Na faculdade, Rodrigo, que na época era só um grande amigo, vivia dizendo que o Nicolas só queria me comer e sair por aí se gabando de ter me feito de putinha. E eu, cheia de raiva, respondia logo: — E daí? E se eu quiser virar a putinha dele? Kkk. Eu sempre fui dessas, de peitar, não deixava barato. Mas, no fundo… ai, no fundo eu adorava ver o Rodrigo sair puto de ciúmes. A gente nunca tinha ficado, mas eu sabia que ele era apaixonado por mim. E sei lá, eu gostava daquilo, de vê-lo sofrendo um pouquinho por mim. Um dia, resolvi matar a primeira aula e fiquei num barzinho ao lado da faculdade. Era época de prova e o lugar estava vazio. Estava com o Nicolas, usando um vestidinho leve, meio curto, e sandália rasteirinha. Nos largamos num sofazinho de canto e logo começaram os amassos. Mão boba aqui, língua ali… até que vi Rodrigo entrando no bar. Talvez, se a gente não tivesse trocado olhares, ele até tivesse dado meia volta. Mas ficou. Talvez por orgulho. Sentou numa mesa sozinho, abriu um livro e fingiu que não ligava. — Oh, empata foda chegou — sussurrou o Nicolas, subindo a mão entre minhas pernas. — Deixa ele pra lá… — respondi, já encaixando a boca na dele. Me ajeitei no sofá e continuei o beijo, sentindo a mão dele subir mais. Até que começou a puxar minha calcinha. Devagarinho, foi passando ela pelas minhas pernas até tirar por completo. Vi quando ele olhou pro Rodrigo, deu uma risadinha de canto… e colocou minha calcinha sobre a mesa, como se fosse um troféu. Nem precisei olhar pra saber que Rodrigo viu. E aquilo me deixou ainda mais excitada. Subi no colo do Nicolas, de frente pra ele. Suas mãos subiam meu vestido, revelando pedaços do meu corpo sem pudor. Quando ele tirou o pau pra fora, entendi o motivo da fama. Era uma bela rola, e eu sentei nela com vontade. Na minha mente, só conseguia imaginar a cara do Rodrigo vendo a cena. Nicolas era um desgraçado, fez questão de segurar meu vestido, deixando tudo bem à mostra. Rodrigo com certeza via aquele pau enterrado em mim. Meu Deus… como ele ainda teve coragem de casar comigo? Me digam! Eu seguia cavalgando gostoso, gemendo baixinho, até que… — Porra, vocês são foda… Já falei que aqui não! — era o Seu Nelson, o dono do bar. Mesmo bravo, ainda largou a cerveja na mesa e completou: — De castigo, vou levar isso aqui… E saiu balançando minha calcinha na mão. Eu quase morri de rir. Nicolas gargalhava, e eu, ainda sentada no pau dele, continuei cavalgando até a gente gozar juntinhos. Quando nos ajeitamos, Rodrigo já tinha sumido. Perguntei se Nicolas viu ele sair, mas não tinha reparado. Será que viu tudo? Nunca soube. Na mesma semana, dispensei o Nicolas. Acabei concluindo que ele não era tudo isso. Só mais um rosto bonito e um pau grande. Rodrigo chegou a se afastar de mim. Mas depois de um tempo, voltamos a nos falar normalmente. No fundo, por mais que eu gostasse de provocar, eu sentia algo a mais por ele. Talvez, na época, eu não soubesse explicar direito… Mas hoje? Hoje eu sei que amo esse homem. Amo de verdade. O problema é que esse meu fetiche de traí-lo é mais forte do que eu. Um fogo que me queima por dentro e que, às vezes, nem consigo disfarçar. Talvez eu devesse me controlar mais… Mas enfim. Espero que tenham gostado do relato. Quero agradecer pelos comentários de vocês, eles me incentivam demais. Beijo a todos.
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