A gente transou de madrugada, baixinho, com o medo de acordar a casa toda. O Lucas gozou primeiro, depois ficou de costas roncando em dez minutos. E eu fiquei ali, insone, com a boca seca.
Levantei, botei a camiseta dele e fui pra cozinha beber água.
A luz da bancada estava acesa e ele estava lá. O pai. De camiseta e cueca, passando água num copo, de costas pra mim. Sessenta e poucos, o cabelo grisalho, as costas largas, o corpo firme de quem não deixou de se cuidar. Ele se virou e me viu, e por um segundo olhou — realmente olhou — a camiseta curta, as pernas nuas, o jeito que eu estava.
"Água?", perguntou.
"Sim. Desculpa, não sabia que tinha alguém."
"Fica tranquila, aqui é casa."
Ele me entregou o copo dele mesmo, já cheio, e os dedos se encostaram. Bebi olhando pra ele. Ele apoiou o quadril na bancada e continuou me olhando também.
"Vocês fizeram barulho", falou, com um sorriso de canto.
"Fizemos?"
"Ele fez. Você é bem quietinha."
Ri, sem graça, e senti o rosto queimar. "Acho que acordei o senhor."
"Já estava acordado."
O silêncio ficou um pouco longo demais. Eu coloquei o copo de lado e fiquei olhando pra ele, e ele não desviou. Aí eu dei um passo. Ele não recuou. E eu entendi que dava.
"Meu filho tá dormindo ali", ele falou, como quem só queria confirmar.
"Tá."
"E você tá aqui."
"Tô."
Ele puxou meu quadril e me beijou. Beijo de homem feito, sem pressa e sem delicadeza, com a mão grande na minha cintura. A barba dele raspou no meu queixo e eu deixei, e me encostei nele, e ele me apertou contra a bancada. A mão desceu e entrou por baixo da camiseta direto na minha bunda, apertando com força.
"Se ele acordar?", eu sussurrei.
"Aí ele acorda."
Me virou de costas, me curvou sobre a bancada e levantou a camiseta até a cintura. Ficou um tempo atrás de mim, as duas mãos me abrindo, olhando. Depois passou os dedos por mim, me sentindo molhada, e riu baixinho.
"Ainda tá molhadinha do meu filho."
"Tô."
Ele enfiou dois dedos de uma vez. Grossos, calejados, entrando fundo. Eu gemi contra a bancada e ele pôs a mão livre na minha boca. "Baixinho. A casa é grande mas não é tanto."
Tirou a mão da boca, mas os dedos de baixo continuaram, girando, me preparando. Ele abaixou a cueca, encostou e entrou sem aviso, devagar mas sem hesitar, e eu senti o alargamento e cravei as unhas no mármore. Ele era mais grosso que o filho. Bem mais.
Ficou fundo, parado, os dois respirando. "Aguenta?"
"Aguento."
Ele começou a meter. Fundo, firme, um ritmo de quem sabe o que faz e não tem pressa. A bancada rangia baixinho a cada estocada e ele foi aumentando, e eu fui gemendo contra o braço e ele encostou de novo a mão na minha boca, agora sem apertar, só pra abafar.
"Você é uma delícia", ele sussurrou no meu ouvido. "Bem melhor que ele me falou."
Pegou meu cabelo com a mão livre e puxou, me endireitando, e mordeu meu ombro. A outra mão desceu pra frente e achou o clitóris e começou a massagear no ritmo dele, e eu quase gritei dentro da mão dele. Ele sentiu meu corpo tremer e acelerou, e agora era fundo e forte e a mão dele trabalhando em mim junto, e eu ia gozar ali na bancada da cozinha com o pai do meu namorado dentro de mim.
"Tá perto?", perguntou.
"Tô."
"Goza. Mas baixinho."
E eu gozei mordendo a própria mão dele, o corpo inteiro fechando, a coxa tremendo. Ele grunhiu baixinho quando sentiu o aperto e bateu mais forte, três, quatro vezes, e gozou fundo com um gemido preso na garganta. Ficou parado, latejando, a respiração quente na minha nuca.
Aí, do corredor, veio o som de uma porta.
A gente se afastou num segundo, ele puxando a cueca, eu abaixando a camiseta. O Lucas apareceu na porta da cozinha, o cabelo bagunçado, os olhos apertados.
"Cês tão aí? Que horas são?"
"Três e pouco", falou o pai, num tom totalmente normal. "Tua namorada veio beber água."
"Ah." O Lucas bocejou. "Vem dormir, amor."
"Já vou."
Ele voltou pro quarto. Eu olhei pro pai. Ele olhou pra mim, tomou a água dele com calma e sussurrou:
"Boa noite. E fecha a porta do quarto direito."
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E aí, meus gatinhos, o que acharam dessa selvageria toda? Ficaram duros ou molhadinhos só de imaginar? Eu sei que sim, porque tô ficando excitada de novo só de escrever isso tudo. Deixa um comentário, me conta o que te deixou mais louco, o que você quer ver nas próximas histórias. Tenho um monte de safadezas pra dividir com vocês. Beijos molhados da sua Cat preferida. Até a próxima!