Segunda-feira passou devagar pra caralho. Na obra, Hugo me tratou como sempre: seco, profissional, mandando eu medir isso, conferir aquilo. Mas os olhares eram diferentes. Mais longos. Mais pesados. Uma vez, quando ninguém estava olhando, ele passou por mim no corredor da sede e a mão dele roçou na minha bunda de leve, só a ponta dos dedos. Eu quase gemo ali mesmo.
O expediente terminou às dezoito. O tio Felipe ainda estava em São Paulo. A sede foi esvaziando. Quando o último funcionário saiu, Hugo trancou a porta da frente e veio até o escritório onde eu estava fingindo revisar uma planilha.
Ele parou na porta, a camisa polo preta já um pouco suada, a calça jeans marcada. Os olhos dele estavam escuros.
— Fecha as cortinas — falou baixo.
Eu fechei. Quando me virei, ele já tinha se aproximado. Ficamos a menos de um metro. O cheiro dele me bateu forte: suor limpo, perfume residual, macho.
— Eu não dormi direito desde sexta — confessou ele, a voz rouca. — Fiquei pensando em você. No que a gente fez. No que eu quero fazer de novo.
— Eu também — respondi.
Ele deu um passo à frente. A mão grande subiu e tocou meu rosto, o polegar passando pelo meu lábio inferior. O toque era hesitante, como se ele ainda estivesse testando se podia.
— Eu quero te beijar — murmurou. — Mas eu nunca beijei homem. Não sei se… se eu vou saber.
— Então aprende comigo.
Eu me inclinei. Ele não recuou. Nossas bocas se encontraram devagar, quase com medo. O primeiro contato foi só lábios, secos, quentes. Hugo soltou um suspiro contra minha boca, como se tivesse segurado a respiração o tempo todo. Depois a língua dele apareceu, tímida no começo, lambendo meu lábio inferior. Eu abri a boca e o beijo aprofundou.
Porra. Ele beijava como homem. Forte, dominante, mesmo na insegurança. A língua dele explorou a minha, quente, úmida, e a mão dele desceu pro meu pescoço, apertando de leve. Eu gemi no beijo. Ele respondeu com outro gemido, mais grave, e me empurrou de leve contra a mesa.
O beijo ficou mais molhado, mais urgente. Hugo mordeu meu lábio inferior, puxou, depois chupou. Eu passei as mãos pelas costas largas dele, sentindo os músculos tensos por baixo da polo. Ele se colou em mim, o volume duro da calça jeans pressionando contra o meu.
— Porra… — ele respirou contra minha boca. — Seu gosto… caralho.
Ele beijou de novo, mais fundo, a língua entrando e saindo como se já estivesse me fodendo. Eu retribuí com a mesma intensidade, chupando a língua dele, mordendo de leve. As mãos dele desceram pela minha cintura, apertaram minha bunda por cima da calça e me puxaram contra o pau dele.
— Tá duro pra caralho — ele murmurou entre beijos. — Desde que eu te vi hoje de manhã.
— Eu também.
Ele se afastou só o suficiente pra tirar a própria camisa polo. O peitoral peludo apareceu, suado, os mamilos escuros já duros. Eu passei a mão no peito dele, sentindo os pelos, os músculos. Hugo soltou um gemido baixo quando meus dedos roçaram nos mamilos.
— Tira a sua — ordenou.
Tirei a camisa. Ele olhou meu peito definido, passou a mão aberta de cima a baixo, o polegar roçando meu mamilo. Depois se inclinou e beijou meu pescoço, chupando a pele, mordendo de leve. Eu joguei a cabeça pra trás, gemendo.
— Hugo…
— Calado. Deixa eu te sentir.
A boca dele desceu pelo meu peito, beijou o mamilo, chupou. A língua quente girou em volta, e eu arqueei as costas. Ele desceu mais, beijando a barriga, a linha do V, até chegar no cinto. Ajoelhou na minha frente, olhou pra cima uma última vez — ainda com aquele resto de insegurança nos olhos — e abriu minha calça.
Puxou o jeans e a cueca juntos. Meu pau pulou pra fora, duro, latejando, a cabeça já molhada de pré-gozo. Hugo olhou, engoliu em seco.
— É diferente — murmurou. — Mas… caralho. É bonito.
Ele não pediu permissão. Só inclinou a cabeça e passou a língua de baixo até a cabeça, lento, experimentando. Eu soltei um gemido alto. A língua dele era quente, áspera de leve, e quando ele chupou a cabeça eu quase gozei ali mesmo.
