Raquel chegou a casa mais cedo que o habitual. O telemóvel ainda na mão, mandou a mensagem curta a Álvaro: «Estou sozinha. O António atrasou-se. Vem já.» Não precisou de mais. Vinte minutos depois o motor do carro dele parava em frente. Ela abriu a porta ainda de saia de trabalho e blusa, o cabelo preso num rabo de cavalo improvisado. Álvaro entrou, fechou a porta atrás de si e olhou-a de cima. Era mais alto que ela — o suficiente para que o olhar dele caísse primeiro nos seios e depois subisse até ao rosto. Quase cinquenta, porte atlético, ombros largos, peito largo sob a camisa, barriga baixa e firme. Raquel, um metro e cinquenta e sete, quarentona tesuda, corpo escultural: cintura marcada, ancas normais mas arredondadas, cu empinado e alto, coxas firmes, seios generosos. — A L também demora — disse ele, a voz baixa. — Reunião até às sete e meia, no mínimo. Depois vinha ter connosco para o jantar, como combinámos. — António ligou da autoestrada. Engarrafamento. Disse que não chega antes das oito. — Raquel sorriu. — Temos tempo antes de eles aparecerem. Ela tirou os sapatos junto à porta, o gesto automático da rotina diária. Depois descalçou as meias, enrolou-as e deitou-as no cesto. Soltou o cabelo, passou os dedos pelo couro cabeludo e suspirou. — Vou tomar banho. É o que faço sempre quando chego. Tira o stress do dia. Abre um vinho. O tinto que gostas está na prateleira de baixo. Álvaro assentiu e foi à cozinha. Enquanto ela subia as escadas, o som da água a correr encheu a casa. A porta do banheiro ficou entreaberta. Ele hesitou só um segundo. Depois subiu em silêncio. Através da fresta viu-a. Raquel de costas, debaixo do chuveiro, a água a escorrer pelo cabelo solto, pelas costas lisas, pelo cu empinado e pelo início das coxas. O corpo molhado brilhava. Ela virou-se de lado para apanhar o gel e ele apanhou o perfil completo: seios pesados, mamilos escuros e endurecidos pelo calor da água, barriga lisa, o monte de Vénus depilado a deixar só uma faixa fina. Álvaro engoliu em seco. A mão desceu até à frente das calças. Acariciou-se por cima do tecido, o pau a endurecer depressa enquanto observava o corpo dela a girar sob a água, as mãos a deslizar pelas ancas, a esfregar o sabão entre as pernas com movimentos lentos, quase deliberados. Quando ela desligou a água, ele desceu às pressas. Sentou-se no sofá com o copo na mão. Raquel desceu poucos minutos depois. Apenas o robe de seda preta, aberto na frente o suficiente para mostrar a lingerie. Sutiã de renda preta, semi-transparente, que mal continha os seios. Cuecas de fio dental pretas, também de renda, que desapareciam entre as nádegas e deixavam o cu empinado completamente à vista. O cabelo ainda húmido, solto sobre os ombros. Os pés descalços. Na mão trazia um frasco de hidratante branco. Álvaro olhou-a de cima a baixo sem disfarçar. — Estavas a ver-me — disse ela, sem acusação. Aproximou-se, o robe a abrir-se mais a cada passo. — Vi. — A voz dele saiu rouca. — Vi tudo. Raquel parou à frente dele e estendeu-lhe o frasco. — Massaja-me. É a minha rotina depois do banho. Costas, pernas, ancas… se não passar o hidratante a pele fica seca e eu fico irritada. Faz-me isso. Álvaro abriu o frasco. O cheiro a baunilha e manteiga de karité encheu o ar. Raquel virou-se de costas, o robe a cair dos ombros até à cintura. Ele pôs as mãos nas costas dela, espalhando o creme com movimentos firmes e lentos. Desceu pelas omoplatas, pela curva da coluna, até à base do cu empinado. As mãos grandes dele cobriam facilmente a pele dela. Depois desceu pelas laterais das ancas, apertando a carne macia, e continuou pelas coxas, subindo e descendo, os dedos a entrarem por baixo da renda das cuecas sem pressa. — Mais abaixo — murmurou ela, a voz já mais baixa. — Nas coxas por dentro… assim. Sempre faço isto sozinha, mas é melhor quando alguém faz por mim. Álvaro ajoelhou-se atrás dela. As mãos subiram pela parte interior das coxas, o creme a tornar a pele brilhante, os dedos a roçarem de leve a renda molhada. Raquel arqueou as costas, o cu a empurrar para trás contra as mãos dele. — Agora as pernas à frente — disse ela, virando-se. Ele continuou, subindo pelas canelas, pelos joelhos, pelas coxas da frente, até quase tocar no monte. O sutiã preto marcava os mamilos duros. O robe estava agora completamente aberto. Quando terminou, Raquel olhou-o de cima, o cabelo ainda húmido a cair-lhe sobre os seios. — Agora mostra-me — pediu ela. — Mostra-me o que fizeste enquanto me vias no banho. Quero ver. Álvaro abriu o cinto, desceu o fecho. O pau saltou, grosso, já completamente duro. Ele envolveu-o com a