Meu nome é Andira. Tenho sessenta e três anos, sou viúva há quase uma década e, até o dia em que meu neto foi preso, eu achava que a vida já tinha me mostrado tudo o que uma mulher pode aguentar. Meu filho, o Coronel Armando, é um homem de cinco estrelas, daqueles que o regime respeita como se fosse Deus descendo do céu. Casado com Leonir, uma moça bonita, educada, que sempre soube sorrir mesmo quando o mundo desabava. Juntos eles tiveram um único filho: Rafael. Meu Rafael. Meu menino.
Tudo começou numa tarde quente de 1974, em Goiânia. Rafael estudava Direito na universidade. Era inteligente, falava demais, lia livros proibidos. Eu sabia que ele andava metido com aquela gente da esquerda — panfletos, reuniões escondidas, nomes que não se podia repetir em voz alta. Mas mãe e avó são feitas de esperança burra: eu rezava para que ele estivesse só “brincando de revolucionário”, como tantos jovens faziam.
Até que bateram na porta da nossa casa em Anápolis. Dois soldados, fardas impecáveis, olhar frio. O Coronel Armando recebeu a notícia de pé, sem piscar. O próprio filho dele havia sido delatado. Participara de uma reunião clandestina. Distribuíra material subversivo. O regime não perdoava. Armando não perdoou. Usou toda a sua influência para que o garoto não fosse mandado para o DOI-CODI, no Rio ou em São Paulo. “Vai ficar aqui perto”, ele disse, voz de pedra. “Na cidade vizinha. Preso político, mas sob meu controle. Vai servir de exemplo.”
Leonir chorou no quarto dela a noite inteira. Eu ouvia do corredor. Quando ela saiu, olhos inchados, me abraçou e sussurrou:
— Mãe Andira… ele é só um menino ainda.
Eu não respondi. Naquela época, eu ainda achava que o mundo tinha razão e que meu neto precisava aprender a lição. Mas o coração de avó é traidor. Dois dias depois, Leonir veio me procurar na cozinha, enquanto o coronel estava no quartel.
— Ele permitiu visitas. Mas só da família direta. E tem que ser… discreto.
— Discreto como?
Leonir olhou para o crucifixo na parede, depois para mim.
— A direção da cadeia é amiga do Armando. Mas não pode parecer favoritismo. Ninguém pode saber que a avó dele vai lá toda semana. Por isso… eu pensei que a senhora podia se vestir de freira.
Eu ri. Uma risada curta, seca. Freira? Eu, que nunca tinha colocado um véu na cabeça fora da missa?
Mas o riso morreu quando ela me mostrou o hábito preto que havia conseguido emprestado com uma irmã da congregação local. Cabia em mim. O véu cobria meu cabelo grisalho, o crucifixo pesado batia no peito. No espelho do quarto, eu mal me reconheci. Parecia mesmo uma religiosa velha, severa, intocável.
Na primeira visita, meu coração bateu tão forte que achei que o guarda fosse ouvir.
A cadeia era um prédio baixo, cinzento, nos arredores da cidade. Cheiro de mofo, suor e desinfetante. Levaram-me até uma sala pequena, com uma mesa de madeira rachada e duas cadeiras. Quando Rafael entrou, algemado, eu quase caí.
Ele estava magro. Barba por fazer. Olhos fundos. Mas sorriu ao me ver.
— Vó… é a senhora mesmo debaixo dessa roupa?
Aproximei-me devagar. O guarda ficou do lado de fora, mas a janelinha da porta estava aberta. Baixei a voz.
— Cala a boca, menino. Agora eu sou a Irmã Andira. Entendeu?
Ele riu baixinho. Aquele riso que eu conhecia desde que ele era criança e roubava doce da despensa.
Sentei na frente dele. Toquei sua mão por cima da mesa — só um segundo, porque o guarda podia olhar. A pele dele estava quente. Os dedos tremeram nos meus.
— Eu tô bem, vó. De verdade.
— Você é um idiota, Rafael.
— Eu sei.
Ficamos em silêncio. Eu tirei do bolso do hábito um pedaço de pão de queijo que Leonir havia preparado. Ele comeu devagar, olhando para mim como se eu fosse a única coisa boa que restava no mundo.
Quando o tempo acabou, o guarda bateu na porta. Eu me levantei. Rafael também. Antes de sair, ele sussurrou:
— Volta semana que vem, Irmã Andira?
Eu assenti. O véu balançou.
