Meu primo Bartez sempre foi tranqueira. Desde moleque vivia metido em confusão. Os pais acabaram sendo forçados a ir pro interior, arrumaram serviço num sítio e levaram ele embora. Na primeira visita que fizemos, ele já tinha uma ganguezinha. Roubavam tudo o que dava pra carregar. Não demorou pra polícia aparecer. Ficou dois dias na cana. Pareceu que aprendeu. Minha tia conseguiu metê-lo na igreja, ele arrumou emprego, voltou a estudar. Mudou.
Na festa de 18 anos de casamento dos meus tios ele me apresentou a Marcela. Morena de 18 anos, pernas grossas, peitos médios, sorriso lindo. Namorada dele. Conversei um pouco com a menina. Contou que vivia com uma tia velha, os pais já tinham morrido, e dava pra ver a tristeza no fundo dos olhos. Depois ele voltou e os dois sumiram pela festa.
Mais tarde, eu e uma prima estávamos no bosque quando ouvimos choro. Vimos Marcela encostada numa árvore e Bartez metendo forte nela. Ela chorava, dizia que o cuzinho doía, ele dava tapa e continuava. Saímos quietos.
Meses depois veio a notícia: Marcela grávida. A tia botou ela e a irmã pra rua. Minha tia acolheu os dois numa casinha nos fundos. Casaram só no cartório. Quando visitei, já descobri que Bartez estava com outra. A vida deles sempre foi assim: instável, cheia de susto. Ele até melhorou por um tempo, alugou casa na cidade, conseguiu emprego. Já tinham três filhas e Marcela ainda não tinha 20 anos.
Até que, perto do aniversário de 14 anos da mais velha, Marcela me ligou chorando. Bartez tinha sido preso. Fui correndo. Na delegacia o delegado explicou: pegaram ele e mais dois roubando combustível da própria empresa. Investigação antiga. Como advogado tentei acordo, mas a notícia já tinha rodado. Transferiram ele pro presídio.
Depois alguém armado apareceu na casa dela cobrando o dinheiro do roubo. Fui de novo. As quatro me abraçaram assustadas. Fui com Marcela ao presídio. Bartez confessou que tinham roubado muito, mas o dinheiro estava com um parceiro que sumiu. E ele, lá dentro, estava virando marmita. Pediu direto:
— Jay, leva elas embora. Some com elas. Não deixa mais virem me ver.
Levei Marcela, Helena e as três meninas pra longe. Consegui um emprego de secretária pra Marcela no meu escritório. Ela chegou magra, olheiras profundas, mas o corpo ainda era o mesmo: peitos médios, cintura fina, bunda pesada que o Bartez nunca soube cuidar.
Uma tarde de chuva forte eu a vi saindo do ponto de ônibus, sem guarda-chuva, a camisa branca colada no corpo, os seios marcados, o cabelo grudado no pescoço. Parei o carro.
— Sobe. Vou te deixar em casa.
Ela entrou molhada, quieta, olhando pela janela. A tristeza pesava. Dirigimos em silêncio por alguns minutos até que ela falou baixo:
— Às vezes acho que nunca vou sair dessa. Que a gente só sobrevive… nunca vive de verdade.
Pareei o carro numa rua vazia. Olhei pra ela. Os olhos dela estavam vermelhos. Sem pensar muito, passei a mão no rosto molhado dela e a beijei. Foi um beijo lento, de quem precisa. Ela correspondou logo, a boca quente, o corpo se inclinando pra mim. O beijo foi crescendo, mãos nos cabelos, respiração ofegante. Quando nos separamos, ela sussurrou:
— Não quero ir pra casa ainda.
Levei ela pra um drive-in antigo na saída da cidade, daqueles que quase não existem mais. Estava quase vazio por causa da chuva. Estacionei longe dos poucos carros. A chuva batia no teto. Marcela olhou pra mim e, sem dizer nada, saiu do carro. Fui atrás. Ficamos em pé, entre o carro e a tela escura, a chuva caindo em nós dois. Beijei ela de novo, agora com fome. Passei as mãos por baixo da camisa molhada, senti os peitos sem sutiã, os mamilos duros. Ela gemeu baixinho quando apertei.
Abaixei a calça dela junto com a calcinha. A bunda pesada apareceu, a buceta já molhada. Virei ela de frente pro carro, a fiz apoiar as mãos no capô e enfiei de uma vez. Apertada, quente, ela gritou com a cara virada de lado, a chuva escorrendo pelo rosto.
— Mete… mete forte… me usa…
Agarrei o cabelo molhado, puxei a cabeça pra trás e meti fundo, batendo a bunda nela com força. Palmadas molhadas, o barulho misturado com a chuva. Ela empurrava pra trás, gemendo alto, pedindo mais.
— Me trata como puta… me chama de vadia… fode essa buceta que o Bartez nunca soube usar direito…
Gozei dentro dela, fundo, segurando os quadris com força. Ela tremeu, gozou também, as pernas bambas. Ficamos ali um tempo, ainda encaixados, a chuva caindo em nós. Quando saí, ela se virou, ajoelhou-se na grama molhada e limpou meu pau com a boca, chupando devagar, engolindo o que escorria, olhando pra cima como se tivesse encontrado o lugar dela.
No caminho de volta ela ficou quieta, a mão na minha coxa. Quando chegamos perto da casa dela, falou:
— Eu quero te servir. Do jeito que você gostar. Posso ser sua. Submissa. Do jeito que você mandar.
A partir daquela noite ela passou a me procurar. Não no escritório. Em casa, depois do trabalho, ou quando eu a buscava. Chegava, tirava a roupa sem eu pedir, ajoelhava e esperava. Chupava meu pau até eu gozar na boca e engolia tudo. Quando eu queria, ficava de quatro no sofá ou na cama e deixava eu usar a buceta ou o cu do jeito que eu quisesse. Gemia quando eu puxava o cabelo, quando dava tapa, quando xingava. Pedía pra eu falar que ela era minha putinha, minha escrava de casada. E depois, ainda ajoelhada, limpava tudo com a língua, beijava a cabeça do pau e perguntava, baixa e obediente:
— Foi bom, dono? Quer de novo?
Eu tinha salvado a família do meu primo. E, sem querer, ganhado uma mulher que finalmente encontrou alguém pra se entregar de verdade.




