Foi engraçado de ver. O Ricardo, que nunca tinha segurado uma vara de pescar na vida, que mal saía da rotina de trabalho e casa, chegou um dia em casa todo empolgado, com os olhos brilhando.
— Amor! Eu tive uma ideia sensacional! Eu e uns caras vamos ir pescar! Vamos fazer uma viagem, ficar uns dias no meio do mato, longe de tudo!
Eu ri, achei graça. — Sério, amor? Você? Pescar? Você não sabe nem por onde começa!
— Da nada! Aprende-se! — ele disse, todo convencido. — A gente vai só pra curtir, beber, jogar conversa fora, sentir o ar puro. Vai ser eu e mais 3 amigos. Todos gente boa, de confiança, cara limpa.
E ele foi lá e fez. Comprou vara, linha, anzóis, comprou barraca, cooler, comprou roupa de camuflado, parecia um menino ganhando presente de Natal. Se preparou como se fosse uma expedição importante.
E foram. Quatro dias longe. Quatro dias sem notícia, só eu e a saudade em casa.
Quando ele voltou, nossa... ele parecia outra pessoa. Mais relaxado, bronzeado, com cara de quem comeu e gostou muito.
— Nossa, amor! Foi o máximo! — ele começou a contar assim que entrou pela porta. — A gente não pescou quase nada, não sabe fazer direito mesmo, mas foi tão bom! Ficamos lá na beira do rio, comendo churrasco, bebendo, contando história, jogando truco, dormindo ouvindo o barulho da natureza. Foi muito bom mesmo, valeu a pena cada segundo.
Eu escutava tudo sorrindo, feliz por ele estar feliz.
— E já combinamos, patroa. Daqui a dois meses nós vamos de novo. Agora já sabemos como é, vamos voltar com tudo. — ele parou, me olhou, e abriu aquele sorriso safado que eu conheço tão bem. — E eu tive uma ideia... uma ótima ideia.
— Que ideia, amor? — perguntei, já sentindo o coração bater mais forte.
— Olha só... são só nós 4 homens. Todos amigos meus, gente de confiança, eu confio cegamente em cada um. E da próxima vez... eu quero levar você. De surpresa pra eles. Imagina só? Nós lá no meio do mato, e eu apareço com a mulher mais gostosa do mundo pra alegrar a geral?
PAH!
Senti um choque elétrico percorrer meu corpo inteiro.
4 HOMENS. MEIO DO MATO. LONGE DE TUDO E DE TODOS. SÓ EU E ELES.
A minha mente pervertida começou a trabalhar a mil por hora. Imagens começaram a passar pela minha cabeça como um filme: A barraca armada, o silêncio da noite, a fogueira acesa... E eu ali, sozinha, no meio de quatro homens com tesão acumulado, longe de cidade, sem ninguém pra ver, sem regras, sem limites.
— O que você acha? — ele perguntou, se aproximando, passando a mão na minha cintura, já sentindo que eu tinha gostado da ideia. — Você ia ser a rainha do acampamento. A única mulher, cercada de macho de verdade...
Eu engoli seco, senti minha buceta já começando a latejar, molhando de tesão só de imaginar.
Quatro homens... O meu marido olhando... Eu sendo passada de mão em mão, usada, comida, gozada, ali na grama, na barraca, no chão de terra batida...
— Eu... eu acho que é uma ideia incrível, amor... — sussurrei, olhando pra ele com os olhos cheios de fogo. — Eu quero ir... eu quero muito ir...
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