Meu nome é Cat, e o Rafa é meu namorado há três. Todo mundo acha que eu sou a quietinha, a menina comportada de cabelo castanho que trabalha de manhã e dorme cedo. E eu deixo acharem. Porque na cama eu sou outra. Na cama eu gosto de ser mandada. Gosto que ele decida. Gosto de chegar ao ponto de não precisar pensar em nada, só obedecer e sentir. E o Rafa sabe disso. Ele sempre soube.
Mas fazia um tempo que a gente tava com uma vontade estranha. Uma vontade de mais. Eu queria ver ele com outro pau. Queria ser usada por mais de uma mão ao mesmo tempo. E queria, confesso, ver outro homem ser tratado feito eu era tratada, mandado, encurralado, obedecendo de um jeito gostoso. Eu queria a cena inteira.
Foi o Rafa que achou o anúncio.
Uma tal de Juliana, 26 anos, tinha postado num grupo: "Casal procura casal. Regras diferentes: ela manda, ele obedece. Todos bi."
Quando o Rafa leu pra mim, eu senti uma coisa quente subir pela barriga. Porque a gente entendeu na hora: a mulher do outro casal mandava. O homem do outro casal obedecia. E os dois que sobravam, o Rafa, meu dono, e a Juliana, aquela mulher, iam comandar a noite. Iam fuder a gente. Iam fazer a gente transar um com o outro.
Todos bi. Todos novos. Todos com tesão de quem tá cansado de fingir.
Eu disse sim antes dele terminar de perguntar.
Na sexta, às dez da noite, o interfone tocou.
Eu abri a porta de shortinho, sem sutiã, e a primeira coisa que vi foi a Juliana. Alta, morena, cabelo preso, um jeito de quem não precisa levantar a voz pra ser obedecida. Atrás dela vinha o Marcos, 25 anos, magro, ombro largo, olhando o chão. Ela nem olhou pra trás. Ele seguiu que nem cachorro. E eu, na porta, já entendi tudo sobre ele num segundo.
A Juliana passou a mão no meu rosto, devagar, e falou:
— Você vai ser boazinha pra mim hoje, né?
E eu, que tenho um namorado do lado, senti o rosto queimar.
— Vou — respondi, baixinho.
Atrás de mim, o Rafa riu. Ele gostou de me ver corando por outra pessoa. E eu gostei de corar.
A gente tomou um drink, falou de bobagem, e depois a Juliana bateu o copo na mesa e olhou pro Rafa:
— Chega de papo. Tira a roupa da sua.
E o Rafa, meu dominante, obedeceu. Na frente dela. E isso já me deixou molhada.
Fiquei de pé no meio da sala. A Juliana sentou no sofá, cruzou as pernas e apontou o queixo:
— Desce tudo. E dobra do lado.
Eu tirei. A camiseta, o short, a calcinha. Fiquei nua, de pé, os peitos endurecidos com o ar, a buceta brilhando. Dobrei a roupa. Ajoelhei. Sem ele mandar. Porque eu queria.
Do outro lado, o Marcos tava tremendo. A Juliana olhou pra ele:
— E você, achou que era plateia?
Ele tirou tudo em trinta segundos, atrapalhado, e quando o pau dele pulou pra fora, duro, babando, a Juliana riu:
— Olha o estado dele, Rafa. Só de ver tua mulher.
E era verdade. O Marcos tava excitado por *mim*. E eu, ajoelhada no chão, senti um orgulho sujo subir.
— De joelhos — o Rafa mandou. — Os dois. De frente um pro outro. Perto.
A gente se ajoelhou. Eu e o Marcos, joelho contra joelho, cara a cara. Ele olhava pra mim como quem pede licença. E eu senti a mão do Rafa na minha nuca, empurrando, até minha boca encostar na dele.
O primeiro beijo foi tímido. Dois segundos. O Rafa não deixou passar:
— De novo. De língua. Sem vergonha.
E aí pegou fogo.
O Marcos me agarrou pela cintura, eu agarrei a nuca dele, e a gente se beijou como se o Rafa e a Juliana não existissem. De língua, molhado, urgente. E no meio do beijo eu senti as duas mãos da Juliana passarem por trás do corpo dele, descendo pelo peito, até agarrar o pau dele por trás. Ele gemeu dentro da minha boca.
— Você tá muito duro, bebê — ela sussurrou no ouvido dele. — Tá com vontade de comer a mulher do Rafa?
— Tô — ele respondeu.
— Então pede.
— Posso... posso comer ela?
A Juliana deu um tapinha no saco dele, leve, e ele estremeceu.
— Pede direito.
— Por favor.
E ali, entre os dois, eu percebi que ia ser uma noite longa. E que eu não ia precisar decidir nada. Que delícia.
O Rafa me deitou no chão, em cima de uma manta que a gente tinha posto ali de propósito. Eu abri as pernas sozinha. Ele se ajoelhou entre elas e passou a língua devagar, de baixo pra cima. Eu me arrepiei inteira e gemi.
— Não pra ela — o Rafa falou pro Marcos. — Pra você. Senta aqui.
O Marcos sentou perto da minha cabeça. O Rafa pegou a minha mão e colocou no pau do Marcos. Eu entendi na hora. Comecei a bater uma pra ele enquanto o Rafa me chupava. E o Marcos gemia que nem um condenado.
Aí a Juliana se ajoelhou atrás dele, encostou o peito nas costas dele, passou a mão por baixo e começou a apertar o saco dele enquanto eu batia uma pra ele. O coitado tava cercado. Cercado de mão, de boca, de mulher. E eu, deitada, com a boca do Rafa na minha buceta e a mão num pau que não era dele, senti uma coisa que nunca tinha sentido: uma vontade de gozar só de dar prazer.