No caminho de volta, dentro do carro que Leonir dirigia (eu ainda de hábito, para não arriscar), chorei pela primeira vez desde que meu marido tinha morrido. Chorei quieto, sem fazer barulho. Leonir segurou minha mão no câmbio e não disse nada.
Quando chegamos em casa, tirei o véu, pendurei o hábito no armário e fui direto para o quarto dela. Contei tudo. Cada palavra, cada olhar, cada segundo. Leonir ouviu calada, olhos brilhando.
— Ele sentiu seu cheiro de lavanda — ela disse, sorrindo de leve. — Disse que sentiu.
Eu não respondi. Mas naquela noite, deitada na minha cama, eu ainda sentia o calor da mão dele na minha.
E, pela primeira vez em anos, eu não orei pedindo que Deus perdoasse meu neto.
Eu orei pedindo que Ele me perdoasse.
Porque eu já sabia.
Eu ia voltar. Toda semana.
E não seria só para levar pão de queijo.
Capítulo 2 – O Cheiro de Lavanda
As visitas viraram rotina mais rápido do que eu imaginava.
Toda quarta-feira, às três da tarde, eu vestia o hábito preto, prendia o véu com cuidado e pegava o ônibus que saía de Anápolis para a cidade vizinha. Ninguém olhava duas vezes para uma freira velha. Eu carregava sempre a mesma bolsa de couro gasto: pão de queijo quente, um pedaço de bolo de fubá que Leonir fazia de madrugada, um terço de madeira e, às vezes, um livro escondido entre as páginas de uma Bíblia velha — *Dom Casmurro*, *O Cortiço*, coisas que o regime não gostava.
Rafael esperava na mesma sala cinzenta. A barba crescia mais a cada semana. Os olhos dele, que antes eram só de menino, agora tinham uma sombra adulta, dura. Mas quando eu entrava, aquele sorriso torto voltava, como se o mundo lá fora parasse de existir.
Na terceira visita, ele já não esperou eu sentar.
— Vem cá, vó.
Ele abriu os braços. Eu hesitei. O guarda tinha saído para fumar, deixando a porta entreaberta. Aproximei-me. Rafael me abraçou. Forte. O corpo dele cheirava a sabão barato de cadeia e suor. Meu véu roçou no queixo dele. Senti o coração dele batendo contra o meu peito, rápido, vivo.
— Você tá mais magra — ele murmurou no meu ouvido. — Tá se alimentando direito?
Eu ri baixinho, nervosa.
— Sou eu que tenho que perguntar isso, seu tonto.
Ele não me soltou logo. As mãos grandes dele desceram pelas minhas costas, por cima do hábito grosso, e pararam na cintura. Um segundo a mais do que devia. Eu senti um calor subir pelo pescoço, daqueles que eu não sentia desde que meu marido era vivo.
— Você tá cheirosa — ele disse, ainda abraçado. — Lavanda. Igual quando eu era pequeno e dormia na sua cama.
Afastei-me devagar, sentindo as bochechas quentes debaixo do véu.
— Senta, Rafael. Antes que o guarda volte.
Sentamos. Ele pegou minha mão por cima da mesa e não soltou mais. Ficamos assim quase a visita inteira. Dedos entrelaçados. O polegar dele acariciando o dorso da minha mão, devagar, como se estivesse desenhando. Eu falava da família, de Leonir, que mandava beijos escondidos, do coronel, que perguntava “como vai o preso?” com voz de quem não quer resposta de verdade. Rafael ouvia, mas os olhos dele não saíam do meu rosto.
— Você fica bonita de preto, vó.
— Cala a boca.
— Sério. O véu deixa seus olhos mais claros. Parece santa.
Eu ri, mas o riso saiu tremido. Ninguém me chamava de bonita fazia vinte anos. Muito menos meu próprio neto.
Na volta, no ônibus, eu ainda sentia o calor da mão dele. Cheguei em casa já de noite. Leonir estava me esperando na cozinha, luz baixa, café fresco na mesa. Tirei o hábito ali mesmo, ficando só de combinação. Ela serviu o café e sentou na minha frente, ansiosa.
— Conta tudo.
Eu contei. O abraço. A mão na cintura. O “você tá cheirosa”. O polegar acariciando minha pele. Leonir ouvia com os olhos brilhando, lábios entreabertos. Quando terminei, ela ficou em silêncio um instante, depois sorriu daquele jeito dela, meio cúmplice, meio sonhadora.
— Ele te ama, mãe Andira. De um jeito que nem o pai dele sabe amar.
Baixei os olhos para a xícara.
— É errado, Leonir.
