A SEMANA SEGUINTE, COM O AMIGO DO CORNO

O Marquinhos voltou. Mas voltou como amigo. Como o amigo que respeitava. Não entrou na brincadeira para comer ninguém. Entrou para assistir. Para ver. Para aprender. E — acima de tudo — para ficar do lado do melhor amigo. Sem competir. Sem atrapalhar.

E foi exatamente por isso que a coisa ficou pior. Muito pior.

Porque ela percebeu. Percebeu que agora tinha plateia. E plateia de respeito é o que mais humilha um corno.

A NOITE
Sexta. 20h. O Marquinhos chegou. Cerveja na mão. Sentou no sofá. Dessa vez sem rir nervoso. Dessa vez sério. Quieto. Pronto.

Ele estava de cueca. De cinto. Já ajoelhado no chão da sala. Esperando. Como um cachorro esperando a hora do passeio.

Ela saiu do quarto às 20h30. De roupão. Cabelo solto. E atrás dela — o Índio. Dois metros. Ombro largo. Mão de pedreiro. O Marquinhos olhou e engoliu. Levantou. Cumprimentou com a cabeça. O Índio respondeu. Sentou. Ela deitou na maca.

E começou. Na frente dos dois homens. O corno ajoelhado e o amigo no sofá.

Ela gemendo. O Índio trabalhando. O Marquinhos assistindo. E ele — no chão — sem poder tocar em nada. Sem poder fazer nada. Só olhar. Só esperar.

O Índio comeu ela. Devagar. Fundo. Ela gritou. Xingou. E quando o Índio avisou que ia gozar, ela olhou para o chão. Olhou para o corno. E falou:

— Olha bem. Olha bem na hora.

Ele olhou. Viu o Índio gozar. Fundo. Muito. Farto. Viu a porra escorrer quando ele saiu. Viu escorrer pela perna dela. Pela maca. Pelo chão. E ele — de cinto, ajoelhado — gemeu baixinho. Sem tocar. Sem nada. Só de ver.

O Índio se vestiu. Cumprimentou os dois. Foi embora. Fechou a porta. E aí começou.

Ela não chamou ele. Ela ficou deitada na maca. Pernas abertas. Cheia. Escorrendo. E olhou para o Marquinhos.

— Marquinhos.

— Oi.

— Você já viu ele limpar?

— Já. Semana passada.

— Já viu ele ajoelhar e esperar?

— Já.

— Mas você já viu ele PEDIR?

O Marquinhos franziu a testa.

— Pedir?

— Pedir pra limpar. Ele tem que pedir. Toda vez. Se ele não pedir, ele não limpa. E se ele não limpa, ele não goza. Fala, corno. Fala pro Marquinhos como é.

Ele, no chão, de cinto, olhou para a maca. E falou:

— Eu tenho que pedir.

— Fala o resto.

— Eu tenho que pedir licença pra limpar a buceta dela cheia de porra de outro.

— Fala mais alto, pro Marquinhos ouvir.

— EU TENHO QUE PEDIR LICENÇA PRA LIMPAR A BUCETA DELA CHEIA DE PORRA DE OUTRO!

O Marquinhos balançou a cabeça. Devagar. Sério. Impressionado.

Ela se sentou na maca. Cruzou as pernas. Olhou para o chão. Olhou para ele. E falou:

— Então pede.

Ele respirou. Fundo. E falou:

— Posso limpar?

— Não é assim. Fala direito.

Ele tentou de novo:

— Posso limpar a sua buceta, dona?

Ela riu. Alto.

— Dona? Agora você inventou "dona"?

— Inventei.

— Fala mais alto.

— POSSO LIMPAR A SUA BUCETA, DONA?!

Ela olhou para o Marquinhos. E falou, sem olhar para ele:

— Tá vendo, Marquinhos? Tá vendo como é? Ele era o mandão. Agora ele pede licença. Ele implora. Ele fala "dona". E sabe o que é o melhor?

— O quê?

— Ele nem sabe que já tá com permissão. Ele tá esperando. De joelho. De cinto. Com as bolas roxas. Esperando eu falar "pode".

O Marquinhos olhou para ele. Para o amigo no chão. E riu. Mas riu de admiração.

