Desde a noite no caminhão com os dois freteiros, a obsessão só tinha piorado. Acordava com a boca pedindo. Se tocava no banho e gozava pensando em engolir. Tentava estudar e a mente escapava para a memória de um pau pulsando contra o céu da boca.
Ela precisava evitar de sair com os caras da faculdade onde estudava ou mesmo na cidade. Sabia que acabaria pegando fama e não queria isso.
Por isso estava ali.
Uma festa universitária de início de ano letivo, numa cidade vizinha. Ela tinha entrado como penetra. Não conhecia ninguém. Ninguém a conhecia. Era exatamente o que precisava: um lugar cheio de homens desconhecidos, onde pudesse escolher alguém, ajoelhar, chupar, sentir o gosto e sumir depois sem deixar rastro. Sem risco de cruzar com a pessoa no corredor da faculdade no dia seguinte. Sem nome. Sem história. Só o ato.
O Uber a deixou na frente da casa. Música alta, gente na calçada, cheiro de álcool e cigarro. Vanessa ajeitou o vestido curto, o coração já acelerado. Entrou junto com um grupo que ria alto e ninguém perguntou nada. Perfeito.
O tesão dela era violento. Quando alguém esbarrava nela sentia um choque gostoso.
Ficou um tempo observando, o copo na mão quase intocado. A boca dela já salivava só de olhar. Precisava de alguém logo. Qualquer um. Desde que fosse desconhecido e estivesse disposto.
Foi então que viu ele.
Alto, uns 1,85 m. Cabelo castanho bagunçado, camiseta preta justa, jeans. Estava sozinho perto da área externa, mexendo no celular. Não era o mais bonito da festa, mas tinha um jeito calmo e um olhar que demorou nela alguns segundos. Vanessa sentiu o estômago revirar de tesão e nervoso. Caminhou até perto, fingindo que buscava sinal.
Ele notou.
— E aí — falou, se aproximando.
— Tá sozinha?
Vanessa assentiu, a voz já um pouco rouca.
— Não mais. É nova da facul?
— Não, vim de outra cidade. Só… passar o tempo.
Ele sorriu, achando que ela era tímida. Ofereceu cigarro. Ela negou. Conversaram pouco. Ele falava, ela respondia curto, mas os olhos dela traíam. Desciam para a boca dele, depois para a calça, depois voltavam rápidos demais.
O nervosismo não era de quem não sabia o que fazer. Era de quem estava se segurando para não pedir na hora.
Mas não estavam conversando nem a cinco minutos e quase ficava sem ar de vontade de chupa-lo.
— Você tá bem? — ele perguntou, baixando a voz.
— Tá tremendo.
Vanessa engoliu em seco. A vontade apertava tanto que doía.
— Eu tô querendo uma coisa.
Ele ergueu uma sobrancelha, ainda interpretando como timidez.
— Que coisa? Uma ceda para relaxar?
Ela olhou em volta. A área externa era escura o suficiente. O som da festa abafava quase tudo. Então falou, a voz baixa, trêmula de vergonha e tesão:
— De chupar você. Aqui. Agora.
O silêncio durou dois segundos. O sorriso dele mudou. Deixou de ser só simpático e ficou mais escuro, mais interessado. Ele finalmente entendeu. Não era timidez. Era fome.
— Humm. Gostei de você, direta.
— Vai ser aqui?
Ela assentiu, já com a respiração curta.
— Mas tem que ser escondido. Eu não posso ser vista.
Ele olhou para o canto mais escuro, perto do muro e de uma árvore grande. Segurou o pulso dela e a puxou para lá. O coração de Vanessa batia tão forte que doía. Isso é exatamente o que eu vim fazer. Chupar um desconhecido e ir embora. Sem nome. Sem consequências. Só o gosto.
Quando chegaram na sombra, ele a encostou de leve no muro. As mãos dele subiram pela cintura, sentindo o corpo quente. Vanessa já estava encharcada. Ele beijou o pescoço dela e falou baixo, a voz agora rouca:
— No começo achei que você era só envergonhada… mas não é, né? Você tá é com um tesão absurdo.