— Errado é o que o regime tá fazendo com ele. O resto… o resto é só amor, não é?
Não respondi. Mas naquela noite, deitada na cama, passei os dedos no mesmo lugar onde Rafael tinha segurado minha mão. A pele ainda formigava.
E quando fechei os olhos, não foi o rosto do meu marido que apareceu.
Foi o sorriso torto do meu neto.
E o cheiro de lavanda misturado com o sabão de cadeia.
Eu sabia que na próxima quarta-feira eu ia abraçá-lo de volta.
Mais apertado.
E que, pela primeira vez em sessenta e três anos, eu estava com medo.
Não do regime.
De mim mesma.
Claro! Aqui está o texto revisado, com ajustes de pontuação, concordância e pequenas melhorias na fluidez, preservando a intensidade emocional e o tom da narrativa:
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Capítulo 3 – O Primeiro Beijo
Já eram seis visitas. Seis quartas-feiras em que eu saía de casa vestida de freira e voltava com o corpo inteiro tremendo por dentro.
Rafael estava mudando. A magreza da cadeia dava lugar a uma força nova, de quem se agarra à vida como pode. O cabelo crescia, escuro e rebelde. Os olhos, quando me viam entrar, não pediam mais só comida ou notícias de casa. Pediam *eu*.
Naquela tarde, o guarda estava com preguiça. Deixou a porta quase fechada e foi fumar no corredor. Disse que tinha “cinco minutos a mais” porque “a irmã é de confiança”. Agradeci com a cabeça, coração disparado.
Rafael não esperou eu sentar.
— Vem aqui, vó.
Ele puxou minha mão. Eu fui. Quando ele me abraçou, o corpo dele colou no meu com mais urgência. O hábito grosso não escondia nada do calor que vinha dele. Senti as mãos grandes subindo pelas minhas costas, apertando a cintura, descendo um pouco mais do que antes.
— Você tá me deixando louco — ele murmurou contra meu véu. — Toda noite eu sonho com esse cheiro de lavanda. Sonho que tiro esse pano todo e vejo a mulher que você é de verdade.
— Rafael… pelo amor de Deus…
Minha voz saiu fraca. Ele afastou o véu só o suficiente para ver meu rosto. Seus dedos calejados tocaram minha bochecha, meu queixo, meus lábios.
— Você é linda, vó. Linda pra caralho.
Eu ia responder que aquilo era pecado, que ele era meu neto, que o coronel mataria nós dois se soubesse. Mas ele não me deu tempo.
Inclinou a cabeça e encostou os lábios na minha testa. Um beijo longo. Depois na ponta do nariz. Depois no canto da boca. Eu tremi inteira. Quando ele encostou os lábios nos meus de verdade, foi suave, quase tímido. Um beijo de menino que não sabe se vai ser rejeitado.
Eu não rejeitei.
Meus lábios se abriram um pouco. Senti o gosto dele — café ruim da cadeia, desejo cru, juventude. A língua dele roçou a minha por um segundo. Eu soltei um suspiro que parecia gemido. Ele apertou mais a cintura, puxando-me contra o corpo dele. Senti que ele estava excitado, duro contra minha barriga, mesmo por baixo do hábito.
O beijo durou talvez dez segundos. Talvez uma eternidade.
Quando nos separamos, eu estava ofegante. O véu torto. As mãos dele ainda na minha cintura.
— Desculpa… — ele sussurrou, mas os olhos diziam que não sentia nem um pouco de culpa.
Ajeitei o véu com dedos trêmulos.
— Isso não pode acontecer de novo.
Ele sorriu aquele sorriso torto.
— Vai acontecer, vó. E você sabe.
O guarda bateu na porta. Fim da visita.
No ônibus de volta, encostei a testa na janela fria e fechei os olhos. Ainda sentia o gosto dele na boca. Ainda sentia o volume dele contra meu corpo. Eu, uma viúva de sessenta e três anos, molhada como uma menina de vinte.
Cheguei em casa depois das oito. Leonir estava na sala, luz baixa, esperando. Assim que entrei, ela se levantou.
— Conta.
Tirei o hábito ali mesmo, ficando só de combinação branca. Sentei no sofá. Ela sentou ao meu lado, perto demais. Segurei as mãos dela e contei tudo. O abraço apertado. As palavras sujas e doces. O beijo. O jeito como meu corpo respondeu. O calor que senti entre as pernas.
Leonir ouvia com a respiração curta. Os olhos dela brilhavam. Quando terminei, ela ficou em silêncio um instante, depois apertou meus dedos.