Ela esperou. Cinco segundos. Dez. Deixou ele de joelhos. Esperando. Suplicando com os olhos. E depois falou:

— Pode.

Ele foi. Enfiou o rosto. Lambeu. O Marquinhos, no sofá, assistiu. Assistiu o amigo lamber. Engolir. Beber. Enfiar o nariz. E gemer. E o pau dele — preso — pulsar. E a mancha crescer na cueca.

Ela segurou o cabelo dele. Afundou o rosto dele. E falou, para o Marquinhos ouvir:

— Sabe o que eu gosto?

— O quê?

— Que ele goza só disso. Só de lamber porra de outro. Sem tocar. Sem mão. De cinto. Olha o volume na cueca dele. Já tá melado. Já gozou. Só de lamber o que o Índio deixou.

O Marquinhos olhou. Viu. Balançou a cabeça.

Ela bateu tapa. TAPA. Nas bolas dele. Ele gemeu. Mas não parou de lamber.

— Vai gozar de novo.

— Vou.

— De cinto?

— De cinto.

— Sem tocar?

— Sem tocar.

— Comendo a porra do Índio?

— Comendo a porra do Índio.

— Fala mais alto.

— COMENDO A PORRA DO ÍNDIO!

Ela bateu de novo. TAPA. TAPA. E ele lambeu mais rápido. Desesperado. Ela gozou. Gritou. Puxou o cabelo. E falou, alto, para o Marquinhos:

— OLHA ELE GOZAR! OLHA!

Ele gozou. De cinto. Sem tocar. Na frente do melhor amigo. Escorreu. Melou a cueca. Melou a coxa. Ele gemeu. Baixo. Mas gemeu.

Ela empurrou a cabeça dele. Sentou na maca. E falou:

— Agora. Fica ajoelhado. E fala pro Marquinhos o que você é.

Ele falou:

— Sou corno manso de castidade.

— E o que você faz?

— Limpo a buceta dela cheia de porra de outro.

— E como você goza?

— Gozo só de lamber. Sem tocar. De cinto.

— E depois?

— Depois eu como a minha porra.

— E depois?

— Depois durmo no chão.

— E amanhã?

— Amanhã acordo cedo. Faço o café. E acordo ela com a boca.

— Fala tudo de novo. Do começo.

Ele falou tudo de novo. Do começo. Na frente do Marquinhos. Sem errar. Sem esquecer. De cor. Como quem já sabe a lição de tanto repetir.

O Marquinhos — no sofá — aplaudiu. Devagar. E falou, com a voz embargada:

— Cara. Você é o cara mais sortudo que eu conheço.

Ele olhou para o amigo. Melado. De cinto. Ajoelhado. E sorriu.

— Sou.

E ela, da maca, cruzou as pernas. Olhou para os dois. E falou:

— Sabe o que é a melhor parte, Marquinhos?

— O quê?

— Que ele nem sabe que é o homem mais feliz do mundo. Ele acha que é humilhação. Mas é o sonho dele. Ele esperou cinco anos por isso. Cinco anos sendo mandão. Cinco anos sendo bravo. Cinco anos de mentira. Cinco anos vendo secretamente vídeos de cornos mansos limpando porra da buceta. E agora tá aí. De joelho. De cinto. Comendo porra de outro. realizando seu maior sonho e desejo. E sorrindo. Fala, corno. Fala se é verdade.

— É verdade.

— Fala mais alto.

— É VERDADE! SOU O HOMEM MAIS FELIZ DO MUNDO!

Ela riu. Alto. Mas dessa vez — o Marquinhos percebeu — foi uma risada diferente. Uma risada de dona satisfeita. De quem tinha moldado o marido exatamente como queria. De quem tinha pego um diretor de banco mandão e transformado em corno de cinto. E de quem sabia que ainda tinha muito mais para fazer.

Ela levantou da maca. Pegou o roupão. Vestiu. E falou, olhando para os dois:

— Marquinhos, você fica pro jantar.

— Fico?

— Fica. E ele vai cozinhar. De cueca. De cinto. Melado como tá. Com a cara suja de porra do Índio.

O Marquinhos olhou para ele. Ele ainda estava ajoelhado. Melado. De cinto. Cara brilhando. E sorrindo.

