"Aposta Íntima" Transa gostosa.

"Aposta Íntima"

O vento uivava lá fora, arranhando os vidros da janela com dedos gelados. O asfalto brilhava, molhado pela chuva fina que caíra mais cedo. Enrolado num cobertor, Sandro remexia os canais da TV sem encontrar nada que prendesse sua atenção. O silêncio do apartamento era quebrado apenas pelo som abafado da chuva e pelo diálogo insosso de um filme qualquer. Foi então que o celular vibrou, insistente, sobre a mesa de centro.

Ele olhou para o visor. *Rute*. Um sorriso involuntário surgiu, seguido imediatamente por uma pontada de preocupação. Era tarde. Ela nunca ligava tão tarde.

“Alô?”
“Sandro?” A voz dela soava estranha, um pouco distante, mas não assustada. “Preciso da tua ajuda.”
“Claro. O que foi? Está tudo bem?”
“Sim… e não. É… complicado de explicar por telefone. Podes vir?”
Ele hesitou por um segundo, olhando para a janela escura. Moravam a uns vinte minutos de distância. “Agora?”
“Por favor. É… urgente.”
O tom dela não deixava margem para discussão. “Estou a caminho.”

O táxi deixou-o em frente ao prédio dela, um edifício antigo com fachada de pedra. O frio cortava como uma lâmina. Tocou o interfone.
“Quem é?”
“Sou eu, o Sandro.”
O portão eletrónico emitiu um clique seco. Subiu as escadas, o coração a bater um pouco mais rápido do que o normal. Quando ela abriu a porta, a primeira coisa que notou foi o vestido. Um vestido preto, simples, que lhe caía sobre o corpo como uma segunda pele, terminando acima dos joelhos. A segunda coisa foram as luzes – apenas uma luminária de pé num canto, lançando um cone de luz quente sobre o centro da sala, onde um tapete espesso estava coberto por… naipes de baralho espalhados.

“Entra,” disse ela, com um sorriso que não chegava totalmente aos olhos.
Ele entrou, sentindo o calor do apartamento contrastar com o frio que trazia nos ombros. “Rute, o que se passa? Disseste que era urgente.”
Ela fechou a porta e encostou-se a ela, cruzando os braços. O sorriso transformou-se, ganhando um travo malicioso. “E é. A noite está uma porcaria, terrivelmente chata. E a diversão, meu caro Sandro, é uma necessidade urgente. E tu, como meu grande amigo, tens a *obrigação* de me ajudar a resolvê-la.”
Sandro sentiu o ar ficar diferente. Mais denso, mais carregado. “Ajudar… como?”
Ela caminhou até ao centro da sala, movendo-se com uma graça felina, e ajoelhou-se junto ao tapete. “Senta-te.” Ele obedeceu, sentando-se frente a frente para ela, com o baralho entre eles. Ela pegou numa garrafa de vinho tinto já aberta e encheu duas taças de cristal. “Gostas de jogar?”
“Não sou grande coisa com cartas,” admitiu ele, aceitando a taça. O vinho era doce e pesado, com um sabor a frutas escuras.
“Tudo bem. As regras são simples.” Os seus olhos brilhavam na penumbra. “Vamos apostar?”
“Apostar o quê?”
Ela inclinou-se para a frente, e o decote do vestido afundou-se ligeiramente. Sandro não conseguiu evitar um rápido olhar. Os seios dela, morenos e firmes, pareciam convidativos. “Não precisa de ser dinheiro,” sussurrou ela, como se partilhasse um segredo. “Que tal… as nossas roupas? Cada mão que se perde, uma peça de roupa vai embora.”
Um calor súbito percorreu Sandro da cabeça aos pés, muito mais intenso que o do vinho. A excitação foi instantânea, visceral. “Estás a falar a sério?”
“Nunca estive tão séria.” O olhar dela era um desafio direto, ardente. “Aceitas?”
A taça de vinho tremia-lhe ligeiramente na mão. “Aceito.”

Ela ganhou as duas primeiras mãos com uma facilidade desconcertante. Sandro despiu a camisa de gola redonda, depois a calça de fato de treino, ficando apenas de boxers pretos. A pele arrepiou-se, mas não de frio. A terceira mão foi dele. Ele olhou para ela, o coração a martelar.
Rute não hesitou. Ficou de pé, levou as mãos às costas e desapertou o fecho do vestido. O tecido preto escorregou dos seus ombros, caiu pela cintura e formou uma poça negra aos seus pés. Por baixo… não havia nada. Nada além da pele cor de mel, dos seios redondos e erectos, da curva suave do ventre e do triângulo escuro de uma calcinha de renda minúscula.
Sandro prendeu a respiração. Ela era deslumbrante. A amizade, a barreira invisível que sempre existira, dissolveu-se como fumo.
“A tua vez,” disse ela, a voz um pouco rouca, enquanto se ajoelhava novamente. A quarta mão também foi dele.
Ela soltou uma risadinha baixa. “Só me resta isto.” Passou os dedos pelo elástico da calcinha. “Tiro eu? Ou queres tirar tu?”
Sandro engoliu em seco. “Eu.”
Ela levantou-se, virou-se de costas para ele e prendeu os longos cabelos castanhos numa mão, expondo a nuca. Afastou ligeiramente as pernas. A renda preta contrastava brutalmente com a pele das suas nádegas perfeitas, redondas e firmes. Ela olhou para trás por sobre o ombro, e o seu olhar era puro fogo.
“Vem,” ordenou, suave e firme. “Aquece-me esta noite. Foi para isso que te chamei.”