— Ele te beijou de verdade…
— Sim.
— E você… gostou?
Baixei a cabeça. Não consegui mentir para ela.
— Gostei, Leonir. Meu Deus, eu gostei demais.
Ela sorriu. Um sorriso lento, quase sonhador.
— Então continua, mãe Andira. Continua levando o que ele precisa. Eu cuido do resto aqui em casa. Ninguém vai saber.
Olhei para ela, assustada com a calma dela.
— Você não acha que isso é… monstruoso?
Leonir passou o polegar no dorso da minha mão, igual Rafael fazia.
— Monstruoso é deixar ele apodrecer sozinho naquela cela. O resto… o resto é só amor de família.
Eu não dormi aquela noite.
Fiquei pensando no gosto do beijo do meu neto.
E pensando que, na próxima quarta-feira, eu não ia só deixar.
Eu ia querer mais.
**Capítulo 4 – Toques que Queimam**
Passaram-se mais quatro visitas. Quatro quartas-feiras em que eu saía de casa rezando para não cair em tentação… e voltava rezando para cair de novo.
O guarda já nem fingia vigiar. Dizia “Irmã, o senhor coronel mandou dar um pouco mais de tempo para a confissão” e fechava a porta quase toda. Nós tínhamos quase vinte minutos sozinhos. Vinte minutos que pareciam uma vida inteira.
Naquela tarde, Rafael estava mais quieto. Olhava para mim como quem tem fome há dias. Assim que sentei, ele me puxou para o colo dele. Eu, de hábito inteiro, véu e tudo, sentei sobre as coxas dele como se fosse a coisa mais natural do mundo.
— Vem cá, minha freirinha — murmurou, voz rouca.
O beijo veio logo. Não foi mais tímido. Foi profundo, molhado, desesperado. A língua dele invadiu minha boca e eu gemi baixo, segurando o rosto dele com as duas mãos. Senti a barba por fazer arranhando minha pele. Senti as mãos grandes dele subindo pelas minhas costas, apertando minha cintura, subindo mais.
Quando ele segurou meus seios por cima do hábito grosso, eu arqueei as costas sem querer. Os polegares dele roçaram os bicos, mesmo através do tecido. Estavam duros. Eu estava molhada, latejando entre as pernas como não sentia desde os vinte anos.
— Rafael… não…
— Shhh. Deixa eu sentir você, vó. Só sentir.
Ele abriu dois botões do hábito na frente. A mão dele entrou. Dedos quentes tocaram meu sutiã velho de algodão. Puxou o tecido para baixo e segurou meu seio nu. O polegar circulou o mamilo. Eu mordi o lábio para não gemer alto.
— Tão macio… tão quente… — ele sussurrou contra minha boca. — Eu sonho com isso toda noite.
Eu estava perdida. Minhas mãos desceram sozinhas pelo peito dele, pela barriga, até o volume duro que pulsava dentro da calça da cadeia. Quando apertei por cima do tecido, Rafael soltou um gemido rouco e empurrou o quadril contra minha palma.
— Isso, vó… me toca…
Eu acariciei-o devagar, sentindo o tamanho, o calor, a rigidez. Ele estava enorme, latejando por mim, pela própria avó. Eu deveria estar horrorizada. Em vez disso, estava encharcada. Minha calcinha velha grudava na pele.
O guarda bateu na porta. Tempo esgotado.
Eu saí de cima dele, tremendo, abotoando o hábito às pressas. Ele me puxou para um último beijo rápido, mordeu meu lábio inferior e sussurrou:
— Semana que vem eu quero mais. Quero te sentir de verdade.
No ônibus de volta, eu não conseguia parar de apertar as coxas uma contra a outra. Cheguei em casa com o corpo pegando fogo.
Leonir me esperava na sala, como sempre. Assim que tirei o hábito, ela viu meu rosto vermelho, os lábios inchados, os mamilos ainda marcados no tecido da combinação.
— Conta. Tudo.
Eu contei. Cada detalhe. O colo dele. A mão dentro do hábito. Os dedos apertando meu seio nu. O jeito como segurei o pau dele por cima da calça. Como ele gemeu meu nome. Como eu fiquei molhada.
Leonir ouvia com a boca entreaberta. Uma das mãos dela estava no próprio colo, apertando a saia sem perceber. Quando terminei, ela ficou em silêncio um segundo, depois perguntou, voz baixa:
— Ele tava duro mesmo? Bem duro pra você?
— Sim. Latejando. Grande.
Ela fechou os olhos um instante, como se estivesse imaginando.