— Levanta — disse ela. — Vai pra cozinha.

Ele levantou. Foi. O Marquinhos foi atrás. Sentou na mesa da cozinha. E ficou olhando. O melhor amigo — o diretor de banco, o mandão, o bravo — de cueca, de cinto, com a cara melada, mexendo a panela. Servindo cerveja pro amigo. Sem falar nada. Sem reclamar de nada. Sorrindo.

— Você tá feliz mesmo, hein — falou o Marquinhos, baixo, só para ele.

— Tô.

— E não sente falta? De mandar? De ser o chefe?

Ele parou de mexer a panela. Olhou para o amigo. E falou, sincero:

— Sinto. E é por isso que é bom. Porque eu ainda mando no trabalho. Ainda sou o diretor. Ainda falo grosso com os funcionários. Mas quando eu chego em casa... — ele deu uma risada — ... eu sou mandando, eu ajoelho. eu limpo. eu tenho todo o tesão e realização dos meus desejos mais íntimos realizados. E é o melhor do dia. O melhor. Você não faz ideia.

O Marquinhos ficou quieto. Olhou para ele. E falou:

— Um dia eu quero isso.

— Você vai ter. Quando você descobrir. E vai ser igual. A sua esposa vai descobrir sozinha. E você vai achar que foi sorte. Mas foi ela. Sempre foi ela.

O Marquinhos bebeu. Pensou. E riu. E os dois ficaram ali, na cozinha, enquanto o jantar ficava pronto.

NA MESA
Ela sentou na cabeceira. O Marquinhos na lateral. E ele — o corno — ficou de pé. Com o prato na mão. Comendo em pé. Ao lado da esposa.

— Senta — falou o Marquinhos.

— Ele não senta — disse ela.

O Marquinhos franziu a testa.

— Como assim?

— Corno de castidade não senta à mesa com a dona. Ele come em pé. Ao lado. Servindo. Se ele quiser sentar, ele pede licença. Fala, corno.

— Eu como em pé. Ao lado dela. Servindo.

— Fala mais alto.

— EU COMO EM PÉ! AO LADO DELA! SERVINDO!

O Marquinhos olhou para os dois. Bebeu um gole. E falou, para ele:

— Você pediu licença pra sentar hoje?

— Não.

— Pede.

Ele olhou para ela. Ela estava comendo. Sem olhar. Ele respirou. E falou:

— Posso sentar, dona?

Ela terminou de mastigar. Devagar. Engoliu. Bebeu vinho. E só então olhou para ele.

— Pode.

Ele sentou. Na ponta da mesa. Ao lado do Marquinhos. Com o prato na mão. E o Marquinhos ficou olhando. Impressionado. O amigo — o mandão de cinco anos — tinha acabado de pedir licença para sentar à própria mesa. E ela tinha feito ele esperar. De propósito.

O jantar correu. Conversa normal. Futebol. Trabalho. E ela, entre um gole e outro, ia soltando as alfinetadas. Sem levantar a voz. Sem gritar. Só falando.

— Marquinhos, você sabia que ele chorou uma vez?

— Chorou?! — o Marquinhos arregalou os olhos.

— Chorou. Quando eu bati mais forte nas bolas dele. Não de dor. De prazer. De tesão puro. Ele chorou. E gozou. Ao mesmo tempo. Fala, corno.

— Chorei.

— Fala mais alto.

— CHOREI!

— E gozou?

— E gozei.

— Fala o que você é.

— Sou corno manso de castidade. E choro de prazer quando ela bate.

O Marquinhos riu. Bateu na mesa. Bebeu.

— Cara, isso é surreal.

Ela continuou:

— Sabe o que ele faz quando eu chego em casa e ele já tá com o pau querendo endurecer dentro do cinto?

— O quê?

— Ele senta. Devagar. Porque se ele senta rápido, o metal aperta. E dói. Então ele aprendeu a sentar devagar. Como uma velha. Fala, corno.

— Eu sento devagar.

— Por que?

— Porque o metal aperta e dói.

— Fala mais alto.

— PORQUE O METAL APERTA E DÓI!