Ele não precisou de um segundo convite. Movimentou-se rápido, fechando a distância entre eles. As mãos encontraram o seu corpo antes de qualquer outra coisa. A mão esquerda deslizou por dentro da renda, encontrando logo abaixo o calor e a humidade que já a inundavam. A mão direita agarrou um dos seios, o mamilo duro como uma pedra contra a sua palma. Ele enterrou o rosto no pescoço dela, beijando, mordiscando a pele salgada.
“Meu Deus, Rute…”
“Shh… beija-me. Beija-me toda.”
Ele puxou a calcinha para baixo, num movimento brusco, e ela ajudou, libertando-se do tecido. Virou-se e atirou-o para cima dele, antes de o empurrar para o sofá grande e macio. Ele caiu para trás, e ela montou-o, a cavalgar a sua coxa enquanto os lábios dele finalmente encontravam os seus, num beijo profundo, faminto, cheio de língua e desejo acumulado.
“Quero sentir-te,” ela gemeu no seu ouvido, a boca húmida. “Quero sentir-te todo dentro de mim. Todinho…”

Ele rolou com ela, colocando-a debaixo dele. A posição era primitiva, dominante. Os joelhos dela enterravam-se no tapete fofo ao lado do sofá. A calcinha preta estava agora perdida entre os reis e damas de copas e espadas espalhados pelo chão. A sua boca começou uma viagem lenta e devassa pelas costas dela, beijando cada vértebra, lambendo a pequena covinha no fundo da coluna. Quando chegou às nádegas, perfeitas e arredondadas, não resistiu. Deu uma mordida suave, depois um tapa mais firme. A pele branqueou e depois corou, e ela arqueou-se com um ganido.
“Isso… faz-me sentir uma puta,” sussurrou ela, a voz embargada.
“És a minha puta,” ele respondeu, surpreendido com a sua própria crueza. Agarrou-lhe os cabelos, envolvendo-os no punho, e puxou a cabeça dela para trás. “E eu vou foder-te como uma.”
“Sim! Por favor, Sandro… mete. Mete-me, bem gostoso.”

A penetração foi lenta, deliberada. Ele guiou-se com a cabeça do seu pénis, já a latejar, encontrando a sua entrada escorregadia e incrivelmente apertada. Ela gritou quando ele entrou completamente, um som rouco de pura gratificação. Ele parou, deixando-a adaptar-se, sentindo as paredes internas dela a contraírem-se à sua volta.
“Não pares… mexe-te,” ela implorou, a rebolar as ancas.
Ele obedeceu. Começou com uma cadência lenta e profunda, cada embate uma afirmação de posse. Depois acelerou. O som das suas coxas a baterem nas suas nádegas encheu o quarto, um ritmo úmido e obsceno. Ela correspondia a cada movimento, a rebolar frenética, a empurrar para trás para o encontrar mais fundo.
“Assim… caralho, assim é que é!” ela gritava, as unas cravando-se no tecido do sofá. “Mais forte! Puxa-me os cabelos! Bate-me!”
Ele puxou os seus cabelos com mais força, ao mesmo tempo que a mão livre descia e batia na carne já rosada das suas nádegas, uma vez, duas, três vezes. Cada tapa era ecoado por um grito de prazer dela.
“Faz de mim a tua vadiazinha! Vadia que só sabe levar pila!”
Ele estava à beira do precipício, o calor a acumular-se na base da espinha. Ela parecia senti-lo.
“Não… ainda não,” ela gemeu. “Quero sentir-te noutro sítio.”

Num movimento surpreendentemente ágil, ela libertou-se dele e empurrou-o para sentar-se no sofá. Ele ficou lá, ofegante, o pénis erecto e brilhante com os seus fluidos. Ela ajoelhou-se entre as suas pernas abertas, com um olhar de pura adoração faminta.
“Sempre imaginei o teu gosto,” sussurrou ela, antes de envolver a cabeça dele com os lábios.
Sandro gemeu, a cabeça a cair para trás. A sua boca era quente, húmida e perversamente habilidosa. A língua dela explorava cada centímetro, desde a base até à ponta sensível, antes de ela o levar profundamente para a garganta, sem hesitação. A sensação era avassaladora. Ela chupava com uma luxúria voraz, como se estivesse a devorar algo de que tinha andado à fome durante anos. Uma das suas mãos brincava com os seus testículos, enquanto a outra se enterrava entre as suas próprias pernas.
“Vais-me fazer gozar assim,” ele avisou, a voz trémula.
Ela soltou-o com um *pop* audível. “É o que eu quero. Goza. Goza na minha boca. Quero beber tudo.”
Ela voltou à tarefa com redobrada fervor, os olhos fechados em concentração extática. Sandro já não conseguia aguentar. Os músculos da barriga contraíram-se.
“Rute… vou…”
Ela não se afastou. Pelo contrário, levou-o ainda mais fundo. A onda de prazer rebentou, e ele gemeu alto, enquanto jorrava na sua boca. Ela engoliu, sem derramar uma gota, continuando a sugar suavemente até ele ficar sensível e a tremer.