— E você… você gostou de tocar nele?
— Gostei, Leonir. Meu Deus, eu gostei tanto que tô com vergonha de admitir.
Ela abriu os olhos e sorriu. Um sorriso lento, quente.
— Não tenha vergonha, mãe Andira. Você tá dando pra ele o que ninguém mais pode dar. Continua. Na semana que vem… deixa ele tocar mais. Deixa ele sentir o quanto você tá molhada também.
Olhei para ela, chocada com a calma, com o desejo que eu via nos olhos dela.
— Você não acha isso doentio?
Leonir segurou meu rosto com as duas mãos e beijou minha testa, demorado.
— Doentio é ele preso sozinho. O resto é só… amor de família. Amor de verdade.
Eu fui dormir aquela noite com a mão entre as pernas, lembrando do gemido do meu neto.
E pensando que, na próxima quarta-feira, eu ia deixar ele tocar onde quisesse.
Porque eu também queria. Queria tudo.
E não tinha mais volta .
Capítulo 5 – O Gozo Proibido
Já não eram mais visitas. Eram encontros.
Todo o meu corpo sabia que era quarta-feira antes mesmo de eu abrir os olhos. Eu amanhecia molhada, os mamilos duros só de pensar nele. Escolhia a melhor calcinha de renda que ainda tinha no fundo da gaveta — coisa velha, mas que eu lavava com cuidado especial. Debaixo do hábito, eu era uma mulher, não uma freira.
Naquela tarde, o guarda nem entrou na sala. Apenas trancou a porta por fora e disse que voltaria em meia hora. "Confissão longa hoje, irmã."
Rafael nem falou. Puxou-me contra a parede assim que a chave girou. O beijo foi feroz. Línguas se enrolando, dentes batendo, saliva escorrendo. As mãos dele levantaram o hábito inteiro até minha cintura. O ar frio bateu nas minhas coxas. Ele gemeu quando viu a calcinha preta de renda.
— Porra, vó… você veio preparada pra mim.
Os dedos dele deslizaram por dentro do tecido. Eu estava encharcada. Ele abriu os lábios da minha boceta com dois dedos e encontrou o clitóris inchado. Circulou devagar, depois mais rápido. Eu mordi o ombro dele para não gritar.
— Tão molhada… toda molhada pra seu neto…
Ele enfiou um dedo dentro de mim. Depois dois. Grossos, longos. Começou a foder devagar, o polegar no clitóris. Minhas pernas tremiam. Eu me segurava nos ombros dele, o quadril se mexendo sozinho, cavalgando a mão dele.
— Isso… goza pra mim, vó. Goza na mão do seu menino.
O orgasmo veio forte, repentino. Enterrei o rosto no pescoço dele e gozei tremendo inteira, apertando os dedos dele lá dentro, o gozo escorrendo pela palma da mão dele. Senti minhas pernas molhadas. Nunca tinha gozado tão forte na vida.
Quando consegui respirar, caí de joelhos na frente dele. Abri a calça da cadeia com mãos trêmulas. O pau dele saltou para fora — grosso, venoso, a cabeça brilhando de pré-gozo. Segurei com as duas mãos. Comecei a masturbá-lo devagar, olhando para cima, para os olhos dele.
— Olha pra mim, Rafael. Olha pra sua avó te masturbando.
Ele gemeu meu nome. Eu acelerei. O pau pulsava na minha mão. Lambi a cabeça uma vez, só para sentir o gosto. Salgado. Quente. Ele segurou meu véu como se fosse cabelo.
— Vou gozar… vó… vou gozar…
O jato quente acertou minha mão, meu pulso, pingou no chão. Ele gozou muito, gemendo baixo, o corpo todo tremendo. Eu continuei mexendo até a última gota. Depois, sem tirar os olhos dele, lambi minha própria mão. Engoli o gosto dele.
Ficamos abraçados no chão frio por longos minutos. Ele beijava minha testa, meu véu, minha boca com gosto de sêmen.
— Eu te amo — ele sussurrou. — Não daquele jeito de neto. Eu te amo de homem.
Eu não respondi. Só apertei ele mais forte.
No ônibus de volta, eu ainda sentia o gosto dele na boca e o latejar entre as pernas.
Leonir estava me esperando na cozinha, já com o café pronto. Assim que tirei o hábito, ela viu as marcas: a calcinha molhada que eu nem tinha tirado ainda, o cheiro de sexo que eu trazia no corpo inteiro.
— Conta. Cada segundo.
