Obsessão 2



Três anos de namoro não foram suficientes para realmente nos conhecermos. Só quando você divide a mesma casa, a mesma cama e as mesmas rotinas é que a pessoa começa a se revelar de verdade — ou, no meu caso, a esconder o que realmente é.
Eu acabara de sair de seis meses de tratamento contra o vício em sexo e compulsão erótica. As sessões de terapia me ensinaram a identificar os gatilhos, mas não apagaram o que queimava dentro de mim. Acreditava que conseguiria controlar a recaída. Acreditava que conseguiria esconder o peso daquela culpa. Mas a cada dia ficava mais difícil reprimir a mente.
Até o dia em que Mariana me flagrou.
Eu estava no quarto, com uma das calcinhas dela na mão, me masturbando.
Mas para chegar até ali, preciso contar tudo o que me trouxe até aquele ponto.
Meu desejo nunca foi convencional. Seios, bundas, curvas… tudo isso me atraía, claro. Mas o que realmente me fazia perder o controle era outra coisa: mãos e pés amarrados. Submissão. O poder de dominar uma mulher até ela tremer.
Nunca fiz isso com a Mariana. Tinha medo de que ela me visse como um monstro, alguém bruto demais, perigoso ou doente — a exata imagem que os diagnósticos da clínica tentavam rotular. Era mais fácil com as prostitutas que eu procurava antes de conhecê-la. Com elas, eu podia ser o que realmente era. Com Mariana, eu preferia esconder o lobo.
Eu evitava qualquer conversa mais profunda sobre sexo. Não dava abertura. Às vezes sentia que ela queria que eu me abrisse, que mostrasse o que havia por baixo da superfície. Mas o receio da rejeição e a vergonha da compulsão me travavam. Se revelar de verdade para alguém exige uma coragem que eu ainda não tinha.
E foi exatamente essa falta de coragem que começou a destruir tudo.
Eu a observava o tempo todo. Não era um olhar carinhoso. Era voraz. Disfarçado, controlado, mas constante. Mariana não fazia ideia de quantas vezes meus olhos percorriam o corpo dela enquanto ela fazia as coisas mais banais da vida.
Ela tinha a pele branca, quase translúcida sob a luz da manhã. Quando usava aquelas camisetas largas para dormir, o tecido escorregava e revelava o ombro, a clavícula, a curva suave do seio. Mas o que realmente me destruía eram as extremidades.
As mãos dela. Finas, delicadas, com dedos longos e unhas sempre bem cuidadas. Mãos femininas demais. Mãos que eu imaginava amarradas atrás das costas, os pulsos marcados pela corda. Às vezes, quando ela mexia no celular ou preparava o café, eu ficava hipnotizado só com o movimento dos dedos. Pensava em como seria forçá-los a se abrir, a segurar alguma coisa, a tremer.
E os pés. Pés pequenos, de sola macia e dedos perfeitos. Quando ela andava descalça pela casa, o barulho leve dos passos me deixava imediatamente duro. Eu imaginava aqueles pés presos em algemas de metal, ou amarrados juntos, impotentes. Imaginava beijá-los, lamber a sola, e depois puxar a corda até ela gemer de dor e prazer ao mesmo tempo.
As pernas… longas, lisas, brancas. Quando ela se sentava no sofá com as pernas cruzadas, a barra do short subia e eu via a parte interna da coxa. Meu pau latejava dentro da calça. Eu precisava me ajeitar o tempo todo, disfarçar a ereção, cruzar as pernas, colocar uma almofada no colo, levantar e ir até a cozinha só para esconder o volume.
Eu vivia disfarçando.
Mas à noite, quando ela dormia profundamente ao meu lado, a máscara caía e a vergonha dava lugar à necessidade cega. Eu esperava a respiração dela ficar pesada e regular. Depois me levantava com cuidado ou simplesmente ficava deitado de costas, a mão dentro da cueca. E me masturbava pensando nela.
Imaginava o corpo branco completamente rendido. Pulsos presos acima da cabeça, tornozelos abertos e amarrados nas extremidades da cama. Ela incapaz de se esconder. O medo e o desejo brigando nos olhos dela enquanto eu me aproximava com o chicote na mão.
No começo eu só encostava o couro na pele. Depois batia. Leve o suficiente para deixar a marca rosada, depois mais forte, até a carne ficar vermelha. Eu a via se contorcendo, tentando escapar das cordas, mordendo o lábio para não gemer alto demais. Segurava o queixo dela e a obrigava a me olhar enquanto o chicote descia de novo.
Outras vezes ela estava de joelhos. Mãos amarradas atrás das costas, boca entreaberta, olhos marejados. Eu entrava devagar, fundo, sem pressa, só para sentir o quanto ela estava completamente sob meu controle. Gozava na boca, no rosto, nos seios, e a fazia agradecer depois.
Ou então a colocava de quatro, a bunda erguida, as pernas abertas pela corda que prendia os tornozelos às coxas. Entrava com força, puxava o cabelo, falava baixo no ouvido:
“Isso é o que eu escondi de você o tempo todo… e agora você vai receber tudo.”