Quando ela finalmente se afastou, os seus lábios estavam brilhantes. Um fiozinho de sémen escapou-lhe do canto da boca, e ela apanhou-o com o dedo e lambeu-o, mantendo o contacto visual.
“É tão doce,” murmurou.
Ele puxou-a para um beijo lento, saboreando o seu próprio gosto na boca dela. “Agora é a minha vez.”
Ele deitou-a de costas no tapete, afastou-lhe as pernas e mergulhou. O seu clítoris estava inchado e pulsante. Ele começou por lamber os lábios externos, beijando, sugando, antes de se concentrar no botãozinho duro. A técnica era deliberada, variando entre círculos rápidos da língua e sucção firme. Ela começou a gritar quase de imediato, as mãos a enterrarem-se nos seus cabelos.
“Aí… meu Deus… aí mesmo! Não pares!”
Ele não parou. Introduziu dois dedos dentro dela, encontrando um ritmo que combinava com a língua. Sentiu-a contrair-se à volta dos seus dedos, o corpo a arquejar-se. O seu gosto era adocicado e salgado, viciante.
“Vou gozar… vou gozar na tua boca!” ela gritou, e o seu corpo foi varrido por espasmos violentos. Ele bebeu cada tremor, cada gemido, até ela cair de volta no tapete, ofegante.

Mas a noite estava longe de acabar.
“Vira-te,” ele pediu, a voz rouca.
Ela obedeceu, colocando-se de quatro. Ele ajoelhou-se atrás dela, mas antes de a penetrar novamente, inclinou-se e cuspiu suavemente no seu pequeno orifício anal, antes de começar a massageá-lo com o polegar.
“Já experimentaste?” perguntou ele, beijando a parte de trás da sua coxa.
“Não… mas quero. Contigo, quero.”
Ele foi extremamente cuidadoso, luxuriante na sua lentidão. Usou mais saliva, depois um pouco do lubrificante natural dela que transferiu com os dedos. A penetração anal foi lenta, centímetro a centímetro, com ele a parar sempre que ela ficava tensa, a acariciar-lhe as costas, a sussurrar palavras sujas e encorajadoras.
“Estás tão apertadinha… caralho, Rute…”
Quando ele estava totalmente dentro, ambos pararam, a ofegar. A sensação era de uma intimidade avassaladora, ainda mais intensa do que antes. Ele começou a mover-se, com uma cadência lenta e profunda, alternando depois com penetrações mais rápidas na sua vagina, já relaxada e escorregadia. Ela estava a gemer sem parar, uma cascata de palavrões suaves e súplicas.
“Fode o meu cuzinho… depois mete na minha cona… quero sentir-te em todo o lado!”
Ele obedeceu, alternando entre os dois orifícios, cada mudança provocando novos gritos de prazer dela. A luxúria era pura, animal, e os seus orgasmos sucediam-se – dela, dele, outra vez dela – até estarem ambos exaustos, cobertos de suor e fluidos, deitados numa confusão de membros no tapete, rodeados por cartas de baralho dispersas.

A chuva parara lá fora. A única luz era a da lua que agora entrava pela janela. Rute estava deitada de lado, a cabeça apoiada no seu peito, a desenhar círculos na sua barriga.
“Então?” ela perguntou, com um sorriso cansado e satisfeito.
“Então o quê?”
“Ainda achas que a nossa amizade é só… amizade?”
Ele riu-se, baixo, e beijou-lhe a cabeça. “Acho que acabámos de redefini-la.”
“Bom.” Ela sentou-se, esticou o braço e apanhou o baralho desordenado. Baralhou as cartas com mão experiente. “Mais uma mão? As regras continuam as mesmas.”
Sandro olhou para o seu corpo nu, iluminado pelo luar, e depois para as cartas nas suas mãos. Um sorriso largo abriu-se no seu rosto.
“Só se começarmos já nus.”
Ela atirou-lhe o baralho, que ele apanhou no ar. A noite, afinal, estava apenas a começar.

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Ficha do conto

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lampiao69

Nome do conto:
"Aposta Íntima" Transa gostosa.

Codigo do conto:
276009

Categoria:
Confissão

Data da Publicação:
31/10/2026

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