Eu decidi superar todas as expectativas. Eu não queria a vulgaridade óbvia; eu queria a aniquilação psicológica. Escolhi ignorar cada peça sugerida e montei meu próprio conjunto: meias, tênis, óculos, brincos e uma tornozeleira. Cinco peças. Tecnicamente, eu estava dentro da regra, mas na prática, eu estava completamente exposta.
A vergonha é o tempero que torna a nudez insuportável e, por isso, deliciosa. Quando saí de casa, eu não apenas deixei as roupas para trás; eu deixei a segurança. Caminhei quilômetros até a praça central, sentindo o vento chicotear minha pele e minhas tetas balançarem em um ritmo que denunciava minha imoralidade a cada passo. Eu sabia que estava longe demais. Sabia que, se algo desse errado, não haveria um beco ou um casaco para me salvar. A irreversibilidade já havia se instalado no meu peito como um peso frio e excitante: eu estava pelada, no coração da cidade, e o caminho de volta era um abismo de exposição.
Escolhi o banco mais central, aquele onde o fluxo de pessoas é incessante. Sentei-me com a coluna ereta, mas as pernas escancaradas, expondo minha buceta ao sol e ao julgamento de todos. O metal do banco era frio, mas minha buceta já estava em chamas.
Comecei devagar. Minha mão direita desceu, os dedos mergulhando na umidade da minha intimidade, enquanto a esquerda subia para apertar e girar meus bicos, que estavam duros como pedras. O conflito interno era devastador. Meus instintos gritavam para que eu fechasse as pernas, para que eu desviasse o olhar, para que eu recuperasse qualquer fragmento de dignidade. Mas eu lutei contra isso. Forcei meus olhos a encontrarem os olhos de quem passava. Eu queria que eles vissem a luxúria no meu olhar enquanto viam a vulgaridade do meu ato.
O primeiro orgasmo veio rápido, disparado pela vergonha de um grupo de executivos que parou para observar. Eu não parei. Eu intensifiquei o movimento.
— Com licença... o que você está fazendo? — perguntou um homem, a voz carregada de um cinismo que me fez estremecer.
Eu não desviei o olhar. Sorri com aquela tensão que trava a mandíbula e respondi com a naturalidade mais absurda que consegui conjurar:
— Estou apenas ajustando o zíper da minha calça. Ele emperrou, então usei um pouco de lubrificante para que ele deslizasse melhor.
Enquanto dizia isso, meus dedos continuavam a massagear freneticamente meu clitóris, espalhando a lubrificação natural da minha excitação. O homem olhou para a minha buceta pulsante e depois para o meu rosto. Ele sabia. Eu sabia que ele sabia. E esse pacto de mentira me despiu emocionalmente mais do que a própria nudez. Senti minha alma tornar-se transparente; eu não era mais uma mulher, era apenas um desejo exposto.
— E esses... botões da blusa? — ele continuou, apontando para os bicos das minhas tetas enrugados e rígidos. — Parecem estar... deformados.
Com a mão esquerda, comecei a alisar meus bicos, tratando-os como se fossem botões de tecido amassados.
— Sim, o tecido enrugou com a lavagem. Estou tentando alisá-los com a mão — respondi, sentindo uma onda de calor subir pelo meu pescoço.
— Você está pelada, moça. Completamente pelada.
— Imagina — respondi, com um cinismo gélido. — Estou usando roupas cor da pele.
— Eu duvido.
— Se quiser... — sussurrei, sentindo o segundo orgasmo começar a subir — pode tocar e sentir o tecido.
Ele não hesitou. Primeiro, ele começou a tocar carinhosamente meus bicos, mas, percebendo que não estava adiantando, começou a dar lambidinhas em um enquanto alisava o outro com a ponta dos dedos bem delicadamente, de um jeito que provocava cócegas. Ele alternava a ponta dos dedos e a língua em cada teta, fazendo-me arquear as costas.
Então, ele desceu. Ele enfiou um dedo profundamente em minha buceta e, em um movimento de vai e vem, começou a me masturbar de um jeito barulhento, escandaloso e revelador. O som era nítido para qualquer um que passasse: tchec, tchec, tchec de buceta encharcada, um ritmo ritmado que ecoava a minha luxúria.
A vulnerabilidade era total. Eu estava ali, batendo siririca em público, convidando estranhos a tocarem na minha pele pelada enquanto fingia que havia um tecido entre nós.
As horas se passaram em um ciclo vicioso de prazer e humilhação. Foram seis horas de exposição absoluta. A cada nova pessoa que parava, a cada novo diálogo cínico, eu sentia outra camada de proteção desaparecer. Tive mais quatro orgasmos, cada um mais intenso que o anterior, porque cada um era alimentado pela certeza de que centenas de pessoas estavam vendo a "safada vulgar" se dar prazer no centro da cidade. Minha buceta latejava, minhas tetas estavam sensíveis ao extremo, e minha mente estava saturada de vergonha.
Quando o sol começou a baixar, a realidade da minha situação me atingiu com força total. Eu estava exausta, trêmula e completamente pelada. Olhei ao redor e percebi que não tinha nada. Nenhuma roupa, nenhum documento, nenhum meio de transporte.
O suspense inicial transformou-se em um pânico excitante. Como eu voltaria para casa?
Levantei-me do banco, sentindo o suor secar na pele e o vento gelado bater na minha buceta ainda úmida. Eu teria que fazer a caminhada de volta. Horas de caminhada, pelada, atravessando bairros, ruas e avenidas. Eu não tinha como me vestir; a irreversibilidade agora era total.
Comecei a andar, sentindo minhas tetas balançarem debochadamente a cada passo, rindo da minha própria vergonha. Eu estava excitada, a mente ainda vibrando com os orgasmos, mas o corpo exausto. Imaginei cada pessoa que encontraria no caminho, cada olhar de cinismo ou deboche, e soube que a jornada de volta seria a parte mais intensa de todas. Eu voltaria para casa como a mulher safada que bate siririca na frente de pessoas vestidas, e que agora descobria que a única coisa que realmente possuía era a sua própria e absoluta nudez.