mão e começou a masturbar-se devagar, os olhos fixos nela. — Assim. Olhava-te a esfregar o sabão entre as pernas e fazia isto. Imaginava as tuas mãos no sítio das minhas. O corpo molhado, o cu a brilhar, os peitos… Raquel inclinou-se, os seios quase a sair do sutiã, e tocou-lhe no pulso. — Para. Agora sou eu. Ajoelhou-se entre as pernas dele no sofá. A boca desceu, quente e húmida, e engoliu a cabeça. Álvaro soltou um gemido baixo, a mão a enterrar-se no cabelo húmido dela. Ela chupava devagar, a língua a girar, a mão a apertar a base enquanto a outra subia pela camisa e abria os botões, revelando o peito peludo e o abdómen marcado. — Quase cinquenta e continuas a ficar assim só de me veres nua — murmurou ela, a boca a escapar só o suficiente para falar, a saliva a escorrer pelo pau. — O António nunca fica assim tão depressa. — Porque o António não te viu a tomar banho como eu vi. Raquel levantou-se, puxou-o pelo cinto e sentou-se no colo dele, de frente. Puxou as cuecas para o lado, guiou o pau até à entrada já encharcada e desceu devagar, gemendo quando ele a penetrou até ao fundo. No sofá da sala, com o robe aberto e a lingerie ainda enganchada, ela começou a mover-se, as ancas a rodar, o cu a bater contra as coxas dele a cada descida. Álvaro agarrou-lhe a cintura, empurrou para cima, os seios dela a saltarem à frente da cara dele. Foderam ali, na sala, com o relógio a marcar o tempo que ainda tinham antes do jantar a quatro. O primeiro orgasmo dela veio rápido e forte. O corpo apertou-o por dentro, as unhas cravaram-se nos ombros dele, um gemido abafado contra o pescoço. Álvaro segurou-a e veio pouco depois, fundo, o gérmen a encher-a enquanto ela ainda tremia no colo dele. Ficaram ofegantes alguns segundos. — Sobe comigo — sussurrou Raquel, levantando-se devagar, o gérmen a escorrer-lhe pela coxa. — Quero outra vez. No meu quarto. Subiram as escadas. No quarto de casal, Raquel deixou o robe cair de vez. Álvaro tirou-lhe o que restava da lingerie. Deitou-a de costas na cama e enterrou-se nela de novo, já duro outra vez. Desta vez foi mais lento no início, profundo, olhando-a nos olhos. Depois virou-a de quatro. O cu empinado alto, as ancas a tremerem a cada embate. Ele agarrou-lhe a cintura e acelerou, o som de pele contra pele a encher o quarto. O segundo orgasmo dela foi mais longo e violento. O corpo inteiro contraiu-se, as paredes internas a apertarem o pau dele em espasmos ritmados, um gemido rouco a escapar-lhe da garganta enquanto as coxas tremiam sem controlo. Álvaro segurou-a firme, continuando a foder-lhe o cu empinado enquanto ela gozava, só parando quando ela se desfez por completo sobre os lençóis. Depois acelerou as últimas estocadas e veio fundo outra vez, o gérmen a jorrar quente dentro dela, o gemido abafado contra a nuca dela. Ficaram ofegantes, ainda unidos, o suor a misturar-se na pele. Foi então que ouviram o motor. O carro do António a entrar na garagem. — Merda — sussurrou Raquel, a voz ainda rouca. Saltaram da cama. Álvaro apanhou a roupa às pressas, enfiou as calças, a camisa ainda desabotoada. Raquel abriu a gaveta, puxou uns calções curtos de algodão e um polo justo. Vestiu-se depressa, o tecido do polo a marcar os seios e os mamilos ainda sensíveis, os calções a subir alto nas coxas e a deixar o cu empinado bem definido. Escondeu a lingerie usada no cesto, passou um pano rápido pelos lençóis e abriu a janela. Desceram as escadas a correr, o coração a bater. Álvaro sentou-se no sofá com o copo de vinho na mão, a camisa já abotoada. Raquel foi à cozinha, molhou o rosto, passou os dedos pelo cabelo e voltou com um ar quase normal. A chave girou na fechadura. — Estou em casa — anunciou a voz do António. Raquel sorriu, o corpo ainda a latejar por dentro, o gérmen do Álvaro a escorrer-lhe devagar entre as pernas, escondido sob os calções curtos. — Olá. O jantar está quase. O Álvaro chegou mais cedo e ficou à espera da L. Ainda não apareceu. Álvaro ergueu o copo, o olhar breve e cúmplice. — Pois. A L ainda demora um pouco. O António assentiu, alheio, e foi pôr o casaco no cabide. O olhar passou por cima da mulher — o polo justo, os calções curtos — sem notar nada de estranho. Eles tinham chegado a tempo. O jantar a quatro ia acontecer
Faca o seu login para poder votar neste conto.
Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.
Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.
Denunciar esse conto
Utilize o formulario abaixo para DENUNCIAR ao administrador do contoseroticos.com se esse conto contem conteúdo ilegal.
Importante:Seus dados não serão fornecidos para o autor do conto denunciado.