— Rafa... — eu gemi. — Rafa, me fode. Por favor. Agora.
— Pede pra ela — ele falou.
E eu virei a cara pro lado, olhando pra Juliana, e pedi:
— Juliana... posso ser fodida?
— Pode — ela disse, com um sorriso de canto. — Mas ele vai te foder do jeito que *eu* quiser.
E foi a coisa mais gostosa que eu já ouvi.
A Juliana puxou o Rafa pela camisa, beijou ele na boca, língua, mordida, e mandou:
— Você fode ela. Devagar primeiro. E não deixa ela gozar até eu falar.
O Rafa entrou em mim devagar, até o fundo. E eu arquei as costas e soltei aquele gemido que só sai quando o pau chega onde tem que chegar. O Marcos tava de joelhos ao lado, olhando, batendo uma pra nós dois.
Aí a Juliana foi pra trás dele. Ela pegou um cinto com um pau de silicone que ela tinha trazido na mochila. Quando a ponta encostou no Marcos, ele travou.
— Vai doer um pouquinho — ela avisou, com a mão na nuca dele. — Respira.
Ele respirou. Ela entrou.
E naquele momento a sala virou uma máquina só. O Rafa metendo em mim, em cima da manta. A Juliana metendo no Marcos, de quatro, ao lado. E os dois submissos gemendo um pro outro, se olhando, sem acreditar. Eu estiquei a mão no chão e agarrei a mão do Marcos. Ele segurou de volta. E a gente ficou ali, de mãos dadas, sendo fodidos por quem mandava na gente.
Eu quase gozei só de olhar pra cara dele.
— Tá com vontade de gozar, bebê? — a Juliana perguntou pra ele.
— Tô... tô, senhora.
— Então aguenta. Ninguém goza sem eu mandar.
Eu ri no meio do gemido. Ela mandava nele, mandava no Rafa, mandava em mim. Mandava na sala inteira. E eu adorei entregar tudo.
Depois de um tempo, quando eu já tava tremendo de vontade, a Juliana parou e falou:
— Troca.
O Rafa saiu de mim. A Juliana saiu do Marcos. E ela apontou pra manta:
— Vocês dois. Um em cima do outro. Agora.
Eu olhei pro Marcos. O Marcos olhou pra mim. E a gente entendeu o que ela queria: os submissos, transando entre si, com os donos olhando. Eu deitei de barriga pra cima. Ele subiu em cima de mim, apoiou os braços ao lado da minha cabeça, e encostou o pau na minha buceta. Tava duro de novo, o tempo todo, babando.
— Entra — o Rafa mandou.
E ele entrou.
Foi diferente de tudo. Um pau novo, um corpo novo, um homem que gemia encostando a testa na minha, agradecendo baixinho a cada estocada. Eu agarrei as costas dele, cruzei as pernas em volta da cintura dele, e puxei ele pra dentro de mim o mais fundo que deu.
E aí as mãos dos donos vieram. O Rafa deu um tapa na minha coxa, aberto, e falou:
— Mais rápido.
A Juliana passou a mão pelo peito do Marcos, pela barriga, e apertou os mamilos dele enquanto ele metia em mim. E a gente virou um emaranhado de quatro corpos: o Marcos me fodendo, o Rafa me batendo e me beijando o pescoço, a Juliana por cima do Marcos mordendo o ombro dele.
Eu não sabia mais de quem era o gemido de quem.
— Agora sim — a Juliana disse, olhando pra mim, e apontou o queixo pro Marcos. — Você. Goza nela. E ele goza em você.
O Rafa me pegou pela cintura e me puxou por baixo do Marcos, me virando de quatro. Ele entrou de novo, forte, agora sem dó, me fudendo enquanto o Marcos ficava de joelhos na minha frente e enfiava o pau na minha boca. E a Juliana ficou atrás do Marcos, com a mão no quadril dele, empurrando ele pra dentro da minha boca no ritmo das estocadas do Rafa.
Os dois me usando ao mesmo tempo. Um na boca, um na buceta. Na mesma cadência. Eu tava zonza, babando, chorando de prazer.
— Goza — o Rafa sussurrou no meu ouvido, e passou a mão por baixo pra apertar meu clitóris. — Goza pra mim. Agora.
E eu gozei. Um orgasmo que me atravessou dos pés à nuca, que me fez tremer e gemer com a boca cheia de pau. E quando eu apertei, o Marcos não aguentou:
— Posso...? — ele gemeu.
— Goza na boca dela — a Juliana ordenou.
E ele gozou. Jorrou na minha língua, quente, e eu engoli tudo, olhando pra ele. Dois segundos depois, o Rafa deu um gemido fundo e gozou dentro de mim, e eu senti cada jato, e ainda apertei a buceta nele pra não deixar escapar nada.
O Marcos desabou no chão do meu lado. A Juliana se ajoelhou, exausta, sorrindo. E o Rafa me abraçou por trás, me beijando o ombro, ainda ofegante.
A gente ficou ali, os quatro, suados, nus, jogados na manta, ninguém falando nada. Só respirando.
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E agora eu tô aqui, escrevendo isso, e ainda tô sentindo tudo. A mão do Rafa no meu ombro. O beijo do Marcos. A voz da Juliana mandando a gente. Nunca mais olhei meu namorado do mesmo jeito depois daquela sexta. E nunca mais me olhei também — porque eu descobri o quanto eu gosto de ser *a submissa da história*.
Se você leu até aqui e ficou com a barriga quente igual eu fiquei... me manda mensagem. Conta o que você faria se fosse o Marcos. Ou o Rafa. Ou a Juliana.
Eu adoraria saber. Eu adoraria ler você.
— Cat