Vanessa tentava se controlar. Estudava até tarde, fazia estágio, voltava para o apartamento e se trancava. Mas a vontade não respeitava horários. Naquela madrugada ela estava deitada no sofá, o corpo inteiro quente, a calcinha já úmida só de imaginar. A boca pedia. A garganta pedia. Qualquer coisa.
Deu fome.
Abriu o aplicativo quase sem pensar. Escolheu uma pizza simples, endereço do apartamento, pagamento online. Enquanto esperava a confirmação, viu o nome do entregador aparecer: Rafael – Moto. Só isso já fez um calor subir entre as pernas. Ela ficou olhando a tela, imaginando o cara, a moto, a forma como ele subiria as escadas.
Ela se sentia uma louca suja. Como assim só vendo um nome já ficava com tesão. Já queria o cacete.
A vontade era grande, que aceitava qualquer um desde que tivesse pau.
Pouco depois chegou a mensagem:
Rafael:
Boa noite. Tenho mais duas entregas. Pode ser a sua a última? Depois vou embora pra casa.
Vanessa leu duas vezes. O coração acelerou. Digitou rápido:
Vanessa:
Pode sim. Sem problema.
Desligou a tela. Ficou parada no meio da sala. A vontade estava tão forte que doía.
Saber que o pedido dela era o ultimo da noite. Gerou cada ideia suja na cabeça dela.
Ela tentou controlar os pensamentos e vontades. Afinal é o apartamento dela. Não é um lugar qualquer. É o mundo dela.
Mas não, a vontade era imensa e ele seria usado para acabar com essa necessidade hoje.
Ela foi até o banheiro, tirou a roupa, tomou um banho rápido.
Pensou em colocar algo sensual, mas não. Ela saiu só de toalha. Olhou no espelho. Os seios pesados marcavam o tecido. A toalha era curta demais.
Ela pretendia abrir a porta dela jeito:
Isso é merda, pensou.
Se alguém abrir a porta do corredor e me ver recebendo o entregador assim…
Se ele contar no grupo dos motoboys…
Mas se eu não fizer nada, vou ficar a noite inteira me tocando e não vai adiantar.
O interfone tocou.
— Oi, sou o Rafael e trouxe sua entrega.
— Pode..po..pode subir.
— Você não pode descer?
— Por...por favor suba...não gostaria de descer agora...não desse jeito. Eu te dou um agrado.
Ele concordou.
O coração batia forte. A cabeça confusa pensando no que ia fazer.
Vanessa respirou fundo, apertou a toalha contra o corpo e abriu a porta.
Rafael era jovem, uns 24 anos, capacete na mão, mochila térmica nas costas, uniforme simples. Quando viu ela de toalha, os olhos arregalaram. Ele engoliu em seco.
— Boa noite… — a voz saiu meio falha.
— É a… Vanessa? Pode me passar os quatro dígitos?
Ela falou o número. A mão dele tremia um pouco enquanto digitava no celular. O olhar descia sozinho pela toalha, pelos seios marcados, pelas coxas.
— A pizza — ele disse, estendendo a sacola.
Vanessa pegou, mas não fechou a porta.
— Você… quer comer um pedaço? — perguntou, a voz baixa.
— Já que é a última entrega.
— Depois...eu te dou o agrado que falei...tudo bem?
Rafael hesitou. Olhou o corredor vazio atrás dele, depois para ela de novo.
— Eu… posso?
Ela fez com a cabeça que sim. Estava louca para que ele entrasse antes que alguém visse aquela cena.
Vanessa abriu mais a porta. Ele entrou. O cheiro de pizza quente encheu a sala. Vanessa foi até a cozinha, pegou dois copos e uma garrafa de refrigerante. Quando voltou, ele estava sentado no sofá, ainda meio rígido.
O tesão era violento. Ela sabia que era errado. Puxa...é a casa dela.
Ela se aproximou para servir o refrigerante. A toalha escorregou. Ou melhor ela escorregou a toalha.
Caiu no chão.
A cena congelou o rapaz. Aquela visão.
Vanessa tomou a frente e disse olhando bem para os olhos dele:
— Ops… caiu — ela disse, baixa.
Não se abaixou para pegar. Ficou parada um segundo a mais do que o necessário, nua na frente dele, os seios pesados, a buceta já brilhando. Depois se sentou devagar ao lado dele no sofá, as coxas se tocando, o corpo quente perto do dele.
Rafael olhava sem conseguir disfarçar. A respiração dele tinha mudado.
Vanessa virou o rosto para ele. O medo ainda estava lá — medo de alguém do prédio ter visto a porta aberta, medo de ele contar depois, medo de se achar uma vadia completa.
Mas a vontade era maior. Ela deslizou a mão pela coxa dele, subiu até o volume duro na calça e apertou.
— Eu estou com muita vontade. — admitiu, a voz rouca.
— Quero algo gostoso na minha boca e não é pizza.
Rafael soltou o ar.
— Porra…
Ela ajoelhou no chão, entre as pernas dele. Abriu o botão e o zíper com dedos trêmulos. O pau saltou, já duro, a cabeça brilhando. Vanessa olhou para ele por um segundo — aquele olhar faminto — e engoliu.
O gosto veio forte, limpo, quente. Ela chupou com vontade, a língua trabalhando, a cabeça subindo e descendo. Rafael gemeu baixo, a mão indo para o cabelo dela.
— Caralho… que boca…
Vanessa aprofundou, engolindo mais, a baba escorrendo. O medo do corredor, o medo de ele contar, tudo ficava pequeno perto da sensação de ter a boca preenchida de novo. Ela chupava como quem precisa, como quem estava há uma semana esperando exatamente aquilo.
Rafael puxou ela para cima depois de um tempo. Fez ela sentar no colo dele, de frente. Abaixou a cabeça e chupou um seio, depois o outro, a língua quente nos mamilos. Vanessa arqueou as costas, gemendo, o pau dele esfregando contra a buceta molhada.
— Quando for gozar… — ela falou, ofegante — …goza na minha boca. Por favor.
Ele assentiu, a respiração pesada. Continuou chupando os seios dela enquanto as mãos apertavam a bunda. Depois a levantou um pouco, guiou o pau e enfiou. Vanessa soltou um gemido alto demais. Ele meteu devagar no começo, depois mais fundo, segurando a cintura dela.
O cara fodia com vontade. Chupando os peitos dela e apertando a bunda com gosto.
Não durou muito. Quando ele avisou que ia gozar, ela desceu rápido do colo, ajoelhou de novo e engoliu o pau. Rafael gozou fundo na boca dela, grosso e quente. Vanessa engoliu tudo, os olhos fechados, sentindo o gosto descer pela garganta.
Ficaram em silêncio por alguns segundos. Só a respiração.
Rafael ajeitou a calça, ainda ofegante. Vanessa continuava ajoelhada, nua, o queixo úmido, o corpo tremendo.
— Eu… preciso ir. Minha espo... — ele disse, a voz baixa.
Ela apenas assentiu. Não pediu número. Não pediu para repetir. Apenas se levantou, pegou a toalha do chão e se cobriu de novo enquanto ele ia até a porta.
Quando a porta se fechou, Vanessa ficou parada no meio da sala. O gosto ainda estava na boca. O medo de ele contar ainda estava no peito. E a vontade, traidora, já começava a pedir o próximo.
Ela olhou para a pizza esquecida em cima da mesa e soltou uma risada baixa, sem humor.
A fome que ela sentia não era de comida.




