Raquel e António convidaram o Dr. Paulo para jantar em casa. A ideia tinha sido clara entre o casal: tentar uma troca. Raquel com o Dr. Paulo, e António com a mulher dele. Mas quando Paulo chegou, veio sozinho. — A minha esposa não pôde vir — explicou à entrada, com um sorriso educado. — Compromisso de última hora. Raquel abriu a porta da casa de dois pisos. Estava deslumbrante. Vestia um vestido preto elegante e justo, de tecido caro e sedoso que abraçava cada curva do corpo como uma segunda pele: os seios generosos e firmes, a cintura marcada, as ancas largas e as coxas carnudas. O decote era discreto mas profundo o suficiente para revelar a pele macia e o início do soutien de renda preta fina. As pernas alongavam-se em meias de seda transparentes e sapatos de salto alto de cabedal italiano. O cabelo solto e brilhante, a maquilhagem impecável, um perfume caro e quente a pairar no ar. Tudo pensado para provocar e seduzir. Paulo não conseguiu disfarçar o olhar. Os olhos desceram pelo corpo dela com uma fome contida e quase predatória. — Estás… magnífica, Raquel. — Obrigada, doutor — respondeu ela, com um sorriso lento e carregado de promessa. — Entra. Hoje a noite é nossa. A casa de dois pisos estava preparada com luxo discreto e deliberado. Luzes baixas e quentes, velas aromáticas de baunilha e âmbar, a mesa da sala de jantar posta com loiça fina de porcelana branca, talheres de prata e copos de cristal pesado. No centro, um arranjo baixo de flores escuras. O tema do jantar não era apenas comida — era sedução. Cada detalhe tinha sido escolhido para criar uma atmosfera de intimidade perigosa, de elegância que escondia desejo. António era quem servia. Levantava-se da mesa, desaparecia durante alguns momentos na cozinha e voltava com os pratos, um a um, com calma e domínio. Primeiro o vinho: um tinto encorpado, de aromas profundos a frutos negros e especiarias, a uma temperatura perfeita. Os copos tilintaram suavemente quando se tocaram. — À noite — disse António, olhando primeiro para a mulher e depois para o convidado, enquanto repunha a garrafa. — E ao que ela puder trazer. Raquel sorriu por cima do bordo do copo, os lábios a deixarem uma marca de batom escuro no cristal. Sentou-se de frente para Paulo. O vestido justo subiu um pouco quando cruzou as pernas, revelando a curva da coxa envolvida em seda. Cada movimento dela era calculado e natural ao mesmo tempo: o jeito como inclinava a cabeça, como passava o dedo pelo caule do copo, como a respiração fazia o decote subir e descer. António saiu outra vez para a cozinha e regressou com os aperitivos em pratos pequenos e elegantes. Fatias finas de presunto ibérico quase transparentes, acompanhadas de figos maduros e um fio de mel. Bolinhas de queijo de cabra fresco com pimenta preta. Camarões grelhados com um toque de limão e azeite. Serviu primeiro Raquel, depois Paulo, e só então se sentou. Raquel comeu com lentidão deliberada, os dedos longos e as unhas vermelhas a contrastarem com a loiça branca. Quando levou um figo à boca, os lábios fecharam-se em redor da fruta com uma sensualidade quase obscena. O mel escorreu-lhe ligeiramente pelo canto da boca; ela limpou-o com a ponta da língua, sem tirar os olhos de Paulo. — Está delicioso — comentou ela, a voz baixa e aveludada. — O doce e o salgado ao mesmo tempo… deixa a boca a pedir mais. Paulo engoliu em seco. António observava a troca em silêncio, um sorriso quase imperceptível nos lábios, e pouco depois levantou-se novamente para ir buscar mais vinho à cozinha. A conversa fluiu entre trabalho e assuntos leves, mas cada frase de Raquel vinha carregada de subtexto. Quando falava, o corpo acompanhava: um ombro que se descobria um milímetro, uma perna que se descruzava e voltava a cruzar, o peito a erguer-se quando ria. O vinho começava a fazer efeito — não o suficiente para embriagar, mas o bastante para soltar a língua e aquecer a pele. — Este vinho tem uma finalização longa — disse Paulo, a tentar manter a compostura. — Fica na boca. — Como certas coisas — respondeu Raquel, sem hesitar. Olhou-o directamente, o sorriso lento. — Que ficam na memória… e no corpo. António regressou da cozinha com a garrafa, riu baixo e serviu mais um pouco a todos. — A minha mulher tem esse efeito — comentou, a voz calma e possessiva. — Deixa marcas. Mesmo quando só está a jantar. Raquel estendeu a mão por cima da mesa e pousou os dedos no pulso de Paulo durante um segundo a mais do que seria social. A pele dele estava quente. Depois retirou a mão como se nada fosse, e voltou a comer um camarão, os lábios a fecharem-se em redor do