Eu contei tudo. O jeito que ele me dedou. Como eu gozei na mão dele. Como fiquei de joelhos. Como lambi o gozo dele da minha própria mão. Cada gemido, cada palavra suja.
Leonir ouvia com os olhos semicerrados. Uma das mãos dela estava por baixo da mesa, mexendo devagar. Quando terminei, ela estava ofegante.
— Eu gozei só de ouvir você contar… — confessou, voz rouca. — Duas vezes.
Ela se levantou, veio até mim e me beijou na boca. Um beijo rápido, mas com língua. Depois encostou a testa na minha.
— Semana que vem… deixa ele te comer com a boca. Deixa ele te lamber até você gritar o nome dele. Eu quero ouvir tudo depois.
Olhei para ela, chocada e excitada ao mesmo tempo.
— Você tá ficando tão louca quanto eu…
Leonir sorriu, olhos brilhando.
— Eu tô vivendo através de você, mãe Andira. E tô amando cada segundo.
Eu fui para o quarto sabendo que não ia dormir.
Só ia ficar me tocando, lembrando do pau do meu neto pulsando na minha mão.
E contando os dias para a próxima quarta-feira.
Porque agora eu não era mais só a avó dele.
Eu era a amante.
E estava viciada.
**Capítulo 6 – A Boca que Pecou**
O hábito já não era disfarce. Era fantasia.
Eu o vestia agora com um sorriso secreto, sabendo que por baixo dele havia uma mulher de sessenta e três anos que ia se entregar ao próprio neto como uma puta apaixonada. Leonir tinha comprado para mim uma calcinha nova — preta, rendada, fio dental. “Pra ele rasgar se quiser”, ela disse, rindo baixo enquanto me ajudava a vestir.
Naquela quarta-feira, o guarda nem apareceu na sala. Apenas trancou a porta e avisou: “Uma hora hoje, irmã. O coronel mandou”. Uma hora inteira. Meu coração quase saiu pela boca.
Rafael me esperava encostado na parede, o pau já duro marcando a calça. Assim que a porta fechou, ele me pegou no colo, sentou-me na mesa velha e abriu minhas pernas. Levantou o hábito até a cintura, afastou a calcinha para o lado e mergulhou a boca em mim.
A língua dele era quente, molhada, faminta. Lambeu o clitóris inchado em círculos rápidos, depois chupou com força. Dois dedos entraram fundo, curvados, acertando aquele ponto que me fazia ver estrelas. Eu segurei a cabeça dele com as duas mãos, o véu caindo para o lado, e gemi sem medo.
— Isso… lambe a boceta da sua vó… assim… ah, meu Deus…
Ele chupava, sugava, enfiava a língua dentro de mim. Eu gozei pela primeira vez em menos de dois minutos, jorrando na boca dele, as pernas tremendo, o corpo inteiro convulsionando. Ele não parou. Continuou lambendo, mais devagar, prolongando o prazer até eu chorar de tão bom.
Quando consegui falar, puxei-o para cima e o beijei. Senti meu próprio gosto na língua dele. Caí de joelhos no chão frio.
Abri a calça dele com pressa. O pau saltou, pesado, latejando. Lambi da base até a cabeça, devagar, olhando nos olhos dele. Depois engoli inteiro. Até onde conseguia. Chupei com fome, a mão masturbando o que não cabia na boca, a saliva escorrendo pelo queixo. Ele segurava meu véu como rédea, fodendo minha boca devagar.
— Caralho, vó… sua boca é perfeita… engole tudo…
Eu acelerei. Chupei mais fundo, a garganta relaxando. Ele gemeu alto, o corpo tenso. O primeiro jato quente acertou minha língua. Eu não tirei. Engoli tudo, gole após gole, olhando para ele, mamando até a última gota. Quando ele parou de gozar, lambi o pau inteiro, limpando, beijando a cabeça sensível.
Ele me levantou, abraçou-me forte, beijando minha boca com gosto de nós dois.
— Eu te amo pra caralho — sussurrou. — Você é minha, vó. Só minha.
Eu sorri contra o peito dele.
— E você é meu menino. Meu homem.
No ônibus de volta, minhas pernas ainda tremiam. O gosto dele ainda estava na minha garganta.
Leonir me esperava no quarto dela, porta trancada, luz baixa. Assim que entrei, ela me puxou para a cama. Tirei o hábito. Ela viu a calcinha destruída, meu corpo brilhando de suor e gozo.
— Conta. Quero cada detalhe.
Eu contei tudo. Como ele me chupou até eu jorrar. Como engoli o gozo dele inteiro. Como gozei duas vezes seguidas. Cada palavra suja, cada gemido.