O Marquinhos ria. Sem parar. Mas sem rir dele. Rindo COM ele. Rindo da situação. Rindo do absurdo gostoso que era tudo aquilo.

E ele — o corno — ria junto. Servia cerveja pro amigo. Servia vinho pra esposa. Comia. E quando acabou, ele levantou sozinho. Sem pedir licença. Foi lavar a louça. E o Marquinhos ficou na mesa, com a esposa, olhando para a cozinha.

— Você fez ele bem — falou o Marquinhos, baixo.

— Fiz.

— Como você descobriu?

— Histórico. Notebook dele. Vídeo de corno. Um atrás do outro.

O Marquinhos riu. Balançou a cabeça.

— E ele sabe que você sabe?

— Sabe. Agora sabe.

— E ele gosta de você ter descoberto?

Ela olhou para a cozinha. Olhou para o marido, de cueca, de cinto, lavando a louça. E falou, sincera, sem deboche:

— Ele é grato. Ele me agradece. Todo dia. De um jeito ou de outro. E eu — no fundo — gosto. Porque o mandão não era feliz. O corno é. E eu prefiro o corno. Porque o corno é meu. De verdade.

O Marquinhos ficou quieto. Olhou para ela. E falou:

— Ele é sortudo.

— Ele é. E sabe.

Ela bebeu um gole de vinho. Colocou a taça na mesa. Olhou para a cozinha. Ele estava lá, de cueca, de cinto, terminando de lavar a louça. Melado. Sujo. Sorrindo.

E ela falou, olhando para o Marquinhos:

— Sabe o que eu tô pensando?

— O quê?

— Você. Aqui. Sentado. Bebendo. Vendo tudo. E nunca provou.

O Marquinhos riu.

— Provar o quê?

— Eu.

O Marquinhos parou a taça no meio do caminho. Olhou para ela.

— Como assim?

— Assim. Você é o melhor amigo dele. Você respeita ele. Você não entra na brincadeira. Você só assiste. E eu tô cansada de você só assistir.

O Marquinhos engoliu.

— E ele?

— Ele vai aceitar. Ele vai implorar pra você aceitar. Fala, corno.

Ele apareceu na porta da cozinha. Pano na mão. De cueca. De cinto. Olhando os dois.

— Fala o quê?

— Vem cá.

Ele veio. Parou na frente da mesa.

— Ajoelha.

Ele ajoelhou. No chão da sala de jantar. Na frente dos dois.

— Fala pro Marquinhos o que você é.

— Sou corno manso de castidade.

— Fala mais alto.

— SOU CORNO MANSO DE CASTIDADE!

— Isso. Agora olha pra mim.

Ele olhou.

— Você sabe que eu gosto de porra de macho.

— Sei.

— Você sabe que eu gosto de ficar cheia.

— Sei.

— Você sabe que a sua porra é pouca. E que a sua gozada de cinto é meia dúzia de gota.

— Sei.

— Então fala.

Ele respirou. Olhou para o Marquinhos. E falou:

— Marquinhos.

— Fala.

— Come ela.

O Marquinhos riu. Nervoso.

— Como assim, cara?

— Come. Come a minha esposa. Aqui. Agora. Na minha frente.

O Marquinhos olhou para ela. Ela estava com os braços cruzados. Sorrindo. Sem falar nada. Deixando os dois resolverem.

— E você?

— Eu assisto. De joelho. De cinto. E depois eu limpo.

O Marquinhos bebeu um gole. Olhou para ele no chão. Olhou para ela. E falou:

— Tá bom.

Ele — no chão — levantou o rosto. E falou, com a voz falhando:

— Espera.

— O quê?

— Falta uma coisa.

— O quê?

— Pede pra ele gozar dentro.

O Marquinhos arregalou os olhos.

— Dentro?

— Dentro. Goza dentro dela. Enche ela. Quero ver escorrer. Quero limpar. Quero que sobre. Muito. Fundo. Tudo dentro.

O Marquinhos riu. Balançou a cabeça. E olhou para ela.

— E você?

— Eu deixo. Se ele implorar direito.

Ela olhou para ele. No chão. E falou:

— Implora.

Ele falou, alto, para o Marquinhos ouvir:

— Marquinhos, por favor. Come a minha esposa. Goza dentro dela. Enche ela. Bem fundo. E deixa sobrar. Pra eu limpar.