Eu gozava em silêncio, a respiração presa, o corpo tenso, sufocando a culpa de romper mais uma vez os limites do tratamento. Depois limpava tudo com cuidado e voltava para a cama, como se nada tivesse acontecido.
Foi num domingo de manhã.
Mariana ainda dormia profundamente. A casa estava silenciosa, só o barulho baixo do ventilador e a respiração dela. Eu fiquei olhando para ela por longos minutos. O lençol cobria só até a cintura. Uma das alças da camisola tinha escorregado, deixando o seio quase à mostra. A pele branca brilhava sob a luz fraca que entrava pela fresta da cortina.
Levantei com cuidado. Fui até a cesta de roupa suja no banheiro. Peguei uma das calcinhas dela — preta, de renda fina, que ela usara no dia anterior. Aproximei do rosto e inspirei fundo. O cheiro dela ainda estava ali: um pouco de perfume, um pouco de suor, um pouco do cheiro íntimo que só ela tinha. Meu pau endureceu imediatamente.
Voltei para o quarto, me sentei na beira da cama e abaixei a cueca. Enrolei a calcinha em torno do pau e passei o tecido macio para cima e para baixo, bem devagar no começo. O contraste entre a renda e a pele quente me fez fechar os olhos. Depois apertei mais forte. Comecei a me masturbar com vontade, a mão rápida, a respiração presa. A calcinha escorregava molhada de pré-gozo enquanto eu imaginava ela amarrada, de joelhos, me olhando de baixo.
Eu estava tão concentrado que não ouvi os lençóis se mexendo.
— Cláudio…
A voz dela me congelou.
Abri os olhos e a vi sentada na cama, o cabelo bagunçado, os olhos ainda piscando para afastar o sono. Por um segundo, vi a surpresa piscar no rosto dela. O olhar desceu lentamente para a calcinha enrolada no meu pau, para a minha mão travada no meio do movimento.
O sangue subiu para o meu rosto de uma vez. O pânico de ser descartado, de ser visto como um desviado sem cura, fez meu coração disparar. Tentei me cobrir apressadamente, puxar a cueca para cima, esconder a calcinha atrás das costas como um adolescente pego no flagra.
— Desculpa… eu… não era pra você ver isso. Eu perdi o controle — a voz saiu rouca, quebrada. Eu não conseguia sustentar o olhar dela, antecipando o nojo ou o término.
Mariana congelou por alguns segundos. Ela não gritou. Houve um silêncio denso no quarto, uma pausa suspensa onde ela pareceu absorver o choque, encarando a cena com a respiração alterada. O peito dela subia e descia devagar. Então, o olhar dela mudou — a surpresa deu lugar a uma curiosidade intensa, quase hipnótica.
Ela se levantou devagar, hesitante a cada passo, até parar bem na minha frente. Eu ainda estava duro, o pau latejando, exposto, a calcinha caída no chão entre nós.
Ela engoliu em seco, olhou para mim e depois para a peça no chão. Um pequeno arrepio percorreu os ombros dela antes que dissesse, num sussurro denso:
— Eu gostei do que vi.
A mão dela subiu devagar pela minha coxa. Havia um leve tremor nos dedos dela — não de medo, mas de uma excitação nova e desconhecida. Quando envolveu o meu pau com delicadeza, eu gemi sem conseguir segurar. Ela me olhou no fundo dos olhos enquanto começava a me acariciar, devagar, sentindo o quanto eu estava duro por causa dela… e da vulnerabilidade daquele momento.
Depois abaixou a cabeça e me chupou.
A boca quente e úmida desceu até a base. Eu segurei o lençol com força, a cabeça jogada para trás. O lobo dentro de mim rugiu, misturando a alívio da aceitação com a sede do controle. Queria puxar o cabelo dela, foder a boca com força, mandar ela engolir tudo. Queria virá-la de quatro ali mesmo e entrar fundo sem pedir licença. Mas eu segurei. Segurei com tudo que tinha.
Quando ela subiu de novo e se sentou no meu colo, eu a beijei com uma timidez que quase doía. Deitei ela na cama com cuidado. Entrei nela devagar, como se tivesse medo de quebrá-la. Cada estocada era contida, respeitosa, quase educada. Eu beijava o pescoço dela, segurava o rosto dela, fazendo amor como o namorado carinhoso que ela conhecia.
Mas ela sentiu.
Mesmo com toda a minha contenção, algo diferente estava ali. Nos meus olhos. Na forma como minhas mãos apertavam um pouco demais a cintura dela, deixando marcas vermelhas temporárias. Na respiração mais pesada, mais animal, que eu tentava esconder. No jeito como meu pau pulsava dentro dela, como se quisesse muito mais do que eu estava permitindo.
Mariana segurou meu rosto com as duas mãos e me obrigou a olhar para ela enquanto eu a fodia. Os olhos dela não tinham só curiosidade. Havia uma quietude estranha, quase investigativa, misturada com um prazer que ela não tentava esconder. Como se estivesse testando o peso daquilo que eu carregava… e descobrindo que gostava da pressão.
Eu continuei entrando e saindo devagar, controlado, lutando contra o lobo.
Mas pela primeira vez, ela estava prestando atenção no animal que eu escondia.
E isso me deixou ainda mais duro.