marisco com a mesma lentidão provocadora. O prato principal foi servido mais tarde. António desapareceu outra vez na cozinha e voltou com peixe fresco, legumes e um molho suave, disposto com cuidado nos pratos. Mas ninguém prestava verdadeira atenção à comida. A verdadeira refeição era a tensão que crescia a cada gole de vinho, a cada olhar, a cada movimento do corpo de Raquel dentro daquele vestido justo. Quando se levantava para ir buscar mais pão ou para ajustar a música ambiente, o tecido marcava-lhe o rabo e as coxas de forma quase indecente. Paulo seguia-a com os olhos. António deixava, e voltava a sentar-se depois de cada ida à cozinha como se nada de especial estivesse a acontecer. No final do jantar, os pratos foram afastados. António trouxe da cozinha uma garrafa de bagaço envelhecido e três copos pequenos. A conversa tinha baixado de tom, mais íntima, mais perigosa. Raquel estava sentada com as pernas cruzadas, o vestido agora visivelmente mais alto na coxa, uma mão a brincar com o caule do copo. — O jantar foi só o princípio — disse ela, olhando de Paulo para o marido e de volta para Paulo. — A noite ainda tem muito para oferecer. António levantou-se, foi ao sistema de som na sala e colocou uma playlist de música sensual — ritmos lentos, graves, quase hipnóticos, feitos para corpos se colarem. — Vamos dançar — propôs, estendendo a mão a Raquel. — O doutor não se importa, pois não? Paulo assentiu, a voz já rouca de desejo contido: — Não me importo. Quero ver. Raquel levantou-se. O vestido justo marcava-lhe o rabo a cada passo. António puxou-a contra si no meio da sala, uma mão na cintura, a outra a descer lentamente até à curva das nádegas. Dançaram colados, o corpo dela a ondular contra o dele ao ritmo da música. As ancas moviam-se com sensualidade deliberada e poderosa, o tecido caro a roçar, os seios a pressionarem o peito do marido. António virou-a de costas para o Dr. Paulo. Enquanto dançavam, a mão dele desceu abertamente e apalpou-lhe o cu com posse total, apertando a carne macia e firme por cima do vestido, separando ligeiramente as nádegas, os dedos a pressionarem o tecido contra o buraco. Raquel arqueou as costas, empurrando o rabo contra a mão do marido, um sorriso safado e desafiador nos lábios. — Estás a ver, doutor? — murmurou António, sem deixar de apertar e moldar o cu da mulher. — Como ela se move… como gosta de ser tocada… como esta puta elegante se entrega quando quer. Raquel olhou por cima do ombro, os olhos brilhantes de tesão puro. — Ele está a ver. E está a ficar duro. Não estás, doutor? Paulo não respondeu com palavras. Pousou o copo com força e levantou-se. O pau já marcava pesadamente nas calças. — Posso? — perguntou, a voz baixa, quase um rosnado. — Podes — respondeu Raquel. — Vem. Toca. Quero sentir as tuas mãos em mim enquanto o meu marido me apalpa o cu. Os três ficaram colados. Paulo colocou as mãos na cintura dela, sentindo o tecido caro e o calor do corpo por baixo. António continuava atrás, a apertar-lhe as nádegas com força, os dedos a entrarem pelo tecido. A mão de Paulo desceu até à outra nádega, apertando com a mesma posse. Raquel dançava entre os dois, o corpo a roçar um e outro, o vestido a subir cada vez mais nas coxas. — Tira-me isto — ordenou ela, a voz carregada de poder e desejo. — Os dois. Quero ficar nua para vocês. António desceu o fecho do vestido pelas costas. O tecido caro escorregou pelos ombros e caiu até à cintura. Paulo puxou-o o resto do caminho. O vestido preto elegante ficou no chão, abandonado. Raquel ficou só com o soutien de renda preta fina, a cueca mínima já encharcada, as meias de seda e os sapatos de salto. Os seios pesados quase saltavam do soutien. António desprendeu o fecho e eles libertaram-se. Paulo baixou a cabeça e chupou um mamilo com fome voraz; António chupou o outro, os dentes a roçarem a carne sensível. Raquel gemeu alto, a cabeça deitada para trás, as mãos a agarrarem os cabelos de ambos com força. — Assim… chupem… mais forte… quero sentir os dois a marcarem-me… Paulo ajoelhou-se à frente dela. Afastou as coxas com autoridade, puxou a renda da cueca para o lado e enterrou a língua na cona já escorrendo. Chupou o clitóris com voracidade, dois dedos a entrarem fundo. António manteve-se atrás, os dedos agora a brincarem directamente com o cu dela, a salivar e a preparar o buraco apertado. — Que cona deliciosa — grunhiu Paulo entre lambidelas. — Tão molhada… tão puta… a minha directora a abrir as pernas para o chefe e para o marido ao mesmo tempo. — Fode-me com a língua… mais… ahh — pedia ela. — António, mete os dedos no