O Marquinhos riu.

— Fala mais alto.

— MARQUINHOS, POR FAVOR! COME A MINHA ESPOSA! GOZA DENTRO DELA! ENCHE ELA! BEM FUNDO! E DEIXA SOBRAR! PRA EU LIMPAR!

Ela riu. Alto. E levantou. Pegou o Marquinhos pela mão. Levou para o quarto. E ele ficou ajoelhado na sala. De cinto. Olhando a porta fechar.

E ouviu. Ouviu o Marquinhos comer a esposa dele. Ouviu ela gemer. Ouviu ela gritar. Ouviu ela falar o nome do Marquinhos. E ouviu, no fim, o Marquinhos avisar que ia gozar. E ouviu ela falar:

— GOZA. GOZA DENTRO MARQUINHOS. ME ENXE DE PORRA PARA ESSE CORNO LIMPAR. GOZA FILHO DA PUTA GOSTOSO DO CARALHO.

E ouviu o Marquinhos gozar. Fundo. Farto. Muito. E ouviu ela gemer. Longo. Satisfeita. Cheia.

A porta abriu. O Marquinhos saiu. Cueca na mão. Suado. Sorrindo. E falou, só isso:

— Cara.

Ela apareceu atrás. Nua. Pernas abertas. A buceta brilhando. Escorrendo. Muito. Tanto que pingava. Tanto que escorria pela coxa. Cheia. Cheia de verdade.

E ela olhou para ele. Ajoelhado no chão. E falou:

— Vem.

Ele levantou. Foi. Ajoelhou na frente dela. Cheirou. Fundo. O cheiro forte. Do Marquinhos. Do amigo. Do melhor amigo. E o gosto quando ele lambeu — o gosto do amigo. Ele engoliu. Lambeu. Bebeu. E gozou. De cinto. Sem tocar. Só de lamber porra do melhor amigo.

Ela puxou o cabelo dele. Afundou o rosto dele. E falou, alto, para o Marquinhos — que estava na porta, olhando:

— TÁ VENDO, MARQUINHOS? TÁ VENDO ELE LIMPAR A SUA PORRA? ELE NÃO É DIRETOR. ELE NÃO É MANDÃO. ELE É CORNO. E AGORA ELE TÁ LIMPANDO O MELHOR AMIGO. FALA O QUE VOCÊ É.

— Sou corno manso de castidade.

— FALA MAIS ALTO.

— SOU CORNO MANSO DE CASTIDADE! E LIMPO A PORRA DO MEU MELHOR AMIGO!

O Marquinhos — na porta, com a cueca na mão — aplaudiu. Devagar. Três palmas. E falou, com a voz embargada:

— Cara. Você é o meu herói.

Ele riu. E abraçou o amigo. Um abraço de irmão. De respeito. Sem deboche.

— Volta semana que vem — falou ele. — Ela vai chamar o Índio de novo. E você vai ver uma coisa nova.

— O quê?

— Ela não me falou. Mas ela tá planejando. Sempre planeja. Você vai ver.

O Marquinhos saiu. Fechou a porta. E ele ficou ali. Na sala. De cinto. Melado. Sorrindo. E ela veio por trás. Passou a mão na nuca dele. Puxou. Virou ele. E falou, baixinho:

— Sabe o que eu vou fazer semana que vem?

— Não.

— Vou fazer você limpar o Índio. E depois limpar ele de novo. E depois limpar a porra do Índio misturada com a sua. Você vai comer tudo. Vai provar tudo junto. Vai virar um vídeo de corno de verdade. E o Marquinhos vai assistir. E você vai gozar na frente dele só de lamber. Vai ser a maior humilhação da sua vida.

Ele engoliu. O pau dele — preso — pulsou. E ele falou:

— Tô pronto.

— Fala o que você é.

— Sou corno manso de castidade. E vou comer a porra do Índio misturada com a minha. Na frente do meu melhor amigo.


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Ficha do conto

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Nome do conto:
A SEMANA SEGUINTE, COM O AMIGO DO CORNO

Codigo do conto:
275301

Categoria:
Cuckold

Data da Publicação:
22/10/2026

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