— Porra, Hugo…
Ele engoliu mais, inexperiente mas determinado. A boca apertada, a língua pressionando a veia de baixo. Eu enfiei a mão no cabelo grisalho dele, sem forçar, só sentindo. Hugo subiu e desceu, babando, fazendo barulho molhado. De vez em quando parava, beijava a lateral do pau, chupava as bolas, depois voltava pra cabeça.
— Seu gosto… — ele falou com a boca cheia. — Tá me deixando louco.
Ele chupou mais fundo, engasgou de leve, mas não parou. Eu rebolava os quadris, metendo devagar na boca dele. Hugo aceitou, a mão na minha coxa, a outra apertando minha bunda.
Depois de uns minutos ele se levantou, a boca vermelha, os lábios brilhando de saliva e pré-gozo. Me beijou de novo, forte, me fazendo provar meu próprio gosto na língua dele. O beijo foi molhado, sujo, delicioso.
— Agora eu — ele falou contra minha boca. — Quero que você me chupe. Quero sentir sua garganta de novo.
Eu ajoelhei. Abri a calça jeans dele com pressa. A cueca boxer preta estava manchada. Puxei pra baixo. O pau grosso, venoso, 19 cm, curvado pra cima, a cabeça rosada inchada e molhada. O cheiro dele subiu forte, macho puro, suor e tesão.
Eu lambi da base até a ponta, devagar, olhando pra ele. Hugo soltou um gemido rouco, a mão no meu cabelo.
— Isso… assim…
Engoli a cabeça, girei a língua na fenda, suguei o pré-gozo salgado. Depois desci mais, relaxando a garganta, até sentir ele bater no fundo. Hugo gemeu alto, as coxas tremendo.
— Porra, Matheus… sua boca…
Eu subi e desci, babando tudo, fazendo barulho. Chupei as bolas, lambia a base, voltava pra cabeça. Hugo metia os quadris de leve, fodendo minha boca com cuidado no começo, depois com mais vontade.
— Olha pra mim — ele ordenou.
Eu olhei. Os olhos dele estavam escuros, a boca entreaberta, a respiração pesada. Ele passou o polegar no meu lábio esticado em volta do pau dele.
— Você fica tão safado assim… caralho. Eu nunca imaginei que ia gostar tanto de ver um homem me chupando.
Eu chupei mais fundo em resposta. Hugo gemeu e me puxou pelo cabelo, me fazendo levantar. Me beijou de novo, a língua invadindo minha boca, o gosto dos dois misturados.
— Sobe na mesa — falou baixo. — De quatro. Quero te comer olhando sua cara no reflexo da janela.
Eu obedi. Subi na mesa de vidro, de quatro, a bunda pra ele. Hugo ficou atrás, as mãos grandes abrindo minhas nádegas. Ele cuspiu no meu cu, o dedo indicador entrou devagar, girou, procurou a próstata. Eu gemi alto quando ele encontrou.
— Tá quente… e já tá mole pra mim — murmurou. — Você ficou pensando nisso o fim de semana inteiro, né?
— Fiquei — confessei. — Bati uma toda noite lembrando de você.
Ele adicionou o segundo dedo, abriu, esticou. A língua dele apareceu de repente, quente, lambendo em volta dos dedos, entrando junto. Eu quase gritei.
— Hugo… porra…
Ele comeu meu cu com vontade, a barba raspando, a língua fundo, os dedos massacrando a próstata. Eu rebolava contra a cara dele, safado, entregue.
Quando ele se afastou, ouvi o som da calça caindo. A cabeça grossa do pau dele se encaixou na minha entrada. Ele empurrou só a cabeça, parou, e se inclinou sobre mim. A mão dele segurou meu queixo e virou meu rosto. Me beijou enquanto empurrava mais um pouco.
O beijo era molhado, profundo, enquanto o pau dele entrava centímetro por centímetro. Eu gemia na boca dele. Ele gemia de volta.
— Apertado pra caralho… — ele falou contra meus lábios. — Seu cu tá me engolindo.
Empurrou até o talo. As bolas bateram na minha. Os dois gememos no beijo. Hugo começou a meter devagar, tirando quase tudo e enfiando de novo, cada estocada longa e profunda. A cada vez que entrava fundo, ele me beijava de novo, a língua no mesmo ritmo da piroca.
— Assim… — eu gemia. — Mais fundo…
— Você gosta de sentir eu te abrindo, né? — ele rosnou, a voz rouca. — Gosta de ser meu putinho de obra.
— Gosto. Porra, gosto pra caralho.