cu… prepara-me… quero os dois paus dentro de mim esta noite. Levaram-na para o quarto no piso de cima quase à força. A luz era baixa e dourada. Raquel foi deitada na cama grande. Os dois homens despíram-se com urgência. O pau de Paulo estava grosso, latejante, a cabeça brilhante; o de António igualmente duro e pesado. Ela ajoelhou-se no colchão e chupou primeiro o marido até à base, a garganta a abrir-se, depois o chefe, alternando, a saliva a escorrer pelo queixo, os olhos a olharem para cima com luxúria desafiadora. — Fode-me — ordenou ela, a voz embargada mas poderosa. — Os dois. Agora. Quero sentir-me completamente cheia e usada. António deitou-se de costas. Raquel montou-o de frente, a cona a engolir o pau dele até ao fundo de uma só vez, as meias de seda ainda calçadas, os sapatos de salto ainda nos pés. Paulo posicionou-se atrás. Com saliva e a humidade dela, foi entrando no cu apertado, centímetro a centímetro, até estar completamente enterrado. Raquel soltou um gemido longo, gutural, quando os dois paus ficaram dentro dela ao mesmo tempo. — Ahh… porra… tão cheia… tão profunda… — ofegava ela. — Mexam-se… fode-me… usem-me… Os dois homens começaram a estocar em ritmo alternado e poderoso. Um entrava enquanto o outro saía. As mãos de Paulo agarravam-lhe as ancas com força suficiente para deixar marcas; as de António apertavam-lhe os seios, os dedos a beliscarem os mamilos. O corpo de Raquel balançava entre eles como uma coisa viva de puro prazer, os seios a saltarem, as coxas a tremerem, a boca aberta em gemidos contínuos e cada vez mais altos. — Mais fundo — exigiu ela. — Quero sentir-vos a bater no fundo… quero acordar amanhã a sentir-vos ainda dentro de mim… Mudaram de posição com urgência. Raquel de quatro no meio da cama. António ajoelhou-se à frente e enfia-lhe o pau na boca até à base; Paulo agarrou-lhe os quadris e fodeu-lhe a cona com estocadas longas e brutais, o som de pele a bater ecoando no quarto. Depois trocaram. Paulo na boca, António no cu. Depois outra vez os dois dentro dela — agora ela de lado, uma perna levantada bem alto, um pau na cona, outro no cu, os dois a foderem com força sincronizada. — Olhem para mim — ordenou Raquel, a voz quebrada de prazer mas ainda no comando. — Olhem para a vossa puta elegante a levar os dois paus… digam-me que sou vossa… — És nossa — rosnou Paulo, a estocar mais fundo. — A directora mais safada que já tive… a cona e o cu a engolirem-nos os paus como se fossem feitos para isto… — Nossa — confirmou António, a mão no clitóris dela. — E vais gozar com os dois dentro. Agora. Raquel não aguentou. O corpo inteiro tremeu com violência, a cona e o cu a contraírem-se em espasmos fortes à volta dos dois paus, um grito longo e rasgado a sair-lhe da garganta. António gozou segundos depois, o esperma a jorrar fundo na cona. Paulo seguiu-o, enterrando-se no cu até ao limite e enchendo-a com jatos quentes e espessos. Mas não pararam. Ainda com o esperma a escorrer, viraram-na de costas outra vez. Paulo deitou-se e mandou-a montá-lo; António posicionou-se à frente e fodeu-lhe a boca enquanto ela cavalgava o chefe com fúria. Depois António voltou a entrar-lhe no cu. Os dois paus outra vez dentro, mais fundos, mais possessivos, até os três gozarem quase ao mesmo tempo — Raquel a gritar, os homens a gemerem roucos, os corpos a tremerem num único orgasmo partilhado e brutal. No final, Raquel ficou deitada entre os dois, o corpo coberto de suor, marcas de mãos e esperma, as meias de seda rasgadas nas coxas, os sapatos de salto ainda presos aos pés. O vestido preto caro estava no chão, amassado e esquecido. O perfume luxuoso misturava-se com o cheiro intenso e animal de sexo. Ela respirou fundo, o peito a subir e a descer, e falou com a voz rouca mas ainda poderosa: — A mulher dele não veio… mas nós não precisámos. E isto foi só o começo. António beijou-lhe a boca com posse. Paulo, do outro lado, passou a mão pela coxa ainda a tremer e respondeu, a voz baixa e carregada: — Não precisámos. E da próxima vez quero-te ainda mais tempo. Quero foder-te até não conseguires andar. Raquel sorriu, os olhos ainda nublados de prazer, e sussurrou: — Então marca na agenda, doutor. Porque a próxima vez… não te deixo sair desta cama até eu estar completamente satisfeita. A música sensual ainda tocava baixinho na sala do piso de baixo, como um eco distante da noite poderosa e suja que tinham acabado de viver. Pronto. Agora é uma casa de dois pisos e o António é quem serve, saindo da mesa para ir buscar os pratos à cozinha. Queres mais algum ajuste?
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