado: Rodrigo me flagrava cavalgando no pau dele bem ali no sofá de casa.
Chegado o dia, a campainha tocou. Rodrigo foi atender. Eu aproveitei para tomar um banho e fingir que estava alheia à visita. Quando saí do banheiro, dei um “descuidinho” calculado: estava de camisola curtinha, descalça, sem calcinha e sem sutiã.
— Ops… — soltei, entrando na sala como se fosse por acaso.
Os dois me olharam. Mas o Renner, esse era o nome dele, me devorou lentamente da cabeça aos pés.
— Oi, amor. Esse é o Renner, ele veio fazer o orçamento — apresentou Rodrigo. — Mas não sei não, viu… parece que vai ficar muito caro isso.
Me aproximei, estendi a mão para ele. Olhos nos olhos, ele segurou a minha mão, mas sua voz demorou um pouco para sair depois que me apresentei. Só então se recompôs, se apresentou e começamos a discutir como seria o projeto.
Em certo momento, ele começou a pegar umas medidas, se abaixou, e eu me aproximava sempre chamando atenção para onde exatamente queria tal coisa… mas, no fundo, eu só queria dar uma visão privilegiada a ele.
Eu estava adorando aquilo tudo. Num dado momento, acabei soltando um riso sem querer olhando para os dois: ambos estavam de pau duro! Disfarcei, pedindo desculpa, dizendo que havia lembrado de uma coisa. Rimos juntos e Renner nos mostrou alguns exemplos num catálogo que carregava.
Um tempinho depois, a conversa ficou mais trivial. Renner, todo comunicativo, contava histórias engraçadas de casais que discordavam sobre reformas e ele no meio da confusão. Nos fazia rir, e eu comecei a ficar mais solta. Ria, comentava, e sempre arrumava um jeitinho de tocar o braço dele. E ele, por sua vez, também começou a se soltar, até que numa hora simplesmente disse:
— Gostei desse seu perfume.
Joguei o cabelo de lado, deixando o pescocinho à mostra, e me aproximei dele.
— Gostoso, né? Senti de pertinho…
Oferecida eu? Imagina. A mão dele veio na minha cintura e me apertou de um jeito que quase me fez soltar um gemido no ouvido dele.
Por cima dos ombros dele, olhei para Rodrigo. Nossos olhares se encontraram, cúmplices.
— Esse é aquele perfume que você me deu de aniversário, amor?
— Esse mesmo — respondi, me aconchegando no corpo de Renner, sorrindo e mordiscando os lábios, olhando para meu marido.
— Você tem bom gosto, Rodrigo — disse Renner.
Girei o corpo, ainda permitindo que a mão dele permanecesse em mim. Minha bunda roçou no volume dentro da calça dele, me deixando acesa na hora.
— Então, Renner, quero saber do desconto pra gente — falou Rodrigo.
— Meu preço é justo, Rodrigo… mas, olha, você precisa fazer uma mulher dessa feliz.
Sorri e completei:
— Tá vendo, amor? — e me encostei ainda mais em Renner, sentindo o pau dele pressionar minha bunda.
Rodrigo fez cara de ciúme, mas eu já conhecia aquele olhar. Não era raiva, era tesão disfarçado.
— Não sei não, viu… não estou gostando nada disso — disse ele, mas sem se mover para me afastar.
Me afastei com um sorriso maroto.
— Vou preparar um café enquanto vocês combinam. — Me aproximei de Rodrigo, dei um selinho nele e fui para a cozinha.
Quando voltei, coloquei a garrafa na mesinha e me sentei no sofá de frente para ele, ao lado do meu marido. Cruzei as pernas, deixando a camisola subir um pouco mais. A cada movimento, dava a Renner uma visão privilegiada da minha bocetinha sem calcinha. Fingindo inocência, eu me inclinava para servir o café, e percebia como ele mal piscava, totalmente vidrado.
Rodrigo e ele até tentaram conversar sobre futebol, mas eu sabia que nenhum dos dois estava prestando muita atenção. Renner, principalmente, não conseguia disfarçar.
Até que Rodrigo se levantou:
— Me deem licença, preciso resolver um negócio rapidinho.
— Ai credo, amor! — provoquei.
— Ué, dessa vez eu não falei que ia cagar!
Rimos, mas quando ouvimos a porta do banheiro bater, o clima mudou na hora. Renner me olhou fixo, os olhos queimando de desejo.
