Desde que ele descobriu da tara dela por fazer oral, praticamente todos os dias ela o chamava e fazia um boquete.
Não era chantagem, era apenas a necessidade dela.
Foi no meio do oral que ele falou, a voz rouca e estranha:
— Vanessa… para um segundo.
Ela tirou a boca com um fio de saliva ainda ligando os lábios à cabeça do pau dele e olhou para cima, ofegante.
— Que foi?
Felipe passou a mão no rosto, evitando o olhar dela.
— Eu não tô aguentando. Todo dia… quase todo dia você me chama, ajoelha e chupa até eu gozar. Eu gosto. Porra, eu gosto pra caralho. Mas minha cabeça tá uma merda. Eu fico pensando que… que eu não sou suficiente.
Vanessa ficou quieta, ainda ajoelhada entre as pernas dele. O gosto dele ainda estava na língua.
— Não é sobre você ser suficiente. Puxa, você vem aqui quase todos. — ela disse, baixa.
— Eu te falei. É a minha cabeça. Mesmo chupando você todo dia… a vontade de outro pau não passa. Eu acordo pensando nisso. Eu deito pensando nisso. É como se o seu me alimentasse e ao mesmo tempo deixasse eu com mais fome.
Felipe soltou uma risada amarga.
— Então eu sou tipo… o lanche que só deixa você com mais vontade do prato principal?
Ela não respondeu. Só encostou o rosto na coxa dele.
Vanessa não era do tipo de pessoa que gostava de magoar. E o que ele falou era verdade. Ele sozinho não aplacava a vontade dela de pau.
Depois de um longo silêncio, ele falou de novo, a voz mais baixa:
— E se… e se eu trouxesse alguém?
Vanessa ergueu a cabeça devagar.
— O quê?
— Um amigo meu. O Bruno. Tem dezoito. É… bem dotado. Todo mundo fala. Ele é safado pra caralho, fala muita merda, mas… se você precisa de outro pau, eu prefiro que seja alguém que eu conheço. E que eu esteja junto. Eu não quero ficar de fora. Eu não quero te perder.
Os olhos dele estavam vermelhos de vergonha e tesão misturados.
— Eu fico pensando em te ver de novo… do jeito que eu vi na viagem. Só que agora de perto. E poder participar.
— Sei que parece papo de corno, mas adoraria ver você chupando outro na minha frente.
Vanessa sentiu o estômago revirar. Medo, excitação e um alívio estranho ao mesmo tempo.
— Você tem certeza?
— Não — ele admitiu.
— Você sabe que tenho medo de me apaixonar por você e acabar sofrendo.
— Mas eu prefiro isso do que ficar imaginando você saindo escondida com desconhecido.
Ela de joelhos fitou o chão por um minuto até levantar a cabeça e dizer:
— Tudo bem. Você é a única pessoa que me conhece e posso confiar. Pode traze-lo.
Dois dias depois, o Bruno estava dentro do apartamento dela.
Ele era mais alto que o Felipe, corpo mais definido, sorriso safado permanente. Não era tímido, nem do tipo amigo.
Estava lá apenas para curtir a mulher gostosa que o amigo falou precisava de rola. Só precisa ser discreto.
Quando tirou a roupa, o pau confirmou a fama: longo, grosso, a cabeça escura já dura. Ele olhou Vanessa de cima a baixo sem nenhum pudor.
— Então é essa a famosa Vanessa que mama o Felipe quase todo dia — disse, rindo baixo.
— Porra, ele não exagerou. Você é gostosa mesmo.
Vanessa estava nua, sentada na beira da cama, o coração disparado. Felipe ficou em pé perto da porta, já sem camisa, observando com o rosto vermelho.
Bruno se aproximou, segurou o queixo dela e ergueu o rosto.
— Vai me chupar com a mesma vontade que chupa ele? Ou vai ter dó do amiguinho aí?
— Não tenho dó — ela respondeu, a voz rouca.
— Então ajoelha e mostra. Sente um pau de verdade.
Ela desceu. O pau do Bruno era mais pesado na língua, o gosto mais forte. Ela engoliu a cabeça e desceu o máximo que conseguiu, engasgando. Bruno soltou um gemido alto e puxou o cabelo dela.
— Porra… olha isso. Felipe, vem ver de perto, caralho. Tua putinha engolindo outro pau na tua frente.
Felipe se aproximou, o pau já duro de novo dentro da calça.
Bruno falou:
— Tira o pau e põe na cara dela. Quero ver ela chupando nos dois juntos.
Vanessa sentiu os dois paus na frente do rosto. O do Felipe, que ela já conhecia de cor, e o do Bruno, mais grosso e cabeçudo. Ela alternava, chupando um e depois o outro, saliva escorrendo pelo queixo. Bruno não parava de falar.
— Isso… mama os dois. Olha a cara de puta que ela faz, Felipe. Você vê isso todo dia e ainda acha que dá conta sozinho? Olha o tanto que ela baba.
Felipe estava em silêncio, a respiração pesada, a mão no cabelo dela. Vanessa olhou para cima e encontrou o olhar dele. Tinha ciúme ali. Tinha dor. E tinha um tesão absurdo.
Bruno puxou ela pelo cabelo e a fez ficar de quatro na cama.
— Agora eu vou meter.
— Escuta aqui, Vanessa, ou melhor Vanessa chupa rola. Você fica mamando ele enquanto eu te como.
— Combinado, Felipe? Ou está cansadinho e não consegue nem isso com a puta?
Felipe apenas acenou, a voz saindo rouca:
— Combinado.
Vanessa engoliu o pau do Felipe até o fundo no mesmo instante em que o Bruno enterrou o pau grosso dentro dela de uma vez. O gemido dela saiu abafado, vibrando em volta do pau que ela já conhecia. A sensação foi exatamente a que ela tinha fantasiado meses atrás: um pau na boca e outro a abrindo com força.
Bruno metia sem piedade, segurando a cintura dela, enquanto falava:
— Aperta… isso. Chupa ele com vontade. Mostra pra ele que mesmo com meu pau te arrombando você ainda mama direito.
Felipe olhava hipnotizado, uma mão no cabelo dela, a outra segurando a base do próprio pau para ela não engasgar demais. Vanessa sentia os dois ritmos diferentes: o do Bruno batendo fundo atrás e o do Felipe deslizando na garganta. O prazer era grosso, sujo, completo.
Ela gozou primeiro, o corpo tremendo, a boca ainda cheia. Bruno riu.
— Goza só de levar pau nos dois buracos, né? Que puta.
— Isso, isso, sente Vanessa Chupa rola. Vou te chamar assim sempre que vier aqui e você Felipe, deveria fazer o mesmo.
Não demorou para os dois gozarem também. Bruno puxou para fora e gozou nas costas dela. Felipe gozou fundo na boca, e ela engoliu tudo, como sempre fazia.
Depois, o quarto ficou em silêncio só quebrado pela respiração pesada dos três.
Bruno foi o primeiro a se vestir, ainda com o sorriso safado.
— Qualquer hora a gente repete. É só o Felipe chamar.
— Isso é, se eu não passar um dia quando estiver com vontade.
Ele saiu.
Felipe ficou sentado na beira da cama, olhando para Vanessa, que ainda estava de quatro, o gozo escorrendo pelas costas e o gosto dos dois misturado na boca.
— Você… gostou? — ele perguntou, a voz baixa.
Vanessa virou o rosto para ele. Os olhos estavam marejados, mas não de choro.
— Gostei.
E pela primeira vez, não havia mentira nenhuma na resposta.