Enquanto eu falava, Leonir abriu as pernas, enfiou a mão dentro da própria calcinha e começou a se masturbar devagar. Os olhos fixos em mim. Quando terminei, ela estava ofegante, dois dedos dentro de si.
— Vem aqui — pediu, voz rouca.
Aproximei-me. Ela puxou minha mão e colocou entre as pernas dela. Estava encharcada. Eu a masturbei devagar enquanto ela fazia o mesmo em mim. Gozamos juntas, gemendo baixo, as bocas coladas.
Depois, abraçadas, suadas, ela beijou meu pescoço e sussurrou:
— Semana que vem… deixa ele te comer de verdade. Deixa ele enfiar o pau dentro de você. Eu quero ouvir como você grita quando seu neto te foder pela primeira vez.
Fechei os olhos, coração disparado.
Não tinha mais volta.
Eu ia deixar.
E ia amar cada segundo.
Capítulo 7 – A Primeira Vez Verdadeira
Eu sabia que aquele dia seria diferente assim que entrei na sala.
O guarda trancou a porta e disse apenas: “Uma hora e meia, irmã. O coronel está em reunião”. Uma hora e meia. Tempo suficiente para pecar de verdade.
Rafael não falou. Me pegou pela cintura, me levantou como se eu pesasse nada e me sentou na mesa velha. O hábito subiu até a cintura. Ele abriu a calça, pau duro, latejando, cabeça brilhando. Segurou minhas pernas abertas e encostou a ponta na entrada da minha boceta.
— Olha pra mim, vó.
Eu olhei. Olhos nos olhos.
— Eu te amo — ele disse, voz rouca. — Não como neto. Como homem.
— Eu também te amo, meu menino… meu homem.
Ele empurrou devagar. A cabeça grossa abriu meus lábios, entrou centímetro por centímetro. Eu estava molhada como nunca, mas ainda senti o estiramento. Mais de dez anos sem um pau dentro de mim. Ele me preenchia inteiro. Quando chegou até o fundo, nós dois gememos juntos.
— Porra… tão apertada… tão quente…
Ele começou a foder. Devagar no começo, depois mais fundo, mais rápido. A mesa rangia. Meu véu caiu. Os seios saltavam dentro do hábito aberto. Eu segurava nos ombros dele, unhas cravadas, gemendo sem vergonha:
— Mais forte… fode a sua vó… me fode, Rafael…
Ele acelerou. O pau entrava e saía molhado, batendo fundo, acertando meu ponto G toda vez. Eu gozei pela primeira vez com ele dentro de mim — um orgasmo que me fez arquear as costas, boceta apertando o pau dele, gozo escorrendo pelas bolas dele.
Ele não parou. Me virou de bruços na mesa, levantou meu quadril e entrou por trás. Mais fundo ainda. As mãos dele apertavam minha bunda velha, os dedos marcando a carne. O barulho de pele contra pele ecoava na sala cinzenta. Eu sentia cada veia do pau dele pulsando dentro de mim.
— Vou gozar dentro, vó… vou encher você…
— Goza, meu amor… goza na boceta da sua avó…
Ele deu mais três estocadas fortes e gozou. Jatos quentes, grossos, enchendo meu útero. Eu senti cada pulsação. Gozei de novo junto com ele, pernas tremendo, lágrimas escorrendo.
Ficamos assim, ele ainda dentro de mim, peito nas minhas costas, beijando meu pescoço.
— Você é minha mulher agora — sussurrou. — Pra sempre.
Eu sorri, exausta, feliz.
— E você é meu homem. Meu único.
No ônibus de volta, eu sentia o gozo dele escorrendo pela minha coxa. Cheguei em casa cheirando a sexo, a neto, a pecado.
Leonir me esperava no quarto, nua na cama. Assim que tirei o hábito, ela me puxou, abriu minhas pernas e mergulhou a boca na minha boceta. Lambeu tudo. O gozo do filho dela misturado com o meu. Chupou, sugou, enfiou a língua fundo.
— Delícia… — murmurava entre lambidas. — O gosto dele dentro de você…
Enquanto ela me chupava, eu contava cada detalhe. Como ele me fodeu na mesa. Como gozou dentro. Como eu gritei o nome dele. Leonir gemia contra minha boceta.
Depois ela subiu, colou a boceta molhada na minha e começamos a roçar. Clitóris contra clitóris, bocetas escorregadias, seios velhos contra seios jovens. Gozamos juntas, gemendo baixo, bocas coladas.