Faca o seu login para poder votar neste conto.


Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.


Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.


Twitter Facebook



Atenção! Faca o seu login para poder comentar este conto.


Contos enviados pelo mesmo autor


254909 - Sujamos a Crente Inteira 2 - Categoria: Fetiches - Votos: 3
254908 - Sujamos a Crente Inteira - Categoria: Grupal e Orgias - Votos: 4
254536 - A Nerd da Turma - Suor e Sacanagem - Categoria: Fetiches - Votos: 2
254409 - Coroa Insaciável 2 - Categoria: Coroas - Votos: 2
253929 - Obsessão - Categoria: Heterosexual - Votos: 1
253027 - O Marido Apostou e Ela Ganhou (A Recatada e o Mafioso) - Categoria: Cuckold - Votos: 1
252894 - O Manicômio do Prazer - Categoria: Fantasias - Votos: 1
252507 - Inferninho 7 - Categoria: Fetiches - Votos: 0
252342 - Inferninho 5 - Categoria: Fetiches - Votos: 2
252312 - Inferninho 6 - Categoria: Fetiches - Votos: 1
252311 - Inferninho 4 - Categoria: Fetiches - Votos: 1
252294 - Inferninho 3 - Categoria: Fetiches - Votos: 1
252192 - Ela Sentou e Não Saiu Mais 2 - Categoria: Traição/Corno - Votos: 2
252049 - Ela Sentou e Não Saiu Mais - Categoria: Fetiches - Votos: 3
251555 - A Garota de Programa Baixinha e Gostosa - Categoria: Fetiches - Votos: 1
251497 - Ela só Queria Atrás - Categoria: Fetiches - Votos: 4
249143 - A Agenda de Ângela - Deixa o Vizinho Ver - Categoria: Cuckold - Votos: 3
249142 - A Agenda de Ângela - Tortura Deliciosa - Categoria: Cuckold - Votos: 2
249141 - A Agenda de Ângela - Madrinha Tarada - Categoria: Coroas - Votos: 2
249005 - Inferninho 2 - Categoria: Fetiches - Votos: 4
249003 - Inferninho - Categoria: Fetiches - Votos: 3
248919 - Eu Vi Tudo, Elisa! 3 - Categoria: Coroas - Votos: 3
248759 - Eu Vi Tudo, Elisa! 2 - Categoria: Coroas - Votos: 3
248758 - Eu Vi Tudo, Elisa! 1 - Categoria: Coroas - Votos: 3
248474 - Chupei a Novinha Enquanto Ela Falava com a Mãe no Telefone - Categoria: Heterosexual - Votos: 3
241618 - A Agenda de Ângela 1 - Minha Madrinha Engoliu Todo meu Leite - Categoria: Confissão - Votos: 13
240824 - Comi a Pastora e gozei Nela sem Dó - Categoria: Coroas - Votos: 35

Ficha do conto

Foto Perfil raskcs
raskcs

Nome do conto:
Obsessão 2

Codigo do conto:
274980

Categoria:
Fetiches

Data da Publicação:
18/10/2026

Quant.de Votos:
0

Quant.de Fotos:
0