— Não acredito… é você mesma…
Coloquei um dedo na boca, pedindo silêncio. Me sentei no colo dele, de frente, sentindo aquele pau enorme já pulsando contra mim por dentro da calça e suas mãos subindo por minhas coxas.
— Ele não sabe de nada. Nem sonha com minha vida secreta na internet.
Renner sorriu e, no instante seguinte, nossos lábios se encontraram. O beijo foi ficando mais profundo.
— Não temos muito tempo.
— Pelo tempo que meu marido costuma demorar, eu diria que temos todo o tempo do mundo.
— Prefiro não perder tempo.
Ele abriu a calça sem pensar duas vezes.
— Minha nossa… — sussurrei ao ver aquela jamanta. Que pau era aquele!
Me encaixei, gemendo baixinho:
— Ahnnn… — fechei os olhos sentindo ele me preencher todinha. Quase gargalhei de tesão.
— O que foi?
— Nada… quando estou excitada, costumo rir à toa.
Que nada! Esse riso foi porque no reflexo do vidro da varanda, vi Rodrigo escondido, agachado no corredor, nos espionando. Estava ali, vendo o pau do Renner sumindo dentro da boceta da esposinha.
— Você não faz ideia do quanto eu sonhei com isso… — ele murmurou contra a minha boca, me mordendo o queixo, descendo para o meu pescoço.
Comecei a cavalgar forte, me esfregando nele, louca. Renner me deu uns tapas, me chamou de putinha e apertou meu pescoço.
— Tá lendo os contos mesmo, hein… — provoquei, arfando.
— Aquele do taxista foi demais — sussurrou no meu ouvido. — Mas eu queria mesmo era estar no meio daquela molecada que te fodeu.
Rimos, entre beijos molhados e cheios de tesão. Ele chupava meus peitos com desespero, fome. Eu gemia, cavalgava forte, entregue, e gozei quase junto com ele. A camisola já estava toda erguida, e eu fico a imaginar a visão de Rodrigo, me vendo naquele pau enorme esporrando dentro de mim. Admito que fico excitada só de pensar nisso, é sujo, proibido e eu gosto.
Quando Rodrigo voltou à sala, estávamos comportadinhos, cada um em um sofá, rindo e conversando.
— Esqueceu de dar a descarga de novo, né, Rodrigo!
— Puts…
Rimos, e Renner logo se despediu. Na porta, Rodrigo apertou sua mão. Eu, safada, aproveitei o distanciamento do meu marido para me aproximar de Renner no corredor.
— Adorei te conhecer, Renner… — sussurrei, grudando meu corpo no dele e roubando um beijo estalado que ecoou pelo vazio.
Renner tinha um jeito de me tratar que eu adorava: inocente e safado ao mesmo tempo. Ele não era sem noção, como alguns com quem me decepcionei ao dar chance a algo mais. Parecia de confiança, não me deixou com medo, e agora não paro de pensar em passar um tempo só nós dois, sem interrupções, sem pressa. Durante o beijo, pensei em tudo isso e, quando percebi, o safado já havia feito a camisola deslizar pelo corpo, me deixando peladinha ali.
Fechei a porta sorrindo e me vesti. Rodrigo já estava sentado, assistindo TV.
— Muito caro esse seu amigo aí.
— Então vamos precisar de outros orçamentos… — falei com malícia, me inclinando para pegar as xícaras, fazendo questão que visse o sêmen escorrer da minha bocetinha.
Eu ouvi ele engolir em seco. Sorri.
— Pelo menos uns três orçamentos diferentes… pode agendar as visitas, mas eu quero estar aqui. Esses caras são muito ligeiros.
— Tudo bem, gatinho… — brinquei, dei um selinho nele. — Pode ficar tranquilo, só com você aqui.
Então fui pra cozinha feliz da vida.
Renner, esse conto é dedicado a você. Espero que tenha gostado da transcrição do que foi aquele dia… eu amei! Olha, esse é um dos contos que mais gostei de escrever, mais me senti inspirada. Obrigada!
Beijos…
Taiane

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Ficha do conto

Foto Perfil taiane
taiane

Nome do conto:
O Homem Que Lia Meus Contos Apareceu na Minha Sala

Codigo do conto:
269144

Categoria:
Traição/Corno

Data da Publicação:
04/08/2026

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