Ele acelerou. O barulho de pele batendo em pele encheu o escritório. A mesa rangia. Hugo metia com força, a mão na minha nuca me mantendo curvado, a outra apertando minha cintura. De vez em quando ele se inclinava e me beijava de novo, sujo, molhado, enquanto o pau entrava e saía.
— Vira — ele ordenou de repente.
Eu virei de barriga pra cima, as pernas abertas. Hugo se posicionou entre elas, enfiou de uma vez e se debruçou sobre mim. O peito peludo colado no meu. A boca dele encontrou a minha no mesmo instante em que começou a meter forte.
Os beijos eram constantes agora. Toda vez que ele enfiava fundo, me beijava. Toda vez que eu gemia, ele engolia o gemido com a língua. Suas mãos seguravam meu rosto, meus cabelos, minha bunda. Eu retribuía, chupando a língua dele, mordendo o lábio, gemendo o nome dele entre um beijo e outro.
— Hugo… me fode… mais forte…
— Assim? — ele meteu fundo e girou o quadril, acertando a próstata em cheio. — Você gosta quando eu bato aqui?
— Aahhn… sim… porra…
Ele manteve o ritmo, estocadas profundas e certeiras, enquanto me beijava sem parar. O suor dos dois se misturava. O cheiro de sexo enchia o ar. Eu sentia cada veia do pau dele, cada pulsação, o peso das bolas batendo.
Hugo desceu a boca pro meu pescoço, chupou, mordeu, voltou pra minha boca. Depois desceu pro peito, chupou meu mamilo enquanto continuava metendo. Eu arqueava as costas, safado, pedindo mais.
— Me chupa enquanto eu te fodo — ele falou de repente, se afastando um pouco.
Eu me levantei nos cotovelos. Ele tirou o pau, se ajoelhou na mesa de um jeito meio atrapalhado, e enfiou o pau na minha boca enquanto eu ainda estava deitado. Eu chupei com vontade, babando, enquanto a mão dele descia e enfiava dois dedos no meu cu, massacrando a próstata.
— Isso… chupa direito… porra…
Depois de um tempo ele voltou a se posicionar entre minhas pernas. Enfiou de uma vez, fundo, e me beijou com uma fome nova. O ritmo ficou mais bruto. As estocadas mais fortes. A mesa batia na parede.
— Eu vou gozar dentro de você de novo — ele rosnou contra minha boca. — Quero encher seu cu. Quero ver escorrendo.
— Goza. Goza fundo. Me enche.
Ele meteu mais rápido, a respiração falhando, os beijos ficando desajeitados e molhados. Eu sentia a próstata sendo destruída. Meu pau latejava entre nossos corpos, pingando sem ser tocado.
— Tô perto… — eu avisei.
Hugo meteu fundo, segurou, e me beijou com força enquanto eu gozava. Os jatos saíram fortes, sujando o peito dos dois. O aperto do meu cu puxou ele junto. Ele enterrou até o fim, gemeu longo na minha boca e descarregou, jatos quentes enchendo meu interior, latejando, pulsando.
Ficamos ali, ofegantes, o pau dele ainda dentro de mim, os beijos agora mais lentos, mais profundos, quase carinhosos. A língua dele lambendo a minha com preguiça. A mão dele acariciando meu cabelo.
Quando finalmente tirou, um fio grosso de porra escorreu pela minha coxa. Hugo olhou, passou o dedo, e — pra minha surpresa — levou o dedo à boca e chupou.
— Porra… — murmurou, quase pra si. — Até isso eu gostei.
Ele se deitou ao meu lado na mesa estreita, o corpo quente colado no meu. A mão dele encontrou a minha. Os dedos se entrelaçaram.
— Eu ainda não sei o que isso significa — confessou baixo, a voz rouca de tanto gemer. — Eu ainda acho que não sou gay. Mas eu quero você. Quero te beijar. Quero te foder. Quero sentir você de novo amanhã, depois de amanhã… enquanto der.
Eu virei o rosto e o beijei devagar, sem pressa.
— Então a gente não precisa saber o que significa agora — respondi contra a boca dele. — A gente só precisa querer.
Hugo assentiu, a testa colada na minha, a respiração ainda irregular. A mão dele desceu pela minha lateral, apertou minha bunda de leve, e ele murmurou, quase um segredo:
— Segunda a gente fodeu. Terça eu já quero de novo.
Eu sorri no beijo.
— Eu também, chefe.
E do lado de fora, a cidade continuava barulhenta e indiferente, enquanto dentro daquele escritório quente, suado e cheio de cheiro de sexo, o macho casado e o sobrinho do sócio já estavam planejando a próxima vez — ainda com medo, ainda com dúvida, mas cada vez mais viciados um no outro.
daniel8