No início da vida, Klein nunca imaginou chegar onde chegou. Era o mais descontraído da sala, o maior repetente da escola. Tudo o que importava eram bebidas e mulheres.Desde novo, com aquela cara de cafajeste, elas caíam aos pés dele. Mas o desejo só cresceu com o tempo. Quanto mais velho ficava, mais precisava de um corpo quente para acalmar o fogo que nunca apagava de verdade.Michele era uma delas. Dezoito anos, cabelos tingidos de loiro platinado, se dizia cantora. Klein alimentava ilusões — prometia alavancar a carreira dela, qualquer mentira que a fizesse se entregar. Achava que a relação não duraria. Ela sempre voltava.E lá estava ela outra vez no apartamento dele, sem sutiã, só de calcinha fina, abrindo a geladeira e bebendo suco de laranja direto da garrafa.— Você não pode aparecer aqui toda hora que dá na telha — disse Klein, os olhos pregados nela.Michele não respondeu de imediato. Continuou de costas para ele, a bunda empinada, o tecido fino marcando as curvas. Sabia exatamente o que estava fazendo. Sabia o efeito que causava naquele homem mais velho. E, no fundo, gostava de testar até onde ele ia.Com Michele, Klein perdia o controle. Nunca soube o que o prendia mais: se a bunda perfeita ou os seios firmes, os bicos rosados contrastando com as aréolas escuras contra a pele clara. Já tinham transado duas vezes naquela noite, mas ela queria mais. Ele sentia no ar. Ela queria ver até onde o velho resistia — e Klein nunca fugia de um desafio.Ele puxou o cobertor para o lado, expondo o corpo inteiro. O pau já estava rígido, apontando na direção dela.Michele nunca admitiria em voz alta, mas não voltava por causa das promessas vazias. Voltava porque nenhum garoto da idade dela chegava perto do que aquele safado experiente fazia com o corpo dela. Um arrepio subiu pela espinha ao vê-lo daquele jeito — duro só por causa dela. Os moleques não sabiam nem por onde começar.O olhar de Klein era de predador. Devorava cada detalhe.— Já tá pronto pra mais uma, é? Tem certeza que aguenta, coroa? — provocou ela, a voz rouca, caminhando até a cama com um rebolado lento e consciente.Subiu no colchão e rastejou até ficar de joelhos ao lado dele. Os olhos cravados na ereção.— Seu safado… — sussurrou, lambendo os lábios enquanto a mão envolvia a base e apertava devagar.Klein grunhiu baixo. O corpo inteiro ficou tenso. O vício queimava como sempre — aquele desejo constante que nenhuma mulher conseguia apagar por completo. Michele era quase perfeita: jovem, corpo escultural, pele macia, cheiro de tentação. Mas mesmo ela não bastava para sempre. Naquela noite, porém, era ela quem estava ali. Pronta. Provocante. Pedindo para ser tomada.Ele a agarrou pela cintura com força e a virou de costas num movimento rápido. Michele soltou um gemido surpreso, mas logo se ajeitou de quatro, arqueando as costas e se oferecendo sem nenhuma vergonha. Klein não esperou. Segurou firme o quadril dela com uma mão, guiou-se com a outra e entrou num empurrão fundo, bruto, exatamente do jeito que ela gostava.Apertada. Quente. Ensopada. O tipo de mulher que fazia o resto do mundo desaparecer. Começou devagar, curtindo cada centímetro, mas logo perdeu a paciência. Os corpos passaram a se chocar com força. O som ecoava no quarto.— Isso… me fode gostoso… mais fundo — pedia ela, a voz entrecortada, os cabelos loiros grudados de suor na nuca.Era a terceira vez naquela noite e o prazer não diminuía. Ela nunca se cansava daquele homem que sabia exatamente o que fazer com ela.Klein obedeceu. Meteu mais forte, mais rápido. O vício gritava dentro dele: queria possuí-la por completo, marcá-la, esgotá-la. Michele rebolava contra ele, apertando por dentro, desafiando-o a ir além. Trocaram de posição várias vezes — ela por cima, cavalgando com uma espécie de raiva doce; ele de lado, com a perna dela no ombro; de frente, as pernas dela enroscadas na cintura enquanto ele a prensava contra a cabeceira.O tempo perdeu o sentido. Suor escorrendo, cama destruída, lençóis no chão. O coração de Klein disparava. O corpo já estava no limite, mas ele não parava. Era um desafio, e ele sempre vencia. Michele gozou várias vezes — ele sentia os espasmos apertados, ouvia os gritos abafados no travesseiro — mas ele segurava, prolongando tudo, querendo mais.Até que não conseguiu mais. Com um rosnado grave, virou-a de costas de novo, deitou-se sobre ela e meteu fundo e rápido. O orgasmo veio como uma onda pesada. Gozou dentro dela em jatos quentes e intensos, uma, duas, três vezes, até esvaziar por completo. O corpo inteiro tremeu de cansaço.Michele ficou ofegante, olhos vidrados, o corpo mole de tanto prazer. Pernas ainda abertas, peito subindo e descendo rápido. Klein, vencedor mais uma vez, desabou ao lado dela e a puxou para si. Ela se aninhou no peito dele, a cabeça apoiada ali, ainda com pequenos tremores.Por enquanto, o fogo estava aplacado.
Por enquanto, Michele bastava.Ele passou a mão pelos cabelos dela sem pensar, sentindo o coração voltar aos poucos ao normal. Já sabia que amanhã o desejo voltaria mais forte. Mas naquela noite, com ela dormindo exausta em seus braços, ele se permitiu um raro momento de paz.