Quando paramos, suadas e ofegantes, ela beijou minha boca e sussurrou:
— Agora ele fodeu a mãe dele através de você… e eu tô sentindo tudo. Semana que vem… conta de novo. Eu quero que ele te foda mais vezes. Quero que ele te marque pra sempre.
Eu fechei os olhos, coração cheio.
Não era mais só desejo.
Era amor.
Era loucura.
Era nosso.
E eu não queria que acabasse nunca.
Capítulo 8 – Entrega Total
Sete anos.
Sete anos de quartas-feiras sagradas, de hábito preto, de amor que o regime nunca poderia imaginar. Rafael já não era mais o rapaz magro da cela. Era um homem de trinta e poucos, forte, faminto, meu. E eu, aos setenta anos, ainda me sentia menina quando ele me tocava.
Naquela tarde o guarda nos deixou duas horas. “Última visita longa”, disse, sem saber o que estava permitindo.
Assim que a porta trancou, Rafael me virou de costas contra a mesa. Levantou o hábito, abaixou minha calcinha até os joelhos e se ajoelhou. A língua dele lambeu meu cu devagar, molhando tudo, entrando um pouco. Eu gemi, segurando a borda da mesa.
— Hoje eu quero tudo, vó. Quero entrar por trás.
Eu tremi. Nunca tinha feito aquilo. Nem com meu marido. Mas era ele. Meu neto. Meu homem.
— Então toma tudo que eu tenho.
Ele cuspiu na mão, esfregou no pau e no meu cu. Colocou a cabeça grossa na entrada e empurrou devagar. Eu senti o estiramento, a queimação doce. Mordi o braço para não gritar. Ele parou, beijou minhas costas, esperou eu relaxar.
— Respira, meu amor… sou eu… sou seu menino.
Centímetro por centímetro ele entrou. Quando as bolas dele encostaram na minha boceta molhada, eu estava cheia dele. Cheia até o limite. Ele começou a se mexer. Devagar no início, depois mais fundo, mais rápido. O pau entrava e saía do meu cu, fazendo um barulho molhado, obsceno. Eu gozei só com aquilo — um orgasmo diferente, profundo, que me fez tremer as pernas e soltar um grito abafado.
— Isso… goza com meu pau na sua bunda… — ele rosnava, estocando mais forte.
Ele gozou logo depois. Jatos quentes enchendo meu intestino, marcando por dentro. Ficou dentro até amolecer, me abraçando por trás, beijando meu pescoço.
— Eu te amo tanto… — sussurrou.
Quando ele saiu, eu senti o gozo escorrendo pelas minhas coxas. Mas junto veio uma tontura forte. O peito apertou. Fiquei sem ar por alguns segundos. Rafael me segurou.
— Vó? Você tá pálida…
— Só cansaço, meu amor. A idade…
Voltei para casa mais devagar que nunca. Leonir me esperava na cama, como sempre. Tirei o hábito com dificuldade. Ela viu o gozo ainda escorrendo do meu cu, mas também viu meu rosto cinza, a mão no peito.
Contei tudo. Como ele me fodeu por trás. Como eu gozei só com o pau no cu. Como ele me encheu de porra. Enquanto eu falava, ela me limpava com a língua — lambendo meu cu, chupando o resto dele de dentro de mim.
Depois nos deitamos, corpos colados.
Eu segurei o rosto dela.
— Leonir… eu não estou bem. O coração anda doendo. A respiração falha. Os sete anos foram os mais intensos da minha vida… mas meu corpo está cansando.
Ela ficou séria. Lágrimas nos olhos.
— Mãe Andira…
— Promete pra mim. Se eu não puder mais ir… se eu piorar… você vai tomar meu lugar. Vai vestir o hábito. Vai visitar ele. Vai dar pra ele o que ele precisa. Vai amar ele como eu amei.
Leonir beijou minha mão, depois minha boca.
— Eu prometo. Com toda a minha alma. Se você partir… eu vou continuar nossa história. Vou ser a amante dele. Como você foi.
Eu sorri fraca, exausta.
— Então talvez seja hora de você começar a contar também, minha filha. Porque o que vem agora… é seu.
Fechei os olhos.
Os sete anos de fogo tinham sido meus.
O resto… seria dela.
E eu estava pronta para entregar tudo.





Desculpe pelo comando da IA Texto muito grande pra corrigir sem ajuda Me sigam no instagran mamaegordelicia2025 O site tbm nao ajuda deixando editar o conto chegando casa eu vou republicar Bjus mamaegordelicia