Ela não negou. Só desceu a mão e apertou o volume duro na calça dele. Ele soltou o ar quente no ouvido dela.
— Porra…
Vanessa ajoelhou no chão de terra. Os joelhos sujaram na hora. Abriu o botão e o zíper com dedos trêmulos. O pau saltou duro, grosso o suficiente, a cabeça já brilhando.
Ela olhou para ele por um segundo — aquele olhar faminto, quase hipnotizado — e engoliu.
O gosto veio forte, limpo e salgado. Ela fechou os olhos e chupou com vontade, a língua trabalhando embaixo da glande, a cabeça subindo e descendo. Ele segurou o cabelo dela, gemendo baixo para não chamar atenção.
Afinal só tinha a arvore escondendo os dois.
— Caralho… que boca gostosa. Você faz isso sempre?
Vanessa só gemeu em volta do pau, engolindo mais fundo. A baba já escorria pelo queixo. Ela estava perdida. O peso na língua, a textura, a forma como ele pulsava… era exatamente isso que a obsessão pedia. Cada vez que engolia até perto da base, sentia um alívio sujo e profundo.
De repente ouviram vozes se aproximando. Risadas. Passos. Vanessa congelou com o pau ainda na boca. Ele puxou a cabeça dela para mais perto da árvore, os dois parados no escuro absoluto. As pessoas passaram a poucos metros, conversando alto sobre a festa, e seguiram em frente sem notar. O coração dela batia descompassado. O risco só deixou tudo mais intenso.
— Quase — ele sussurrou, rindo baixo, a voz embargada.
— Continua. Porra, continua.
Ela voltou a chupar com ainda mais fome. Ele puxou ela para cima, virou o corpo dela de frente para o muro e abaixou a calça e a calcinha de uma vez só. Os dedos dele encontraram ela completamente molhada. Ele gemeu no ouvido dela.
— Tá escorrendo pra caralho…
Enfiou de uma vez. Vanessa mordeu o próprio braço para não gemer alto. Ele metia fundo, sem muita pressa no começo, depois mais forte, uma mão no cabelo dela, a outra segurando a cintura com força. O barulho molhado era abafado pela música. O risco de alguém aparecer a qualquer momento fazia o corpo dela tremer de tesão e medo misturados.
— Eu vou gozar… — ele avisou, a voz rouca e urgente.
— Na boca — ela pediu, quase implorando, virando o rosto.
— Por favor. Na boca. Eu quero sentir o gosto.
Ele tirou, virou ela de novo e enfiou o pau entre os lábios dela com pressa. Vanessa engoliu fundo. Alguns segundos depois ele gozou, grosso e quente, enchendo a boca dela. Ela engoliu tudo, os olhos fechados, sentindo o gosto amargo e salgado descer pela garganta. Exatamente como gostava. Exatamente o que tinha vindo buscar.
Ficaram parados por um momento, só a respiração pesada. Ele ajeitou a calça, ainda ofegante. Ela puxou a própria roupa para cima com as mãos trêmulas, o gosto ainda forte na língua, os joelhos sujos de terra.
— Você… é intensa pra caralho — ele falou, a voz baixa.
Vanessa só forçou um sorriso pequeno. Não perguntou o nome. Não deu o número. Não disse de qual cidade tinha vindo. Apenas ajeitou o cabelo e voltou em direção à casa, as pernas ainda moles, a calcinha úmida, a boca cheia do gosto de mais um desconhecido.
No Uber de volta para a cidade nova, ela olhou pela janela escura e sentiu o peso familiar descer:
Tinha conseguido o que veio buscar.
Tinha chupado. Tinha engolido.
E mesmo assim, no fundo da garganta, a vontade já começava a pedir o próximo.
A mudança de cidade não tinha resolvido nada.
A faculdade também não.
A boca dela continuava no comando.




