Lembro que, naquele dia, eu e Fernanda, minha amiga e colega de trabalho, saímos juntas do escritório. Ao invés de irmos para a estação mais próxima, fomos direto para a República, assim evitávamos ficar fazendo baldeação. Era final de tarde na linha vermelha do metrô de São Paulo, ou seja, um verdadeiro caos. Fernanda estava apressada, então, esmagadas por um batalhão de gente, entramos no primeiro vagão que veio. Acabamos prensadas contra um homem, um coroa de uns sessenta e poucos anos. E reparem só... o universo sempre dá um jeito de colocar esse tipo de homem no meu caminho. Muito simpático, ele puxou papo: — É triste como a gente se humilha nesses transportes, né? Sorrimos, concordando. O danado era tão bom de conversa que, de assunto em assunto, fomos nos envolvendo numa troca leve e divertida. Até que, em dado momento, senti a mão dele na minha cintura. Achei que estivesse apenas se equilibrando, mas a viagem seguiu e a mão ficou ali, firme, com leves apertos que denunciavam sua maldade. Eu usava uma blusinha de alcinha, calça jeans justa e botinha de salto. Fernanda parecia não notar nada. Um pouco depois da Sé, ele ergueu o outro braço para se segurar na barra do teto e, sem cerimônia, apertou minha bunda com vontade. Fernanda desceu no Tatuapé, sem parecer desconfiar de nada. Assim que a porta fechou, o safado se posicionou atrás de mim e senti seu pau duro roçando na minha bunda. E, no meu ouvido, ele perguntou: — Você não é a esposa do Rodrigo, que trabalha na...? Meu corpo arrepiou na hora. Engoli seco e falei, com a voz meio falhando: — Sim, sou eu... você o conhece? Ele não respondeu. A mão dele, quente e pesada, foi descendo pela minha barriga até encontrar o cós da minha calça. Sentia meu coração acelerar, e ao mesmo tempo, o metrô balançando parecia servir de desculpa perfeita para o avanço dele. Com um movimento lento, ele desfez o botão da minha calça e enfiou a mão por dentro do jeans, encontrando minha calcinha. A ponta dos dedos roçou primeiro de leve, como se quisesse sentir o formato, e então afastou o tecido, abrindo caminho. Um arrepio subiu pela minha espinha quando ele tocou minha bucetinha lisinha e já molhada. Eu havia me depilado no dia anterior, então cada toque parecia mais intenso, mais elétrico. — Você é bem comentada lá na firma... — sussurrou no meu ouvido, a voz grave e carregada de malícia. Soltei um gemidinho, baixinho, eu acho kkk. Ele logo começou a massagear meu grelinho de um jeito preciso, firme, como se já soubesse onde e como me deixar louca. Meu corpo reagia sozinho, e eu tentava disfarçar a respiração acelerada para que ninguém ao redor percebesse. Me peguei mordendo o lábio, sentindo o calor subir. Ele apertou ainda mais minha cintura, acelerando os movimentos, me arrancando quase um gemido mais ousado. — Vamos descer na próxima — murmurou, sem parar de me tocar até o metrô começar a reduzir a velocidade. Quando percebi, já estávamos duas estações antes da minha. Fechei a calça às pressas, tentando recompor alguma dignidade. Na esquina, esperando o farol abrir, ele se apresentou: Jair. Disse que já trabalhava com meu marido e me viu num churrasco da firma. E, sem mais, ele segurou meu rosto e me beijou. Começou calmo, mas logo apertou minha cintura, aprofundando o beijo e me prendendo contra ele. Senti a língua dele invadindo minha boca com vontade, enquanto sua mão descia para apertar minha bunda com firmeza. Quando se afastou, mordeu meu lábio inferior e sorriu daquele jeito safado que não deixa dúvida sobre as intenções. Entramos num boteco quase de frente para a estação. Na calçada, homens em volta de um churrasquinho pararam a conversa para nos olhar. Jair cumprimentou o homem atrás do balcão, chamando-o de Nogueira. — O quartinho tá livre, Nogueira? — perguntou, e antes da resposta completou: — Essa aqui é a esposa do Rodrigo. Lembra dele? O tal Nogueira sorriu malicioso: — Olha que belezura de esposa aquele mané tem... — disse, apertando minha bunda. E não deu outra. Menos de dez minutos depois, eu já estava pelada num quartinho minúsculo no fundo do bar. O espaço mal comportava a cama de solteiro que rangia a cada movimento. Eu estava por cima de Jair, cavalgando no pau grosso dele, sentindo minhas coxas arderem de tanto subir e descer, enquanto suas mãos apertavam minha bunda com força. Por trás, Nogueira se posicionou e, sem muita cerimônia, começou a abrir caminho no meu cuzinho com aquela rola enorme. Um gemido escapou sem que eu conseguisse conter, o misto de prazer e aquela pressão deliciosa me arrancando o fôlego. Jair me puxava para um beijo quente enquanto eu me sentia completamente tomada, preenchida nos dois lados. A porta abriu de repente. — Ah, seus traíras! Nem me chamaram? — disse um negro careca, tirando uma giromba imensa e da cabeça roxa. — Rapaz, não é que a esposinha do Rodrigo mesmo — disse isso, segurou meu cabelo e enfiou aquele pau até quase minha garganta. Foi uma loucura. No meio da semana, lá estava eu, trepando com três sujeitos que nunca vi na vida e que ainda por cima conheciam muito bem o meu marido. E aquela pica preta no meu cuzinho me fez ver estrelas. O safado ainda falava: — Vou gravar porque ninguém vai acreditar. Quando terminaram, tinha gozo para todo lado, nas minhas coxas, na barriga, até no meu cabelo. Fui direto para a ducha no quintal do bar, um chuveiro velho preso na parede, com o chão de cimento já todo molhado. A água gelada caiu de repente, fazendo meu corpo arrepiar, mas ajudou a acalmar o calor que ainda queimava. Mal comecei a me ensaboar e já senti companhia: dois cachorros caramelos apareceram do nada, balançando o rabo e me cercando. Um deles não parava de tentar lamber minha bucetinha, enquanto o outro ficava cheirando meu cuzinho, e eles iam variando, trocando de lugar como se estivessem disputando. Eu ria, tentando afastar com a mão, mas eles insistiam, como se também quisessem “participar” da farra. — Olha lá, até os caramelos querendo! — gritou um cara, e o susto me pegou de surpresa. Eu não fazia ideia de onde ele havia saído, nem por quanto tempo estava ali me olhando. Ele mal se aguentava em pé, cambaleando. Cheguei em casa às nove. Rodrigo, como sempre, estava preso ao jogo na TV. Contei que tinha encontrado o Jair no metrô e sugeri que o convidasse para almoçar um dia. Notei que ele concordou, mas gaguejou e suou frio. Percebi que ele notou meu cabelo molhado, mas não disse nada. Dois domingos depois, na cozinha de casa, usando vestido curtinho, pés descalços, cortando salame, senti Jair se encaixar atrás de mim: — Uhmm, sabia que você estava sem calcinha... — murmurou, e foi logo metendo ali mesmo, me beijando enquanto socava seu pau. E confesso... nesse dia adorei imaginar que Rodrigo estava escondido, me vendo ser fodida pelo amigo, com raiva e tesão ao mesmo tempo. E talvez até tenha acontecido, mas ele nunca me falou. Essa foi mais uma lembrança das minhas safadezas. O que acharam? Obrigada por todos comentários e não deixem de deixar o seu nesse conto aqui também. Me deixa muito feliz.
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